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Prefeitura de Macaíba realiza 1° feira cultural indígena em Lagoa do Sítio

Secretário Cícero Militão

A Prefeitura de Macaíba, através da Secretaria de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania, em parceria com a Cultura e Turismo, Saúde, Agricultura e Educação, realizará neste sábado (11), a primeira edição da Feira Cultural Indígena em Lagoa do Sítio I, na zona rural da cidade. O evento exalta a cultura e a ancestralidade indígena da região.

O evento terá início às 9h, com a realização das mesas redondas com discussões temáticas que ocorrerão na Escola Municipal Waldemar Diógenes Peixoto e contará com a presença de convidados especiais, como a professora Jussara Galhardo Aguires Guerra (UFPE) e de Olavo Magalhães Bessa, do Museu Câmara Cascudo. Na área externa, a feira seguirá com uma programação extensa de atividades ao longo do dia.

Dentro da programação, haverá a exposição de peças de cerâmica, resultado de um curso realizado na comunidade com duração de dois meses. De acordo com Cícero Militão, Secretário Municipal de Igualdade racial, Direitos humanos e Cidadania, um dos objetivos dessa ação é realizar o resgate da produção de cerâmica na região. “A ideia é transformar aquela comunidade em pólo produtor de cerâmica”, afirmou. Além da exposição, haverá a realização jogos, corrida de tora, dança do toré, apresentação de teatro, contação de histórias, apresentação folclórica do Boi de Reis e a venda de comidas típicas, produzidas pelos moradores locais.

Segundo Cícero, a comunidade está mobilizada para realização do evento: “A comunidade está com uma expectativa muito grande. É o primeiro evento que acontece nessa dimensão, com a pauta indígena, e o grupo de trabalho está organizado e articula as questões que deverão estar prontas até o dia do evento. Também é uma estratégia de aquecimento da economia local. As pessoas vão ter a oportunidade de sair de casa para prestigiar, levar a família, comer uma boa comida, assistir boas apresentações e conhecer um pouco sobre suas ancestralidades”, disse.

No final da tarde, a atração musical ficará por conta do grupo Kabas da Peste, trazendo o som do forró para animar o festejo a partir das 16h30. O evento está previsto para seguir até às 18h.

Segundo o secretário, o município de Macaíba tem cinco comunidades indígenas, três delas com acompanhamento da FUNAI e duas já em processo de reconhecimento. Sobre a feira cultural, Cícero ressalta a importância de um evento como esse no calendário da cidade. “Macaíba é território indígena. Para além do apagamento da cultura, da vivência e das populações indígenas, nós temos hoje uma grande possibilidade de fazer com que a cultura seja novamente trazida à tona, que ela seja vivenciada. Essa cultura ancestral resiste a todas as intempéries sociais”, afirmou.

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Patrimônio histórico é revitalizado e ganha nova vida no RN

Projetos de restauração em centros históricos recuperam prédios e valorizam memória coletiva. Parcerias entre governos e iniciativa privada viabilizam obras de preservação.

Além do valor cultural, a revitalização estimula turismo e comércio local. Cidades históricas registram aumento de visitantes após intervenções estruturais.

No Rio Grande do Norte, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Governo do Estado entregaram recentemente as reformas da Fortaleza dos Reis Magos, da Pinacoteca do Estado; as obras de requalificação da Praça Augusto Severo, na Ribeira, em Natal, e oficializaram a Cessão da Casa do Padre João Maria à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para restauração.  Também foi reinaugurada a sede da Superintendência do Iphan no Rio Grande do Norte.

Preservar o passado é fortalecer identidade e gerar desenvolvimento. O patrimônio brasileiro reafirma sua importância como ativo cultural e econômico.

#PatrimônioHistórico #Cultura #Turismo #Memória #Desenvolvimento

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Cultura periférica ganha protagonismo e transforma narrativas

A produção cultural das periferias brasileiras ocupa cada vez mais espaço nas plataformas digitais e nos grandes festivais. Música, literatura marginal e audiovisual independente conquistam público diverso e ampliam vozes historicamente invisibilizadas.

Leis de incentivo e editais públicos têm fortalecido coletivos artísticos em comunidades urbanas. Segundo dados da Ancine, o audiovisual regional vem ampliando sua participação em mostras e premiações nacionais, refletindo diversidade estética e temática.

O protagonismo periférico redefine o imaginário cultural do país. Ao ocupar palcos e telas, esses artistas reescrevem narrativas e consolidam uma identidade brasileira plural e vibrante.

Foto: Câmara dos Deputados

#CulturaPeriférica #ArteUrbana #Diversidade #CinemaNacional #MúsicaBrasileira

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Café com Auta marca início das celebrações pelos 150 anos da poetisa macaibense

O secretário de Educação, Ademar da Silva Jr., participou da homenagem

Em homenagem aos 150 anos da poetisa macaibense Auta de Souza, a Secretaria Municipal de Educação promoveu, na manhã desta quinta-feira (05), o Café com Auta, no Arco-íris Recepções. O evento aconteceu em parceria com a Academia Macaense de Letras e contou com o lançamento da segunda versão do Horto (1900), obra de Auta de Souza, revisada e atualizada por Carlos Castim e Fábio Fidelis.

O evento reuniu gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores das salas de leitura e das bibliotecas municipais. “Nesse momento, nós vamos estar também com Carlos Castim e Fábio Fidelis que vão falar sobre esse legado que Auta de Souza deixou para Macaíba, para o nosso Rio Grande do Norte, para o Brasil e para o mundo. Afinal ela é conhecida de forma internacional”, explicou o secretário municipal de Educação, Ademar da Silva Jr. Os escritores doaram exemplares da obra para as 43 unidades escolares do município e o objetivo é que a obra da poetisa seja utilizada para atividades com os alunos da rede municipal.

Nesta versão do Horto, os escritores apresentam poemas originais de Auta de Souza com introdução e nota de rodapé, que facilitam a leitura. “O livro agora possui notas de rodapé que situam os poemas temporalmente. Isso enriquece e torna mais palatável para o leitor atual. O entendimento do contexto em que o poema se deu é muito interessante porque permite aos leitores da atualidade contextualizar e, através de um estudo introdutório e dessas notas, compreender o contexto efetivo em que a obra foi produzida”, explicou Fábio Fidelis.

Após a palestra, foi aberto um momento de perguntas e respostas com o público presente. “Nós estamos tentando mostrar ao público a importância e, sobretudo, a atualidade de Auta de Souza. Mostrar que ela é uma proposta viável ainda hoje. Os dramas que ela viveu não são tão diferentes dos dramas que se vive hoje”, comentou Fábio.

#AutaDeSouza150Anos #LiteraturaPotiguar #MacaíbaCultural #EducaçãoQueInspira #LegadoDeAuta

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Muito mais que uma foto!

Esta não é uma foto qualquer! É a imagem de três grandes nomes da música brasileira em um momento de descontração e cumplicidade: Gonzaguinha, Clara Nunes e Adoniran Barbosa. A imagem transmite não apenas a proximidade entre eles, mas também a força de gerações distintas que ajudaram a moldar a identidade cultural do país. Sentados lado a lado, com expressões serenas e sorridentes, representam diferentes vertentes da música popular brasileira que dialogam entre si por meio da sensibilidade, da crítica social e da valorização das raízes nacionais.

Gonzaguinha destacou-se por suas composições intensas e engajadas, marcadas por letras profundas que abordavam amor, desigualdade e esperança. Filho de Luiz Gonzaga, construiu uma trajetória própria, tornando-se um dos principais nomes da MPB nas décadas de 1970 e 1980. Sua capacidade de unir poesia e posicionamento social fez de suas canções verdadeiros hinos, eternizados na memória coletiva brasileira.

Clara Nunes, com sua voz potente e interpretação marcante, foi uma das maiores intérpretes do samba e das tradições afro-brasileiras, levando para o grande público a riqueza cultural das religiões e ritmos de matriz africana. Já Adoniran Barbosa tornou-se símbolo do samba paulistano, eternizando o jeito simples e bem-humorado do povo em composições que retratam o cotidiano urbano com autenticidade e emoção. Juntos, esses artistas representam talento, diversidade e um legado que atravessa gerações, mantendo viva a essência da música popular brasileira.

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Recife e Olinda, onde o carnaval nasce no chão

Diferente dos grandes palcos e estruturas móveis, o carnaval de Recife e Olinda preserva a essência do encontro direto entre músicos e foliões. Nas ladeiras históricas e nas ruas do centro, o frevo ecoa acompanhado por bonecos gigantes, troças e blocos líricos que mantêm viva uma tradição reconhecida oficialmente como patrimônio cultural. Estudos da Fundação Joaquim Nabuco destacam que esse modelo fortalece o sentimento de pertencimento e participação coletiva.

Em Olinda, o carnaval se confunde com a própria paisagem da cidade histórica, enquanto no Recife ele se espalha por polos que misturam tradição e contemporaneidade. Essa forma de celebrar, segundo pesquisadores do IPHAN, reforça o caráter democrático do carnaval pernambucano, onde não há separação entre palco e plateia, apenas a celebração compartilhada da cultura popular.

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Salvador e a invenção do carnaval em movimento

Foto: Governo da Bahia

O carnaval de Salvador ganhou um novo formato a partir da década de 1950, quando o trio elétrico passou a conduzir multidões pelas ruas da cidade. Criado por Dodô e Osmar, o equipamento revolucionou a forma de brincar carnaval e transformou a capital baiana em referência mundial de festa ao ar livre. De acordo com registros do IPHAN e da Secretaria de Cultura da Bahia, o trio elétrico ampliou o alcance da música e fortaleceu a participação popular.

Com o passar das décadas, o modelo se expandiu e incorporou ritmos como o axé, o samba-reggae e o ijexá, consolidando o carnaval de Salvador como um dos maiores eventos culturais do planeta. Mais do que um espetáculo, a festa se tornou espaço de afirmação da cultura afro-brasileira e de valorização das tradições que moldaram a história da cidade.

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Frevo, samba e marchinhas que atravessam gerações

Os maiores sucessos do carnaval brasileiro nasceram da mistura entre espontaneidade popular e genialidade musical. Marchinhas como aquelas que dominaram os carnavais do início do século XX ajudaram a consolidar a festa como fenômeno urbano, enquanto o samba se firmou como trilha sonora oficial do carnaval carioca e nacional. Já o frevo, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, tornou-se a alma do carnaval pernambucano, especialmente em Recife e Olinda.

Pesquisas do Instituto Moreira Salles e do IPHAN apontam que essas expressões musicais sobreviveram ao tempo por sua capacidade de dialogar com diferentes gerações. Mesmo com a presença de novos estilos, clássicos do samba, das marchinhas e do frevo continuam embalando multidões, reafirmando o papel da música como elemento central da identidade carnavalesca brasileira.

 

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O carnaval que virou identidade nacional

Foto: Agência Brasil – EBC

Muito além da festa, o carnaval brasileiro se consolidou como uma das mais fortes expressões culturais do país, reunindo música, dança e religiosidade popular em manifestações que atravessam séculos. Salvador, Recife e Olinda ocupam papel central nessa história, cada uma com tradições próprias que ajudam a explicar por que o Brasil é reconhecido mundialmente como o país do carnaval. De acordo com registros históricos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a festa no Brasil foi moldada pela influência europeia, africana e indígena, ganhando características únicas em cada região.

Enquanto Salvador transformou o carnaval em um espetáculo de rua marcado pelos trios elétricos e pela força da música afro-baiana, Recife e Olinda preservaram o carnaval de chão, com orquestras, bonecos gigantes e manifestações populares centenárias. Essa diversidade regional é apontada por estudiosos da Fundação Joaquim Nabuco como um dos principais fatores para a longevidade e renovação da festa, que segue viva justamente por se reinventar sem perder suas raízes.

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Brasil avança na preservação de patrimônios culturais

O país ampliou o reconhecimento e a proteção de bens culturais materiais e imateriais, segundo registros recentes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Novos saberes, festas populares e conjuntos arquitetônicos passaram a integrar a lista de patrimônios protegidos, garantindo salvaguarda às tradições regionais.

A iniciativa fortalece a identidade cultural brasileira e promove o turismo sustentável. Para especialistas, preservar o patrimônio é também investir em educação, memória coletiva e desenvolvimento social.

Em Macaíba (RN), por exemplo, segundo a secretaria municipal de Cultura e Turismo, o Museu Solar Ferreiro Torto foi oficialmente reconhecido pelo governo estadual como patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Norte por meio da Lei nº 12.032/2025, publicada no Diário Oficial do Estado, de 13 de janeiro de 2025, consolidando sua importância como marco para a história, a cultura e a sociedade potiguar. Esse reconhecimento ainda facilita a captação de recursos para sua manutenção e aprimoramento.

Patrimônio histórico tombado pela Fundação José Augusto, o Museu Solar Ferreiro Torto abriga em seu acervo 250 fotografias de personalidades e momentos da história política, social, econômica e religiosa de Macaíba. Inclusive, já foi sede do Poder Executivo entre 1983 e 1989.

O prédio passou por uma reforma geral e foi reaberto em outubro de 2023, ocasião em que recebeu o túmulo original contendo os restos mortais do ilustre macaibense, o balonista Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, que hoje em dia é um dos atrativos mais visitados no casarão. O Solar conta ainda com sala exclusiva com fotografias, documentos e pinturas que retratam a real importância do filho ilustre de Macaíba no contexto da história da aviação mundial.

A foto que ilustra esta postagem é do memorialista Marcelo Augusto.

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O fim das emoções coletivas

Fez 130 anos. No dia 28 de dezembro de 1895, os irmãos Auguste e Louis Lumière projetaram seu filmete (50 segundos) “A Saída da Fábrica Lumière em Lyon” numa sala em Paris, e 33 felizes pagantes assistiram ao nascimento do cinema como uma experiência coletiva. Na época, ainda sob Thomas Edison, já se viam imagens em movimento, mas só por uma pessoa de cada vez, espiando pelo buraquinho de uma caixa mágica. Era um ato solitário, individual. Já o filme projetado numa parede gerava emoções em conjunto, uma levando à outra. Era revolucionário. Para o bem ou para o mal, talvez nenhuma outra forma de expressão tenha sido tão vital para o século 20.

Não me refiro às telas que cresceram, ganharam som, cor, 3D, vastidões cinerâmicas e outros recursos para continuar atraindo as multidões para as salas. Mas ao fato de que, pela primeira vez, milhões de pessoas podiam partilhar sensações, anseios e certezas simultaneamente. Sem o cinema, o comunismo, o fascismo e o nazismo não arrebatariam as massas —nenhum pregador poderia converter tanta gente e tão rapidamente à custa só dos pulmões.

Em 1946, só nos EUA 90 milhões de pessoas iam por semana ao cinema —o dobro da população do Brasil. As pessoas riam, choravam ou tremiam de medo espremidas nas milhares de salas de cinema de cada país. Em 1960, os 45 segundos de duração da sequência de facadas no chuveiro em “Psicose” abalavam multidões ao mesmo tempo, não indivíduos.

Desde então, muita coisa no cinema contribuiu para minar essa experiência comum: o fim dos palácios, os filmes pela TV, os vídeos domésticos —primeiro, o 16 mm; depois, em sucessão, o VHS, o laser disc, o DVD e o Blu-ray. Agora, com o celular e o streaming, a plateia se resume, mais do que nunca, a cada um por si.

Sei bem que já não dependemos do cinema para as emoções em massa. Mas o cinema continua e continuará a existir. As salas é que passaram a respirar por aparelhos. Lumière, quem diria, perdeu. Voltamos a Edison e ao buraquinho na caixa mágica.

De Ruy Castro para Folha de São Paulo, 03/01/2026.
Foto: Brusque Memória
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Banda Mel retorna à Natal nesta sexta (30) trazendo o mais puro samba-reggae

Natal entra no clima do Carnaval a partir desta sexta-feira, dia 30, com a segunda edição do Axé Natal, que segue até domingo, dia 1º de fevereiro, na Praça Cívica, em Petrópolis. A cidade recebe uma grande celebração dos 40 anos do axé music, reunindo nomes que marcaram época e prometem arrastar uma multidão de foliões em três dias de festa, cores e nostalgia.

Entre as atrações, um destaque especial para a Banda Mel, considerada por muitos como a participação mais aguardada do evento. O grupo encerra a primeira noite e retorna a Natal trazendo a batida mais autêntica do samba-reggae, reforçando o espírito original do axé. Ao lado de nomes como É o Tchan, Sergynho Pimenta, Chiclete com Banana, Ricardo Chaves, Netinho, Carla Visi, Olodum e Gilmelândia, a Banda Mel reafirma seu lugar de protagonismo na história do gênero.

Os foliões poderão reviver a energia dos antigos carnavais com blocos tradicionais como A Barca, Bicho, Bikoka e Caju, além do retorno do Chiclete com Banana à capital potiguar após 13 anos, agora comandando o bloco Voa Voa. O domingo será dedicado também ao público infantil, com o Bloco Xameguinho, mantendo o caráter familiar e democrático da festa.

De volta aos palcos desde 2024, a Banda Mel é comandada por Marcia Short e Robson Morais, representantes da formação mais longeva do grupo. Celebrando 40 anos de trajetória, a banda aposta em sucessos que moram na memória afetiva do público, como Prefixo de Verão, Baianidade Nagô e Crença e Fé, sem deixar de apresentar novas canções fiéis às raízes da música baiana. A proposta é clara: reviver a força do axé clássico, com percussão marcante, emoção e a energia que fez do samba-reggae um som reconhecido no Brasil e no mundo.

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