28 de agosto de 2026

Economia

Brasil bate recorde de exportações e chega fortalecido para negociar tarifas com os EUA

Brasil e Estados Unidos voltam a se reunir para negociar o tarifaço imposto pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. O país chega à mesa de conversas amparado por um desempenho histórico no comércio exterior, tendo alcançado recorde de exportações no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as vendas externas brasileiras somaram 184,77 bilhões de dólares, representando uma alta de 11,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O cenário econômico destaca um contraste direto na relação comercial entre as duas nações. Enquanto as exportações destinadas ao mercado americano registraram uma queda de aproximadamente 2,6 bilhões de dólares no período, o Brasil expandiu sua participação em outros mercados globais. A perda de espaço nos Estados Unidos foi compensada pela ampliação das vendas para outros 17 destinos internacionais, que somaram 19,3 bilhões de dólares.

Essa movimentação consolida uma estratégia ampla de diversificação de parceiros comerciais. O avanço nas vendas externas envolve acordos e negociações em andamento com a União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Índia, Canadá e Emirados Árabes. A abertura e o fortalecimento dessas frentes reduzem o impacto das barreiras tarifárias impostas por Washington.

A ampliação dos destinos para os produtos nacionais altera a dinâmica das conversas bilaterais entre os dois governos. O crescimento registrado no primeiro semestre demonstra a capacidade do setor produtivo em redirecionar fluxos de comércio e assegurar receitas recordes no mercado internacional, mesmo diante de restrições em mercados tradicionais.

Diante desse panorama, o Brasil mantém a disposição para negociar com os Estados Unidos a revisão das medidas restritivas. Contudo, o resultado das exportações garante ao país uma posição de menor dependência em relação ao mercado americano durante as tratativas com o governo dos Estados Unidos.

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Segurança

iPhone passa a permitir transmissão de vídeo ao vivo para o 190 em situações de emergência

Usuários de iPhone no Brasil passaram a contar, a partir desta segunda-feira (24), com um novo recurso para situações de emergência. Durante uma chamada para o 190, número utilizado pela Polícia Militar, o aparelho pode permitir que o atendente visualize imagens em tempo real. A ferramenta também possibilita o compartilhamento de fotos, mas a transmissão só é iniciada quando solicitada pela central de atendimento.

O recurso, chamado Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência, utiliza integrações com serviços especializados para enviar as imagens à central. Quando o atendente precisar visualizar a situação, uma solicitação aparece na tela do iPhone e o usuário pode tocar em “Compartilhar”. A transmissão pode ser pausada, retomada ou encerrada a qualquer momento pelo próprio usuário, oferecendo mais informações à equipe responsável pelo atendimento.

A novidade pode ser especialmente útil em ocorrências nas quais a descrição verbal não é suficiente para dimensionar o risco, como acidentes, situações de violência ou outros casos em que imagens ajudem a orientar o socorro. A Apple alerta, porém, que os serviços de emergência podem manter cópias dos vídeos e das fotos compartilhados durante o atendimento, aspecto que envolve diretamente a privacidade do usuário.

Para facilitar o acionamento do 190, o iPhone também permite configurar o SOS de Emergência para chamadas rápidas. Em “Ajustes”, basta acessar “SOS de Emergência” e ativar a opção “Pressionar 5 Vezes para Ligar”. Também é possível habilitar a chamada silenciosa e o acionamento automático após acidentes graves. Em uma emergência, conhecer e deixar esses recursos previamente configurados pode fazer diferença.

Opinião

A quem Augusto Cury quer enganar?

Cury e Pablo Marçal

O desempenho de Augusto Cury no debate da Band provocou uma reação curiosa nas redes: “Sou de esquerda e vou votar no Cury”. Mas transformar boa oratória em projeto de país é um salto perigoso. Foi fácil Cury se destacar diante do “agressivo” Renan Santos e do jurássico Ronaldo Caiado, mas um debate não substitui propostas, alianças e capacidade de governar.

O candidato do Avante repete que não precisa do poder nem do dinheiro público porque já é rico e deseja apenas ajudar o Brasil. A insistência nessa imagem, que soa demagógica, de desprendimento, porém, merece questionamento. Se a proposta é romper com a velha política, é legítimo perguntar que mudanças concretas pretende fazer e como pretende construir maioria no Congresso. Ele vai abrir mão dos palácios, cartões corporativos, trocar os aviões presidenciais por voos comerciais e dispensar banquetes?

Há ainda contradições que não podem ser ignoradas. Cury afirmou que seu ministro da Segurança seria Ronaldo Caiado, embora se apresente fora dos rótulos ideológicos de direita-centro-esquerda e como alternativa. À CNN, segundo o material, defendeu o perdão aos envolvidos nos crimes de 8 de janeiro, numa demonstração de total desrespeito às leis e à nossa democracia. Ao UOL, declarou que pretende trabalhar por um regime semipresidencialista e citou Tarcísio de Freitas como nome ideal para primeiro-ministro. Logo Tarcísio, principal bolsonarista do país.

Também é preciso olhar para a governabilidade. O Avante tem apenas cinco deputados federais entre as 513 cadeiras da Câmara. Nenhum presidente governa sozinho. Como Cury diz que o fará. Negociar com o Congresso faz parte da democracia, mas vender a imagem de independência absoluta é diferente de explicar como essa relação funcionará. Seu candidato a vice tem seis mandatos de deputado federal. Então, onde está a coerência da sua repulsa à política tradicional?

Cury pode ser inteligente, preparado e eloquente. Isso, contudo, não basta para administrar um país. Antes de transformá-lo em “salvador da pátria”, como Collor foi um dia e Jair Messias Bolsonaro também, é preciso conhecer suas ideias sobre economia, SUS, salário mínimo, aposentadoria, empregos, direitos trabalhistas e equilíbrio fiscal. O Brasil já aprendeu que discursos sedutores não garantem bons governos.

Estamos tratando de um coach dos anos 90, é um Pablo Marçal que estudou de verdade;

Augusto cury é um Pablo Marçal Gourmet; até dia desses faziam live juntos. Logo com Pablo Marçal, um dos piores quadros que a política brasileira nos apresentou nas últimas décadas.

Cortes de internet não são suficientes para entregarmos o destino de milhões de brasileiros nas mãos de quem quer que seja.

#AugustoCury #Eleições2026 #PolíticaBrasileira #Presidência #Democracia

Data Importante

Dia Nacional do Voluntariado reforça o papel da solidariedade no apoio a causas sociais no Brasil

Celebrado em 28 de agosto, o Dia Nacional do Voluntariado destaca a relevância de pessoas que doam tempo, energia e talento, de forma espontânea e sem remuneração, em prol de causas sociais. Instituída pela Lei nº 7.352 de 1985 e regulamentada pela Lei nº 9.608 de 1998, a data homenageia quem atua em entidades públicas ou instituições privadas sem fins lucrativos com objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social.
Com representação em diversos segmentos, a atuação abrange a coordenação de campanhas para distribuição de alimentos, arrecadação de roupas e itens de higiene, resgate de animais e mobilizações voltadas à saúde e ao meio ambiente. No Brasil, essa rede de apoio desempenhou papel fundamental no enfrentamento aos impactos da pandemia do coronavírus, respondendo a necessidades urgentes decorrentes do distanciamento social e da queda de renda.
Globalmente, o engajamento também é reconhecido pela Organização das Nações Unidas, que criou o Dia Internacional do Voluntário em 5 de dezembro de 1985. A Agenda 2030 da ONU inclui os voluntários como partes interessadas no alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, contribuindo diretamente para a redução das desigualdades, promoção da inclusão e garantia de igualdade de oportunidades.
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