
A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a Pnad Contínua divulgada pelo IBGE. É o menor índice para esse período desde o início da série histórica, em 2012, indicando um mercado de trabalho ainda resistente.
Na comparação com o trimestre até abril, quando a taxa era de 5,8%, houve queda de 0,5 ponto percentual. O número de desempregados recuou 8%, para 5,819 milhões, e ficou 4,9% abaixo do registrado um ano antes.
A população ocupada chegou a 103,335 milhões de pessoas, maior número da série, com alta de 1% no trimestre. O emprego com carteira assinada no setor privado também bateu recorde, com 39,428 milhões. Já os trabalhadores sem carteira cresceram 3,6%, chegando a 13,753 milhões.
Apesar do avanço da ocupação, a renda média recuou 0,7%, para R$ 3.762, ante R$ 3.786 no trimestre até abril. Na comparação anual, porém, o rendimento real habitual cresceu 3,3%. A massa de rendimento alcançou R$ 383,5 bilhões.
A avaliação de analistas é que o desemprego deve permanecer em níveis historicamente baixos, mesmo com a esperada desaceleração da economia no segundo semestre. A construção civil aparece entre os setores que contribuíram para o avanço do emprego, enquanto a renda e a informalidade permanecem como pontos de atenção.
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