14 de agosto de 2026

Eleições 2026

Allyson Bezerra mantém liderança nas pesquisas mais recentes para o Governo do RN

Seis levantamentos divulgados em agosto ajudam a compor uma fotografia ainda provisória da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Embora apresentem diferenças de metodologia, amostragem e período de coleta, os cenários estimulados considerados colocam Allyson Bezerra numericamente na primeira posição em todos eles. Álvaro Dias e Cadu Xavier alternam posições conforme o levantamento, com Álvaro em segundo nas cinco pesquisas inicialmente analisadas e Cadu em terceiro. A pesquisa Data Census/Mega Portal RN, porém, apresenta uma particularidade: Cadu aparece numericamente à frente de Álvaro.

Na Metadata/Grupo Dial, realizada de 6 a 8 de agosto com 1.536 eleitores de 63 municípios, Allyson registra 34,2%, Álvaro 24% e Cadu 17,01%. No Agora Sei, com 1.500 entrevistados em 68 municípios, entre 2 e 5 de agosto, os números são 39,9%, 25,3% e 18,1%. A Seta, realizada de 7 a 9 de agosto com 1.500 eleitores, aponta 39,5% para Allyson, 23,7% para Álvaro e 19,6% para Cadu.

O levantamento Qualittá, realizado de 6 a 10 de agosto com 1.200 pessoas em 30 municípios, registra 40,9% para Allyson, 17,9% para Álvaro e 12,8% para Cadu. No cenário espontâneo dessa pesquisa, Allyson tem 28,3%, Cadu 9,2% e Álvaro 9%, enquanto 47,1% não sabem ou não responderam, indicando parcela expressiva do eleitorado sem preferência definida.

A pesquisa Consult/TRIBUNA DO NORTE, realizada de 8 a 10 de agosto com 1.700 entrevistados em 64 municípios, mostra o cenário mais equilibrado entre os dois primeiros: Allyson tem 30,18%, Álvaro 27,65% e Cadu 13,06%. A diferença de 2,53 pontos entre Allyson e Álvaro está dentro da margem de erro de 2,37 pontos. O levantamento foi registrado sob BR-09418/2026 e RN-08509/2026 e, segundo a TRIBUNA DO NORTE, é o primeiro realizado após as convenções partidárias.

Já a Data Census/Mega Portal RN, realizada entre 10 e 13 de agosto com 2.000 entrevistados em 60 municípios, apresenta Allyson com 41,8%, Cadu Xavier com 14,9% e Álvaro Dias com 13,6%. Rodrigo Bolsonaro aparece com 3,3%, Dário Barbosa com 2,8%, Robério Paulino com 2,3% e Arinalda Medeiros com 1,6%. Outros 13,3% não sabem ou não responderam e 6,6% afirmam não escolher nenhum nome. O levantamento informa margem de erro de 2,1 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registros RN-09307/2026 e BR-09346/2026.

Na comparação com a pesquisa Consult anterior, Allyson passou de 34,59% para 30,18%, enquanto Álvaro oscilou de 29% para 27,65% e Cadu avançou de 11,24% para 13,06%. Esses movimentos devem ser analisados com cautela, porque pesquisas diferentes não formam, necessariamente, uma série estatística comparável.

O conjunto dos levantamentos mostra uma liderança numérica recorrente de Allyson, mas também revela diferenças expressivas nas distâncias entre os candidatos. Na Consult, por exemplo, a vantagem sobre Álvaro está dentro da margem de erro. Já na Data Census/Mega Portal RN, a diferença entre Allyson e o segundo colocado é muito maior, enquanto Cadu aparece numericamente à frente de Álvaro.

A legislação eleitoral exige que pesquisas destinadas ao conhecimento público sejam registradas no PesqEle até cinco dias antes da divulgação, com informações como período de coleta, metodologia, margem de erro, nível de confiança, número de entrevistas, contratante e responsável pelo levantamento. A partir de 15 de agosto, também é vedada a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral. 

Assim, os números de agosto devem ser lidos como retratos de momentos distintos, e não como previsão do resultado das urnas. A fotografia atual aponta uma liderança recorrente de Allyson, mas também evidencia uma disputa sujeita a oscilações e um contingente relevante de eleitores ainda sem decisão consolidada. A leitura responsável exige considerar instituto, metodologia, período de coleta, margem de erro e nível de confiança de cada levantamento.

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Política

Lula já cumpriu 26 das 36 promessas feitas na campanha de 2022

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu integralmente 26 das 36 promessas de campanha monitoradas pelo projeto Promessas dos Políticos, do g1. Outras quatro foram classificadas como parcialmente cumpridas e seis ainda não foram realizadas. O levantamento considera as ações do governo entre 1º de janeiro de 2023 e 30 de junho de 2026, mostrando que cerca de 72% dos compromissos avaliados foram cumpridos integralmente. 

Entre as promessas consideradas cumpridas estão a aprovação da reforma tributária, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, a retomada do Mais Médicos e do Minha Casa, Minha Vida e a ampliação do Farmácia Popular. Também foram consideradas a recriação de ministérios e a criação do Ministério dos Povos Indígenas.

Quatro compromissos tiveram cumprimento parcial. Entre eles estão a universalização da internet nas escolas públicas, a redução das filas acumuladas no SUS, a universalização do acesso à água e à energia elétrica e a criação de uma nova legislação trabalhista para trabalhadores autônomos e de aplicativos.

O balanço ainda registra seis promessas não cumpridas, entre elas a recriação do Ministério da Segurança Pública. Os números indicam um índice expressivo de execução dos compromissos avaliados, embora o resultado represente uma fotografia do período analisado e possa mudar até o encerramento do mandato. A avaliação também segue critérios próprios do levantamento e não constitui, isoladamente, uma análise geral do desempenho do governo.

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Economia

Brasil se aproxima dos EUA e pode assumir liderança mundial nas exportações agrícolas

O Brasil está cada vez mais próximo de superar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador agrícola do mundo. Em 2025, a diferença entre os dois países ficou em cerca de US$ 2 bilhões: os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas, enquanto o Brasil alcançou US$ 169,2 bilhões, segundo dados oficiais dos dois países. 

A distância, que chegou a US$ 56 bilhões em 2021, diminuiu rapidamente nos últimos anos. O movimento ganhou força em 2026. No primeiro semestre, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 87 bilhões, alta de 6,1% sobre o mesmo período de 2025 e recorde para os primeiros seis meses do ano. Soja, carnes, milho e algodão estão entre os produtos que sustentaram o resultado. 

O cenário também ocorre em meio a mudanças no comércio internacional. As exportações agrícolas dos Estados Unidos recuaram em 2025, influenciadas pela queda dos preços de commodities, pela valorização do dólar e por mudanças na demanda. As vendas americanas de soja para a China, por exemplo, caíram significativamente no período. 

Ainda assim, a liderança mundial não está definida. O Departamento de Agricultura dos EUA coloca União Europeia, Estados Unidos e Brasil entre os maiores exportadores agrícolas de 2025. A eventual ultrapassagem brasileira dependerá do desempenho dos dois países ao longo de 2026 e também da metodologia utilizada para comparar os dados. 

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Imagem: Jornal do Comércio

 

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