Macaíba

Prefeito Emídio Jr. anuncia instalação de seis novas academias ao ar livre

O prefeito Emídio Jr. anunciou, na manhã desta sexta-feira (04/09), a construção de seis novos polos de academias ao ar livre no município. O anúncio foi feito em vídeo gravado na Praça da Juventude, ao lado do secretário da pasta de Esporte e Lazer, Sócrates Garcia. Em seguida, o gestor assinou a ordem de serviço para o início dos serviços em seu gabinete.

A nova etapa representa um investimento de mais de R$ 300 mil e contempla inicialmente as localidades de Novo Alecrim, Japecanga, Betúlia, Tapará e Cajazeiras. O planejamento previa a implantação de cinco unidades, mas uma sexta academia foi acrescentada ao projeto, beneficiando também os moradores do Conjunto Manoel Dias. Assim, a gestão municipal expande cada vez mais o incentivo à prática de atividades físicas e à promoção da qualidade de vida em diferentes comunidades do município.

De acordo com o secretário Socrátes Garcia, 20 polos de academias ao ar livre já foram concluídos em Macaíba. A unidade mais recente foi implantada na comunidade quilombola de Capoeiras, ampliando o acesso dos moradores da localidade a equipamentos destinados à prática de exercícios físicos.

Após a conclusão das seis novas unidades previstas para esta etapa, esse incentivo continuará, pois novos polos deverão ser implantados em outras localidades do município ao longo de 2027. A expansão das academias ao ar livre busca descentralizar os espaços destinados à atividade física, levando equipamentos públicos para mais comunidades e incentivando a população a incorporar a prática de exercícios à rotina.

Imagem: Edeilson Morais

Economia

Brasil alcança maior IDH da história, diz ONU

Coordenadora do PNUD, Betina Barbosa explica os dados referentes a 2012-2024 – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Brasil alcançou, pela primeira vez, a categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”. Em 2024, o país atingiu 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o IDHM, indicador que varia de 0 a 1 e classifica como muito alto o resultado superior a 0,800.

O avanço aparece na comparação com 2012, quando o Brasil registrava 0,744 no índice. A evolução representa uma mudança na classificação do país e coloca o desenvolvimento humano brasileiro em um novo patamar dentro da escala utilizada pelo indicador.

Os dados fazem parte do Radar IDHM, pesquisa realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Pnud Brasil. O índice é utilizado para acompanhar a evolução do desenvolvimento humano e permite observar mudanças ao longo do tempo.

No cenário regional, o Ceará também aparece em posição de destaque. O estado alcançou 0,773 no IDHM e possui o segundo melhor resultado da Região Nordeste, conforme os dados apresentados pelo Radar IDHM.

Os números mostram uma trajetória de avanço do desenvolvimento humano no país entre 2012 e 2024. Embora os resultados regionais apresentem diferenças, a entrada do Brasil na faixa considerada “muito alta” representa uma mudança relevante na leitura dos indicadores de desenvolvimento humano.

#IDHM #DesenvolvimentoHumano #Brasil #PnudBrasil #IDHNordeste

Análise

Racismo, cultura e conflito: os episódios que marcaram o governo Bolsonaro

A trajetória política de Jair Bolsonaro foi acompanhada por episódios envolvendo declarações sobre raça e por decisões que provocaram forte reação no campo cultural. Em 2011, ainda deputado, Bolsonaro participou do programa CQC, da TV Bandeirantes, e respondeu a uma pergunta de Preta Gil sobre a possibilidade de um filho se relacionar com uma mulher negra. A resposta gerou uma ação judicial.

Preta Gil processou Bolsonaro, que acabou condenado a pagar R$ 150 mil por danos morais ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, ligado ao Ministério da Justiça. O episódio, porém, não impediu sua ascensão política. Sete anos depois, o então ex-capitão do Exército foi eleito presidente da República.

Já no governo, Bolsonaro extinguiu o Ministério da Cultura e transformou a estrutura em secretaria, ao mesmo tempo em que adotou uma postura de confronto com setores da classe artística. Na Fundação Palmares, instituição voltada à promoção da cultura negra, o jornalista Sérgio Camargo, então presidente, determinou a retirada de 27 nomes da relação de Personalidades Negras, entre eles o compositor Gilberto Gil.

A gestão de Camargo também provocou controvérsia após o vazamento de uma reunião com servidores, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Na gravação, ele ironizou o Dia da Consciência Negra, fez críticas a Zumbi dos Palmares e ao movimento negro, além de afirmar que não destinaria recursos a praticantes de religiões de matriz africana.

Gilberto Gil, por sua vez, respondeu aos ataques defendendo a conciliação e o aperfeiçoamento humano. Mesmo diante das controvérsias, afirmou que Bolsonaro também deveria ser destinatário de esperança. O episódio expõe como política cultural, relações raciais e disputas de visão sobre a sociedade estiveram entre os temas mais tensionados daquele período.

#Cultura #Racismo #FundacaoPalmares #JairBolsonaro #GilbertoGil

Homenagem

Desfile Cívico de Macaíba celebra a paz e marca estreia da Guarda Municipal

Macaíba encerrou, neste domingo (6), as comemorações da Semana da Pátria com a realização da 55ª edição do tradicional Desfile Cívico. Com o tema “Nossa Cidade, Nossa Escola, Nossa Paz”, definido a partir do Projeto Pedagógico Anual da Secretaria Municipal de Educação para 2026, o evento levou às ruas uma mensagem de valorização da educação, da cidadania e da convivência pacífica.

O desfile percorreu um dos principais trechos do centro da cidade, com saída da Avenida Mônica Dantas, a Pista Nova, passando pela Rua Nossa Senhora da Conceição e encerrando na Rua Doutor Pedro Velho, no Barro Vermelho. Durante cerca de cinco horas, milhares de famílias acompanharam a programação e prestigiaram apresentações de estudantes e instituições locais.

Participaram do ato cívico escolas das redes municipal e estadual, secretarias municipais, grupos de escoteiros, organizações pré-militares, integrantes das Forças Armadas, Polícia Militar, bombeiros civis, escolas privadas, organizações não governamentais e entidades filantrópicas. O prefeito Emídio Júnior acompanhou todo o percurso ao lado da vice-prefeita Raquel Rodrigues, vereadores e autoridades civis, militares e religiosas.

Um dos momentos mais aguardados foi a estreia da Guarda Municipal de Macaíba no desfile. A nova corporação participou com os 50 primeiros agentes convocados e empossados neste ano, apresentando à população a mais recente estrutura de segurança pública do município.

Ao unir educação, cultura, segurança e participação popular, o Desfile Cívico reafirmou seu espaço como uma das principais tradições da Semana da Pátria em Macaíba, fortalecendo o sentimento de pertencimento e o compromisso coletivo com a paz.

#Macaíba #SemanaDaPátria #DesfileCívico #GuardaMunicipal #EducaçãoParaAPaz

 

Educação

Dia da Alfabetização Reforça Direitos e Destaca Avanços em Macaíba


O Dia Internacional da Alfabetização, celebrado neste 8 de setembro, reafirma a leitura e a escrita como direitos fundamentais e motores para reduzir a pobreza e a desigualdade no mundo. Criada em 1966 pela Unesco, a data promove o debate global sobre a conscientização e a busca por políticas públicas que garantam o acesso à educação para jovens, adultos e crianças.
No cenário local, a data ganha respaldo prático com o avanço registrado pelo Indicador Criança Alfabetizada do Ministério da Educação. Em Macaíba, a porcentagem de alunos do 2º ano do ensino fundamental alfabetizados na idade certa saltou de 29,2% em 2023 para 39% em 2025, representando um crescimento de 9,8 pontos percentuais na rede municipal.
Segundo o secretário municipal de Educação, Ademar da Silva Jr, os resultados refletem o alinhamento com as diretrizes do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O gestor destacou que a evolução do indicador decorre de uma política educacional estruturada e focada no aprendizado efetivo dos estudantes na etapa adequada da formação.
Entre as medidas adotadas para alcançar o índice estão o fortalecimento das práticas de ensino de leitura e escrita, a formação continuada de docentes e o acompanhamento pedagógico sistemático nas escolas. A estratégia incluiu também o monitoramento regular dos indicadores de aprendizagem para assegurar a continuidade do desenvolvimento escolar.
Apesar dos progressos regionais, o setor educacional enfrenta o desafio global de atender milhões de pessoas que ainda não dominam a leitura ou possuem dificuldades de interpretação. Diante desse panorama, especialistas ressaltam que o investimento contínuo na alfabetização permanece essencial para ampliar oportunidades no mercado de trabalho e gerar desenvolvimento social.
#alfabetizacao #educacao #macaiba #unesco #direitosaeducacao
Opinião

O que a extrema-direita celebra neste 7 de Setembro?

Chega o 7 de Setembro. As ruas se enchem de verde e amarelo, as bandeiras tremulam, os hinos lembram que, um dia, o Brasil decidiu que seu destino não seria escrito por mãos estrangeiras.

Mas há uma pergunta incômoda no ar: o que fará, nesse dia, o bolsonarismo que transformou a bandeira dos Estados Unidos em adereço político?

É uma pergunta difícil porque independência, para qualquer país, significa soberania. Significa defender seus interesses, negociar de igual para igual e não pedir a uma potência estrangeira que pressione o próprio país para salvar um projeto político.

Enquanto setores do bolsonarismo celebram alianças com Donald Trump e pedem medidas contra o Brasil, Washington impõe novas tarifas sobre produtos brasileiros. As sobretaxas já atingem parcela relevante das exportações e aumentam a desvantagem dos nossos produtos no mercado americano.

E então chega o paradoxo: no Dia da Independência, quem ostenta a bandeira americana precisará explicar por que comemora a independência brasileira enquanto torce para que uma potência estrangeira aperte o parafuso sobre nossa economia.

Talvez seja hora de separar patriotismo de torcida política.

Porque gostar dos Estados Unidos é perfeitamente legítimo. Admirar sua cultura também. O que parece estranho é comemorar a própria independência enquanto se pede ao estrangeiro que castigue o país.

No 7 de Setembro, a pergunta permanecerá pendurada no céu, ao lado dos fogos e das bandeiras: independência de quem, afinal?

#7DeSetembro #IndependênciaDoBrasil #SoberaniaNacional #Brasil #Política

Ilustração: Quinho

Economia

O Brasil não quebrou: Economia brasileira atrai investimentos e acelera nova fase industrial

A economia brasileira está longe de uma fotografia de “quebra”. Os dados recentes mostram uma transformação marcada por investimentos, modernização industrial e avanço tecnológico. Em Manaus, a Yamaha recebeu R$ 15 milhões da Finep para automatizar processos, ampliar a robótica e digitalizar a produção.

Na Bahia, a BYD mantém um projeto de R$ 5,5 bilhões em Camaçari, onde amplia a produção de veículos eletrificados e avança na nacionalização de componentes. Em 2026, a empresa anunciou mais 3 mil contratações e prepara novas etapas industriais, enquanto o Song Plus híbrido já tem produção prevista na unidade.

Outro indicador da transformação do mercado automotivo é o avanço dos carros chineses. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil importou US$ 5,2 bilhões em veículos fabricados na China, superando a Rússia e assumindo a liderança mundial nesse período.

A Nestlé também anunciou um ciclo de R$ 7 bilhões em investimentos no Brasil entre 2025 e 2028, destinado à modernização de fábricas, expansão da capacidade, inovação e sustentabilidade. Em 2026, a companhia acrescentou R$ 540 milhões para ampliar a fábrica de Araçatuba.

Na tecnologia, a Alibaba Cloud anunciou dois data centers no Brasil, os primeiros da empresa no país, para sustentar sua operação local de nuvem e ampliar negócios ligados à inteligência artificial. Os movimentos não eliminam desafios econômicos, mas mostram um país que continua atraindo capital e se reposicionando em setores estratégicos.

#EconomiaBrasileira #Investimentos #IndústriaBrasileira #Tecnologia #Reindustrialização

Comunicação

Bola da vez: Micro e nano influenciadores ganham espaço ao transformar confiança em resultado

O marketing de influência começa a mudar sua principal referência: o tamanho da audiência. Marcas estão ampliando investimentos em nano e micro influenciadores, criadores que reúnem comunidades menores, segmentadas e mais próximas. A estratégia busca fortalecer a confiança e transformar recomendações em resultados, em um cenário no qual consumidores estão mais atentos à autenticidade.

Dados da Rakuten Advertising mostram que cerca de 80% dos consumidores confiam em recomendações de influenciadores, enquanto 61% afirmam ter comprado motivados por esse tipo de conteúdo nos últimos seis meses. No Brasil, 30% descobrem diariamente novos produtos por meio de criadores. O movimento ajuda a explicar por que alcance deixou de ser o único indicador relevante para as marcas.

Segundo o relatório The State of Influencer Marketing 2026, da Aspire, 74% dos profissionais de marketing pretendem aumentar os investimentos no setor. Mais da metade, 54%, trabalha prioritariamente com nano e micro influenciadores. Esses criadores costumam atuar em nichos específicos, mantendo maior proximidade com seus seguidores e uma relação que pode conferir mais credibilidade às recomendações.

A mudança também ocorre enquanto a própria profissão enfrenta desafios. Pesquisa da Billion Dollar Boy aponta que 37% dos criadores consideram deixar a carreira, com burnout, fadiga criativa, carga intensa de trabalho e instabilidade financeira entre os principais motivos. Ao mesmo tempo, 84% dos consumidores dizem deixar de seguir influenciadores quando percebem falta de autenticidade, reforçando o peso da credibilidade na relação com o público.

O mercado, portanto, entra em uma fase mais madura, na qual influência não significa apenas visibilidade. Para as marcas, ganha importância a escolha de criadores alinhados ao público, o engajamento genuíno, a transparência e a capacidade de gerar resultados. A estratégia também alcança diferentes gerações, incluindo consumidores acima dos 65 anos, mostrando que a recomendação de influenciadores já integra a jornada de compra de forma mais ampla.

#MarketingDigital #Influenciadores #MicroInfluenciadores #NanoInfluenciadores #EconomiaDigital

Opinião

Bresser-Pereira classifica eventual governo de Flávio Bolsonaro como “violência contra os pobres”

O economista e ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira declarou que uma eventual gestão do senador Flávio Bolsonaro na Presidência da República representaria um cenário de retrocesso político, econômico e social para o país. A avaliação foi feita durante conversa divulgada nas redes sociais pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Nabil Bonduki, na qual o economista, de 92 anos, analisou os rumos do desenvolvimento brasileiro. Segundo a tese defendida por Bresser-Pereira há 25 anos, a economia nacional vive um regime de semi-estagnação originado na crise da dívida externa dos anos 1980 e aprofundado pelas políticas econômicas adotadas nas décadas seguintes.
Na visão de Bresser-Pereira, expoente da corrente do novo desenvolvimentismo, o Brasil perdeu dinamismo e sofreu um forte processo de desindustrialização a partir da abertura comercial e financeira iniciada no governo Fernando Collor. Em termos gerais, a lógica neoliberal mencionada pelo economista prioriza a redução da interferência do Estado na economia, a ampla abertura dos mercados e o protagonismo do setor financeiro. O ex-ministro argumenta que esse modelo entregou os rumos do país aos interesses de capitalistas rentistas e agentes do mercado financeiro, limitando o fortalecimento da indústria nacional e mantendo a dependência em relação às nações mais ricas.
Ao avaliar a evolução histórica do cenário nacional, Bresser-Pereira destacou que o país registrou crescimento expressivo entre 1930 e 1980, interrompido pelo endividamento externo e pelo rigoroso ajuste fiscal decorrente da crise. Ele apontou que os governos posteriores, inclusive a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mantiveram a orientação neoliberal. O economista observou ainda que, embora o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tenha registrado expansão econômica impulsionada pelo ciclo de alta das commodities, o processo de desindustrialização permaneceu em curso. Para superar esse quadro, ele defende a construção de uma estratégia nacional de desenvolvimento focada na recuperação industrial e na geração de empregos.
Ao projetar o futuro político do Brasil, o ex-ministro enfatizou que um governo comandado por Flávio Bolsonaro significaria a manutenção do subdesenvolvimento e a submissão aos interesses de potências estrangeiras, lideradas pelos Estados Unidos. Em suas palavras, uma gestão sob essa liderança seria “um horror politicamente, economicamente, socialmente, uma violência contra os pobres, uma violência contra o país, uma entrega do Brasil aos Estados Unidos”.
#BresserPereira #EconomiaBrasileira #PoliticaNacional #DesenvolvimentoEconomico #Desindustrializacao
Data Importante

Dia Internacional da Caridade homenageia Madre Teresa de Calcutá e reforça papel da solidariedade

O Dia Internacional da Caridade é celebrado em 5 de setembro em todo o mundo para conscientizar a sociedade sobre a importância de erradicar a pobreza e combater o sofrimento humano. A data foi oficialmente estabelecida pela Organização das Nações Unidas em 2012, destacando a necessidade de mobilização global contínua.

A escolha do dia 5 de setembro marca o aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá, ocorrida em 1997. Ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1979, ela é considerada uma referência internacional pelo trabalho prestado aos mais necessitados. Em 12 de agosto de 2021, a Administração Postal das Nações Unidas emitiu um selo definitivo em sua homenagem.

Segundo as Nações Unidas, o voluntariado e a filantropia estabelecem um vínculo social verdadeiro, contribuindo para a construção de sociedades mais inclusivas e resilientes. A entidade ressalta que as ações de caridade diminuem os piores efeitos de crises humanitárias e promovem os direitos de populações marginalizadas, além de disseminar a mensagem de humanidade em cenários de conflito.

A iniciativa busca sensibilizar indivíduos, organizações não governamentais e empresas sobre a relevância do apoio ao próximo. A Agenda 2030 sobre Desenvolvimento Sustentável também reconhece a urgência de eliminar a pobreza em todas as suas dimensões, reforçando o pedido por um espírito mais consolidado de solidariedade global.

Com o fortalecimento da data, a ONU reforça o papel estratégico da sociedade civil no alívio de crises e no amparo aos desprivilegiados. O compromisso conjunto visa ampliar o alcance do trabalho voluntário e consolidar a ajuda humanitária como pilar para o desenvolvimento inclusivo nos diversos países.

#DiaInternacionalDaCaridade #SolidariedadeGlobal #AjudaHumanitaria #ONU #MadreTeresa

Economia

O Brasil não quebrou: houve deflação de 0,40% em agosto e alívio no custo de vida

A prévia da inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA-15, registrou deflação de 0,40% em agosto de 2026. O resultado foi puxado principalmente pela redução da conta de luz, dos alimentos e dos combustíveis, marcando a primeira taxa negativa do indicador desde agosto de 2025 e a menor para um mês de agosto desde 2022.

O grupo Habitação teve queda de 1,41%, com destaque para a energia elétrica residencial, que recuou 6,25%. O movimento foi influenciado pelo Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de luz. Entre os nove grupos pesquisados, cinco apresentaram deflação no período.

Na alimentação dentro de casa, a queda chegou a 0,97%. Produtos presentes na rotina das famílias tiveram reduções expressivas: o tomate ficou 27,38% mais barato, a batata-inglesa caiu 25,14% e a cenoura recuou 17,05%. O café moído também apresentou redução, de 2,31%.

Os Transportes também contribuíram para o resultado, com queda de 13,30% nas passagens aéreas e redução nos preços do etanol, da gasolina e do óleo diesel. Vestuário e Comunicação completaram os grupos que registraram deflação em agosto, reforçando o movimento de desaceleração observado nos preços.

Com o resultado, o IPCA-15 acumulou alta de 4,24% em 12 meses, abaixo do limite de 4,5% da meta de inflação. A pesquisa de agosto considerou preços coletados entre 16 de julho e 14 de agosto, em 11 localidades. O IPCA oficial de agosto será divulgado em 11 de setembro.

#IPCA15 #Inflação #EconomiaBrasileira #CustoDeVida #Preços

Análise

O problema do Brasil está mesmo nos programas sociais, como dizem os mais ricos?

O debate sobre o custo dos programas sociais costuma ignorar uma parcela importante das contas públicas. Na LOA de 2026, o Bolsa Família tem R$ 158,6 bilhões e o BPC/RMV, R$ 122,4 bilhões. Já o Minha Casa, Minha Vida aparece com R$ 33,6 bilhões. São políticas distintas: transferência de renda, benefício assistencial a idosos e pessoas com deficiência e acesso à moradia. 

A comparação ganha outra dimensão quando se olha para os juros. O Banco Central registrou R$ 1,095 trilhão em juros nominais do setor público nos 12 meses encerrados em abril de 2026. Juros da dívida são o custo financeiro de um endividamento formado, entre outros fatores, por títulos emitidos pelo governo para financiar déficits e refinanciar compromissos anteriores.

Isso não significa que juros sejam dinheiro simplesmente “entregue aos bancos”, como às vezes aparece no debate. Credores da dívida incluem bancos, fundos, empresas, investidores e pessoas físicas. Também é preciso separar orçamento de estimativas fiscais: não é correto somar indiscriminadamente orçamento do MEC ou da Saúde com programas específicos e depois comparar o resultado com juros.

Outro ponto é a renúncia tributária. Trata-se de receita que o Estado deixa de arrecadar por meio de benefícios, isenções ou incentivos fiscais. Para 2026, o TCU cita projeção de R$ 620,8 bilhões em gastos tributários, considerando benefícios previdenciários. Já números sobre “sonegação” dependem de metodologia e não podem ser tratados como dinheiro efetivamente recuperável. 

A conclusão responsável é menos simples, mas mais importante: programas sociais têm custo e precisam ser avaliados quanto à eficiência, mas atribuir a eles, isoladamente, o desequilíbrio fiscal brasileiro não corresponde aos dados. O debate sério precisa incluir juros, dívida, renúncias tributárias, arrecadação, despesas obrigatórias e qualidade do gasto. É olhando o conjunto que se identifica onde estão os problemas e onde existem escolhas que podem ser revistas.

#OrçamentoPúblico #ProgramasSociais #DívidaPública #RenúnciaFiscal #EconomiaBrasileira

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