setembro 2026

Fake News

Boatos sobre fábricas fechadas revelam como a desinformação econômica ganha força nas redes sociais

Durante o mês de agosto, postagens nas redes sociais afirmaram que Nestlé, Brastemp, Consul e Volkswagen teriam fechado fábricas no Brasil e atribuíam o suposto encerramento à política econômica nacional. A informação, porém, distorcia os fatos: nenhuma dessas empresas faliu e as unidades citadas nas publicações nem sequer estavam em território brasileiro. No Brasil, as operações seguem ativas e há previsão de novos investimentos.

A circulação desse tipo de conteúdo não acontece necessariamente a partir de uma invenção completa. Segundo material do Estadão Verifica, um dos mecanismos utilizados é o que pode ser chamado de âncora factual: parte-se de um fato real, mas são retirados de contexto o local, o período ou as circunstâncias em que determinado acontecimento ocorreu.

Outro fator apontado é o viés de confirmação. Quando uma pessoa já acredita que a economia está em colapso ou que o governo esconde informações, tende a aceitar com mais facilidade conteúdos que reforcem essa percepção, mesmo sem verificar os dados apresentados.

O desconhecimento técnico também favorece a propagação dos boatos. Informações sobre economia, empresas e fechamento de unidades podem parecer complexas para grande parte do público, facilitando interpretações equivocadas. A estratégia ainda explora a familiaridade com marcas conhecidas e a ansiedade provocada por notícias sobre falências e demissões em massa.

O resultado é uma narrativa que parece verdadeira porque combina marcas reais, acontecimentos reais e preocupações existentes, mas altera elementos fundamentais do contexto. É justamente nessa combinação entre fato, desinformação, crenças prévias e desconhecimento técnico que boatos econômicos encontram espaço para se espalhar.

#Desinformação #Economia #ChecagemDeFatos #RedesSociais #EstadãoVerifica

Economia

O Brasil não quebrou: Economia brasileira avança com alta no varejo e novos aportes

O comércio varejista brasileiro encerrou o primeiro semestre com alta de 1,9%, impulsionado pela inflação mais baixa e pelo aumento da população ocupada. Dados do IBGE indicam avanço de 0,5% entre maio e junho e alta de 2,9% ante junho do ano passado, além de expansão no comércio eletrônico.

No Nordeste, Pernambuco liderou a alta do setor no semestre, enquanto o Ceará atrai projetos importantes. O estado receberá a primeira fábrica do mundo a processar pele de tilápia em larga escala e a primeira loja da Havan, com aporte de R$ 110 milhões.

Resultados corporativos confirmam a movimentação do mercado. A Riachuelo obteve lucro líquido recorde de R$ 168 milhões no segundo trimestre, enquanto a BRF faturou R$ 40 bilhões em três meses, sustentada por estruturas como suas seis fábricas no Paraná.

O ciclo de investimentos abrange ainda a sustentabilidade industrial. A Electrolux confirmou aporte de R$ 300 milhões focado em produtos sustentáveis, reforçando a confiança do setor privado na capacidade de consumo do país.

Embora o varejo tenha oscilado 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro, o saldo em 12 meses segue positivo em 1,6%. Os números mostram uma economia em transformação e com atração contínua de recursos.

#Economia #Varejo #Investimentos #IBGE #Mercado

Análise

“Bolsonaro deixou as contas do Brasil equilibradas”. Será?

 

O superávit primário de R$ 54,1 bilhões em 2022 não traduz, sozinho, a situação fiscal. O indicador compara receitas e despesas antes dos juros da dívida. Entre 2019 e 2022, o saldo acumulado ficou negativo em R$ 795 bilhões, afetado pelos gastos extraordinários da pandemia.

O resultado de 2022 contou com receitas extraordinárias e contenção. Segundo o Tesouro Nacional, privatizações, concessões e antecipação de dividendos de estatais elevaram receitas, enquanto despesas discricionárias foram reduzidas. São medidas que melhoram o resultado, mas não são permanentes.

Também pesou a PEC dos Precatórios, que permitiu adiar cerca de R$ 92 bilhões em pagamentos judiciais. A obrigação foi transferida, aliviando momentaneamente o caixa.

Em termos simples, é como uma família endividada que deixa contas para depois, antecipa salário e vende um bem. O caixa melhora, mas a dívida permanece. Segundo o Ministério da Gestão, a União participa diretamente de cerca de 130 empresas.

Por isso, um superávit isolado não basta para medir a saúde fiscal. É preciso analisar receitas recorrentes, despesas adiadas, dívida e patrimônio público. Sustentabilidade exige resultados consistentes, não alívio temporário.

#ContasPúblicas #SuperávitPrimário #DívidaPública #Precatórios #Economia

Macaíba

Prefeito Emídio Jr. anuncia instalação de seis novas academias ao ar livre

O prefeito Emídio Jr. anunciou, na manhã desta sexta-feira (04/09), a construção de seis novos polos de academias ao ar livre no município. O anúncio foi feito em vídeo gravado na Praça da Juventude, ao lado do secretário da pasta de Esporte e Lazer, Sócrates Garcia. Em seguida, o gestor assinou a ordem de serviço para o início dos serviços em seu gabinete.

A nova etapa representa um investimento de mais de R$ 300 mil e contempla inicialmente as localidades de Novo Alecrim, Japecanga, Betúlia, Tapará e Cajazeiras. O planejamento previa a implantação de cinco unidades, mas uma sexta academia foi acrescentada ao projeto, beneficiando também os moradores do Conjunto Manoel Dias. Assim, a gestão municipal expande cada vez mais o incentivo à prática de atividades físicas e à promoção da qualidade de vida em diferentes comunidades do município.

De acordo com o secretário Socrátes Garcia, 20 polos de academias ao ar livre já foram concluídos em Macaíba. A unidade mais recente foi implantada na comunidade quilombola de Capoeiras, ampliando o acesso dos moradores da localidade a equipamentos destinados à prática de exercícios físicos.

Após a conclusão das seis novas unidades previstas para esta etapa, esse incentivo continuará, pois novos polos deverão ser implantados em outras localidades do município ao longo de 2027. A expansão das academias ao ar livre busca descentralizar os espaços destinados à atividade física, levando equipamentos públicos para mais comunidades e incentivando a população a incorporar a prática de exercícios à rotina.

Imagem: Edeilson Morais

Economia

Brasil alcança maior IDH da história, diz ONU

Coordenadora do PNUD, Betina Barbosa explica os dados referentes a 2012-2024 – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Brasil alcançou, pela primeira vez, a categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”. Em 2024, o país atingiu 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o IDHM, indicador que varia de 0 a 1 e classifica como muito alto o resultado superior a 0,800.

O avanço aparece na comparação com 2012, quando o Brasil registrava 0,744 no índice. A evolução representa uma mudança na classificação do país e coloca o desenvolvimento humano brasileiro em um novo patamar dentro da escala utilizada pelo indicador.

Os dados fazem parte do Radar IDHM, pesquisa realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Pnud Brasil. O índice é utilizado para acompanhar a evolução do desenvolvimento humano e permite observar mudanças ao longo do tempo.

No cenário regional, o Ceará também aparece em posição de destaque. O estado alcançou 0,773 no IDHM e possui o segundo melhor resultado da Região Nordeste, conforme os dados apresentados pelo Radar IDHM.

Os números mostram uma trajetória de avanço do desenvolvimento humano no país entre 2012 e 2024. Embora os resultados regionais apresentem diferenças, a entrada do Brasil na faixa considerada “muito alta” representa uma mudança relevante na leitura dos indicadores de desenvolvimento humano.

#IDHM #DesenvolvimentoHumano #Brasil #PnudBrasil #IDHNordeste

Análise

Racismo, cultura e conflito: os episódios que marcaram o governo Bolsonaro

A trajetória política de Jair Bolsonaro foi acompanhada por episódios envolvendo declarações sobre raça e por decisões que provocaram forte reação no campo cultural. Em 2011, ainda deputado, Bolsonaro participou do programa CQC, da TV Bandeirantes, e respondeu a uma pergunta de Preta Gil sobre a possibilidade de um filho se relacionar com uma mulher negra. A resposta gerou uma ação judicial.

Preta Gil processou Bolsonaro, que acabou condenado a pagar R$ 150 mil por danos morais ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, ligado ao Ministério da Justiça. O episódio, porém, não impediu sua ascensão política. Sete anos depois, o então ex-capitão do Exército foi eleito presidente da República.

Já no governo, Bolsonaro extinguiu o Ministério da Cultura e transformou a estrutura em secretaria, ao mesmo tempo em que adotou uma postura de confronto com setores da classe artística. Na Fundação Palmares, instituição voltada à promoção da cultura negra, o jornalista Sérgio Camargo, então presidente, determinou a retirada de 27 nomes da relação de Personalidades Negras, entre eles o compositor Gilberto Gil.

A gestão de Camargo também provocou controvérsia após o vazamento de uma reunião com servidores, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Na gravação, ele ironizou o Dia da Consciência Negra, fez críticas a Zumbi dos Palmares e ao movimento negro, além de afirmar que não destinaria recursos a praticantes de religiões de matriz africana.

Gilberto Gil, por sua vez, respondeu aos ataques defendendo a conciliação e o aperfeiçoamento humano. Mesmo diante das controvérsias, afirmou que Bolsonaro também deveria ser destinatário de esperança. O episódio expõe como política cultural, relações raciais e disputas de visão sobre a sociedade estiveram entre os temas mais tensionados daquele período.

#Cultura #Racismo #FundacaoPalmares #JairBolsonaro #GilbertoGil

Homenagem

Desfile Cívico de Macaíba celebra a paz e marca estreia da Guarda Municipal

Macaíba encerrou, neste domingo (6), as comemorações da Semana da Pátria com a realização da 55ª edição do tradicional Desfile Cívico. Com o tema “Nossa Cidade, Nossa Escola, Nossa Paz”, definido a partir do Projeto Pedagógico Anual da Secretaria Municipal de Educação para 2026, o evento levou às ruas uma mensagem de valorização da educação, da cidadania e da convivência pacífica.

O desfile percorreu um dos principais trechos do centro da cidade, com saída da Avenida Mônica Dantas, a Pista Nova, passando pela Rua Nossa Senhora da Conceição e encerrando na Rua Doutor Pedro Velho, no Barro Vermelho. Durante cerca de cinco horas, milhares de famílias acompanharam a programação e prestigiaram apresentações de estudantes e instituições locais.

Participaram do ato cívico escolas das redes municipal e estadual, secretarias municipais, grupos de escoteiros, organizações pré-militares, integrantes das Forças Armadas, Polícia Militar, bombeiros civis, escolas privadas, organizações não governamentais e entidades filantrópicas. O prefeito Emídio Júnior acompanhou todo o percurso ao lado da vice-prefeita Raquel Rodrigues, vereadores e autoridades civis, militares e religiosas.

Um dos momentos mais aguardados foi a estreia da Guarda Municipal de Macaíba no desfile. A nova corporação participou com os 50 primeiros agentes convocados e empossados neste ano, apresentando à população a mais recente estrutura de segurança pública do município.

Ao unir educação, cultura, segurança e participação popular, o Desfile Cívico reafirmou seu espaço como uma das principais tradições da Semana da Pátria em Macaíba, fortalecendo o sentimento de pertencimento e o compromisso coletivo com a paz.

#Macaíba #SemanaDaPátria #DesfileCívico #GuardaMunicipal #EducaçãoParaAPaz

 

Educação

Dia da Alfabetização Reforça Direitos e Destaca Avanços em Macaíba


O Dia Internacional da Alfabetização, celebrado neste 8 de setembro, reafirma a leitura e a escrita como direitos fundamentais e motores para reduzir a pobreza e a desigualdade no mundo. Criada em 1966 pela Unesco, a data promove o debate global sobre a conscientização e a busca por políticas públicas que garantam o acesso à educação para jovens, adultos e crianças.
No cenário local, a data ganha respaldo prático com o avanço registrado pelo Indicador Criança Alfabetizada do Ministério da Educação. Em Macaíba, a porcentagem de alunos do 2º ano do ensino fundamental alfabetizados na idade certa saltou de 29,2% em 2023 para 39% em 2025, representando um crescimento de 9,8 pontos percentuais na rede municipal.
Segundo o secretário municipal de Educação, Ademar da Silva Jr, os resultados refletem o alinhamento com as diretrizes do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O gestor destacou que a evolução do indicador decorre de uma política educacional estruturada e focada no aprendizado efetivo dos estudantes na etapa adequada da formação.
Entre as medidas adotadas para alcançar o índice estão o fortalecimento das práticas de ensino de leitura e escrita, a formação continuada de docentes e o acompanhamento pedagógico sistemático nas escolas. A estratégia incluiu também o monitoramento regular dos indicadores de aprendizagem para assegurar a continuidade do desenvolvimento escolar.
Apesar dos progressos regionais, o setor educacional enfrenta o desafio global de atender milhões de pessoas que ainda não dominam a leitura ou possuem dificuldades de interpretação. Diante desse panorama, especialistas ressaltam que o investimento contínuo na alfabetização permanece essencial para ampliar oportunidades no mercado de trabalho e gerar desenvolvimento social.
#alfabetizacao #educacao #macaiba #unesco #direitosaeducacao
Opinião

O que a extrema-direita celebra neste 7 de Setembro?

Chega o 7 de Setembro. As ruas se enchem de verde e amarelo, as bandeiras tremulam, os hinos lembram que, um dia, o Brasil decidiu que seu destino não seria escrito por mãos estrangeiras.

Mas há uma pergunta incômoda no ar: o que fará, nesse dia, o bolsonarismo que transformou a bandeira dos Estados Unidos em adereço político?

É uma pergunta difícil porque independência, para qualquer país, significa soberania. Significa defender seus interesses, negociar de igual para igual e não pedir a uma potência estrangeira que pressione o próprio país para salvar um projeto político.

Enquanto setores do bolsonarismo celebram alianças com Donald Trump e pedem medidas contra o Brasil, Washington impõe novas tarifas sobre produtos brasileiros. As sobretaxas já atingem parcela relevante das exportações e aumentam a desvantagem dos nossos produtos no mercado americano.

E então chega o paradoxo: no Dia da Independência, quem ostenta a bandeira americana precisará explicar por que comemora a independência brasileira enquanto torce para que uma potência estrangeira aperte o parafuso sobre nossa economia.

Talvez seja hora de separar patriotismo de torcida política.

Porque gostar dos Estados Unidos é perfeitamente legítimo. Admirar sua cultura também. O que parece estranho é comemorar a própria independência enquanto se pede ao estrangeiro que castigue o país.

No 7 de Setembro, a pergunta permanecerá pendurada no céu, ao lado dos fogos e das bandeiras: independência de quem, afinal?

#7DeSetembro #IndependênciaDoBrasil #SoberaniaNacional #Brasil #Política

Ilustração: Quinho

Economia

O Brasil não quebrou: Economia brasileira atrai investimentos e acelera nova fase industrial

A economia brasileira está longe de uma fotografia de “quebra”. Os dados recentes mostram uma transformação marcada por investimentos, modernização industrial e avanço tecnológico. Em Manaus, a Yamaha recebeu R$ 15 milhões da Finep para automatizar processos, ampliar a robótica e digitalizar a produção.

Na Bahia, a BYD mantém um projeto de R$ 5,5 bilhões em Camaçari, onde amplia a produção de veículos eletrificados e avança na nacionalização de componentes. Em 2026, a empresa anunciou mais 3 mil contratações e prepara novas etapas industriais, enquanto o Song Plus híbrido já tem produção prevista na unidade.

Outro indicador da transformação do mercado automotivo é o avanço dos carros chineses. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil importou US$ 5,2 bilhões em veículos fabricados na China, superando a Rússia e assumindo a liderança mundial nesse período.

A Nestlé também anunciou um ciclo de R$ 7 bilhões em investimentos no Brasil entre 2025 e 2028, destinado à modernização de fábricas, expansão da capacidade, inovação e sustentabilidade. Em 2026, a companhia acrescentou R$ 540 milhões para ampliar a fábrica de Araçatuba.

Na tecnologia, a Alibaba Cloud anunciou dois data centers no Brasil, os primeiros da empresa no país, para sustentar sua operação local de nuvem e ampliar negócios ligados à inteligência artificial. Os movimentos não eliminam desafios econômicos, mas mostram um país que continua atraindo capital e se reposicionando em setores estratégicos.

#EconomiaBrasileira #Investimentos #IndústriaBrasileira #Tecnologia #Reindustrialização

Comunicação

Bola da vez: Micro e nano influenciadores ganham espaço ao transformar confiança em resultado

O marketing de influência começa a mudar sua principal referência: o tamanho da audiência. Marcas estão ampliando investimentos em nano e micro influenciadores, criadores que reúnem comunidades menores, segmentadas e mais próximas. A estratégia busca fortalecer a confiança e transformar recomendações em resultados, em um cenário no qual consumidores estão mais atentos à autenticidade.

Dados da Rakuten Advertising mostram que cerca de 80% dos consumidores confiam em recomendações de influenciadores, enquanto 61% afirmam ter comprado motivados por esse tipo de conteúdo nos últimos seis meses. No Brasil, 30% descobrem diariamente novos produtos por meio de criadores. O movimento ajuda a explicar por que alcance deixou de ser o único indicador relevante para as marcas.

Segundo o relatório The State of Influencer Marketing 2026, da Aspire, 74% dos profissionais de marketing pretendem aumentar os investimentos no setor. Mais da metade, 54%, trabalha prioritariamente com nano e micro influenciadores. Esses criadores costumam atuar em nichos específicos, mantendo maior proximidade com seus seguidores e uma relação que pode conferir mais credibilidade às recomendações.

A mudança também ocorre enquanto a própria profissão enfrenta desafios. Pesquisa da Billion Dollar Boy aponta que 37% dos criadores consideram deixar a carreira, com burnout, fadiga criativa, carga intensa de trabalho e instabilidade financeira entre os principais motivos. Ao mesmo tempo, 84% dos consumidores dizem deixar de seguir influenciadores quando percebem falta de autenticidade, reforçando o peso da credibilidade na relação com o público.

O mercado, portanto, entra em uma fase mais madura, na qual influência não significa apenas visibilidade. Para as marcas, ganha importância a escolha de criadores alinhados ao público, o engajamento genuíno, a transparência e a capacidade de gerar resultados. A estratégia também alcança diferentes gerações, incluindo consumidores acima dos 65 anos, mostrando que a recomendação de influenciadores já integra a jornada de compra de forma mais ampla.

#MarketingDigital #Influenciadores #MicroInfluenciadores #NanoInfluenciadores #EconomiaDigital

Opinião

Bresser-Pereira classifica eventual governo de Flávio Bolsonaro como “violência contra os pobres”

O economista e ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira declarou que uma eventual gestão do senador Flávio Bolsonaro na Presidência da República representaria um cenário de retrocesso político, econômico e social para o país. A avaliação foi feita durante conversa divulgada nas redes sociais pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Nabil Bonduki, na qual o economista, de 92 anos, analisou os rumos do desenvolvimento brasileiro. Segundo a tese defendida por Bresser-Pereira há 25 anos, a economia nacional vive um regime de semi-estagnação originado na crise da dívida externa dos anos 1980 e aprofundado pelas políticas econômicas adotadas nas décadas seguintes.
Na visão de Bresser-Pereira, expoente da corrente do novo desenvolvimentismo, o Brasil perdeu dinamismo e sofreu um forte processo de desindustrialização a partir da abertura comercial e financeira iniciada no governo Fernando Collor. Em termos gerais, a lógica neoliberal mencionada pelo economista prioriza a redução da interferência do Estado na economia, a ampla abertura dos mercados e o protagonismo do setor financeiro. O ex-ministro argumenta que esse modelo entregou os rumos do país aos interesses de capitalistas rentistas e agentes do mercado financeiro, limitando o fortalecimento da indústria nacional e mantendo a dependência em relação às nações mais ricas.
Ao avaliar a evolução histórica do cenário nacional, Bresser-Pereira destacou que o país registrou crescimento expressivo entre 1930 e 1980, interrompido pelo endividamento externo e pelo rigoroso ajuste fiscal decorrente da crise. Ele apontou que os governos posteriores, inclusive a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mantiveram a orientação neoliberal. O economista observou ainda que, embora o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tenha registrado expansão econômica impulsionada pelo ciclo de alta das commodities, o processo de desindustrialização permaneceu em curso. Para superar esse quadro, ele defende a construção de uma estratégia nacional de desenvolvimento focada na recuperação industrial e na geração de empregos.
Ao projetar o futuro político do Brasil, o ex-ministro enfatizou que um governo comandado por Flávio Bolsonaro significaria a manutenção do subdesenvolvimento e a submissão aos interesses de potências estrangeiras, lideradas pelos Estados Unidos. Em suas palavras, uma gestão sob essa liderança seria “um horror politicamente, economicamente, socialmente, uma violência contra os pobres, uma violência contra o país, uma entrega do Brasil aos Estados Unidos”.
#BresserPereira #EconomiaBrasileira #PoliticaNacional #DesenvolvimentoEconomico #Desindustrializacao
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