6 de setembro de 2026

Economia

O Brasil não quebrou: Economia brasileira atrai investimentos e acelera nova fase industrial

A economia brasileira está longe de uma fotografia de “quebra”. Os dados recentes mostram uma transformação marcada por investimentos, modernização industrial e avanço tecnológico. Em Manaus, a Yamaha recebeu R$ 15 milhões da Finep para automatizar processos, ampliar a robótica e digitalizar a produção.

Na Bahia, a BYD mantém um projeto de R$ 5,5 bilhões em Camaçari, onde amplia a produção de veículos eletrificados e avança na nacionalização de componentes. Em 2026, a empresa anunciou mais 3 mil contratações e prepara novas etapas industriais, enquanto o Song Plus híbrido já tem produção prevista na unidade.

Outro indicador da transformação do mercado automotivo é o avanço dos carros chineses. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil importou US$ 5,2 bilhões em veículos fabricados na China, superando a Rússia e assumindo a liderança mundial nesse período.

A Nestlé também anunciou um ciclo de R$ 7 bilhões em investimentos no Brasil entre 2025 e 2028, destinado à modernização de fábricas, expansão da capacidade, inovação e sustentabilidade. Em 2026, a companhia acrescentou R$ 540 milhões para ampliar a fábrica de Araçatuba.

Na tecnologia, a Alibaba Cloud anunciou dois data centers no Brasil, os primeiros da empresa no país, para sustentar sua operação local de nuvem e ampliar negócios ligados à inteligência artificial. Os movimentos não eliminam desafios econômicos, mas mostram um país que continua atraindo capital e se reposicionando em setores estratégicos.

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Comunicação

Bola da vez: Micro e nano influenciadores ganham espaço ao transformar confiança em resultado

O marketing de influência começa a mudar sua principal referência: o tamanho da audiência. Marcas estão ampliando investimentos em nano e micro influenciadores, criadores que reúnem comunidades menores, segmentadas e mais próximas. A estratégia busca fortalecer a confiança e transformar recomendações em resultados, em um cenário no qual consumidores estão mais atentos à autenticidade.

Dados da Rakuten Advertising mostram que cerca de 80% dos consumidores confiam em recomendações de influenciadores, enquanto 61% afirmam ter comprado motivados por esse tipo de conteúdo nos últimos seis meses. No Brasil, 30% descobrem diariamente novos produtos por meio de criadores. O movimento ajuda a explicar por que alcance deixou de ser o único indicador relevante para as marcas.

Segundo o relatório The State of Influencer Marketing 2026, da Aspire, 74% dos profissionais de marketing pretendem aumentar os investimentos no setor. Mais da metade, 54%, trabalha prioritariamente com nano e micro influenciadores. Esses criadores costumam atuar em nichos específicos, mantendo maior proximidade com seus seguidores e uma relação que pode conferir mais credibilidade às recomendações.

A mudança também ocorre enquanto a própria profissão enfrenta desafios. Pesquisa da Billion Dollar Boy aponta que 37% dos criadores consideram deixar a carreira, com burnout, fadiga criativa, carga intensa de trabalho e instabilidade financeira entre os principais motivos. Ao mesmo tempo, 84% dos consumidores dizem deixar de seguir influenciadores quando percebem falta de autenticidade, reforçando o peso da credibilidade na relação com o público.

O mercado, portanto, entra em uma fase mais madura, na qual influência não significa apenas visibilidade. Para as marcas, ganha importância a escolha de criadores alinhados ao público, o engajamento genuíno, a transparência e a capacidade de gerar resultados. A estratégia também alcança diferentes gerações, incluindo consumidores acima dos 65 anos, mostrando que a recomendação de influenciadores já integra a jornada de compra de forma mais ampla.

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