
O comércio varejista brasileiro encerrou o primeiro semestre com alta de 1,9%, impulsionado pela inflação mais baixa e pelo aumento da população ocupada. Dados do IBGE indicam avanço de 0,5% entre maio e junho e alta de 2,9% ante junho do ano passado, além de expansão no comércio eletrônico.
No Nordeste, Pernambuco liderou a alta do setor no semestre, enquanto o Ceará atrai projetos importantes. O estado receberá a primeira fábrica do mundo a processar pele de tilápia em larga escala e a primeira loja da Havan, com aporte de R$ 110 milhões.
Resultados corporativos confirmam a movimentação do mercado. A Riachuelo obteve lucro líquido recorde de R$ 168 milhões no segundo trimestre, enquanto a BRF faturou R$ 40 bilhões em três meses, sustentada por estruturas como suas seis fábricas no Paraná.
O ciclo de investimentos abrange ainda a sustentabilidade industrial. A Electrolux confirmou aporte de R$ 300 milhões focado em produtos sustentáveis, reforçando a confiança do setor privado na capacidade de consumo do país.
Embora o varejo tenha oscilado 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro, o saldo em 12 meses segue positivo em 1,6%. Os números mostram uma economia em transformação e com atração contínua de recursos.
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