Homenagem

Dia do Assistente Social

Quando uma família perde renda, quando falta atendimento de saúde, quando uma criança abandona a escola ou quando a violência bate na porta de alguém, existe uma profissão que quase sempre está nos bastidores tentando impedir que o problema vire tragédia. Neste 15 de maio, o Brasil celebra o Dia do Assistente Social, uma data que vai muito além de homenagem institucional. Em hospitais públicos, escolas, comunidades periféricas, centros de assistência e até nas áreas mais esquecidas do país, esses profissionais enfrentam diariamente a desigualdade que muita gente prefere não enxergar. E talvez esse seja o detalhe mais simbólico da profissão: trabalhar justamente onde o Estado costuma chegar tarde.

Em 2026, o Serviço Social brasileiro completa 90 anos carregando uma transformação histórica que pouca gente conhece. A profissão nasceu com bases conservadoras nos anos 1930, mas se reinventou ao longo das décadas até se tornar uma das vozes mais ativas na defesa de direitos, democracia e políticas públicas. O próprio mote nacional das comemorações deste ano revela o tamanho desse posicionamento: “Com direitos, democracia e unidade na diversidade, a gente faz o nosso Brasil”. Em tempos de polarização intensa, cortes sociais e crescimento da intolerância, o trabalho dos assistentes sociais ganhou ainda mais peso dentro das comunidades. São profissionais que convivem diariamente com fome, desemprego, violência doméstica, abandono e exclusão social, transformando burocracia em acolhimento real.

A comemoração dos 90 anos da categoria também escancara uma mudança que representa o próprio retrato do Brasil atual: uma profissão hoje marcada pela diversidade, pluralidade e participação coletiva. Enquanto muita gente discute o país apenas pela internet, milhares de assistentes sociais seguem atuando na linha de frente, ouvindo histórias que raramente aparecem nos discursos oficiais. E talvez a pergunta que mais provoque reflexão seja essa: quantas crises silenciosas seriam ainda maiores sem o trabalho invisível desses profissionais? Temas como direitos, dignidade e acesso básico não afetam apenas quem precisa de ajuda. Eles definem o tipo de sociedade que o Brasil está construindo.

#AssistenteSocial #ServiçoSocial #DireitosHumanos #JustiçaSocial #Brasil

Homenagem

Prefeitura de Macaíba rende homenagens a Augusto Severo em alusão aos 124 anos de sua partida

A Prefeitura Municipal de Macaíba, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, promoveu evento solene na manhã desta quinta-feira (14/05) em homenagem ao filho mais ilustre da cidade: Augusto Severo, inventor do dirigível Pax e pioneiro da aviação mundial.

A solenidade teve como cenário o Museu Solar Ferreiro Torto, com discursos de autoridades civis e militares, bem como de descendentes do próprio homenageado. Além disso, foram tocadas músicas instrumentais pela banda de música da Base Aérea de Natal (BANT) e pelo coral Vozes de Macaíba nas asas do Brasil, acompanhado pelo quarteto de cordas da Escola de Música da Universidade do Rio Grande do Norte (UFRN).

A data de hoje foi escolhida em alusão aos 124 anos de partida de Augusto Severo, após um trágico acidente com o Balão Pax, uma das suas mais notáveis invenções, após alguns minutos de voo na França. O fato ocorreu em 12 de maio de 1902.

Além da própria Prefeitura Municipal, a solenidade contou com a presença de autoridades e representantes de órgãos como Câmara de Vereadores, Aeronáutica, Exército, Universidade do Rio Grande do Norte, Escola Agrícola de Jundiaí, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Instituto Histórico e Geográfico de Macaíba, 138º Grupo Escoteiro Augusto Severo e Fundação José Augusto.

“Não estamos aqui só para homenagear os 124 anos de sua morte, mas para reverenciá-lo! Reverenciar seus inventos e Macaíba. Severo vive! São 124 anos de encantamento, mas ele está mais vivo do que nunca, porque, no coração da história, nunca se morre.”, declarou Augusto Maranhão, descendente do ilustre macaibense.

“Desde menino, Augusto Severo queria descobrir o que havia acima das nuvens. Sonhava com máquinas voadoras, com dirigíveis capazes de cruzar continentes e aproximar povos. Sua morte não apagou a sua grandeza. Décadas depois, quando aviões passaram a cortar os céus do mundo inteiro, muitos reconheceram que homens como Augusto Severo ajudaram a abrir caminho para a aviação moderna. Seu nome permanece vivo em ruas, escolas, monumentos e na memória potiguar. Quero agradecer a todos os que fazem parte da gestão municipal. Enquanto essa equipe estiver à frente da Prefeitura, podem ter certeza de que jamais Severo cairá no esquecimento.”, destacou o prefeito Emídio Júnior.

#AugustoSevero #Macaíba #HistóriaPotiguar #Aviação #CulturaRN

Imagem: Edeilson Morais

São João de Macaíba

São João do Povo 2026: Hoje tem live!

Tem coisa que já virou tradição no calendário do potiguar, e o São João do Povo entrou de vez nessa lista. Em Macaíba, a ansiedade tomou conta das ruas, dos grupos de WhatsApp e das conversas nas calçadas desde que o prefeito Emídio Júnior confirmou que anuncia hoje, às 17h, as novidades e a programação oficial da edição 2026. A expectativa não é só pelas atrações. É pelo impacto que o evento já provoca antes mesmo da primeira sanfona tocar.

Nos últimos anos, o São João do Povo deixou de ser apenas uma festa junina para se transformar em um dos maiores motores culturais e econômicos da região. Enquanto muita cidade ainda tenta manter viva a tradição nordestina, Macaíba ampliou estrutura, criou polos na zona urbana e rural e colocou o município na rota dos grandes eventos do Rio Grande do Norte. O reflexo aparece nos hotéis lotados, no comércio aquecido, nos ambulantes vendendo mais, nas costureiras recebendo encomendas e nas famílias ocupando os espaços públicos com orgulho da própria cultura.

O anúncio de hoje movimenta muito mais do que curiosidade sobre nomes no palco. Ele reforça um sentimento coletivo que poucas cidades conseguem construir em torno de um evento popular. Em tempos em que tanta tradição se perde no caminho, o São João do Povo cresce, gera renda, fortalece identidade regional e transforma Macaíba em referência no período junino. E quem conhece a força dessa festa sabe que, quando o assunto é São João, o interior do RN inteiro presta atenção no que acontece ali.

#SãoJoãoDoPovo #Macaíba #SãoJoão2026 #RioGrandeDoNorte #CulturaNordestina

Data Importante

15 de maio: Dia Internacional da Família

Em meio à correria, contas atrasadas, telas ligadas o dia inteiro e famílias cada vez mais distantes até dentro da mesma casa, o Dia Internacional da Família chega como um alerta silencioso que pouca gente percebeu. Criada pela ONU em 1993, a data vai muito além de homenagens bonitas nas redes sociais. Ela expõe um debate urgente sobre o que acontece quando a base emocional, social e econômica das pessoas começa a enfraquecer. Em cidades do interior e também nas capitais, a realidade mudou. Hoje existem famílias formadas por avós criando netos, mães solo enfrentando jornadas dobradas, pais desempregados tentando manter a dignidade e laços afetivos que surgiram muito além do sangue. O conceito de família mudou, mas a necessidade de acolhimento continua exatamente a mesma.

Enquanto o debate público se perde em polarizações, muita gente esquece que é dentro de casa que nascem os valores, os limites, o apoio emocional e até a esperança de dias melhores. A ONU já trata temas como tecnologia, envelhecimento, economia e saúde mental como fatores que impactam diretamente a estrutura familiar no mundo inteiro. E talvez esteja aí a discussão que mais incomoda: quem está cuidando de quem cuida da família? Em um país onde milhões sobrevivem na força da união familiar, ignorar isso virou um problema social real. No fim das contas, a pergunta que fica é simples e poderosa: quando tudo desmorona, é para onde as pessoas voltam?

#DiaDaFamília #Família #Sociedade #Brasil #Reflexão

Homenagem

Forró de verdade: 19 anos sem Marinês

Muito antes dos algoritmos decidirem quem viraliza, uma mulher saída do bairro da Liberdade, em Campina Grande, já fazia multidões pararem para ouvir sua voz. Em uma época em que o rádio era o palco de quem sonhava escapar da pobreza, Marinês trocou o próprio nome para cantar escondida do pai e acabou entrando para a história por causa de um erro de locutor. O detalhe que pouca gente conhece é que aquela menina humilde, que ajudava o pai na fabricação de armas e munições no interior paraibano, se transformaria na artista que abriu espaço para a presença feminina na música nordestina em rede nacional. Enquanto muita gente hoje discute representatividade, Marinês já quebrava barreiras quando o Nordeste ainda era tratado com preconceito nos grandes centros do país.

Chamada por Gilberto Gil de “Mãe da Música Nordestina” e conhecida como o “Luiz Gonzaga de saia”, Marinês não apenas cantou o Nordeste, ela ajudou a moldar a identidade cultural de uma região inteira. Foi ela quem levou o xaxado, o baião e a força da mulher nordestina para dentro das rádios, cinemas e programas de televisão do Brasil. Mais de 45 discos depois, sua influência continua viva em artistas, festas juninas, vaquejadas e até no orgulho regional que atravessa gerações. Em tempos em que a memória cultural parece durar apenas alguns segundos no feed, lembrar quem abriu caminho antes de todo mundo virou quase um ato de resistência. 

#Marinês #CulturaNordestina #MúsicaBrasileira #Nordeste #CampinaGrande

Saúde

Atendimento odontológico domiciliar é destaque da Saúde de Macaíba

A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue realizando o cuidado humanizado com o atendimento odontológico domiciliar. A iniciativa garante assistência aos pacientes que não conseguem se deslocar até uma unidade de saúde. Com dois consultórios odontológicos portáteis, o município leva tratamento, acolhimento e dignidade diretamente à casa dos pacientes.

A equipe da UBS Vila São José II realizou o atendimento domiciliar da senhora Marinete Barbosa, idosa com limitações de mobilidade, que está em acompanhamento odontológico para realização de extração dentária e reabilitação protética.

De acordo com a cirurgiã-dentista Fernanda Bastos, o atendimento já vinha sendo acompanhado anteriormente. “Hoje realizamos um retorno da paciente. O planejamento inicial era realizar a extração, mas, devido à pressão arterial alterada, o procedimento precisou ser adiado por segurança. Mesmo assim, realizamos a higiene bucal, a higienização da prótese e todas as orientações necessárias”, explicou.

A profissional destacou ainda que todo o tratamento será realizado no conforto da residência da paciente. “Após a conclusão desse processo, vamos confeccionar uma nova prótese para dona Marinete. Faremos a moldagem e todas as provas diretamente na casa dela, garantindo mais conforto e acessibilidade”, completou.

A filha da paciente, Maria da Conceição, elogiou o serviço prestado pela equipe da rede municipal. “É um atendimento perfeito. Todas as UBS precisavam ter esse trabalho maravilhoso. Não só a dentista, mas todos os profissionais nos atendem muito bem”, relatou.

O atendimento odontológico domiciliar é considerado fundamental para garantir acesso à saúde bucal de pacientes acamados, idosos ou pessoas com limitações de mobilidade, promovendo qualidade de vida e prevenindo complicações de saúde.

#SaúdeBucal, #Macaíba, #AtendimentoHumanizado, #OdontologiaDomiciliar, #SaúdeParaTodos

Imagem: Rodrigo Galvão

Igreja Católica

A mensagem de Fátima de atravessou guerras, gerações e mobiliza milhões de fiéis

Tem algo que chama atenção todos os anos no dia 13 de maio. Enquanto o mundo vive crises, violência, ansiedade e divisões cada vez mais intensas, milhões de pessoas param para rezar, acender velas e lotar igrejas em homenagem a Nossa Senhora de Fátima. A devoção nasceu em uma pequena cidade de Portugal, mas ganhou força nos bairros, comunidades e cidades brasileiras como uma tradição passada de geração em geração. Em muitos lugares, o sino toca, a procissão toma as ruas e famílias inteiras repetem o mesmo gesto de fé que atravessa mais de um século. E tudo começou com uma frase simples dita a três crianças: “Não tenham medo”.

Em 1917, em plena tensão da Primeira Guerra Mundial, Lúcia, Francisco e Jacinta afirmaram ter visto uma mulher vestida de branco na Cova da Iria, em Fátima. A mensagem falava sobre oração, conversão e paz em um mundo tomado pelo medo e pela violência. O detalhe que até hoje desperta curiosidade é que as aparições aconteceram sempre no dia 13, reunindo multidões crescentes a cada encontro. Na última aparição, diante de milhares de pessoas e da imprensa internacional, ocorreu o episódio que ficou conhecido como “milagre do sol”, um acontecimento que transformou Fátima em um dos maiores centros de peregrinação do planeta. Décadas depois, a devoção continuou crescendo e foi fortalecida por papas, canonizações e celebrações que ainda arrastam multidões.

O que impressiona é perceber como uma história iniciada no interior de Portugal continua tão presente na rotina de quem enfrenta dificuldades, perdas e incertezas no dia a dia. Em tempos de excesso de barulho e pouca escuta, a imagem de Nossa Senhora de Fátima segue ocupando altares, caminhadas de fé e promessas silenciosas feitas dentro de casa. Talvez o verdadeiro impacto dessa data esteja justamente nisso: a capacidade de unir esperança coletiva em um mundo cada vez mais dividido. E no Brasil, onde fé e emoção caminham juntas nas ruas, o 13 de maio continua sendo muito mais do que uma tradição religiosa. É memória, identidade e conexão emocional que atravessa gerações.

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Justiça

13 de maio: A liberdade dos negros foi assinada no papel, mas nunca chegou por inteiro nas ruas do Brasil

Tem data que aparece no calendário como comemoração, mas pesa como cobrança histórica. Em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea colocou fim oficial à escravidão no Brasil e libertou cerca de 700 mil pessoas. Só que a realidade do povo negro depois da assinatura foi outra: sem terra, sem escola, sem emprego digno e sem qualquer política pública de inclusão. O país que mais recebeu africanos escravizados no mundo também foi o último do Ocidente a acabar com a escravidão. E até hoje muita gente sente os reflexos disso no ônibus lotado, na periferia esquecida, no acesso desigual à educação e nas oportunidades que continuam chegando primeiro para alguns e nunca para outros.

Durante décadas, venderam a ideia de que a abolição foi um ato de bondade da monarquia, mas a história real incomoda porque revela algo muito maior. A liberdade não caiu do céu e nem foi presente da princesa. Ela foi arrancada na pressão das ruas, nas fugas, nos quilombos, nas revoltas e na resistência de homens e mulheres negros que desafiaram um sistema inteiro. Antes da Lei Áurea, o Brasil tentou empurrar o fim da escravidão em câmera lenta com leis graduais como a do Ventre Livre e a dos Sexagenários, enquanto as elites faziam de tudo para manter o trabalho escravo funcionando. Nomes como Luís Gama, José do Patrocínio e André Rebouças enfrentaram o poder da época para acelerar uma mudança que já não podia mais ser contida.

Por isso o 13 de maio ainda divide opiniões e provoca debate até hoje. Para muitos movimentos negros, a chamada “abolição” nunca foi completa porque a exclusão continuou viva mesmo depois da liberdade oficial. O que mudou de verdade em mais de um século? Quem olha para os bairros esquecidos, para a desigualdade racial e para a ausência histórica de reparação entende por que essa conversa continua tão atual. A data não serve apenas para lembrar o passado. Ela escancara um Brasil que ainda tenta resolver feridas abertas desde 1888. E talvez seja exatamente por isso que esse tema continua gerando tanto desconforto, discussão e silêncio.

#13DeMaio #LeiAurea #HistoriaDoBrasil #ConscienciaNegra #AbolicaoDaEscravatura

Homenagem

Parabéns aos enfermeiros e enfermeiras!

Todo mundo já precisou de um enfermeiro em algum momento da vida. No corredor lotado de um hospital público, numa madrugada de emergência, numa sala de UTI ou naquele instante em que o medo toma conta antes de um diagnóstico. E quase sempre existe um detalhe em comum: é a enfermagem que permanece ao lado do paciente quando o resto do mundo vai embora.

Neste 12 de maio, Dia Internacional da Enfermagem e Dia do Enfermeiro, a data vai muito além de homenagem protocolar. Oficializada no Brasil desde 1938 por Getúlio Vargas, no país, a celebração também abre oficialmente a Semana da Enfermagem, realizada entre os dias 12 e 20 de maio, período que termina homenageando Ana Néri, pioneira da enfermagem brasileira e símbolo histórico do cuidado humanizado em tempos de guerra e dificuldade.

A reflexão por trás da data expõe uma realidade que milhões de brasileiros conhecem de perto, principalmente quem depende da rede pública de saúde. São profissionais que sustentam diariamente hospitais, UPAs, postos de saúde e instituições médicas, enfrentando jornadas exaustivas, pressão emocional e falta de estrutura, mas permanecendo na linha de frente da proteção à saúde, recuperação de pacientes e continuidade do cuidado humano. Hoje, a enfermagem representa cerca de 63% da força de trabalho em saúde nas Américas, sendo o maior grupo profissional dos sistemas de saúde.

Enquanto debates políticos ocupam as redes sociais e promessas dominam discursos públicos, existe uma categoria inteira garantindo que o atendimento continue funcionando na prática, do interior às grandes capitais. E talvez esteja aí a maior contradição do país: a enfermagem é indispensável na vida real, mas ainda luta diariamente por reconhecimento proporcional à importância que possui. Porque no fim das contas, muita gente lembra do diagnóstico recebido dentro de um hospital. Mas quase sempre é do enfermeiro que vem a lembrança mais humana: a palavra de calma, o cuidado silencioso, a presença durante o medo e a atenção que transforma atendimento em acolhimento. 

#DiaDaEnfermagem #Enfermagem #DiaDoEnfermeiro #SaúdePública #ProfissionaisDaSaúde

Natal-RN

Tirullipa: “Jesus, dá-me forças!”

Tem notícia que passa. E tem notícia que bate diferente quando acontece na cidade da gente. Na madrugada chuvosa desta segunda-feira, Natal acordou vendo as chamas destruírem o Circo do Tirú, montado ao lado da Arena das Dunas. A estrutura milionária, moderna e importada do México, preparada para receber milhares de famílias, virou fumaça em poucos minutos. Mas o que mais marcou não foi apenas o prejuízo financeiro. Foi o silêncio que ficou depois que o fogo apagou.

O circo havia se tornado mais do que um espetáculo em Natal. Virou encontro de famílias, memória afetiva e um raro espaço de leveza em meio à correria e ao peso da vida cotidiana. Em tempos em que quase tudo acontece por telas, ainda existe algo especial em sentar numa arquibancada e rir junto com desconhecidos. Por isso a cena mexeu tanto com a cidade. Não queimou apenas uma lona de 33 metros. Queimou um lugar que fazia as pessoas desacelerarem por algumas horas. Segundo fontes da internet, somente a lona queimada é avaliada em R$ 10 milhões.

Talvez o mais simbólico seja que o incêndio aconteceu justamente nos últimos dias da temporada na capital potiguar. Uma despedida que seria marcada por aplausos terminou marcada por fumaça, tristeza e imagens difíceis de esquecer. Nas redes, Tirullipa resumiu o sentimento coletivo: “O picadeiro está de luto”. E está mesmo. Porque quando um espaço criado para provocar alegria desaparece dessa forma, o que fica é a sensação de que a gente anda precisando cada vez mais de lugares que ainda consigam reunir pessoas para sorrirem juntas. Independentemente do luxo do lugar, da vultuosidade dos espetáculos e do diferencial de riqueza em relação aos circos populares, o que sucumbiu foi um picadeiro. Majestoso, mas palco de palhaços, malabaristas e mágicos que certamente estão desolados com o que veem naquele lugar.

A Revista Coité lamenta o ocorrido, deseja uma ágil apuração dos fatos e que o Circo do Tirú volte logo a nos alegrar.    

#NatalRN #CircoDoTiru #Tirullipa #CulturaPopular #ArenaDasDunas

Desenvolvimento Econômico

Licenciamento ambiental impulsiona desenvolvimento de Macaíba

O licenciamento ambiental municipal de Macaíba já começa a se traduzir em desenvolvimento para a cidade, aliando desenvolvimento econômico, sustentabilidade e segurança jurídica. Lançado em agosto de 2025 pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), o sistema próprio tem representado um novo horizonte de oportunidades para a atração de investimentos e a consequente geração de emprego e renda.

Para se ter uma ideia, o último loteamento implantado em Macaíba data de 2014. Em nove meses, a Semurb licenciou dois novos empreendimentos e possui outros seis em processamento. “Macaíba era a única cidade da Região Metropolitana que não tinha um sistema municipal de licenciamento. Por isso, muitos investidores preferiam as cidades vizinhas, por ser rápido. Então, a gestão Emídio, com muita inteligência e coragem, iniciou o processo para Macaíba fazer seu próprio licenciamento ambiental, e isso já vem trazendo resultados visíveis. Já temos dois novos loteamentos em execução e mais seis em fase de análise para liberação e legalização”, afirmou o titular da Semurb, Billy Jean.

Até o ano passado, as licenças para novos empreendimentos no município eram emitidas exclusivamente pelo Idema/RN, o que demandava tempo considerável para a análise das solicitações em razão da alta demanda de todo o Estado. Desde a adoção do sistema municipal de licenciamentos, a Semurb tem recebido uma série de pedidos de licenciamento para novos empreendimentos imobiliários.
“Aprovamos a primeira legislação ambiental e atualizamos as leis existentes, que trouxeram segurança jurídica àqueles que desejam investir na nossa cidade. Visão estratégica e de futuro da nossa gestão que colocaram Macaíba num patamar de destaque no Rio Grande do Norte”, afirmou o prefeito Emídio Júnior.

Imagem: Geraldo Neto

Segurança

O Brasil reduziu os crimes, mas o medo continua nas ruas

Tem muita gente que já mudou a rotina sem perceber. Evita certas ruas, volta mais cedo para casa, olha o celular escondido e pensa duas vezes antes de parar em determinados lugares da cidade. Mesmo com a queda recorde dos crimes de rua no Brasil, o sentimento de insegurança continua alto e os dados mais recentes mostram que o medo ainda faz parte da vida de milhões de brasileiros. A sensação nas ruas parece contar uma história diferente daquela apresentada pelas estatísticas oficiais.

Uma pesquisa Datafolha revelou que 41% dos brasileiros afirmam perceber a presença do crime organizado no bairro onde vivem. Em muitos casos, essa influência vai além da violência e passa a interferir nas regras de convivência, no comportamento dos moradores e até nos serviços utilizados no dia a dia. O levantamento mostra que 81% das pessoas que percebem essa presença têm medo de ficar no meio de confrontos armados, enquanto 75% evitam determinadas áreas da própria região onde moram. Outro dado chama atenção pelo impacto silencioso: 71% temem que familiares acabem envolvidos com o tráfico, e 64% têm receio de denunciar crimes por medo de represálias. Para milhões de brasileiros, a insegurança deixou de ser apenas uma preocupação e virou parte da rotina.

O contraste entre a queda da criminalidade e a permanência do medo expõe um desafio que vai muito além das estatísticas. Quando o cidadão continua mudando hábitos, limitando sua circulação e convivendo com a sensação de que existem territórios controlados pelo crime, a percepção de segurança continua distante da realidade que a população gostaria de viver. No fim, a discussão que cresce nas ruas não é apenas sobre números, mas sobre liberdade, confiança e até onde o brasileiro realmente consegue viver sem medo dentro da própria cidade.

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