Homenagem

Santa Dulce dos Pobres: O Anjo Bom do Mundo foi para o céu há 34 anos

Quem a visse frágil, com pouco mais de 1,50 metro e saúde debilitada por problemas respiratórios, dificilmente imaginaria a dimensão de sua obra. Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, morreu em 13 de março de 1992, cercada por religiosos e amigos, deixando um legado que ultrapassaria fronteiras. Conhecida como o anjo bom da Bahia, ela se tornaria, em 2019, a primeira mulher nascida no Brasil a ser canonizada, proclamada santa pelo papa Papa Francisco, após beatificação reconhecida pela Igreja Católica em 2011.

Baiana de Salvador, ingressou na vida religiosa em 1933 e rapidamente direcionou sua missão aos mais pobres da Cidade Baixa. Nos anos 1940, transformou um galinheiro ao lado do convento em um espaço improvisado de atendimento a doentes sem qualquer acesso à saúde. O que começou com 70 atendimentos ambulatoriais evoluiu para o Hospital Santo Antônio, embrião das atuais Obras Sociais Irmã Dulce. Hoje, o complexo reúne 21 núcleos, 954 leitos, cerca de 2 mil atendimentos diários, 2,2 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano, além de milhares de cirurgias e internações, consolidando-se como referência em assistência gratuita no país.

Articulada com empresários, políticos e voluntários, Irmã Dulce construiu uma rede de solidariedade que antecipou, décadas antes, o conceito de acesso universal à saúde que seria institucionalizado com o SUS em 1988. Sua canonização, ocorrida na Praça São Pedro, no Vaticano, simbolizou não apenas reconhecimento religioso, mas a validação de uma trajetória marcada por coragem, gestão eficiente e compromisso social. Trinta anos após sua morte, seu legado permanece vivo no Santuário Santa Dulce dos Pobres e nas milhares de histórias de vidas transformadas por uma obra que nasceu da fé e se sustentou na prática diária da caridade.

Direito das Mulheres

Casa da Mulher Macaibense acolhe e fortalece mulheres vítimas de violência

A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social, mantém a Casa da Mulher Macaibense, um espaço dedicado ao acolhimento e fortalecimento de mulheres vítimas de violência doméstica e outras violações de direitos.

De acordo com a coordenadora da Casa da Mulher, Renata Lima, atualmente cerca de 90 mulheres são atendidas pelo serviço. A iniciativa tem como objetivo oferecer apoio para que essas mulheres consigam lidar com as situações de violência que sofreram ou que ainda enfrentam diariamente.

Ela explica que ao procurar o serviço, as mulheres passam inicialmente por atendimentos individuais, realizados por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e orientação jurídica. “Muitas delas também recebem acompanhamento relacionado a processos judiciais, já que grande parte precisa participar de audiências ou enfrentar outras etapas legais decorrentes da violência sofrida; e além desses atendimentos, a Casa da Mulher realiza grupos de acompanhamento com até 15 participantes, que funcionam como um espaço de acolhimento, escuta e fortalecimento coletivo”, disse Renata Lima.

A coordenadora contou que durante os encontros, são abordados temas como direitos das mulheres, empoderamento feminino, conflitos familiares e fortalecimento da rede de apoio com princípios da justiça restaurativa; e as temáticas são trabalhadas de acordo com as necessidades das participantes, sempre incluindo também momentos de descontração, autocuidado e bem-estar.

“Os grupos também funcionam como um importante espaço de socialização e troca de experiências. Muitas mulheres chegam retraídas, com dificuldade de falar sobre o que viveram. Ao ouvir o relato de outras participantes, passam a se sentir mais seguras e confortáveis para compartilhar suas próprias histórias”, explicou a coordenadora.
Segundo Renata, mesmo sem conviver com o agressor, muitas participantes continuam sobrecarregadas com as responsabilidades do dia a dia e com o cuidado dos filhos, sem tempo para si mesmas. “Para garantir que possam participar das atividades com tranquilidade, a Casa da Mulher disponibiliza uma brinquedoteca, onde as crianças permanecem durante os encontros.

“Mulheres que estejam enfrentando violência doméstica ou qualquer tipo de violação de direitos podem procurar a Casa da Mulher Macaibense para receber orientação, acolhimento e acompanhamento especializado”, finalizou.

Foto: Rodrigo Galvão

Saúde

Glaucoma: o perigo silencioso que ameaça a visão

Pouca gente percebe quando ele começa, mas o impacto pode ser definitivo. Celebrado neste 12 de março, o Dia Mundial do Glaucoma acende o alerta para a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a doença é responsável por grande parte dos casos de deficiência visual no país. Silencioso na maioria das vezes, o glaucoma evolui sem dor ou sinais aparentes, o que torna o diagnóstico precoce a principal arma contra a perda permanente da visão.

O glaucoma danifica o nervo óptico, geralmente em razão do aumento da pressão intraocular. O tipo mais comum, chamado de ângulo aberto, não apresenta sintomas no início e compromete primeiro a visão periférica. A pessoa mantém nitidez no que está à frente, mas perde gradualmente a percepção lateral, quadro que pode evoluir para cegueira se não houver tratamento. Idade acima de 40 anos, histórico familiar, miopia elevada, diabetes, uso prolongado de corticoides e traumas oculares estão entre os fatores de risco. A origem costuma ter forte componente genético, o que reforça a importância do acompanhamento regular.

Não há cura, mas há controle. Colírios, procedimentos a laser e cirurgias podem interromper ou retardar a progressão da doença quando indicados no momento certo. Por isso, a recomendação é clara: consultas oftalmológicas periódicas, com medição da pressão intraocular e exame do fundo de olho, são essenciais. A data também marca o início da Semana Mundial do Glaucoma, mobilização internacional que defende o lema unidos por um mundo livre de glaucoma. No Brasil, o 26 de maio reforça essa conscientização como Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, lembrando que prevenção é, literalmente, uma questão de visão.

Esporte

Maior e mais moderno ginásio de esportes de Macaíba será inaugurado sexta-feira (13) em Cajazeiras

A Prefeitura de Macaíba realiza, na tarde da próxima sexta-feira (13/03), às 16h, a inauguração do maior e mais moderno ginásio poliesportivo do município, localizado no distrito de Cajazeiras. A obra representa um importante avanço para o fortalecimento do esporte, do lazer e da convivência comunitária na região.

De acordo com o setor de Engenharia da Secretaria Municipal de Infraestrutura, o investimento para a construção do novo equipamento público é de aproximadamente R$ 3 milhões, oriundos de emenda parlamentar destinada pela senadora Zenaide Maia. Com a entrega do novo espaço, moradores do distrito e de comunidades vizinhas passam a contar com uma estrutura adequada para a prática de diversas modalidades esportivas, além da realização de eventos e atividades comunitárias.

O novo ginásio também deverá contribuir para a descoberta e valorização de talentos locais, incentivando a prática esportiva entre crianças, jovens e adultos, além de promover maior integração social entre os moradores da região.

A gestão municipal vem ampliando cada vez mais os investimentos em infraestrutura esportiva. Entre as ações já realizadas ao longo dos últimos 5 anos, destacam-se a construção da Praça da Juventude, do ginásio poliesportivo de Lagoa dos Cavalos, a reforma do ginásio poliesportivo de Traíras e a construção da quadra society naquele distrito. Além disso, quase 20 quadras poliesportivas localizadas em comunidades urbanas e rurais passaram por reformas parciais ou completas, após anos sem receber manutenção, garantindo melhores condições para a prática de esportes em todo o município.

Foto: Rodrigo Galvão 

Homenagem

10 de março: Hoje é Dia do Sogro

Nem todo herói usa capa. Alguns oferecem conselhos discretos, ajudam nos bastidores e se tornam referência de equilíbrio nas relações familiares. Celebrado em 10 de março, o Dia do Sogro é uma oportunidade de reconhecer o pai do cônjuge como figura fundamental na construção da família. Mais do que um parentesco formal, muitos sogros assumem o papel de segundo pai, amigo e conselheiro, fortalecendo vínculos que ultrapassam gerações.

A data convida a valorizar relações que nem sempre ganham destaque público, mas são decisivas para a harmonia familiar. Um almoço em família, uma mensagem de gratidão ou um gesto simbólico podem marcar o dia e reforçar o respeito mútuo entre genros, noras e sogros. A celebração também ajuda a desconstruir estereótipos e a reconhecer a importância de laços construídos com diálogo, convivência e afeto. Para quem gosta de organizar o calendário, vale lembrar que o Dia da Sogra é comemorado em 28 de abril.

Em tempos em que a dinâmica familiar se transforma e novos modelos de convivência se consolidam, datas como essa reforçam o valor do cuidado e da presença. O 10 de março também abriga outras reflexões: na mesma data celebram-se o Dia do Telefone e o Dia Nacional do Sedentarismo, ampliando o debate sobre comunicação, conexão e qualidade de vida. Entre homenagens e conscientização, o dia se torna um convite a fortalecer laços e repensar hábitos.

Macaíba

Semthas e Associações Mulheres em Ação celebram o Dia Internacional da Mulher

Em uma celebração marcada pelo reconhecimento do protagonismo feminino, a Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Semthas), por meio do CRAS Fabrício Pedroza, em parceria com o grupo Mulheres em Ação, realizou uma programação especial alusiva ao Dia Internacional da Mulher. O evento destacou o papel das mulheres na nossa sociedade, as lutas e os avanços das últimas décadas.

Na oportunidade, houve homenagem a mulheres que exercem as mais diferentes profissões, momento de valorizar sua contribuição diária nas anos diversas áreas.

A programação cultural foi rica e diversa, contando com a execução do Hino Nacional pelo violinista Jean Camelo, e a performance musical do projeto Canário da Escola Estadual Mariluza, sob regência do professor Moisés Gomes, banda marcial Mulheres em Ação e Zezinho Show.

A palestra da jornalista, advogada e servidora pública Flávia Urbano, atualmente secretária municipal de Comunicação e Eventos, trouxe reflexões sobre a trajetória no Brasil, os avanços ao longo do último século e o papel da mulher na sociedade atual, deixando a mensagem de que, quando uma mulher avança, nenhuma sociedade permanece no mesmo lugar. “Vencemos a barreira do lar com o direito ao voto, à educação, entramos no mercado de trabalho, mas temos muito a avançar ainda no respeito à nossa autonomia, à nossa liberdade e à nossa segurança. Felizmente, em Macaíba, temos uma gestão sensível que inaugurou a Casa da Mulher Macaibense e tem tantas políticas públicas de proteção e fortalecimento das mulheres”, afirmou Flávia Urbano.

Participaram do evento e levaram suas mensagens ao público presente a presidente da Associação Mulheres em Ação, professora Edivaneide Santos; o titular da Semthas, Eriberto Freire; o secretário de Agricultura, Edivaldo Emídio; e a presidente da Câmara, vereadora Érika Emídio.

Foto: Raphael Oliveira

Macaíba

Obras de pavimentação e implantação de calçadas avançam no Loteamento Santa Rosa e nos Guarapes

A Prefeitura de Macaíba segue ampliando os investimentos em infraestrutura e melhorando a mobilidade em diversas comunidades do município. As obras de pavimentação em paralelepípedo com implantação de calçadas laterais em piso intertravado avançam no Loteamento Santa Rosa e nos Guarapes, ambos na região da área de expansão de Mangabeira.

No Loteamento Santa Rosa, as equipes estão executando simultaneamente os serviços de calçamento das vias e a construção das calçadas laterais em piso intertravado, garantindo mais organização, acessibilidade e segurança para pedestres e motoristas.
Já na comunidade rural dos Guarapes, o calçamento das ruas foi concluído e os trabalhos agora estão concentrados na implantação das calçadas laterais com piso intertravado, etapa que complementa a obra e melhora significativamente as condições de circulação para a população.

As intervenções fazem parte do maior programa de pavimentação já realizado ao longo dos 148 anos de emancipação política de Macaíba, que vem transformando a realidade de ruas em diferentes bairros urbanos e comunidades rurais do município.

Com a execução dessas obras, a gestão municipal proporciona mais qualidade de vida aos moradores, reduzindo problemas como poeira e lama, além de valorizar os imóveis e facilitar o deslocamento diário da população pela extensa área territorial do nosso município.

Homenagem

Vozes que mudaram o Congresso: a força das mulheres na história e no presente da Câmara

Wilma de Faria foi eleita Deputada Federal Constituinte pelo RN em 1986. Renunciou ao mandato para assumir a Prefeitura de Natal em 1º de janeiro de 1989.

Durante quase um século da história política brasileira, as mulheres ficaram fora das cadeiras do Parlamento, mesmo participando ativamente da vida pública. Só em 1932 o direito ao voto feminino foi garantido em todo o país, abrindo caminho para que, dois anos depois, Carlota Pereira de Queiróz se tornasse a primeira deputada federal do Brasil. A conquista, no entanto, foi resultado de uma mobilização que começou muito antes, com mulheres organizando movimentos, escrevendo manifestos e pressionando instituições em busca de participação política e cidadania plena.

A presença feminina ganhou novo fôlego a partir da redemocratização. Na Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988, 26 deputadas participaram da construção da Constituição que consagrou a igualdade entre homens e mulheres como princípio fundamental do país. Nos anos seguintes, a articulação coletiva se fortaleceu com a criação da Bancada Feminina na Câmara, responsável por impulsionar políticas de enfrentamento à violência de gênero, ampliação de direitos trabalhistas e mecanismos institucionais de proteção às mulheres dentro do próprio Parlamento.

Hoje, o desafio é transformar conquistas legais em presença efetiva no poder. Embora representem mais da metade da população e do eleitorado brasileiro, as mulheres ocupam cerca de 18 por cento das cadeiras da Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, novas vozes ampliam a diversidade do Congresso, como a eleição da primeira deputada indígena, Joênia Wapichana, em 2018, e das primeiras deputadas federais trans, Erika Hilton e Duda Salabert, em 2022. A história mostra que cada avanço foi fruto de pressão social, organização política e persistência coletiva.

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Data Importante

Pioneirismo Potiguar e Força Macaibense: mulheres que abriram caminhos e seguem transformando o RN

O 8 de março não é apenas uma data simbólica no calendário. É um marco histórico que lembra a longa trajetória de mobilização feminina por direitos, reconhecimento e participação plena na sociedade. Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o Dia Internacional da Mulher tem origem nos movimentos operários e políticos do início do século XX, quando trabalhadoras de diferentes países passaram a reivindicar condições dignas de trabalho, igualdade salarial e presença nos espaços de decisão. Mais do que celebração, a data carrega memória, resistência e compromisso com um futuro mais justo.

No Rio Grande do Norte, essa história de luta ganhou protagonismo muito antes de se tornar pauta global. Em 1927, na cidade de Mossoró, Celina Guimarães Viana entrou para a história ao se tornar a primeira mulher da América Latina a ter o registro eleitoral aprovado. Pouco depois, em 1928, Alzira Soriano foi eleita prefeita de Lajes, tornando-se a primeira mulher a governar um município no Brasil e na América do Sul. Em 1934, Maria do Céu Fernandes ampliou esse legado ao ser eleita a primeira deputada estadual do país, enquanto Joana Bessa se tornava a primeira vereadora do Brasil. Cada uma delas abriu portas que hoje permitem a presença feminina na política brasileira.

A força feminina potiguar também se expressa na cultura, na educação e na própria formação histórica do estado. Nísia Floresta, educadora e escritora do século XIX, é reconhecida como precursora do feminismo no Brasil ao defender a educação feminina em uma época marcada por severas restrições sociais. Séculos antes, a indígena Clara Camarão já demonstrava coragem ao lutar contra as invasões holandesas no Nordeste. Na cultura popular, Dona Militana eternizou a tradição dos romances cantados e tornou-se referência nacional. Mais recentemente, Débora Seabra emocionou o país ao se tornar a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, ampliando o debate sobre inclusão e diversidade.

Outras mulheres também deixaram marcas profundas na história potiguar. A educadora Isabel Gondim, a revolucionária Clara de Castro, a jornalista pioneira Miriam Coeli e a poetisa Zila Mamede ajudaram a construir um legado intelectual e social que ultrapassa gerações. Na arte contemporânea, nomes como Titina Medeiros projetam a cultura do estado para todo o país. São trajetórias distintas, mas unidas por um mesmo traço: a coragem de romper barreiras e abrir caminhos onde antes havia silêncio ou exclusão.

Dentro desse mosaico de histórias, Macaíba se destaca como uma cidade de forte essência feminina. Algumas de suas mulheres nasceram nesse chão; outras foram acolhidas pela generosidade de seu povo. Todas, porém, ajudaram a construir a identidade do município. Sob a proteção simbólica de Nossa Senhora da Conceição, referência maior de fé e devoção na tradição cristã local, surgiram nomes como Auta de Sousa, a Cotovia Mística das Rimas, e Ademilde Fonseca, consagrada nacionalmente como Rainha do Chorinho. São vozes que transformaram talento em patrimônio cultural.

A força macaibense também se manifesta no cotidiano e na vida pública. A cidade testemunhou a atuação de lideranças políticas, educadoras, comerciantes, artistas, parteiras e mulheres que fizeram da dedicação um verdadeiro legado comunitário. Entre elas estão figuras como Dona Nair Mesquita, a prefeita Mônica Dantas e Tereza Gomes, que marcou história ao presidir a Câmara Municipal. Atualmente, as mulheres ocupam quase metade das cadeiras do parlamento local, inclusive a presidência da Casa. Raquel Barbosa, atual e primeira vice-prefeita de Macaíba. Na educação, nomes como Maria Luzinete, Enedina Bezerra, Duvina Leiros, Maria de Rui, Nazaré Madruga, Eunice Eugênia, Carmém Célia e Maria Letícia formaram gerações inteiras e ajudaram a moldar o futuro da cidade.

Mas a história feminina de Macaíba também é escrita por muitas mãos anônimas. Feirantes, artesãs, donas de casa, estudantes, artistas, mulheres trans, profissionais da saúde, policiais, advogadas, comerciantes e mães que diariamente sustentam famílias e comunidades com trabalho e dignidade. A elas se somam nomes queridos da memória local, como a doutora Maria Alice Fernandes, a poetisa Maria de Lourdes Cid, a artesã Dona Benedita, Maria de Adauto, Marilde Cavalcanti e Elém Maciel, parteiras dedicadas; Dona Terezinha Sena; Edilma Dantas, a bioquímica mais antiga da cidade; Dona Maria do Carmo, lembrada pelo melhor picado de Macaíba; Zilma da Prefeitura, Dona Damares, Dona Lúcia Lucas de Lima, Dona Deusa e Dona Zefinha da Prefeitura; as comerciantes Carminha Dantas e Dona Lia; as catequistas Madrinha Beleza e Emília Amorim; além de Fátima Ventola e Joana Ganchão, destemidas mulheres da vida.

Algumas já se tornaram saudade, mas deixaram lições e valores inegociáveis. Outras seguem na lida diária por suas famílias e por nossa terra, acreditando em um futuro em que todos possam viver com mais dignidade e felicidade. No Dia Internacional da Mulher, a homenagem mais justa não são flores que murcham, mas o reconhecimento permanente de que a luta continua e de que o futuro também depende da força, da coragem e da perseverança dessas mulheres.

Todo o nosso respeito e homenagem, sempre.

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Comportamento

Caso Coco Bambu e a armadilha do ego: Por que o silêncio costuma ser a melhor resposta estratégica

O caso envolvendo a rede Coco Bambu e o humorista Gregório Duvivier tornou-se uma aula aberta sobre os riscos de uma má gestão de imagem na era da hiperconectividade. Durante um episódio do programa Não Importa, em dezembro de 2025, Duvivier elogiou o restaurante Camarões, de Natal, e disparou uma alfinetada genérica sobre uma rede que supostamente teria copiado o modelo potiguar. Como o nome da marca jamais foi mencionado, a crítica era inócua e estava destinada ao esquecimento, diluída pelo fluxo incessante de informações que caracteriza o consumo de conteúdo atual.

A mudança de cenário ocorreu quando o Coco Bambu, sentindo-se atingido, decidiu judicializar o comentário, pleiteando 25 mil reais e a retirada do material do ar. Com essa decisão, a empresa assumiu o protagonismo de uma polêmica que não lhe pertencia nominalmente, confirmando perante o grande público que a carapuça lhes servira perfeitamente. O que era um comentário sem dono ganhou rosto e nome, transformando-se instantaneamente em manchete nacional e forçando o mercado a discutir a identidade e a originalidade da rede.

Esse movimento ilustra perfeitamente o Efeito Streisand, conceito batizado em 2003 após a cantora Barbra Streisand tentar remover a foto de sua mansão de um catálogo de registros geográficos, o que gerou um tráfego massivo para a imagem antes ignorada. Assim como no caso americano, a tentativa de censura na era digital funciona como um combustível, conferindo relevância e urgência a informações que, sem a interferência da marca, teriam morrido no anonimato. A rede de restaurantes, ao tentar proteger seu nome, acabou colocando sua reputação sob um holofote indesejado.

Para quem atua em qualquer área, exposto a avaliações negativas e indiretas cotidianas, a lição é complexa e exige controle emocional. Conforme demonstrou o Nobel de Economia Daniel Kahneman, os seres humanos sentem o impacto de uma perda com intensidade dobrada em relação a um ganho equivalente. O cérebro corporativo, ao se sentir atacado, entra instintivamente em modo de defesa, exigindo uma reação imediata. Contudo, o público que observa de fora não está interessado em quem detém a razão jurídica, mas em quem demonstra maior postura e resiliência diante da pressão.

A ciência do comportamento sugere caminhos mais eficazes para a manutenção da marca. Estudos publicados no Journal of Marketing Research indicam que empresas capazes de responder a críticas com empatia e diplomacia conseguem aumentar a lealdade de seus clientes em até 25 por cento. Em contraste, a postura defensiva e agressiva tende a minar a confiança do consumidor, pois a reputação de um negócio não é construída vencendo discussões ou travando batalhas judiciais de baixo valor simbólico, mas sim pela forma como ele se posiciona frente aos seus críticos.

O valor do processo, embora irrisório para uma empresa que movimenta centenas de milhões, revelou uma fragilidade estratégica que custou caro à imagem da marca. O debate, que antes focava na qualidade dos serviços oferecidos, deslocou-se para a ética de cópia de conceitos, uma discussão que a própria rede acabou por validar ao elevar o caso à instância pública. A oportunidade perdida de responder com humor ou com foco nos resultados de excelência, optando pela via do litígio, deixou uma lacuna de autoridade que dificilmente será preenchida.

Ao final, resta o questionamento fundamental para todos os gestores: diante de uma crítica, você escolherá o silêncio estratégico e o resultado, ou a validação pública da carapuça? Aprender a distinguir entre o que merece uma resposta e o que deve ser ignorado é o divisor de águas entre marcas que sobrevivem ao julgamento popular e aquelas que se tornam vítimas da própria vaidade. A elegância na resposta não é apenas uma virtude, é uma estratégia de mercado indispensável no cenário contemporâneo.

Texto escrito com base na matéria publicada pelo UOL Splash em 02/03/2026.

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Cultura

Café com Auta marca início das celebrações pelos 150 anos da poetisa macaibense

O secretário de Educação, Ademar da Silva Jr., participou da homenagem

Em homenagem aos 150 anos da poetisa macaibense Auta de Souza, a Secretaria Municipal de Educação promoveu, na manhã desta quinta-feira (05), o Café com Auta, no Arco-íris Recepções. O evento aconteceu em parceria com a Academia Macaense de Letras e contou com o lançamento da segunda versão do Horto (1900), obra de Auta de Souza, revisada e atualizada por Carlos Castim e Fábio Fidelis.

O evento reuniu gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores das salas de leitura e das bibliotecas municipais. “Nesse momento, nós vamos estar também com Carlos Castim e Fábio Fidelis que vão falar sobre esse legado que Auta de Souza deixou para Macaíba, para o nosso Rio Grande do Norte, para o Brasil e para o mundo. Afinal ela é conhecida de forma internacional”, explicou o secretário municipal de Educação, Ademar da Silva Jr. Os escritores doaram exemplares da obra para as 43 unidades escolares do município e o objetivo é que a obra da poetisa seja utilizada para atividades com os alunos da rede municipal.

Nesta versão do Horto, os escritores apresentam poemas originais de Auta de Souza com introdução e nota de rodapé, que facilitam a leitura. “O livro agora possui notas de rodapé que situam os poemas temporalmente. Isso enriquece e torna mais palatável para o leitor atual. O entendimento do contexto em que o poema se deu é muito interessante porque permite aos leitores da atualidade contextualizar e, através de um estudo introdutório e dessas notas, compreender o contexto efetivo em que a obra foi produzida”, explicou Fábio Fidelis.

Após a palestra, foi aberto um momento de perguntas e respostas com o público presente. “Nós estamos tentando mostrar ao público a importância e, sobretudo, a atualidade de Auta de Souza. Mostrar que ela é uma proposta viável ainda hoje. Os dramas que ela viveu não são tão diferentes dos dramas que se vive hoje”, comentou Fábio.

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Saúde

SUS lança teleatendimento para enfrentar vício em jogos de aposta e ampliar acesso à saúde mental

O Ministério da Saúde deu um passo inédito no enfrentamento aos impactos das apostas na saúde mental ao lançar um serviço gratuito de teleatendimento pelo SUS voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos. A iniciativa, anunciada pelo ministro Alexandre Padilha em São Paulo, nasce em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e deve realizar cerca de 600 atendimentos por mês em sua fase inicial. O acesso será feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, plataforma que concentra serviços de saúde pública e agora passa a funcionar também como porta de entrada para suporte psicológico remoto voltado a esse tipo de dependência.

A estratégia busca superar uma barreira conhecida pelos especialistas. Muitos usuários que enfrentam compulsão por apostas evitam procurar ajuda presencial por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade em reconhecer o problema. Com investimento de R$ 2,5 milhões por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, o novo serviço permitirá que pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e amigos, solicitem atendimento de forma reservada e segura. O sistema inclui um autoteste científico para identificar níveis de risco e direcionar o usuário ao teleatendimento ou à Rede de Atenção Psicossocial, que reúne unidades como CAPS e UBS em todo o país.

As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e podem integrar ciclos de cuidado com até 13 encontros, conduzidos por equipe multiprofissional formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de psiquiatras quando necessário. A medida faz parte de uma resposta mais ampla do governo ao crescimento das apostas online no Brasil, que já motivaram mais de 6 mil atendimentos presenciais no SUS apenas em 2025. Em paralelo, o país também criou mecanismos como a Plataforma de Autoexclusão Centralizada e o Observatório Saúde Brasil de Apostas, reforçando uma rede de prevenção, monitoramento e tratamento voltada à saúde pública. 📱🧠

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