27 de agosto de 2026

Infraestrutura

Macaíba avança com novo mercado público e obras de drenagem

A Prefeitura de Macaíba deu mais um passo para transformar uma das áreas de maior movimento comercial da cidade. Na manhã desta quinta-feira (27), o prefeito Emídio Júnior assinou a ordem de serviço para a construção do terceiro mercado público e implantação de um sistema de drenagem na região. O investimento supera R$ 1,4 milhão, com prazo previsto de sete meses.

O novo equipamento deverá receber ambulantes que hoje trabalham nas calçadas do Centro e também comerciantes instalados entre os dois mercados existentes. O projeto inclui ainda o capeamento das ruas próximas que permanecem sem pavimentação, ampliando as condições de circulação e acesso para comerciantes, moradores, motoristas e pedestres.

A drenagem terá papel importante na infraestrutura do setor, buscando reduzir os transtornos provocados pelo acúmulo de águas de chuva e esgoto. A intervenção integra um conjunto de medidas planejadas para reorganizar uma área que concentra diariamente intenso fluxo de pessoas e atividades comerciais.

Durante a solenidade, Emídio Júnior também anunciou a padronização das bancas da feira livre e a reforma do mercado localizado na parte posterior. Segundo o prefeito, a construção do terceiro mercado representa um novo capítulo para o comércio macaibense, décadas após a implantação dos dois primeiros, em 1972 e 1989.

O evento reuniu vereadores, secretários municipais, lideranças comunitárias, comerciantes e moradores. Entre os presentes estavam Érika Emídio, Edi do Posto, Ismarleide Duarte, Ana Catarina, Venício Filho, Rita de Cássia, Socorro Nogueira, Dadaia Ribeiro, Otacílio Andrade e Aroldo da Saúde.

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Imagem: Luan Alves

Opinião

Pneus, antenas e detergente: como a desinformação alimenta o extremismo

A escalada da radicalização política no Brasil tem sido impulsionada por táticas de desinformação que convertem atos regulatórios de órgãos de fiscalização em guerras culturais. O diagnóstico foi apresentado pela socióloga, ativista e política Aava Santiago em análise divulgada nas redes sociais. Segundo a especialista, o acionamento sistemático de narrativas extremistas atua como estratégia tática para inflar as bases eleitorais e desviar a atenção da opinião pública diante do avanço de investigações policiais e financeiras de grande porte.
O episódio mais recente envolve a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a fabricante Ypê. A inspeção do órgão sanitário determinou a suspensão e o recolhimento de lotes de produtos da empresa após a constatação de riscos à saúde pública, como falhas de especificação, equipamentos corroídos e risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. Embora a própria empresa tenha reconhecido o caso e declarado colaboração com as autoridades, setores da extrema-direita passaram a atacar a agência e a incitar a população contra as medidas preventivas.
De acordo com Santiago, a reação ao caso da Anvisa segue a mesma fórmula de outros episódios emblemáticos de delírio coletivo e radicalismo registrados no país nos últimos anos. Entre os fatos citados pela socióloga estão os manifestantes que rezaram para pneus, os que colocaram celulares na cabeça na tentativa de comunicação extraterrestre, os idosos que adoeceram acampados sob chuva por não aceitarem os resultados eleitorais e o homem que se agarrou ao para-brisa de um caminhão em movimento.
A análise relembra ainda atos de violência política de maior gravidade, como o atentado cometido por Francisco Wanderley Luiz (conhecido como “Tio França”), que usou explosivos contra si mesmo em frente às instituições republicanas em Brasília. Para a ativista, ao transformar procedimentos técnicos de vigilância sanitária em teorias da conspiração, lideranças políticas colocam a saúde da população em perigo e alimentam um ciclo contínuo de desinformação para proteger interesses operacionais e financeiros.
#Politica #Anvisa #Radicalismo #DireitosHumanos #Sociedade
Economia

Desemprego cai a 5,3% e Brasil bate recorde de ocupação

A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a Pnad Contínua divulgada pelo IBGE. É o menor índice para esse período desde o início da série histórica, em 2012, indicando um mercado de trabalho ainda resistente.

Na comparação com o trimestre até abril, quando a taxa era de 5,8%, houve queda de 0,5 ponto percentual. O número de desempregados recuou 8%, para 5,819 milhões, e ficou 4,9% abaixo do registrado um ano antes.

A população ocupada chegou a 103,335 milhões de pessoas, maior número da série, com alta de 1% no trimestre. O emprego com carteira assinada no setor privado também bateu recorde, com 39,428 milhões. Já os trabalhadores sem carteira cresceram 3,6%, chegando a 13,753 milhões.

Apesar do avanço da ocupação, a renda média recuou 0,7%, para R$ 3.762, ante R$ 3.786 no trimestre até abril. Na comparação anual, porém, o rendimento real habitual cresceu 3,3%. A massa de rendimento alcançou R$ 383,5 bilhões.

A avaliação de analistas é que o desemprego deve permanecer em níveis historicamente baixos, mesmo com a esperada desaceleração da economia no segundo semestre. A construção civil aparece entre os setores que contribuíram para o avanço do emprego, enquanto a renda e a informalidade permanecem como pontos de atenção.

#Desemprego #Emprego #IBGE #MercadoDeTrabalho #Economia

Cultura

Miguel de Lima leva a história de Macaíba em filme que estreia sábado no Solar Ferreiro Torto

A história de um dos grandes nomes do futebol brasileiro e sua forte ligação com Macaíba chegam às telas neste sábado, 29 de agosto. O documentário “Miguel de Lima – goleiro de dois mundos” estreia às 16h, no Solar do Ferreiro Torto, com entrada franca.

Idealizado pelo jornalista Osair Vasconcelos e dirigido por Vitor Marinho, o filme tem 1h20 de duração e percorre a trajetória de Miguel, que chegou criança a Macaíba, tornou-se goleiro no Cruzeiro local e passou por Santa Cruz e Alecrim, em Natal, antes de chegar ao Vasco da Gama.

Em 1958, apenas quatro anos após deixar Macaíba, Miguel foi campeão carioca pelo Vasco no histórico Super-supercampeonato, substituindo Barbosa, goleiro da Seleção Brasileira na Copa de 1950. Depois, construiu carreira internacional por clubes da Colômbia, Alemanha e Estados Unidos, incluindo o Cosmos, onde trabalhou como treinador de goleiros e conviveu com Pelé, Beckenbauer, Neeskens e Carlos Alberto Torres.

Mesmo no auge da carreira, Miguel nunca deixou de visitar Macaíba quando vinha ao Brasil. Hoje, aos lado da esposa, Graça, vive em Pensacola, na Flórida, cercado por filhos e netos. Seu nome integra o Hall of Fame da Saint Louis University, como um dos estrangeiros que contribuíram para a implantação do soccer nos Estados Unidos.

Produzido ao longo de quatro anos por uma equipe de 13 profissionais, o documentário reúne entrevista de Miguel, depoimentos, imagens históricas e registros recentes gravados em Macaíba e nos Estados Unidos. A estreia celebra não apenas a trajetória de um goleiro de dois mundos, mas também suas raízes macaibenses.

#MiguelDeLima #Macaíba #GoleiroDeDoisMundos #FutebolPotiguar #CinemaPotiguar

Eleições 2026

Pesquisas eleitorais: quem mais acertou e quem mais errou na última eleição nacional

A eleição presidencial de 2022 mostrou diferenças no desempenho das pesquisas. No segundo turno, quatro institutos chegaram ao resultado dentro da margem de erro: MDA, Datafolha, Paraná Pesquisas e Quaest. Lula venceu Jair Bolsonaro por 50,9% a 49,1% dos votos válidos.

O MDA foi o mais preciso. Na véspera, apontou 51,1% para Lula e 48,9% para Bolsonaro, com margem de erro de 2,2 pontos. Datafolha e Quaest indicaram 52% a 48%, enquanto o Paraná Pesquisas projetou 50,4% a 49,6%.

Já Brasmarket, Futura/Modal e Veritá projetaram vitória de Bolsonaro. Os números foram 53,6% a 46,4%, 50,3% a 49,7% e 51,2% a 48,8%. No primeiro turno, Paraná Pesquisas e AtlasIntel foram os que mais se aproximaram, mas também subestimaram a votação de Bolsonaro.

Para Arilton Freres, diretor do Instituto Opinião, a polarização política e o atraso no recenseamento dificultaram o trabalho dos institutos. Ele destacou que o segundo turno facilita a identificação da tendência, mas pesquisa é retrato de um momento, não garantia do resultado.

O balanço de 2022 mostra por que pesquisas precisam ser lidas com atenção. Margem de erro, período da coleta e metodologia ajudam a interpretar os números. O pleito reuniu levantamentos precisos e outros que erraram o vencedor.

#PesquisasEleitorais #Eleições2022 #PolíticaBrasileira #Datafolha #MDA

Homenagem

“Se dou pão aos pobres, me chamam de santo. Se mostro por que os pobres não têm pão, me chamam de comunista”

Dom Hélder morreu há exatamente 27 anos

A trajetória de Dom Hélder Câmara na defesa dos direitos humanos e no combate à ditadura militar brasileira permanece como um dos marcos da história recente do país. Fundador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e nomeado arcebispo de Olinda e Recife em 1964, o religioso cearense tornou-se figura central na oposição ao regime autoritário ao utilizar a palavra e a atuação comunitária para denunciar a repressão e defender a dignidade humana.

Anos antes de sua consolidação como liderança progressista, Dom Hélder aproximou-se da Ação Integralista Brasileira na década de 1930. Ao constatar a ligação do movimento com regimes violentos, desligou-se do grupo, passou a ser perseguido e precisou fugir. Décadas depois, já na Igreja Católica, publicou um manifesto em apoio à ação católica operária no Recife logo após o golpe de 1964, o que motivou acusações de demagogia e comunismo por parte do governo militar, culminando na proibição de suas manifestações públicas.

Com o advento do Ato Institucional Número 5 em 1968, o regime intensificou a censura sobre o religioso, proibindo os meios de comunicação de citar seu nome e impedindo sua entrada em universidades brasileiras. Classificado por agentes governamentais como um morto-vivo, o arcebispo direcionou suas atividades ao exterior, realizando palestras em instituições de ensino do Canadá, Estados Unidos, França, Alemanha e Itália para expor as violações cometidas no Brasil.

O engajamento internacional rendeu a Dom Hélder quatro indicações ao Prêmio Nobel da Paz, o prêmio Martin Luther King nos Estados Unidos e 32 títulos de doutor honoris causa em universidades nacionais e estrangeiras. Ao longo de sua trajetória, organizou mais de 500 comunidades eclesiais de base, aposentou-se em 1985 e, no fim dos anos 1990, lançou a campanha Ano 2000 Sem Miséria, deixando um legado reconhecido pela promoção da cidadania e da justiça social.

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