
Cinco décadas após a morte de Juscelino Kubitschek, a história do ex-presidente ganhou um novo capítulo. Morto em 22 de agosto de 1976, em uma colisão na Rodovia Presidente Dutra, JK teve o caso reavaliado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que aprovou, por seis votos a um, relatório concluindo que ele foi vítima de um atentado político durante a ditadura militar.
Juscelino nasceu em Diamantina (MG), em 12 de setembro de 1902. Médico, foi deputado federal, prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais e presidente da República, cargo em que liderou a construção de Brasília e a transferência da capital federal para o Planalto Central. Depois da Presidência, tornou-se senador por Goiás, mandato interrompido pela cassação de seus direitos políticos em 1964.
Em seu último discurso no Senado, em 3 de junho daquele ano, JK classificou a cassação como uma usurpação do direito dos brasileiros de escolher seus governantes. A versão oficial sobre sua morte apontava acidente de trânsito. Familiares e diferentes investigações, porém, questionaram essa conclusão ao longo dos anos.
O relatório aprovado pela comissão aponta 37 fraudes na apuração original, incluindo suposta manipulação de provas e testemunhas, inconsistências periciais, alteração do horário do óbito e falhas na preservação da cena. A relatora Maria Cecília Adão afirmou haver elementos que sustentam a hipótese de atentado. A comissão informou ainda que trabalhará para retificar a certidão de óbito de JK, conforme a Resolução 601/2024 do Conselho Nacional de Justiça.
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