Comportamento

Caso Coco Bambu e a armadilha do ego: Por que o silêncio costuma ser a melhor resposta estratégica

O caso envolvendo a rede Coco Bambu e o humorista Gregório Duvivier tornou-se uma aula aberta sobre os riscos de uma má gestão de imagem na era da hiperconectividade. Durante um episódio do programa Não Importa, em dezembro de 2025, Duvivier elogiou o restaurante Camarões, de Natal, e disparou uma alfinetada genérica sobre uma rede que supostamente teria copiado o modelo potiguar. Como o nome da marca jamais foi mencionado, a crítica era inócua e estava destinada ao esquecimento, diluída pelo fluxo incessante de informações que caracteriza o consumo de conteúdo atual.

A mudança de cenário ocorreu quando o Coco Bambu, sentindo-se atingido, decidiu judicializar o comentário, pleiteando 25 mil reais e a retirada do material do ar. Com essa decisão, a empresa assumiu o protagonismo de uma polêmica que não lhe pertencia nominalmente, confirmando perante o grande público que a carapuça lhes servira perfeitamente. O que era um comentário sem dono ganhou rosto e nome, transformando-se instantaneamente em manchete nacional e forçando o mercado a discutir a identidade e a originalidade da rede.

Esse movimento ilustra perfeitamente o Efeito Streisand, conceito batizado em 2003 após a cantora Barbra Streisand tentar remover a foto de sua mansão de um catálogo de registros geográficos, o que gerou um tráfego massivo para a imagem antes ignorada. Assim como no caso americano, a tentativa de censura na era digital funciona como um combustível, conferindo relevância e urgência a informações que, sem a interferência da marca, teriam morrido no anonimato. A rede de restaurantes, ao tentar proteger seu nome, acabou colocando sua reputação sob um holofote indesejado.

Para quem atua em qualquer área, exposto a avaliações negativas e indiretas cotidianas, a lição é complexa e exige controle emocional. Conforme demonstrou o Nobel de Economia Daniel Kahneman, os seres humanos sentem o impacto de uma perda com intensidade dobrada em relação a um ganho equivalente. O cérebro corporativo, ao se sentir atacado, entra instintivamente em modo de defesa, exigindo uma reação imediata. Contudo, o público que observa de fora não está interessado em quem detém a razão jurídica, mas em quem demonstra maior postura e resiliência diante da pressão.

A ciência do comportamento sugere caminhos mais eficazes para a manutenção da marca. Estudos publicados no Journal of Marketing Research indicam que empresas capazes de responder a críticas com empatia e diplomacia conseguem aumentar a lealdade de seus clientes em até 25 por cento. Em contraste, a postura defensiva e agressiva tende a minar a confiança do consumidor, pois a reputação de um negócio não é construída vencendo discussões ou travando batalhas judiciais de baixo valor simbólico, mas sim pela forma como ele se posiciona frente aos seus críticos.

O valor do processo, embora irrisório para uma empresa que movimenta centenas de milhões, revelou uma fragilidade estratégica que custou caro à imagem da marca. O debate, que antes focava na qualidade dos serviços oferecidos, deslocou-se para a ética de cópia de conceitos, uma discussão que a própria rede acabou por validar ao elevar o caso à instância pública. A oportunidade perdida de responder com humor ou com foco nos resultados de excelência, optando pela via do litígio, deixou uma lacuna de autoridade que dificilmente será preenchida.

Ao final, resta o questionamento fundamental para todos os gestores: diante de uma crítica, você escolherá o silêncio estratégico e o resultado, ou a validação pública da carapuça? Aprender a distinguir entre o que merece uma resposta e o que deve ser ignorado é o divisor de águas entre marcas que sobrevivem ao julgamento popular e aquelas que se tornam vítimas da própria vaidade. A elegância na resposta não é apenas uma virtude, é uma estratégia de mercado indispensável no cenário contemporâneo.

Texto escrito com base na matéria publicada pelo UOL Splash em 02/03/2026.

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Cultura

Café com Auta marca início das celebrações pelos 150 anos da poetisa macaibense

O secretário de Educação, Ademar da Silva Jr., participou da homenagem

Em homenagem aos 150 anos da poetisa macaibense Auta de Souza, a Secretaria Municipal de Educação promoveu, na manhã desta quinta-feira (05), o Café com Auta, no Arco-íris Recepções. O evento aconteceu em parceria com a Academia Macaense de Letras e contou com o lançamento da segunda versão do Horto (1900), obra de Auta de Souza, revisada e atualizada por Carlos Castim e Fábio Fidelis.

O evento reuniu gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores das salas de leitura e das bibliotecas municipais. “Nesse momento, nós vamos estar também com Carlos Castim e Fábio Fidelis que vão falar sobre esse legado que Auta de Souza deixou para Macaíba, para o nosso Rio Grande do Norte, para o Brasil e para o mundo. Afinal ela é conhecida de forma internacional”, explicou o secretário municipal de Educação, Ademar da Silva Jr. Os escritores doaram exemplares da obra para as 43 unidades escolares do município e o objetivo é que a obra da poetisa seja utilizada para atividades com os alunos da rede municipal.

Nesta versão do Horto, os escritores apresentam poemas originais de Auta de Souza com introdução e nota de rodapé, que facilitam a leitura. “O livro agora possui notas de rodapé que situam os poemas temporalmente. Isso enriquece e torna mais palatável para o leitor atual. O entendimento do contexto em que o poema se deu é muito interessante porque permite aos leitores da atualidade contextualizar e, através de um estudo introdutório e dessas notas, compreender o contexto efetivo em que a obra foi produzida”, explicou Fábio Fidelis.

Após a palestra, foi aberto um momento de perguntas e respostas com o público presente. “Nós estamos tentando mostrar ao público a importância e, sobretudo, a atualidade de Auta de Souza. Mostrar que ela é uma proposta viável ainda hoje. Os dramas que ela viveu não são tão diferentes dos dramas que se vive hoje”, comentou Fábio.

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Saúde

SUS lança teleatendimento para enfrentar vício em jogos de aposta e ampliar acesso à saúde mental

O Ministério da Saúde deu um passo inédito no enfrentamento aos impactos das apostas na saúde mental ao lançar um serviço gratuito de teleatendimento pelo SUS voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos. A iniciativa, anunciada pelo ministro Alexandre Padilha em São Paulo, nasce em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e deve realizar cerca de 600 atendimentos por mês em sua fase inicial. O acesso será feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, plataforma que concentra serviços de saúde pública e agora passa a funcionar também como porta de entrada para suporte psicológico remoto voltado a esse tipo de dependência.

A estratégia busca superar uma barreira conhecida pelos especialistas. Muitos usuários que enfrentam compulsão por apostas evitam procurar ajuda presencial por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade em reconhecer o problema. Com investimento de R$ 2,5 milhões por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, o novo serviço permitirá que pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e amigos, solicitem atendimento de forma reservada e segura. O sistema inclui um autoteste científico para identificar níveis de risco e direcionar o usuário ao teleatendimento ou à Rede de Atenção Psicossocial, que reúne unidades como CAPS e UBS em todo o país.

As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e podem integrar ciclos de cuidado com até 13 encontros, conduzidos por equipe multiprofissional formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de psiquiatras quando necessário. A medida faz parte de uma resposta mais ampla do governo ao crescimento das apostas online no Brasil, que já motivaram mais de 6 mil atendimentos presenciais no SUS apenas em 2025. Em paralelo, o país também criou mecanismos como a Plataforma de Autoexclusão Centralizada e o Observatório Saúde Brasil de Apostas, reforçando uma rede de prevenção, monitoramento e tratamento voltada à saúde pública. 📱🧠

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Paz

5 de março: desarmar para preservar vidas e construir o futuro

Celebrado em 5 de março, o Dia Internacional do Desarmamento e da Conscientização sobre a Não Proliferação reforça um compromisso global com a paz e a segurança. Instituída pela Organização das Nações Unidas e marcada oficialmente desde 2023, a data busca ampliar o debate público, especialmente entre jovens, sobre os riscos associados à expansão de armas nucleares e convencionais. A mobilização integra uma agenda mais ampla que inclui o 26 de setembro, Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, e o 9 de julho, dedicado ao enfrentamento da proliferação de armas de fogo. Em todos os casos, a mensagem converge para o mesmo ponto: reduzir armamentos é proteger vidas.

Desde sua fundação, a ONU coloca o desarmamento multilateral no centro dos esforços para manter a paz internacional. O alerta é permanente diante do potencial destrutivo das armas de destruição em massa, sobretudo as nucleares, e dos impactos do comércio ilícito de armas leves, que alimenta conflitos e compromete o desenvolvimento sustentável. O uso de explosivos em áreas povoadas amplia o risco para civis, enquanto novas tecnologias bélicas, como sistemas autônomos, impõem desafios éticos e estratégicos à comunidade internacional. A resolução A RES 77 51 da Assembleia Geral convoca governos, instituições e sociedade civil a promover ações educativas e campanhas de conscientização.

No Brasil, o debate dialoga com o Estatuto do Desarmamento, criado para enfrentar os altos índices de mortes por armas de fogo e fortalecer mecanismos de controle. Marchas silenciosas, campanhas de recolhimento e destruição de armamentos e debates públicos fazem parte das estratégias para reduzir a violência e estimular uma cultura de paz. Mais do que uma data simbólica, o 5 de março propõe uma reflexão concreta: desarmar não é apenas limitar arsenais, mas ampliar oportunidades de desenvolvimento, proteger civis e reafirmar que segurança duradoura se constrói com diálogo e cooperação.

Foto: ONU

Eleições 2026

Allyson intensifica articulações e coloca setor produtivo no centro do plano para o Rio Grande do Norte

Enquanto o cenário político do Rio Grande do Norte se movimenta entre debates e especulações, o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, mantém o foco na construção do seu Plano de Governo. Longe das disputas retóricas, ele tem priorizado o diálogo direto com representantes da economia potiguar. Nesta quarta-feira, 04, acompanhado do deputado estadual Hermano Morais, apontado como possível companheiro de chapa, Allyson percorreu instituições estratégicas com um objetivo claro: ouvir quem movimenta emprego, renda e desenvolvimento no estado.

A agenda incluiu encontros na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte, onde foram recebidos pelo presidente Roberto Serquiz; na Federação das Empresas de Transporte de Passageiros, em conversa com Eudo Laranjeiras; no SEBRAE-RN, com o presidente do Conselho Deliberativo Zeca Melo e o diretor técnico João Hélio Cavalcanti; e na Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca, ao lado de José Álvares Vieira. As visitas reforçam a centralidade do setor produtivo em um estado que, segundo dados do IBGE, ainda enfrenta desafios relacionados à geração de empregos formais e à diversificação econômica.

Para Allyson, as reuniões representam mais do que compromissos de agenda: são espaços de escuta ativa e construção coletiva. Ele defende que compreender de perto as demandas da indústria, do comércio, do transporte e do agronegócio é essencial para formular propostas viáveis e sustentáveis. Em um momento em que o RN busca ampliar competitividade e fortalecer cadeias produtivas, o diálogo com essas entidades sinaliza uma estratégia baseada em planejamento técnico, responsabilidade fiscal e articulação institucional como pilares de campanha.

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Macaíba

Prefeito Emídio Jr. assina ordem de serviço para construção de complexo esportivo na Vila São José

O prefeito Emídio Júnior assinou, na manhã desta quarta-feira (04/03), a ordem de serviço que autoriza o início das obras do futuro Complexo Esportivo da Vila São José, mais um importante investimento da gestão municipal voltado ao incentivo ao esporte, ao lazer e à qualidade de vida da população do bairro.

De acordo com o secretário municipal de Esporte e Lazer, Sócrates Garcia, o equipamento esportivo será construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), captados por meio do primeiro edital lançado pelo Ministério responsável. “A obra está orçada em R$ 1.126.804,50 e será erguida ao lado da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro, ampliando a oferta de serviços públicos integrados à comunidade”, destacou.

O espaço seguirá um modelo padrão e contará com campo de futebol society, parque infantil, quadra de basquete 3×3, pista de caminhada e área de convivência, proporcionando um ambiente completo para a prática esportiva, o lazer e a interação social entre moradores de todas as idades.

O prefeito Emídio Júnior ressaltou que o Complexo Esportivo da Vila São José beneficiará diversas comunidades e bairros do entorno. “Quando esta obra estiver pronta, os imóveis do bairro estarão mais valorizados e os moradores terão mais qualidade de vida, pois o espaço vai incentivar a prática de atividades esportivas, fundamentais para a saúde. A qualidade de vida é o principal objetivo quando realizamos uma obra dessa natureza, que também contribui para reduzir a ociosidade e embelezar o bairro. Esse complexo vai transformar a Vila São José”, afirmou.

Representando a comunidade, Miguel celebrou a assinatura da ordem de serviço. “Hoje é um dia de comemoração por essa grande conquista. Moro aqui há quase 13 anos e, com as bênçãos de Deus, primeiro chegou o calçamento e agora chega esse complexo esportivo, um grande benefício que ficará para as futuras gerações”, declarou.

Estiveram presentes ao lado do prefeito Emídio Júnior a presidente da Câmara Municipal, a vereadora Érika Emídio, e os vereadores Venício Filho, Rita Oliveira, Aroldo da Saúde, Sérgio Lima, Socorro Nogueira, Edi do Posto, Ismarleide Duarte e Clarissa Matias.

Imagem: Geraldo Neto

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Segurança

Senado aprova projeto que endurece penas para furto e roubo de celulares e amplia poder de prisão preventiva

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3) um projeto que promete alterar de forma significativa o tratamento dado aos crimes patrimoniais no Brasil. O texto, relatado pelo senador Efraim Filho (União-PB) e de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), aumenta penas para furto, roubo e receptação, além de criar novas qualificadoras, especialmente para crimes envolvendo celulares, armas de fogo e animais domésticos. Como houve mudanças em relação à versão anterior, a proposta retorna à Câmara dos Deputados para nova análise antes de seguir à sanção presidencial.

A principal mudança atinge o furto simples, cuja pena passa de um a quatro anos para um a seis anos de reclusão, além de multa. O projeto também estabelece punição de dois a seis anos para o furto de aparelhos eletrônicos, como celulares, computadores e tablets, reconhecendo o impacto que esses dispositivos têm na vida pessoal e financeira dos brasileiros. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país registra milhões de ocorrências de furtos e roubos por ano, com destaque para a subtração de celulares nos grandes centros urbanos. A proposta ainda permite prisão preventiva mesmo em casos de furto sem condenação anterior, amplia as penas para receptação e cria tipos específicos para furto de animais domésticos e de produção.

No caso do roubo, a pena mínima sobe de quatro para cinco anos, podendo chegar a dez anos de reclusão, além de multa. Haverá aumento adicional quando o crime comprometer serviços essenciais como energia, telecomunicações, água, saúde e transporte público. A interrupção de serviços de telecomunicações também terá punição mais severa, podendo ser duplicada se houver dano ou destruição de equipamentos. Para o relator, a atualização do Código Penal busca alinhar a legislação à realidade contemporânea e fortalecer a resposta do Estado a crimes que afetam diretamente o cotidiano da população.

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Saúde

Março acende alerta global para a obesidade e cobra ação concreta

O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, coloca em evidência uma das principais emergências de saúde pública do século 21. A data propõe um debate que vai além da estética e enfrenta a obesidade como o que ela é: uma doença crônica, complexa e multifatorial. Em diferentes países, prédios públicos são iluminados de roxo para simbolizar o compromisso com a conscientização, a redução do estigma e a defesa de políticas públicas eficazes. A mensagem central é clara: não se trata de falta de força de vontade, mas de um desafio coletivo que exige informação, acolhimento e tratamento adequado.

No Brasil, os números reforçam a urgência. Dados do Vigitel indicam que 24,3 por cento dos adultos nas 27 capitais brasileiras vivem com obesidade. Entre adolescentes de 13 a 17 anos, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar já apontava, em sua última edição disponível, uma prevalência de 7,8 por cento. A obesidade é fator de risco relevante para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, ampliando o impacto sobre o sistema de saúde e sobre a qualidade de vida da população.

Para enfrentar esse cenário, o país conta com o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis 2021-2030, conhecido como Plano de Dant, que estabelece metas específicas para reduzir a obesidade entre crianças e adolescentes e deter o avanço entre adultos. A Coordenação-Geral de Doenças Não Transmissíveis também prepara boletim epidemiológico com dados atualizados para orientar políticas públicas mais eficazes. A lógica é baseada em evidências: prevenção, alimentação adequada, combate ao consumo excessivo de ultraprocessados, incentivo à atividade física e cuidado multidisciplinar.

O debate ganha ainda mais relevância porque, na mesma data, celebra-se o Dia de Conscientização sobre o HPV, reforçando a importância da prevenção e do cuidado integral com a saúde. O 4 de março, portanto, simboliza um duplo chamado à responsabilidade coletiva. Promover hábitos saudáveis, ampliar o acesso à informação qualificada e fortalecer políticas públicas são passos decisivos para transformar estatísticas em qualidade de vida e construir um futuro mais saudável para todas as gerações.

Ilustração: Acelera Saúde

Segurança

Alunos da Guarda Municipal de Macaíba têm aula de campo sobre patrulhamento comunitário

Em fase final de seu treinamento, os alunos do curso de formação da Guarda Municipal de Macaíba (GCM) tiveram, na manhã desta terça-feira (03/03), mais uma aula de campo na região central de Macaíba, com instruções e experiências em termos de imersão, contato com populares e patrulhamento comunitário.

A previsão é que a conclusão se dê ao longo deste mês, sendo esta a primeira turma da história da Guarda Civil Municipal (GCM) de nosso município, composta pelos 50 primeiros convocados aprovados no concurso público de 2024. A carga horária total do curso é de 576 horas, ministrado pela Academia da Guarda Civil Municipal de Natal.

“Esta disciplina se chama: Espaço público: Guarda Municipal em comunidade. Ela condensa todo o treinamento que tivemos em sala de aula. Então, hoje foi o contato direto com a comunidade, com a missão de promover proteção e segurança. O prefeito Emídio Jr. está investindo muito na Guarda Municipal de Macaíba, e os futuros guardas estão bastante motivados. Queremos agradecer pelo apoio da gestão, que está se empenhando para que tudo dê certo”, explicou o subcomandante de instrução e material da GCM da capital potiguar, Alexandre Melo, ministrante da aula do dia.

Durante a atividade prática, os alunos puderam vivenciar situações reais do cotidiano urbano, exercitando princípios que norteiam o modelo de patrulhamento comunitário. A proposta é fortalecer o vínculo entre a Guarda Municipal e a população, ampliando a sensação de segurança e a confiança da comunidade no trabalho preventivo desenvolvido pela corporação.

Após a conclusão do curso de formação, os novos guardas municipais estarão aptos a atuar nas ruas, prédios públicos e espaços de convivência do município, reforçando as ações de segurança pública e contribuindo para a organização e proteção do patrimônio público e dos cidadãos macaibenses.

Fotos: Tom Alcântara

Secom-PMM

Macaíba

Nova frente de obras de pavimentação é iniciada em Porteiras

A Prefeitura de Macaíba deu início a uma nova frente de obras de pavimentação de ruas na zona rural do município. Nesta etapa, inicialmente, está sendo contemplada a Rua João Constantino Pereira, localizada na comunidade rural de Porteiras, com um trecho de 220,14 metros de extensão.

Além de Porteiras, o novo pacote de investimentos em infraestrutura vai beneficiar também as vias principais das comunidades de Lagoa Seca e Tabatinga, também na zona rural, integrando o maior programa de calçamento de ruas já realizado no município.

Ao todo, as obras irão abranger 4.835,43 metros quadrados de pavimentação em paralelepípedos. A iniciativa tem como objetivo garantir melhores condições de tráfego, mais segurança para motoristas e pedestres, além de promover a valorização imobiliária e a melhoria da qualidade de vida dos moradores das comunidades contempladas.

Morador da Rua João Constantino Pereira, João Maria (popularmente conhecido como Pequeno) relatou como era a então realidade da via em que reside: “A gente já esperava há muitos anos isso aqui. Teve dias em que a gente nem podia entrar com um carro, o atoleiro era grande. Aí, hoje estamos recebendo esse calçamento. Só tenho a agradecer a quem nos dá esse privilégio aqui”.

Fotos: Edeilson Morais

Saúde

3 de março: ouvir bem é viver melhor

Celebrado neste 3 de março, o Dia Nacional do Otorrinolaringologista se une ao Dia Mundial da Audição para colocar em pauta um cuidado que muitas vezes só recebe atenção quando falha: a saúde dos ouvidos, do nariz e da garganta. Oficializada no Brasil em 2016, a data reforça o papel estratégico do especialista na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças que afetam desde a audição até a respiração e a voz. A mobilização acompanha a agenda global liderada pela Organização Mundial da Saúde, que alerta para o avanço dos casos de perda auditiva evitável e para a importância de intervenções precoces.

O campo de atuação do otorrinolaringologista é amplo e impacta diretamente a qualidade de vida. Problemas como rinite, sinusite, otite, tonturas, apneia do sono, distúrbios de voz e perda auditiva estão entre as queixas mais frequentes nos consultórios. Em um país onde o uso intenso de fones de ouvido se tornou hábito cotidiano, campanhas educativas ganham força ao destacar práticas seguras de escuta e a necessidade de avaliação médica diante de sintomas persistentes. O diagnóstico precoce continua sendo o divisor de águas para evitar complicações e preservar funções essenciais.

A criação oficial da data no Brasil, a partir do Projeto de Lei 3727 de 2015, consolidou o 3 de março como um marco de conscientização nacional. Mais do que celebrar a especialidade, o momento convida a população a olhar com atenção para sinais muitas vezes negligenciados, como zumbidos, rouquidão frequente ou dificuldade para respirar. Cuidar da saúde auditiva e das vias aéreas superiores é investir em comunicação, bem-estar e autonomia ao longo da vida.

Saúde

Março em Alerta Máximo: rim e intestino entram no radar da prevenção

Março ganha tons de vermelho e azul-marinho para lembrar que informação salva vidas. O Março Vermelho chama atenção para o câncer renal, tumor que atinge o sistema urinário e registra cerca de 6 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas oficiais do Instituto Nacional de Câncer. Silenciosa nas fases iniciais, a doença muitas vezes só é descoberta em exames de rotina, como ultrassonografia e tomografia. Sangue na urina, dor lombar persistente, perda de peso inexplicada e fadiga são sinais que exigem investigação médica. Tabagismo, obesidade e hipertensão estão entre os principais fatores de risco, o que reforça a importância de hábitos saudáveis e acompanhamento clínico regular.

No mesmo mês, o Março Azul-Marinho amplia o foco para o câncer colorretal, um dos tumores mais incidentes e letais no país. A campanha destaca a prevenção e o diagnóstico precoce como estratégias decisivas, sobretudo a partir dos 45 ou 50 anos, faixa etária recomendada para rastreamento. A colonoscopia é o exame mais eficaz para identificar lesões iniciais, enquanto o teste de sangue oculto nas fezes também contribui para detectar alterações precoces. Sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, dor abdominal recorrente e emagrecimento sem causa aparente são alertas que não devem ser ignorados.

A mobilização reúne instituições como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a Federação Brasileira de Gastroenterologia e o Instituto Oncoguia, que intensificam ações educativas em todo o país. A mensagem é clara e baseada em evidências: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e menor o impacto do tratamento. Em um cenário em que a prevenção ainda enfrenta barreiras culturais e informacionais, março se consolida como um chamado público à responsabilidade individual e coletiva com a própria saúde.

Ilustração: Oncológica do Brasil

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