24 de agosto de 2026

Análise

De onde vêm os lemas políticos “Deus, Pátria, Família” e “Brasil Acima de Tudo”

O debate público no Brasil tem sido marcado pela presença constante de slogans políticos que mobilizam multidões e definem posicionamentos ideológicos. Publicações difundidas nas redes sociais pelo perfil de Matheus Arcaro analisam a trajetória histórica e a procedência de duas expressões amplamente utilizadas no cenário nacional contemporâneo: “Deus, Pátria, Família” e “Brasil acima de tudo”.
De acordo com o levantamento apresentado pelo autor, o slogan “Deus, Pátria, Família” remonta à década de 1930, associado ao fascismo italiano sob a liderança de Benito Mussolini e difundido nas ditaduras ibéricas, sobretudo em Portugal. Naquele período, a expressão sintetizava pilares calcados em nacionalismo, moralidade, autoridade e religião. No cenário nacional, a fórmula foi adotada na mesma década pela Ação Integralista Brasileira, movimento fundado por Plínio Salgado em 1932. As correntes fascistas do século XX são estimadas por historiadores como responsáveis por mais de 2 milhões de mortes decorrentes de perseguições e censura.
Já a construção “Brasil acima de tudo” reflete uma adaptação do verso “Alemanha acima de tudo”, composto originalmente em 1841 para o hino alemão. Durante o regime nazista de Adolf Hitler, a frase foi associada a conceitos de superioridade nacional, supremacia racial e expansão territorial. O nazismo provocou mais de 30 milhões de mortes e, em função dessa bagagem histórica, o verso foi removido e não integra mais o hino oficial da Alemanha contemporânea.
O material informativo ressalta ainda o histórico de expressões correlatas, citando que o jornal The Good Citizen foi publicado pela organização supremacista Ku Klux Klan nos Estados Unidos. Ao traçar a evolução desses slogans, a análise busca oferecer repertório e contexto histórico para que o público compreenda as origens, as transformações e as implicações do vocabulário político utilizado no país.
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Homenagem

Getúlio Vargas: 72 anos da morte de um dos personagens centrais da história do Brasil

Há 72 anos, em 24 de agosto de 1954, Getúlio Dornelles Vargas morreu no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, encerrando de forma dramática uma trajetória que marcou profundamente a política brasileira. Nascido em São Borja (RS), em 1882, Vargas chegou à Presidência em 1930, liderou a Revolução de 1930 e governou o país por 15 anos, até 1945. Em 1950, voltou ao cargo pelo voto popular.

Sua passagem pelo poder combinou transformações econômicas e sociais com períodos de forte concentração política. Em seus governos, foram criados o IBGE, a Companhia Siderúrgica Nacional e a Vale do Rio Doce, enquanto a Consolidação das Leis do Trabalho organizou direitos como salário mínimo e férias remuneradas para trabalhadores urbanos. Em 1953, Vargas também criou a Petrobras, dentro de uma política marcada pelo nacionalismo econômico.

A morte ocorreu após uma intensa crise política. O atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, em agosto de 1954, no qual morreu o militar Rubens Vaz, aumentou a pressão pela saída de Vargas. Isolado politicamente e pressionado por setores militares, o presidente suicidou-se em 24 de agosto, deixando uma carta-testamento. Sua morte provocou forte repercussão nacional e consolidou uma memória política que permanece associada tanto às conquistas trabalhistas quanto ao autoritarismo do Estado Novo.

A história de Vargas também passa por Macaíba. Em agosto de 1933, durante seu primeiro período no poder, ele visitou o município para inaugurar a primeira sede própria da Prefeitura, construída na gestão de Theodorico Júlio Freire. Na ocasião, moradores e autoridades reivindicaram a construção da primeira ponte sobre o rio Jundiaí.

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Imagem: Museu da Notícia

Homenagem

Dia da Infância reforça importância de proteger direitos e garantir um desenvolvimento saudável

Celebrado hoje, 24 de agosto, o Dia da Infância é uma data dedicada à reflexão sobre as condições de vida das crianças e à necessidade de garantir direitos fundamentais como saúde, educação, alimentação, proteção, cultura, lazer e convivência familiar. Criada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a iniciativa busca colocar a infância no centro das discussões sobre desenvolvimento e qualidade de vida.

No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera criança a pessoa com até 12 anos incompletos e estabelece proteção integral a esse público. A data não se confunde com o Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. Enquanto este último tem forte presença no calendário cultural e comercial, o Dia da Infância concentra a atenção nos direitos e nas condições necessárias para o crescimento e o desenvolvimento integral.

A primeira infância ocupa lugar especialmente importante nesse debate. Experiências vividas nessa fase podem influenciar a formação futura, o que reforça a importância de ambientes seguros, afetivos e respeitosos, com acesso à educação, brincadeiras e convivência familiar. O direito de brincar também é reconhecido como parte essencial desse processo.

No Brasil, o Marco Legal da Primeira Infância reforçou a prioridade das crianças nas políticas públicas, assegurando medidas como o direito ao brincar, a qualificação de profissionais, o atendimento domiciliar e a ampliação da licença-paternidade de cinco para 20 dias nas empresas participantes do programa Empresa Cidadã. A data, portanto, amplia o olhar sobre a infância e reafirma que proteger crianças significa garantir condições para que possam crescer com dignidade, segurança e oportunidades.

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Análise

Contas públicas exigem atenção, mas economia brasileira mantém espaço para reação

Os números fiscais do Brasil mostram um cenário que exige atenção, mas também ajudam a separar problemas reais de diagnósticos exagerados. Em junho de 2026, a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB, segundo o Banco Central. O indicador reúne União, INSS, estados e municípios e representa o estoque acumulado de obrigações, não um “rombo” produzido em um único período.

O déficit nominal acumulado em 12 meses alcançou R$ 1,3178 trilhão, ou 9,99% do PIB. Desse total, R$ 1,1605 trilhão correspondem aos juros nominais. O dado mostra o peso do custo financeiro sobre as contas públicas e ajuda a explicar a pressão fiscal atual.

Há, porém, uma diferença importante entre o dado fechado e as projeções. Uma análise do Poder360, baseada nas estimativas do mercado, projeta déficit nominal médio de 8,54% do PIB entre 2023 e 2026, acima dos 8,48% registrados entre 2015 e 2018. Como 2026 ainda está em curso, trata-se de uma estimativa, não de um resultado definitivo.

O quadro fiscal, portanto, é um desafio concreto, mas não autoriza a ideia de uma economia sem saída. A própria composição dos números mostra que juros têm peso decisivo no resultado. Com crescimento econômico, controle gradual das despesas e redução do custo financeiro, existe espaço para melhorar a trajetória das contas. O dado mais importante, neste momento, é reconhecer o problema sem transformar uma fotografia fiscal em sentença sobre o futuro da economia brasileira.

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Homenagem

Dia do Artista celebra quem transforma ideias em diferentes formas de expressão

O Dia do Artista é celebrado neste 24 de agosto no Brasil como uma data dedicada aos profissionais que encontram na arte uma forma de expressão e comunicação. A homenagem alcança atores, músicos, pintores, escritores, bailarinos e tantos outros que atuam em diferentes linguagens artísticas.

A arte se manifesta por meio do desenho, da escultura, da pintura, da escrita, da música, da dança, do teatro, do cinema e da fotografia, entre outras possibilidades. Com liberdade para criar e recriar, os artistas produzem obras capazes de atravessar idiomas, fronteiras e diferenças culturais, estabelecendo comunicação por meio de uma linguagem que não depende apenas das palavras.

Agosto também marca o nascimento de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, considerado Patrono das Artes do Brasil. Nascido em Ouro Preto, em 29 de agosto de 1730, e morto na mesma cidade, em 1814, ele teve atuação como escultor, entalhador e arquiteto no período colonial brasileiro, alcançando reconhecimento internacional.

A celebração ocorre em um mês que reúne outras datas relacionadas à cultura, como o Dia Nacional das Artes, em 12 de agosto, e o Dia do Artista de Teatro, em 19 de agosto. Já em 15 de abril é celebrado o Dia Mundial da Arte. O calendário reforça a presença das diferentes manifestações artísticas na sociedade e o trabalho de quem transforma técnica, criatividade e sensibilidade em expressão cultural.

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Na imagem: Aldo Rodrigues, artista plástico macaibense

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