Opinião

O que a extrema-direita celebra neste 7 de Setembro?

Chega o 7 de Setembro. As ruas se enchem de verde e amarelo, as bandeiras tremulam, os hinos lembram que, um dia, o Brasil decidiu que seu destino não seria escrito por mãos estrangeiras.

Mas há uma pergunta incômoda no ar: o que fará, nesse dia, o bolsonarismo que transformou a bandeira dos Estados Unidos em adereço político?

É uma pergunta difícil porque independência, para qualquer país, significa soberania. Significa defender seus interesses, negociar de igual para igual e não pedir a uma potência estrangeira que pressione o próprio país para salvar um projeto político.

Enquanto setores do bolsonarismo celebram alianças com Donald Trump e pedem medidas contra o Brasil, Washington impõe novas tarifas sobre produtos brasileiros. As sobretaxas já atingem parcela relevante das exportações e aumentam a desvantagem dos nossos produtos no mercado americano.

E então chega o paradoxo: no Dia da Independência, quem ostenta a bandeira americana precisará explicar por que comemora a independência brasileira enquanto torce para que uma potência estrangeira aperte o parafuso sobre nossa economia.

Talvez seja hora de separar patriotismo de torcida política.

Porque gostar dos Estados Unidos é perfeitamente legítimo. Admirar sua cultura também. O que parece estranho é comemorar a própria independência enquanto se pede ao estrangeiro que castigue o país.

No 7 de Setembro, a pergunta permanecerá pendurada no céu, ao lado dos fogos e das bandeiras: independência de quem, afinal?

#7DeSetembro #IndependênciaDoBrasil #SoberaniaNacional #Brasil #Política

Ilustração: Quinho

Economia

O Brasil não quebrou: Economia brasileira atrai investimentos e acelera nova fase industrial

A economia brasileira está longe de uma fotografia de “quebra”. Os dados recentes mostram uma transformação marcada por investimentos, modernização industrial e avanço tecnológico. Em Manaus, a Yamaha recebeu R$ 15 milhões da Finep para automatizar processos, ampliar a robótica e digitalizar a produção.

Na Bahia, a BYD mantém um projeto de R$ 5,5 bilhões em Camaçari, onde amplia a produção de veículos eletrificados e avança na nacionalização de componentes. Em 2026, a empresa anunciou mais 3 mil contratações e prepara novas etapas industriais, enquanto o Song Plus híbrido já tem produção prevista na unidade.

Outro indicador da transformação do mercado automotivo é o avanço dos carros chineses. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil importou US$ 5,2 bilhões em veículos fabricados na China, superando a Rússia e assumindo a liderança mundial nesse período.

A Nestlé também anunciou um ciclo de R$ 7 bilhões em investimentos no Brasil entre 2025 e 2028, destinado à modernização de fábricas, expansão da capacidade, inovação e sustentabilidade. Em 2026, a companhia acrescentou R$ 540 milhões para ampliar a fábrica de Araçatuba.

Na tecnologia, a Alibaba Cloud anunciou dois data centers no Brasil, os primeiros da empresa no país, para sustentar sua operação local de nuvem e ampliar negócios ligados à inteligência artificial. Os movimentos não eliminam desafios econômicos, mas mostram um país que continua atraindo capital e se reposicionando em setores estratégicos.

#EconomiaBrasileira #Investimentos #IndústriaBrasileira #Tecnologia #Reindustrialização

Comunicação

Bola da vez: Micro e nano influenciadores ganham espaço ao transformar confiança em resultado

O marketing de influência começa a mudar sua principal referência: o tamanho da audiência. Marcas estão ampliando investimentos em nano e micro influenciadores, criadores que reúnem comunidades menores, segmentadas e mais próximas. A estratégia busca fortalecer a confiança e transformar recomendações em resultados, em um cenário no qual consumidores estão mais atentos à autenticidade.

Dados da Rakuten Advertising mostram que cerca de 80% dos consumidores confiam em recomendações de influenciadores, enquanto 61% afirmam ter comprado motivados por esse tipo de conteúdo nos últimos seis meses. No Brasil, 30% descobrem diariamente novos produtos por meio de criadores. O movimento ajuda a explicar por que alcance deixou de ser o único indicador relevante para as marcas.

Segundo o relatório The State of Influencer Marketing 2026, da Aspire, 74% dos profissionais de marketing pretendem aumentar os investimentos no setor. Mais da metade, 54%, trabalha prioritariamente com nano e micro influenciadores. Esses criadores costumam atuar em nichos específicos, mantendo maior proximidade com seus seguidores e uma relação que pode conferir mais credibilidade às recomendações.

A mudança também ocorre enquanto a própria profissão enfrenta desafios. Pesquisa da Billion Dollar Boy aponta que 37% dos criadores consideram deixar a carreira, com burnout, fadiga criativa, carga intensa de trabalho e instabilidade financeira entre os principais motivos. Ao mesmo tempo, 84% dos consumidores dizem deixar de seguir influenciadores quando percebem falta de autenticidade, reforçando o peso da credibilidade na relação com o público.

O mercado, portanto, entra em uma fase mais madura, na qual influência não significa apenas visibilidade. Para as marcas, ganha importância a escolha de criadores alinhados ao público, o engajamento genuíno, a transparência e a capacidade de gerar resultados. A estratégia também alcança diferentes gerações, incluindo consumidores acima dos 65 anos, mostrando que a recomendação de influenciadores já integra a jornada de compra de forma mais ampla.

#MarketingDigital #Influenciadores #MicroInfluenciadores #NanoInfluenciadores #EconomiaDigital

Opinião

Bresser-Pereira classifica eventual governo de Flávio Bolsonaro como “violência contra os pobres”

O economista e ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira declarou que uma eventual gestão do senador Flávio Bolsonaro na Presidência da República representaria um cenário de retrocesso político, econômico e social para o país. A avaliação foi feita durante conversa divulgada nas redes sociais pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Nabil Bonduki, na qual o economista, de 92 anos, analisou os rumos do desenvolvimento brasileiro. Segundo a tese defendida por Bresser-Pereira há 25 anos, a economia nacional vive um regime de semi-estagnação originado na crise da dívida externa dos anos 1980 e aprofundado pelas políticas econômicas adotadas nas décadas seguintes.
Na visão de Bresser-Pereira, expoente da corrente do novo desenvolvimentismo, o Brasil perdeu dinamismo e sofreu um forte processo de desindustrialização a partir da abertura comercial e financeira iniciada no governo Fernando Collor. Em termos gerais, a lógica neoliberal mencionada pelo economista prioriza a redução da interferência do Estado na economia, a ampla abertura dos mercados e o protagonismo do setor financeiro. O ex-ministro argumenta que esse modelo entregou os rumos do país aos interesses de capitalistas rentistas e agentes do mercado financeiro, limitando o fortalecimento da indústria nacional e mantendo a dependência em relação às nações mais ricas.
Ao avaliar a evolução histórica do cenário nacional, Bresser-Pereira destacou que o país registrou crescimento expressivo entre 1930 e 1980, interrompido pelo endividamento externo e pelo rigoroso ajuste fiscal decorrente da crise. Ele apontou que os governos posteriores, inclusive a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mantiveram a orientação neoliberal. O economista observou ainda que, embora o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tenha registrado expansão econômica impulsionada pelo ciclo de alta das commodities, o processo de desindustrialização permaneceu em curso. Para superar esse quadro, ele defende a construção de uma estratégia nacional de desenvolvimento focada na recuperação industrial e na geração de empregos.
Ao projetar o futuro político do Brasil, o ex-ministro enfatizou que um governo comandado por Flávio Bolsonaro significaria a manutenção do subdesenvolvimento e a submissão aos interesses de potências estrangeiras, lideradas pelos Estados Unidos. Em suas palavras, uma gestão sob essa liderança seria “um horror politicamente, economicamente, socialmente, uma violência contra os pobres, uma violência contra o país, uma entrega do Brasil aos Estados Unidos”.
#BresserPereira #EconomiaBrasileira #PoliticaNacional #DesenvolvimentoEconomico #Desindustrializacao
Data Importante

Dia Internacional da Caridade homenageia Madre Teresa de Calcutá e reforça papel da solidariedade

O Dia Internacional da Caridade é celebrado em 5 de setembro em todo o mundo para conscientizar a sociedade sobre a importância de erradicar a pobreza e combater o sofrimento humano. A data foi oficialmente estabelecida pela Organização das Nações Unidas em 2012, destacando a necessidade de mobilização global contínua.

A escolha do dia 5 de setembro marca o aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá, ocorrida em 1997. Ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1979, ela é considerada uma referência internacional pelo trabalho prestado aos mais necessitados. Em 12 de agosto de 2021, a Administração Postal das Nações Unidas emitiu um selo definitivo em sua homenagem.

Segundo as Nações Unidas, o voluntariado e a filantropia estabelecem um vínculo social verdadeiro, contribuindo para a construção de sociedades mais inclusivas e resilientes. A entidade ressalta que as ações de caridade diminuem os piores efeitos de crises humanitárias e promovem os direitos de populações marginalizadas, além de disseminar a mensagem de humanidade em cenários de conflito.

A iniciativa busca sensibilizar indivíduos, organizações não governamentais e empresas sobre a relevância do apoio ao próximo. A Agenda 2030 sobre Desenvolvimento Sustentável também reconhece a urgência de eliminar a pobreza em todas as suas dimensões, reforçando o pedido por um espírito mais consolidado de solidariedade global.

Com o fortalecimento da data, a ONU reforça o papel estratégico da sociedade civil no alívio de crises e no amparo aos desprivilegiados. O compromisso conjunto visa ampliar o alcance do trabalho voluntário e consolidar a ajuda humanitária como pilar para o desenvolvimento inclusivo nos diversos países.

#DiaInternacionalDaCaridade #SolidariedadeGlobal #AjudaHumanitaria #ONU #MadreTeresa

Economia

O Brasil não quebrou: houve deflação de 0,40% em agosto e alívio no custo de vida

A prévia da inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA-15, registrou deflação de 0,40% em agosto de 2026. O resultado foi puxado principalmente pela redução da conta de luz, dos alimentos e dos combustíveis, marcando a primeira taxa negativa do indicador desde agosto de 2025 e a menor para um mês de agosto desde 2022.

O grupo Habitação teve queda de 1,41%, com destaque para a energia elétrica residencial, que recuou 6,25%. O movimento foi influenciado pelo Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de luz. Entre os nove grupos pesquisados, cinco apresentaram deflação no período.

Na alimentação dentro de casa, a queda chegou a 0,97%. Produtos presentes na rotina das famílias tiveram reduções expressivas: o tomate ficou 27,38% mais barato, a batata-inglesa caiu 25,14% e a cenoura recuou 17,05%. O café moído também apresentou redução, de 2,31%.

Os Transportes também contribuíram para o resultado, com queda de 13,30% nas passagens aéreas e redução nos preços do etanol, da gasolina e do óleo diesel. Vestuário e Comunicação completaram os grupos que registraram deflação em agosto, reforçando o movimento de desaceleração observado nos preços.

Com o resultado, o IPCA-15 acumulou alta de 4,24% em 12 meses, abaixo do limite de 4,5% da meta de inflação. A pesquisa de agosto considerou preços coletados entre 16 de julho e 14 de agosto, em 11 localidades. O IPCA oficial de agosto será divulgado em 11 de setembro.

#IPCA15 #Inflação #EconomiaBrasileira #CustoDeVida #Preços

Análise

O problema do Brasil está mesmo nos programas sociais, como dizem os mais ricos?

O debate sobre o custo dos programas sociais costuma ignorar uma parcela importante das contas públicas. Na LOA de 2026, o Bolsa Família tem R$ 158,6 bilhões e o BPC/RMV, R$ 122,4 bilhões. Já o Minha Casa, Minha Vida aparece com R$ 33,6 bilhões. São políticas distintas: transferência de renda, benefício assistencial a idosos e pessoas com deficiência e acesso à moradia. 

A comparação ganha outra dimensão quando se olha para os juros. O Banco Central registrou R$ 1,095 trilhão em juros nominais do setor público nos 12 meses encerrados em abril de 2026. Juros da dívida são o custo financeiro de um endividamento formado, entre outros fatores, por títulos emitidos pelo governo para financiar déficits e refinanciar compromissos anteriores.

Isso não significa que juros sejam dinheiro simplesmente “entregue aos bancos”, como às vezes aparece no debate. Credores da dívida incluem bancos, fundos, empresas, investidores e pessoas físicas. Também é preciso separar orçamento de estimativas fiscais: não é correto somar indiscriminadamente orçamento do MEC ou da Saúde com programas específicos e depois comparar o resultado com juros.

Outro ponto é a renúncia tributária. Trata-se de receita que o Estado deixa de arrecadar por meio de benefícios, isenções ou incentivos fiscais. Para 2026, o TCU cita projeção de R$ 620,8 bilhões em gastos tributários, considerando benefícios previdenciários. Já números sobre “sonegação” dependem de metodologia e não podem ser tratados como dinheiro efetivamente recuperável. 

A conclusão responsável é menos simples, mas mais importante: programas sociais têm custo e precisam ser avaliados quanto à eficiência, mas atribuir a eles, isoladamente, o desequilíbrio fiscal brasileiro não corresponde aos dados. O debate sério precisa incluir juros, dívida, renúncias tributárias, arrecadação, despesas obrigatórias e qualidade do gasto. É olhando o conjunto que se identifica onde estão os problemas e onde existem escolhas que podem ser revistas.

#OrçamentoPúblico #ProgramasSociais #DívidaPública #RenúnciaFiscal #EconomiaBrasileira

Saúde

Dia Mundial da Saúde Sexual reforça bem-estar integral e direitos humanos

O Dia Mundial da Saúde Sexual é celebrado anualmente em 4 de setembro para conscientizar a população sobre a importância de uma vida sexual saudável e respeitosa. Criada em 2010 pela Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS), a data promove a compreensão de que esse tema integra o bem-estar físico, emocional, mental e social, reforçando que os direitos sexuais são direitos humanos inerentes à dignidade.

A proposta da data supera o foco exclusivo na ausência de enfermidades, abordando a inclusão, a diversidade e a garantia de acesso para todos os corpos. Diante disso, o especialista em infectologia Tobias Garcez, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT), destaca que a informação representa uma ferramenta essencial na prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e na garantia da qualidade de vida.

Segundo o médico, os maiores desafios da área envolvem o acesso ao conhecimento e aos métodos preventivos, relatando atendimentos a jovens de 20 anos sem ciência sobre a necessidade do uso de preservativos. De acordo com o infectologista, embora os órgãos públicos mantenham campanhas ativas, a orientação ainda encontra barreiras para alcançar de forma efetiva toda a população-alvo.

Para ampliar a proteção, o especialista detalha a estrutura da Mandala da Prevenção Combinada, conjunto de medidas educativo-assistenciais voltado ao combate das infecções. O modelo integra o uso de preservativos e lubrificantes, testagens de rotina para HIV, sífilis e hepatites B e C, profilaxias pré e pós-exposição ao HIV, além de atendimento especializado e orientações preventivas contínuas.

Ao longo de todo o mês de setembro, profissionais de saúde, escolas e comunidades promovem palestras, debates, exames de ISTs e distribuição de material educativo. A mobilização global busca garantir que o cuidado, o acompanhamento médico e a informação estejam disponíveis para que a sociedade viva a sexualidade com responsabilidade e segurança.

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Economia

Brasil não quebrou: País bate recorde na aviação e Natal ganha novos voos

Natal ganhará dois novos voos diretos durante a alta temporada 2026/2027, com operações da Azul Viagens partindo de Goiânia e Curitiba. As novas rotas estão previstas para funcionar entre dezembro deste ano e o fim de janeiro de 2027, ampliando a conectividade aérea da capital potiguar.

A novidade ocorre em um momento de forte expansão da aviação brasileira. Em julho, 11,9 milhões de passageiros utilizaram os aeroportos do país em voos nacionais e internacionais, o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2000.

No mercado doméstico, foram 9,19 milhões de passageiros em julho, alta de 1,9% sobre o mesmo mês de 2025. Nos voos internacionais, foram 2,74 milhões, crescimento de 4,2%. Entre janeiro e julho, o país chegou a mais de 59 milhões de passageiros em voos domésticos, também recorde para o período.

No Rio Grande do Norte, o movimento também chama atenção. Em julho, o Aeroporto Internacional de Natal registrou 244.233 passageiros, com crescimento de 15,76%. O mercado internacional avançou 56,21%, enquanto o doméstico cresceu 13,88%, segundo dados divulgados pela Emprotur.

Os números não significam que a economia brasileira esteja sem desafios, mas ajudam a desmontar a ideia simplista de um país economicamente parado ou quebrado. A expansão da aviação, a abertura de novas rotas e o aumento do fluxo de passageiros mostram um mercado em transformação, com setores ampliando operações e conectando o Brasil a novos destinos.

#EconomiaBrasileira #AviaçãoBrasileira #NatalRN #TurismoRN #Investimentos

Eleições 2026

Regras de propaganda eleitoral e canais de denúncia orientam eleitores em 2026

As eleitoras e os eleitores brasileiros contam com regras específicas para a propaganda eleitoral nas Eleições Gerais de 2026, com início liberado a partir deste domingo (16), inclusive na internet. A regulamentação consta na Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral, que detalha direitos, vedações e orientação sobre a atuação do eleitorado no processo democrático.

A legislação autoriza a distribuição gratuita de panfletos e a fixação voluntária de adesivos de até 0,5 m² em bens particulares ou no vidro traseiro inteiro de veículos. É proibido qualquer pagamento em troca desses espaços. Além disso, carros cadastrados em aplicativos de mobilidade e táxis não podem circular com material publicitário de candidatos, por se enquadrarem como bens de uso comum ou concessão pública.

Na internet e redes sociais, a manifestação de pensamento é livre para críticas ou elogios, mas há punições previstas para ofensas à honra e divulgação de conteúdos inverídicos. No ambiente digital, os provedores devem oferecer meios para denunciar irregularidades em conteúdos impulsionados. No dia da votação, permite-se o uso individual e silencioso de bandeiras, camisetas e broches, sendo vedada a aglomeração padronizada e a boca de urna.

Para combater abusos, a Justiça Eleitoral disponibiliza o aplicativo Pardal a partir deste domingo, permitindo o envio de fotos e vídeos sobre irregularidades nas ruas. Já o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral, canal permanente do Tribunal Superior Eleitoral, recebe registros sobre fatos descontextualizados ou falsos veiculados na internet que possam comprometer a integridade do pleito.

A checagem da procedência da informação é medida básica antes do compartilhamento de conteúdos sensíveis. O eleitor deve conferir a autoria, a autenticidade dos perfis e a divulgação por veículos de imprensa confiáveis. O Tribunal Superior Eleitoral mantém a página Fato ou Boato, vinculada ao Programa de Enfrentamento à Desinformação, para auxiliar no esclarecimento de notícias falsas.

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Mobilidade Urbana

SMTT de Macaíba reforça sinalização viária e inicia setembro com novas ações nas ruas

A sinalização das ruas de Macaíba começou o mês de setembro passando por um processo de revitalização. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), retomou os serviços na noite desta terça-feira (1º), iniciando pelo Centro. Em apenas uma noite, as equipes realizaram a pintura de 10 faixas de pedestres.

O trabalho ganhou um novo aliado com a chegada de uma máquina de pintura airless para demarcação viária, adquirida pela SMTT para ampliar a velocidade, a eficiência e a produtividade das intervenções de sinalização horizontal realizadas no município.

O secretário municipal de Trânsito e Transporte, Jefferson Stanley, destacou que o resultado pôde ser percebido já no primeiro uso do equipamento. Segundo ele, a nova tecnologia permitiu executar 10 faixas em uma noite, enquanto o método tradicional, com rolos, não alcançaria metade dessa produção no mesmo período.

A programação terá continuidade nos próximos dias. As equipes da SMTT devem avançar gradativamente do Centro para outras regiões de Macaíba, ampliando a recuperação das marcas viárias e mantendo o trabalho de melhoria da sinalização em diferentes pontos da cidade.

Para a SMTT, a revitalização contribui para um trânsito mais organizado e melhora a identificação dos espaços destinados à circulação de veículos e pedestres. A expectativa é que o novo equipamento também permita ampliar a capacidade de execução dos serviços, levando mais agilidade às ações de sinalização viária do município.

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Data Importante

Instituto Histórico de Macaíba completa um ano dedicado à preservação da memória do município

O Instituto Histórico de Macaíba (IHMRN) completa nesta quinta-feira (3) seu primeiro ano de fundação. Criado em setembro de 2025, durante reunião no salão nobre do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), em Natal, o instituto nasceu com a missão de valorizar a história, as tradições e o patrimônio cultural de Macaíba.

Desde a criação, a entidade tem entre seus objetivos incentivar a pesquisa e atuar na preservação documental e cultural do município. A direção é formada pelo memorialista Marcelo Augusto, como presidente; Ormuz Simonetti, vice-presidente; Tiago Tadeu, secretário; e Harryson Magalhães, tesoureiro.

A importância de instituições desse tipo ultrapassa a guarda de documentos. O IHGRN, fundado em 1902, mantém acervos bibliográficos, documentais e museológicos e promove pesquisa e divulgação da história potiguar. No âmbito nacional, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, criado em 1838, também tem entre suas finalidades reunir documentos e apoiar estudos históricos.

Em sua trajetória inicial, o IHMRN já realizou reuniões ordinárias para tratar do fortalecimento institucional, acolhimento de novos membros e programação de atividades, contando com a participação dos sócios-fundadores Carlos Gomes, Rui Santos, Maria de Lourdes e Cícero Macedo. A entidade reafirma ainda a continuidade de projetos de pesquisa, preservação documental e difusão do patrimônio cultural macaibense.

Macaíba carrega uma trajetória histórica e cultural que integra a própria formação do Rio Grande do Norte, com personagens, tradições, patrimônios e referências que ajudam a contar a história do município e do Estado. A instalação do IHMRN reforça o compromisso de preservar esse legado e mantê-lo acessível às novas gerações.

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