
Há 72 anos, em 24 de agosto de 1954, Getúlio Dornelles Vargas morreu no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, encerrando de forma dramática uma trajetória que marcou profundamente a política brasileira. Nascido em São Borja (RS), em 1882, Vargas chegou à Presidência em 1930, liderou a Revolução de 1930 e governou o país por 15 anos, até 1945. Em 1950, voltou ao cargo pelo voto popular.
Sua passagem pelo poder combinou transformações econômicas e sociais com períodos de forte concentração política. Em seus governos, foram criados o IBGE, a Companhia Siderúrgica Nacional e a Vale do Rio Doce, enquanto a Consolidação das Leis do Trabalho organizou direitos como salário mínimo e férias remuneradas para trabalhadores urbanos. Em 1953, Vargas também criou a Petrobras, dentro de uma política marcada pelo nacionalismo econômico.
A morte ocorreu após uma intensa crise política. O atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, em agosto de 1954, no qual morreu o militar Rubens Vaz, aumentou a pressão pela saída de Vargas. Isolado politicamente e pressionado por setores militares, o presidente suicidou-se em 24 de agosto, deixando uma carta-testamento. Sua morte provocou forte repercussão nacional e consolidou uma memória política que permanece associada tanto às conquistas trabalhistas quanto ao autoritarismo do Estado Novo.
A história de Vargas também passa por Macaíba. Em agosto de 1933, durante seu primeiro período no poder, ele visitou o município para inaugurar a primeira sede própria da Prefeitura, construída na gestão de Theodorico Júlio Freire. Na ocasião, moradores e autoridades reivindicaram a construção da primeira ponte sobre o rio Jundiaí.
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Imagem: Museu da Notícia

