28 de agosto de 2026

Opinião

A quem Augusto Cury quer enganar?

Cury e Pablo Marçal

O desempenho de Augusto Cury no debate da Band provocou uma reação curiosa nas redes: “Sou de esquerda e vou votar no Cury”. Mas transformar boa oratória em projeto de país é um salto perigoso. Foi fácil Cury se destacar diante do “agressivo” Renan Santos e do jurássico Ronaldo Caiado, mas um debate não substitui propostas, alianças e capacidade de governar.

O candidato do Avante repete que não precisa do poder nem do dinheiro público porque já é rico e deseja apenas ajudar o Brasil. A insistência nessa imagem, que soa demagógica, de desprendimento, porém, merece questionamento. Se a proposta é romper com a velha política, é legítimo perguntar que mudanças concretas pretende fazer e como pretende construir maioria no Congresso. Ele vai abrir mão dos palácios, cartões corporativos, trocar os aviões presidenciais por voos comerciais e dispensar banquetes?

Há ainda contradições que não podem ser ignoradas. Cury afirmou que seu ministro da Segurança seria Ronaldo Caiado, embora se apresente fora dos rótulos ideológicos de direita-centro-esquerda e como alternativa. À CNN, segundo o material, defendeu o perdão aos envolvidos nos crimes de 8 de janeiro, numa demonstração de total desrespeito às leis e à nossa democracia. Ao UOL, declarou que pretende trabalhar por um regime semipresidencialista e citou Tarcísio de Freitas como nome ideal para primeiro-ministro. Logo Tarcísio, principal bolsonarista do país.

Também é preciso olhar para a governabilidade. O Avante tem apenas cinco deputados federais entre as 513 cadeiras da Câmara. Nenhum presidente governa sozinho. Como Cury diz que o fará. Negociar com o Congresso faz parte da democracia, mas vender a imagem de independência absoluta é diferente de explicar como essa relação funcionará. Seu candidato a vice tem seis mandatos de deputado federal. Então, onde está a coerência da sua repulsa à política tradicional?

Cury pode ser inteligente, preparado e eloquente. Isso, contudo, não basta para administrar um país. Antes de transformá-lo em “salvador da pátria”, como Collor foi um dia e Jair Messias Bolsonaro também, é preciso conhecer suas ideias sobre economia, SUS, salário mínimo, aposentadoria, empregos, direitos trabalhistas e equilíbrio fiscal. O Brasil já aprendeu que discursos sedutores não garantem bons governos.

Estamos tratando de um coach dos anos 90, é um Pablo Marçal que estudou de verdade;

Augusto cury é um Pablo Marçal Gourmet; até dia desses faziam live juntos. Logo com Pablo Marçal, um dos piores quadros que a política brasileira nos apresentou nas últimas décadas.

Cortes de internet não são suficientes para entregarmos o destino de milhões de brasileiros nas mãos de quem quer que seja.

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Data Importante

Dia Nacional do Voluntariado reforça o papel da solidariedade no apoio a causas sociais no Brasil

Celebrado em 28 de agosto, o Dia Nacional do Voluntariado destaca a relevância de pessoas que doam tempo, energia e talento, de forma espontânea e sem remuneração, em prol de causas sociais. Instituída pela Lei nº 7.352 de 1985 e regulamentada pela Lei nº 9.608 de 1998, a data homenageia quem atua em entidades públicas ou instituições privadas sem fins lucrativos com objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social.
Com representação em diversos segmentos, a atuação abrange a coordenação de campanhas para distribuição de alimentos, arrecadação de roupas e itens de higiene, resgate de animais e mobilizações voltadas à saúde e ao meio ambiente. No Brasil, essa rede de apoio desempenhou papel fundamental no enfrentamento aos impactos da pandemia do coronavírus, respondendo a necessidades urgentes decorrentes do distanciamento social e da queda de renda.
Globalmente, o engajamento também é reconhecido pela Organização das Nações Unidas, que criou o Dia Internacional do Voluntário em 5 de dezembro de 1985. A Agenda 2030 da ONU inclui os voluntários como partes interessadas no alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, contribuindo diretamente para a redução das desigualdades, promoção da inclusão e garantia de igualdade de oportunidades.
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