23 de agosto de 2026

Saúde

OMS acusa indústria de ultraprocessados de dificultar combate à obesidade

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, acusou grandes empresas de alimentos de dificultarem políticas públicas voltadas ao combate à obesidade e à promoção de dietas mais saudáveis. A declaração ocorreu após a publicação da investigação transnacional “O Povo contra as Big Food”, realizada pela Agência Pública com parceiros de nove países e coordenada pela Lighthouse Reports.

A apuração identificou 239 ações judiciais contra governos e órgãos reguladores no Brasil, México, Colômbia, Estados Unidos, Reino Unido e Índia entre 2010 e 2025. Segundo a investigação, quase 80% dos processos terminaram em derrotas para a indústria, mas os litígios contribuíram para atrasar regulações. No Brasil, a RDC 24 da Anvisa, criada para estabelecer regras para publicidade de alimentos, permanece sem efeitos práticos há 16 anos, segundo a investigação.

Em entrevista ao The Guardian, parceiro do projeto, Tedros afirmou que atrasos regulatórios geram custos bilionários e podem desestimular governos a adotar medidas de proteção. Entre as ações defendidas pela OMS estão rotulagem nutricional, restrições à publicidade de alimentos não saudáveis e impostos sobre bebidas açucaradas. Para o diretor-geral, o avanço desigual dessas políticas amplia diferenças entre países ricos e nações de baixa e média renda.

O texto destaca que quase 1 bilhão de pessoas viviam com obesidade em 2024. Dietas não saudáveis são apontadas como fator de risco para doenças cardíacas, diabetes e câncer. Tedros também citou avanços na redução de gorduras trans, mas afirmou que a medida é insuficiente diante da dimensão da crise. Para ele, governos devem cooperar na adoção de regras robustas, enquanto empresas deveriam contribuir para as adequações necessárias.

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Imagem: IDEC

Igreja Católica

Imagem de Nossa Senhora da Conceição ganha cores e se aproxima de se tornar novo símbolo da fé em Macaíba

A imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Macaíba, começa a revelar a grandiosidade que deverá marcar um novo capítulo da religiosidade do município. Neste domingo (23), o monumento recebeu novas cores e os últimos retoques artísticos, aproximando-se da conclusão. A escultura, instalada ao lado da Igreja Matriz, integra a Praça Padre José Amorim de Souza e já desperta a expectativa dos devotos que veem na obra um futuro símbolo da fé mariana no Rio Grande do Norte. A construção da praça e a instalação da imagem vêm sendo acompanhadas pela comunidade católica desde o início do projeto.

Mais do que uma obra de arte sacra, a imagem carrega uma história de devoção que se confunde com a própria formação de Macaíba. A Matriz de Nossa Senhora da Conceição tem suas raízes no século XIX, e a tradição registra que a imagem da padroeira foi levada para o templo por iniciativa da família de Fabrício Pedroza.

A partir da conclusão e inauguração do monumento, ganha força entre os fiéis a perspectiva de buscar, junto à Igreja, os caminhos para transformar a Matriz em Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Se concretizado, o projeto poderá ampliar a vocação religiosa e turística de Macaíba, fortalecendo a cidade como destino de peregrinação e consolidando, em torno da padroeira, a identidade de uma terra profundamente marcada pela fé.

O registro deste post é de hoje, domingo, feito pelo memorialista, devoto de Nossa Senhora da Conceição e fotógrafo Marcelo Augusto.

Eleições 2026

Denilson Gadelha reúne apoiadores e anuncia apoio a Neílton e Benes em Macaiba

O vereador de Macaíba Denilson Gadelha promoveu, neste sábado (22), uma reunião política no Arco-Íris Recepções para apresentar os candidatos que terão seu apoio nas eleições. O encontro reuniu apoiadores para o anúncio oficial das candidaturas de Neílton Diógenes, para deputado estadual, e Benes Leocádio, para deputado federal. A mobilização marcou a formalização da escolha política do vereador e contou com a presença de amigos e correligionários que participaram da reunião em apoio aos dois nomes.

Em publicação nas redes sociais, Denilson Gadelha agradeceu a presença dos participantes e destacou a mobilização registrada durante o encontro. Segundo o vereador, a reunião foi marcada pela presença de uma multidão e por manifestações de apoio à caminhada política. Ao agradecer aos participantes, afirmou que o momento reforçou a disposição de seguir unido aos apoiadores e trabalhar pelo município.

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Música

O maior clássico do brega nasceu em Natal: “Eu não sou cachorro, não!”

Algumas das histórias mais curiosas da música brasileira começam de maneira inesperada. No caso de “Eu Não Sou Cachorro Não”, um dos maiores clássicos do brega, a inspiração surgiu durante uma viagem que tinha Natal como destino.

Waldick Soriano contou, em entrevista ao G1, em 2007, que seguia de Recife para Natal quando o voo atrasou. Impaciente com a espera, um músico de sua equipe reclamou: “Eu não sou cachorro não, rapaz. Esse voo que não chega”. A frase chamou a atenção de Waldick. Durante o caminho, ele criou a melodia e, ao chegar a Natal, pediu um caderno para colocar a ideia no papel.

A canção acabou se transformando em um dos maiores sucessos da música romântica popular brasileira. “Eu Não Sou Cachorro Não” foi gravada por Waldick e lançada em 1972 no LP “Ele Também Precisa de Carinho”, pela RCA Victor. O disco trazia a música como primeira faixa, consolidando aquele refrão que atravessaria gerações. 

Há uma pequena divergência de datas no relato do próprio artista. Na entrevista, Waldick mencionou 1974 como o ano da composição, mas registros fonográficos confirmam que a música já havia sido lançada em 1972. 

O fato é que Natal entrou para essa história de um jeito especial. Entre um atraso de avião, uma reclamação e a inspiração de um artista, nasceu uma canção que virou memória afetiva de milhões de brasileiros. Waldick morreu em 4 de setembro de 2008, aos 75 anos, mas sua voz continua ecoando sempre que alguém canta: “Eu não sou cachorro, não”.

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