Saúde

Dia Nacional de Combate ao Fumo alerta para riscos do cigarro ao coração e à saúde

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, chama atenção para os impactos do tabagismo na saúde, na economia, na sociedade e no meio ambiente. Criada em 1986 pela Lei Federal nº 7.488, a data reforça a mobilização contra uma dependência que, segundo a Organização Mundial da Saúde, é uma doença crônica provocada pela nicotina e está entre as principais causas evitáveis de morte no mundo.

Os danos vão muito além dos pulmões. O cigarro aumenta o risco de aproximadamente 50 doenças, eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca e está diretamente associado a problemas cardiovasculares, como angina e infarto. A fumaça também agride o endotélio, estrutura que reveste os vasos sanguíneos, favorecendo o acúmulo de gordura e dificultando a circulação.

Segundo o cardiologista Abrão Cury, do HCor, a nicotina chega rapidamente ao coração, ao cérebro e à circulação. A substância provoca contração dos vasos sanguíneos e faz o coração trabalhar mais. O risco também alcança quem não fuma: o fumante passivo pode ter cerca de 30% mais risco de sofrer um infarto em comparação com quem não se expõe à fumaça.

Parar de fumar é a principal medida para reduzir esses riscos. O SUS oferece tratamento gratuito para quem deseja abandonar o cigarro, com acompanhamento profissional e medicamentos quando indicados. A busca por uma Unidade Básica de Saúde pode ser o primeiro passo para receber orientação e apoio.

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