Não viramos uma Venezuela: Brasil amplia autonomia em tecnologia, energia, agro, saúde e inovação

O Brasil já reúne capacidades estratégicas que reduzem sua dependência externa em áreas decisivas para a economia e a soberania nacional. Essa autonomia aparece na tecnologia aeronáutica, na pesquisa agropecuária, no petróleo, nos biocombustíveis, na geração de energia renovável, na tecnologia nuclear, nos pagamentos instantâneos e na saúde pública.
Na aviação, a Embraer demonstra a capacidade brasileira de projetar, desenvolver e fabricar aeronaves de alta complexidade. O KC-390, desenvolvido no país, mobiliza mais de 150 empresas brasileiras. Na agricultura, a Embrapa criou tecnologias adaptadas ao Cerrado e às condições tropicais, transformando conhecimento científico em produtividade.
O petróleo também é uma área de forte domínio nacional. O Brasil desenvolveu tecnologia para exploração em águas ultraprofundas, especialmente no pré-sal. Nos biocombustíveis, mantém uma cadeia consolidada de etanol, biodiesel e açúcar. Em 2025, 26,1% das fontes utilizadas pelo transporte brasileiro eram renováveis. Na eletricidade, 86,8% da geração veio de fontes renováveis, principalmente hidrelétrica, eólica e solar.
O país também possui domínio de etapas do ciclo do combustível nuclear e aplicações tecnológicas nessa área. O Pix, criado e operado pelo Banco Central, tornou-se uma infraestrutura nacional de pagamentos instantâneos. Na saúde, o SUS oferece cobertura universal, enquanto o Brasil mantém capacidade relevante para produzir medicamentos, vacinas, hemoderivados e equipamentos.
Independência não significa precisar de ninguém. Significa ter capacidade para construir autonomia, desenvolver tecnologia, produzir conhecimento e proteger interesses estratégicos. Em diferentes setores, o Brasil já demonstra essa capacidade e revela uma estrutura produtiva e científica que merece ser reconhecida.
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