Comportamento

Quem causar tumulto em aeroportos e aviões poderá ficar até um ano sem voar no Brasil

A partir de setembro próximo, passageiros considerados indisciplinados poderão simplesmente perder o direito de voar dentro do Brasil. A nova regra da ANAC cria oficialmente a chamada “No Fly List”, um cadastro nacional que vai bloquear a compra de passagens e o embarque de pessoas envolvidas em episódios graves dentro de aeroportos e aeronaves. A medida surge após o aumento de 66% nos casos de confusão aérea registrados em 2025, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Foram 1.764 ocorrências em apenas um ano, incluindo agressões físicas, ameaças, tumultos, danos a aeronaves, descumprimento de normas de segurança e até importunação sexual. O que antes terminava apenas em advertência ou retirada do voo agora poderá gerar multas de até R$ 17,5 mil e suspensão de viagens por até um ano.

A decisão aproxima o Brasil de modelos já usados em países como Estados Unidos, França e Índia, onde passageiros que colocam voos em risco enfrentam punições ainda mais severas. Nos EUA, interferir no trabalho da tripulação pode render multas superiores a US$ 43 mil. Na França, passageiros expulsos de voos podem ser proibidos de viajar por até quatro anos. No Brasil, a Resolução nº 800/2026 da ANAC estabelece níveis de gravidade para as infrações e prevê compartilhamento de dados entre companhias aéreas, Polícia Federal e agência reguladora. Além disso, o Senado já discute endurecer ainda mais as punições por meio do PL 1.524/2025, que amplia o tempo de suspensão e pode incluir voos internacionais com origem no país.

O avanço da medida revela uma mudança silenciosa no transporte aéreo brasileiro. O passageiro deixou de ser tratado apenas como consumidor e passou a ser visto também como potencial risco operacional. Casos que antes viralizavam apenas como vídeos de confusão em aeroportos agora entram oficialmente na esfera da segurança pública e da responsabilização jurídica. Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre equilíbrio entre punição, direito de defesa e critérios para inclusão na lista. 

#Aviação #ANAC #Brasil #Segurança #NoFlyList

 

Macaíba

Érika Emídio promove festa em homenagem às mães de Traíras nesta quinta-feira, dia 4

Junho começou, mas a celebração às mães continua em Macaíba. Nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, a quadra de esportes do distrito de Traíras será palco de uma grande festa em homenagem às mães da comunidade e de localidades vizinhas. O evento terá início às 16h30 e promete reunir famílias em uma tarde de confraternização, reconhecimento e alegria.

A iniciativa é promovida pela vereadora Érika Emídio, presidente da Câmara Municipal de Macaíba, e marca o encerramento da programação especial dedicada às mães, realizada desde o início de maio em diferentes regiões urbanas e rurais do município.

Preparada para proporcionar momentos especiais às participantes, a festa contará com sorteio de brindes, entrega de lembranças e diversas atrações voltadas ao público presente. A expectativa é reunir um grande número de famílias em um ambiente de celebração e convivência comunitária.

Ao longo das últimas semanas, a agenda promovida pelo mandato da vereadora percorreu várias localidades de Macaíba com ações voltadas à valorização das mães e ao fortalecimento dos laços familiares. A participação no evento é gratuita, e outras informações podem ser acompanhadas pelos canais oficiais da vereadora Érika Emídio nas redes sociais.

#Macaíba #Traíras #DiaDasMães #RioGrandeDoNorte #ÉrikaEmídio

São João de Macaíba

São João de Macaíba 2026 estreia na zona rural na próxima sexta, em Riacho do Sangue

O mês de junho entra sempre com grande expectativa de festa e alegria em Macaíba desde 2022. A Prefeitura inicia a programação oficial do São João 2026 na zona rural já na próxima sexta, dia 5, na comunidade de Riacho do Sangue, com shows de Denny Dantas e Segundo Sanfoneiro. No sábado, 6 de junho, a programação segue para Mangabeira, com apresentações de Lucas Allef e Sida Ferreira.

A agenda continua no dia 12 de junho com eventos simultâneos em duas comunidades. Em Bela Macaíba, sobem ao palco as atrações Cabras da Peste e Wilde Paiva. Já em Lagoa dos Cavalos, o público poderá conferir os shows de Júnior Sukita e Augusto Dantas. No dia 13 de junho, o São João chega à comunidade de Cajazeiras, com apresentações de Célia Show e Reinaldo Neto.

A programação prossegue no dia 20 de junho, novamente em duas localidades. Em Capoeiras, a animação ficará por conta da dupla Rodrigo e Marcelo e da banda Forró da Live. Em Tapará, haverá Festival de Quadrilha Indígena e show de Diego Pilha. No domingo, 21 de junho, a festa desembarca em Canabrava, com apresentações de Zé Raí e Zé Filho.

Já no dia 26 de junho, a comunidade de As Marias recebe os shows de Erlon Bezerra e Renan Moral.Encerrando a programação da zona rural, Traíras será cenário da última noite de festa, com apresentações de Yuri Filho, Lukas Bass e Thullio Milionário. Os eventos terão início sempre às 20h, contando também com apresentações de quadrilhas juninas em cada localidade.

O São João da zona rural representa o resgate de uma importante tradição cultural do município, retomada pela gestão do prefeito Emídio Júnior durante seu primeiro mandato. Em 2026, o evento chega à sua quinta edição consecutiva, fortalecendo a cultura popular, valorizando os artistas e promovendo momentos de lazer e confraternização para as comunidades rurais de Macaíba.

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Imagem: Raphael Oliveira

Saúde

Brasil: Já está em vigor o Estatuto dos Direitos do Paciente

Silenciosamente, o Brasil criou uma das mudanças mais amplas já feitas na relação entre pacientes, médicos, hospitais e planos de saúde. A nova Lei nº 15.378/2026 unificou direitos que antes apareciam espalhados em normas técnicas, decisões judiciais e regras do SUS. Agora, qualquer paciente atendido na rede pública ou privada passa a ter garantias mais claras sobre informação, privacidade, consentimento e dignidade. Na prática, isso significa que o cidadão ganha respaldo legal para exigir explicações detalhadas sobre diagnósticos, medicamentos, riscos, procedimentos e até questionar a equipe sobre higiene, dosagem e origem dos insumos utilizados. Em um país onde milhares de pessoas ainda enfrentam filas, desinformação e atendimento desumanizado, o impacto pode ser muito maior do que parece.

A nova legislação também toca em temas que costumavam ficar restritos aos bastidores dos hospitais. O direito de recusar tratamentos, registrar vontades antecipadas e indicar representantes para decisões médicas entra oficialmente na rotina da saúde brasileira. O texto ainda garante acompanhante em consultas e internações, acesso ao prontuário, busca por segunda opinião e proteção contra discriminação por renda, raça, religião, deficiência ou identidade social. O ponto que mais chama atenção é o reconhecimento da chamada “autodeterminação do paciente”, conceito já consolidado em países desenvolvidos e que agora ganha força legal no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o estatuto vale para SUS, hospitais privados, clínicas e operadoras de planos de saúde. A medida também prevê mecanismos formais para denúncias e fiscalização em casos de violação dos direitos dos pacientes.

A criação do estatuto acontece em um momento em que a confiança da população nos serviços de saúde se tornou tema permanente de debate nacional. O próprio relator da proposta no Senado, Humberto Costa, afirmou que episódios recentes de negligência e violência hospitalar poderiam ter sido evitados com regras mais rígidas e fiscalização mais clara. Mais do que uma atualização burocrática, a nova lei tenta mudar a cultura do atendimento médico no país, colocando o paciente no centro das decisões. O desafio agora será transformar o texto oficial em realidade dentro de hospitais superlotados, emergências precárias e sistemas privados cada vez mais pressionados. Porque no Brasil, muitas vezes, o direito existe no papel muito antes de chegar ao cidadão.

#Saúde #SUS #DireitosDoPaciente #PolíticaBrasileira #Brasil

Homenagem

Festival das Mães promovido por Tafarel Freitas reúne centenas de famílias em Macaíba

Festa foi prestigiada pelo prefeito Emídio Júnior e pela vice-prefeita Raquel Rodrigues

Centenas de famílias participaram, no último dia 31 de maio, da 5ª edição do Festival de Prêmios das Mães, realizado no Campo da Olímpica, no Loteamento Esperança, em Macaíba. Promovido pelo vereador Tafarel Freitas, o evento distribuiu gratuitamente mais de 3 mil cartelas para mães de diversas comunidades, proporcionando uma tarde marcada por emoção, confraternização e sorteio de prêmios.

A celebração contou com a presença do prefeito Emídio Jr., da vice-prefeita Raquel Rodrigues e com o apoio do deputado estadual Kleber Rodrigues, além de parceiros e colaboradores que contribuíram para a realização da iniciativa. O sorteio de prêmios foi um dos pontos altos da programação, reforçando o caráter de reconhecimento e valorização das mães macaibenses.

Tradicional no município, o festival teve origem com o ex-vereador Silvan Freitas e, ao longo dos anos, foi ampliado por Tafarel Freitas, mantendo o propósito de homenagear as mães e fortalecer os laços comunitários. Com grande participação popular, a edição de 2026 consolidou o evento como uma das principais celebrações do gênero em Macaíba, com confirmação de uma nova edição para 2027.

#FestivalDasMães #TafarelFreitas #Macaíba #HomenagemÀsMães #ComunidadeUnida

Saúde

Junho começa com três alertas silenciosos que atingem milhões de brasileiros todos os dias

Enquanto muita gente associa junho apenas às festas juninas, o mês carrega três campanhas que expõem problemas reais, urgentes e muitas vezes invisíveis dentro das famílias brasileiras. O Junho Vermelho alerta para a queda nos estoques de sangue justamente no período em que hospitais enfrentam aumento de doenças respiratórias. O Junho Laranja chama atenção para anemia e leucemia, condições que afetam milhares de pessoas e ainda chegam tarde demais aos diagnósticos. Já o Junho Violeta coloca luz sobre um tema desconfortável para o país: a violência contra idosos, frequentemente praticada dentro da própria casa. Mais do que cores simbólicas, junho virou um retrato direto das fragilidades sociais e de saúde que seguem crescendo silenciosamente no Brasil.

Os números ajudam a entender a dimensão do problema. Segundo o Ministério da Saúde, uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas, mas os hemocentros historicamente enfrentam baixa adesão durante o outono e o inverno. No caso da leucemia, o Instituto Nacional de Câncer estima milhares de novos casos todos os anos no país, sendo a doença um dos cânceres mais frequentes na infância. Já a anemia segue atingindo crianças, idosos e mulheres em larga escala, muitas vezes associada à má alimentação, doenças crônicas e dificuldade de acesso ao diagnóstico precoce. Enquanto isso, a violência contra idosos avança de forma alarmante. Dados do Disque 100 mostram crescimento constante de denúncias envolvendo negligência, abandono, violência financeira e agressões psicológicas contra pessoas acima dos 60 anos.

O ponto mais inquietante dessas campanhas é perceber que elas falam menos sobre doenças isoladas e mais sobre o tipo de sociedade que o Brasil está construindo. Falta sangue porque ainda há baixa cultura de doação contínua. Casos de anemia e leucemia se agravam porque o acesso à prevenção continua desigual. E idosos seguem sofrendo violência porque o envelhecimento da população chegou antes da estrutura social para protegê-los. Junho escancara uma verdade desconfortável: cuidar da saúde coletiva exige muito mais do que campanhas nas redes ou iluminação temática. Exige presença, responsabilidade e consciência prática no cotidiano de cada cidade, família e comunidade.

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Mobilidade Urbana

Macaíba conquista Selo Ouro em segurança no trânsito no RN

O RN tem 167 municípios e apenas três conseguiram atingir o mais alto nível de reconhecimento na área de mobilidade urbana e segurança viária em 2026. Entre eles está Macaíba, que recebeu o Selo Ouro do Prêmio Maio Amarelo, iniciativa promovida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em parceria com o Conselho Estadual de Trânsito. O resultado coloca o município em posição de destaque no cenário potiguar e evidencia um trabalho que vai além da fiscalização, envolvendo planejamento, educação para o trânsito e políticas públicas voltadas à preservação de vidas.

A premiação considera critérios cada vez mais decisivos para o desenvolvimento das cidades, como integração entre órgãos municipais, sustentabilidade urbana, segurança no tráfego, mobilidade inteligente e efetividade das ações executadas pelas secretarias responsáveis pelo setor. Em um momento em que acidentes de trânsito continuam sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil, reconhecimentos como esse mostram a importância de investimentos em sinalização, organização viária e conscientização da população. Segundo o Ministério da Saúde, milhares de brasileiros ainda perdem a vida todos os anos em ocorrências relacionadas ao trânsito, tornando a prevenção uma prioridade permanente para os gestores públicos.

De acordo com o secretário municipal de Trânsito e Transporte, Jefferson Stanley, o reconhecimento é resultado do elevado cumprimento de metas ligadas à segurança viária e ao fortalecimento das ações educativas e operacionais realizadas pela gestão municipal. Mais do que um prêmio, o Selo Ouro representa um indicador concreto de eficiência administrativa e compromisso com a qualidade de vida da população. Em um cenário onde a mobilidade urbana passou a ser um dos principais termômetros da capacidade de gestão das cidades, Macaíba consolida um resultado que gera impacto direto no cotidiano de motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres.

#Macaíba #SegurançaNoTrânsito #MobilidadeUrbana #MaioAmarelo #RioGrandeDoNorte

Homenagem

Frei Damião segue vivo na memória do Nordeste quase três décadas após sua morte

Passados 29 anos de sua morte, Frei Damião continua sendo uma das figuras religiosas mais populares e reverenciadas do Nordeste brasileiro. Em cidades pequenas, comunidades rurais e grandes centros urbanos, ainda é comum encontrar imagens do religioso em casas, comércios, capelas e locais de oração, prova de uma devoção que atravessou gerações. Nascido na Itália em 1898 e enviado ao Brasil em 1931, o frade capuchinho transformou sua missão religiosa em uma trajetória marcada por longas peregrinações, celebrações multitudinárias e forte conexão com o povo nordestino. Durante 66 anos, percorreu estradas de barro, sítios e municípios levando missas, bênçãos e palavras de fé para milhares de pessoas que aguardavam sua chegada como um acontecimento histórico em cada comunidade.

A relação construída por Frei Damião com o Nordeste ultrapassou o campo religioso e se tornou parte da identidade cultural da região. Mesmo enfrentando problemas graves de saúde nos últimos anos de vida, ele manteve o ritmo das missões até pouco antes de morrer, em 31 de maio de 1997, no Recife, após sofrer um AVC. Seu sepultamento transformou o Convento de São Félix de Cantalice, no bairro do Pina, em um dos principais pontos de peregrinação religiosa do país. Em 2019, o Papa Francisco reconheceu Frei Damião como venerável, etapa importante no processo de canonização iniciado em 2013. Enquanto a Igreja Católica analisa relatos de possíveis milagres atribuídos ao religioso, a memória do frei segue presente no cotidiano nordestino, especialmente entre famílias que ainda enxergam nele um símbolo de humildade, fé popular e acolhimento aos mais simples.

#FreiDamião #Nordeste #Fé #IgrejaCatólica #História

Macaíba

Prefeitura nas Comunidades chega à décima edição no Loteamento Esperança

A Prefeitura de Macaíba realizou neste sábado (30/05) a 10ª edição do programa Prefeitura nas Comunidades, levando uma ampla oferta de serviços públicos ao Loteamento Esperança. A ação reuniu cerca de 50 serviços públicos em um único local, neste caso, o Campo da Olímpica, facilitando o acesso da população a serviços essenciais e fortalecendo a aproximação entre a gestão municipal e os moradores.

Ao longo da manhã, centenas de famílias passaram pelo espaço montado para a ação, que concentrou atendimentos nas áreas de saúde, assistência social, cidadania, educação, infraestrutura e serviços urbanos, reafirmando o sucesso do programa e a importância de descentralizar os serviços públicos, levando-os para mais perto da população.

Entre os serviços ofertados estiveram consultas e orientações de saúde, vacinação, aferição de pressão arterial e glicemia, atualização de cadastros sociais, emissão de documentos, atendimentos jurídicos, atividades recreativas para crianças, orientações diversas e ações de embelezamento, além de serviços de manutenção e melhorias urbanas. O programa tem se consolidado como uma importante ferramenta de inclusão e cidadania, permitindo que os moradores resolvam diversas demandas em um único dia e sem a necessidade de deslocamentos para diferentes repartições públicas.

A marca da décima edição demonstra a consolidação da iniciativa como uma das principais ações de aproximação entre o poder público e os cidadãos macaibenses. Para os moradores do Loteamento Esperança, a ação representou mais uma oportunidade de acesso facilitado a direitos e serviços, reforçando a presença da Prefeitura nos bairros e comunidades do município e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.

A Prefeitura nas Comunidades consolida-se como uma das principais ações de aproximação entre a gestão municipal e a população macaibense, garantindo acesso facilitado a serviços essenciais e promovendo mais qualidade de vida para os moradores. “Esse é um projeto de grande importância. Porque levamos mais de cinquenta serviços num só lugar, dentro da comunidade. E num sábado, facilitando o acesso à população, principalmente o trabalhador que tem a dificuldade de buscar os atendimentos durante a semana”, afirmou o prefeito Emídio Júnior.

A edição deste sábado contou também com as parcerias do Instituto Mix e do Grupo de Escoteiros Augusto Severo. Prestigiaram a atividade os vereadores Érika Emídio, Tafarel Freitas, Clarissa Matias e Edi do Posto.

Homenagem

Gilson, cantor e compositor potiguar de Macau, morre em Minas Gerais

O músico e compositor Gilson Vieira da Silva, nascido em Macau, no Rio Grande do Norte, faleceu neste sábado (30) em Minas Gerais. Reconhecido nacionalmente, ele marcou a música brasileira com a canção “Casinha Branca”, lançada em 1979 e transformada em um grande sucesso após integrar a trilha sonora da novela Marrom Glacê.

Ao longo da carreira, Gilson construiu um repertório de destaque, assinando composições como “Verdade Chinesa”, gravada por Emílio Santiago, “Fim de Solidão”, interpretada por José Augusto, e “I Love You”, registrada por Adriana. Também lançou os álbuns Vitrine (1980), Encontro Casual (1987) e Tempo Bom (1991), consolidando sua trajetória artística.

Criado entre Macau e Natal, o artista mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro em busca de oportunidades na música. Nos últimos anos, vivia em Boa Família, distrito de Muriaé (MG). O sepultamento está previsto para as 17h deste sábado, em Miraí (MG). A causa da morte não foi informada pela família.

#GilsonVieira #MacauRN #MusicaBrasileira #CasinhaBranca #RioGrandeDoNorte

Igreja Católica

Dia de São Fernando: Ele nos deixou um legado que atravessa séculos entre fé, política e transformação social

Poucos personagens da história europeia conseguiram unir poder político, influência religiosa e impacto cultural de forma tão duradoura quanto São Fernando III. Celebrado oficialmente em 30 de maio pela Igreja Católica, o rei espanhol se tornou símbolo de liderança, justiça e reconstrução em um período marcado por disputas territoriais e mudanças profundas na Península Ibérica. Mais de 770 anos após sua morte, a trajetória do monarca ainda desperta interesse por reunir episódios que ajudaram a moldar a Espanha moderna, desde a unificação de reinos até a consolidação do castelhano como língua oficial.

Nascido em 1198, Fernando III assumiu o reino de Castela aos 18 anos e mais tarde também governou Leão, fortalecendo a integração política do território espanhol. Reconhecido pela habilidade diplomática e pela forte devoção cristã, o rei evitava conflitos sempre que possível, priorizando acordos e estabilidade entre as famílias reais da Europa. Ao mesmo tempo, liderou importantes batalhas durante a Reconquista, retomando cidades como Córdoba, Sevilha e Jaén. Em vez de ampliar guerras após as vitórias, direcionou recursos para a construção de hospitais, igrejas, mosteiros e centros de ensino. Entre seus feitos mais lembrados está o fortalecimento da Universidade de Salamanca, considerada uma das instituições de ensino mais antigas e influentes da Europa. Canonizado em 1671 pelo papa Clemente X, São Fernando também ganhou notoriedade após relatos de que seu corpo teria permanecido incorrupto séculos depois de sua morte.

A figura de São Fernando atravessou gerações como referência de liderança associada à fé, ao conhecimento e à administração pública. Em uma época marcada por guerras constantes, sua imagem permaneceu ligada à tentativa de equilibrar autoridade, religiosidade e desenvolvimento social. O rei que carregava consigo uma imagem da Virgem Maria e se definia como servo da fé acabou transformado em símbolo nacional da Espanha e protetor dos governantes, cativos e desamparados. A memória de São Fernando continua viva não apenas nas celebrações religiosas, mas também nas universidades, catedrais e cidades que ajudou a construir e que seguem influenciando a cultura europeia até hoje.

#SãoFernando #História #IgrejaCatólica #Espanha #Cultura

Homenagem

O encontro da Revista Coité com Edgar Morin, que virou saudade

A morte do filósofo, sociólogo, antropólogo e pensador francês Edgar Morin, aos 104 anos, anunciada nesta sexta-feira (29), encerra uma das trajetórias intelectuais mais influentes da contemporaneidade e deixa um legado que atravessa fronteiras, áreas do conhecimento e gerações de pesquisadores. Referência mundial do chamado pensamento complexo, Morin transformou a maneira de compreender as relações entre ciência, sociedade, cultura e condição humana, influenciando campos como comunicação, filosofia, psicologia, ciências sociais, educação e direito. Intelectual humanista, resistente ao nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, integrou a Resistência Francesa contra a ocupação alemã e adotou o sobrenome Morin durante o período de clandestinidade, substituindo o nome de nascimento, Nahoum. Ao longo de sua trajetória intelectual e política, tornou-se também um crítico firme do stalinismo e de todas as formas autoritárias de poder, dedicando sua vida à defesa de uma visão mais integrada, crítica e profunda do mundo.

Em Natal, cidade pela qual nutria especial apreço e à qual retornou diversas vezes, Morin protagonizou um encontro improvável que permanece vivo na memória da Revista Coité. Era 2012, quando participava de mais uma atividade acadêmica promovida pelo Grupo de Estudos da Complexidade da UFRN. Na mesma noite, na silenciosa Ponta do Morcego, o editor do blog, o repórter Gato Preto, preparava-se para jantar quando percebeu a chegada de um senhor que, antes de entrar no restaurante, decidiu contemplar o busto da poetisa Zila Mamede. Ao se aproximar, veio a surpresa: era o próprio Edgar Morin. Sozinhos na penumbra, diante da homenagem à escritora, permaneceram alguns minutos em um diálogo silencioso, interrompido apenas por um discreto e recíproco “boa noite”. Um encontro breve, sem discursos nem fotografias, mas carregado de significado para quem passou anos ouvindo, estudando e admirando a genialidade daquele que se consolidaria como um dos maiores pensadores do último século.

Hoje, aquela cena ganha contornos de despedida. O homem que parou para ler atentamente uma placa desgastada sobre Zila Mamede e que dedicou a vida a combater a fragmentação do conhecimento transforma-se definitivamente em memória e legado. Autor de mais de 30 livros, entre eles a influente obra Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, escrita em parceria com a Unesco, Morin defendeu que o mundo não pode ser compreendido por partes isoladas, mas pela articulação entre diferentes saberes e experiências humanas. Instituições acadêmicas, pesquisadores e admiradores em todo o mundo lamentam sua partida, enquanto sua obra permanece como referência indispensável para as ciências humanas e para todos os que acreditam na necessidade de reconectar saberes em tempos de crescente complexidade.

Para a Revista Coité, fica a honra daquele encontro improvável em uma noite natalense e a certeza de que Edgar Morin continuará presente onde houver reflexão crítica, sensibilidade humana, compromisso com a democracia e inquietação.

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