10 de agosto de 2026

Religiosidade

Louvação à Jurema Sagrada leva religião e tradição à Praça Paulo Holanda Paz

Os batuques dos tambores e os pontos entoaram na Praça Paulo Holanda Paz, na tarde deste sábado (08), durante a II Louvação à Jurema Sagrada promovida pela Secretaria Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania de Macaíba. Participaram diversos terreiros de Umbanda, Candomblé e Jurema do município e da região metropolitana, além do Grupo de Articulação de Matrizes Africanas e Ameríndias do Rio Grande do Norte (GAMA/RN), o Grupo de Direitos Humanos do Governo do Estado e o prefeito Emídio Jr.

O evento busca fortalecer a cultura tradicional de matriz africana e ameríndia, por meio da jurema sagrada. Em Macaíba, mais de 40 casas realizam aprovação à jurema. “Macaíba tem mais de quarenta casas de axé, algumas com até quinhentos filhos. Aqui vemos homens e mulheres, companheiros de lutas e de resistência. Estamos em praça pública, nos aproximando da população, buscando o seu lugar”, afirmou Cícero Militão, ao lado de Pai Léo e do prefeito Emídio Júnior.

A jurema sagrada é uma tradição religiosa e mística de matriz afro-indígena nascida no Nordeste do Brasil. Ela é baseada no uso ritualístico da jurema e no culto a divindades, caboclos, mestres e encantados. “Aqui nós temos um grande momento de poder compartilhar com a sociedade um pouco dessa cultura fundamental, que preserva as raízes, as tradições do povo nordestino e valoriza os saberes populares”, afirmou o secretário.

Neste ano, a Louvação trouxe um destaque para as mulheres. “Hoje nós estamos homenageando principalmente as mulheres, Mãe Avelina, Mãe Lourdes Boi, Mãe Raimunda, Mãe Bezinha, Vó Bela e tantas outras mulheres que através da sua luta e resistência conseguiram deixar estruturado essa religião aqui em Macaíba para que a nossa sociedade de hoje possa conhecer”, comentou Cícero.

O evento contou ainda com a participação do Grupo Coco Juremado do Rio Grande do Norte, a tradicional Feira dos Povo de Matriz Africana, apresentando objetos que elaborados pelas próprias casas de axé, como guias, quadros, cachimbos, ervas para banhos e lambedores, e com diversas opções da gastronomia, como o acarajé, que pode ser consumido pelos visitantes.

Imagem: Edeilson Morais

Comportamento

10 de agosto: Dia Nacional da Preguiça

Em meio à correria, às cobranças e à sensação de que é preciso estar sempre produzindo, o Dia Nacional da Preguiça, celebrado em 10 de agosto, chega como um convite bem-humorado para fazer uma pausa. A data propõe algo que muitas vezes parece difícil: desacelerar, descansar e permitir-se não fazer nada por algumas horas. Dormir um pouco mais, ficar de pijama, ler, assistir a um filme ou simplesmente aproveitar o silêncio também podem ser formas de cuidar de si. Mais do que exaltar a falta de disposição, a celebração lembra que o descanso é parte importante de uma rotina equilibrada.

A origem da data é incerta, mas sua mensagem é bastante atual. Em uma sociedade que costuma valorizar a produtividade constante, parar também pode ser necessário para recuperar as energias e evitar o esgotamento. E vale não confundir: o Dia da Preguiça é celebrado em 10 de agosto; o Dia Internacional da Preguiça ocorre em 7 de novembro; já o Dia Internacional do Bicho-Preguiça, dedicado à preservação do animal, é lembrado no terceiro sábado de outubro. Hoje, portanto, a ordem é simples: desacelerar, respirar e, se possível, não ter pressa para absolutamente nada.

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Sociedade

Estamos na Semana da Família

Começou neste domingo, 9 de agosto, e segue até o dia 15 a 30ª Semana Nacional da Família, iniciativa promovida pela CNBB, por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar. Neste ano, a reflexão tem como tema “Família, torna-te aquilo que és” e como lema “O amor jamais acabará” (1Co 13,8).

Realizada anualmente em agosto, a Semana busca fortalecer os vínculos familiares, estimular o diálogo, o respeito e a convivência entre gerações, além de reafirmar a importância da família na comunidade. A programação pode envolver missas de abertura e encerramento, encontros de oração, visitas às famílias, momentos de reflexão nas casas e ações de caridade.

Em 2026, a iniciativa ganha significado especial. O Hora da Família, subsídio utilizado como guia para as celebrações e reflexões diárias, chega à sua 30ª edição. A Semana também marca os 10 anos da exortação Amoris Laetitia e os 45 anos da Familiaris Consortio.

A proposta é que a programação envolva paróquias, pastorais, movimentos, escolas e a sociedade. Jovens, crianças, idosos, casais, viúvos, solteiros e pessoas de diferentes realidades são convidados a participar. Mais que uma agenda religiosa, a Semana Nacional da Família propõe oração, diálogo, convivência, solidariedade e valorização dos laços que unem as famílias.

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