22 de agosto de 2026

História

50 anos depois, morte de JK ganha nova versão oficial sobre o que ocorreu na Dutra

Cinco décadas após a morte de Juscelino Kubitschek, a história do ex-presidente ganhou um novo capítulo. Morto em 22 de agosto de 1976, em uma colisão na Rodovia Presidente Dutra, JK teve o caso reavaliado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que aprovou, por seis votos a um, relatório concluindo que ele foi vítima de um atentado político durante a ditadura militar.

Juscelino nasceu em Diamantina (MG), em 12 de setembro de 1902. Médico, foi deputado federal, prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais e presidente da República, cargo em que liderou a construção de Brasília e a transferência da capital federal para o Planalto Central. Depois da Presidência, tornou-se senador por Goiás, mandato interrompido pela cassação de seus direitos políticos em 1964.

Em seu último discurso no Senado, em 3 de junho daquele ano, JK classificou a cassação como uma usurpação do direito dos brasileiros de escolher seus governantes. A versão oficial sobre sua morte apontava acidente de trânsito. Familiares e diferentes investigações, porém, questionaram essa conclusão ao longo dos anos.

O relatório aprovado pela comissão aponta 37 fraudes na apuração original, incluindo suposta manipulação de provas e testemunhas, inconsistências periciais, alteração do horário do óbito e falhas na preservação da cena. A relatora Maria Cecília Adão afirmou haver elementos que sustentam a hipótese de atentado. A comissão informou ainda que trabalhará para retificar a certidão de óbito de JK, conforme a Resolução 601/2024 do Conselho Nacional de Justiça.

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Mobilidade Urbana

Macaíba inicia recapeamento de ruas do Centro neste sábado

A Prefeitura de Macaíba inicia neste sábado (22) uma nova etapa de recapeamento asfáltico em vias do Centro e do Vilar de Baixo. Os serviços começam às 7h e são executados pela Secretaria de Infraestrutura. Nesta fase, as intervenções alcançam a Travessa Alice de Lima e Melo, ao lado da sede da Prefeitura, a Rua Doutor Heráclito Vilar, nas proximidades da Escola Doutor Severiano, e a Travessa Francisco da Silva Macaíba, lateral das escolas Doutor Severiano e Paulo Nobre.

Na Travessa Alice de Lima e Melo, o recapeamento ocorre após uma intervenção de recuperação da drenagem pluvial, seguida pela reconstrução da via com pavimentação em paralelepípedo. O trecho passa agora a receber uma nova camada de asfalto.

A Rua Doutor Heráclito Vilar e a Travessa Alice de Lima e Melo também receberam serviços de manutenção e preparação antes da aplicação do novo pavimento. Para a execução da obra, haverá interdições nas vias contempladas e em seus acessos.

A Secretaria de Infraestrutura orienta motoristas e moradores a redobrarem a atenção durante os trabalhos e, sempre que possível, optarem por rotas alternativas. A programação integra as ações de melhoria da infraestrutura viária do município.

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Imagem: Guilherme dos Anjos

Cultura

Dia do Folclore celebra tradições que preservam a identidade cultural brasileira

Celebrado em 22 de agosto, o Dia do Folclore chama atenção para a importância de preservar e estudar as manifestações que ajudam a contar a história e a identidade cultural dos povos. A data remete a 1846, quando o escritor britânico William John Thoms criou o termo “folklore”, resultado da junção de “folk”, povo, e “lore”, saber ou conhecimento.

No Brasil, a comemoração foi oficializada em 17 de agosto de 1965, pelo Decreto nº 56.747, durante o governo de Humberto de Alencar Castello Branco. A iniciativa estabeleceu a data como referência nacional e incentivou ações de valorização do folclore em instituições de ensino e espaços culturais.

A riqueza do folclore brasileiro é resultado da contribuição de diferentes matrizes culturais, especialmente indígenas, africanas e portuguesas. Danças, músicas, festas, comidas, costumes, contos e lendas integram esse patrimônio, representado por personagens como Saci, Curupira, Iara, Boto, Mula sem Cabeça e Boitatá. Na literatura e nos estudos do tema, nomes como Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Ariano Suassuna, Luís da Câmara Cascudo e Deífilo Gurgel tiveram papel relevante.

No Rio Grande do Norte, essa tradição permanece presente em manifestações como Boi-de-Reis, Boi Calemba, Bambelô, Araruna, Pastoril, Lapinha, Fandango e Congos. O estado também é referência pelo legado de Câmara Cascudo, autor do Dicionário do Folclore Brasileiro. A data reforça que preservar essas expressões significa manter vivas práticas, histórias e saberes transmitidos entre gerações.

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Imagem: AgoraRN

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