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Abril Azul: Macaíba realiza mais de 6 mil atendimentos na Clínica ABA Reabilitação

Em alusão ao Abril Azul, a Prefeitura de Macaíba celebra, ao lado das famílias atípicas, mais de seis mil atendimentos na Clínica ABA Macaíba Reabilitação. A terapia ABA é reconhecida mundialmente como tratamento padrão para o autismo, possui alto custo e Macaíba é a única cidade do Rio Grande do Norte que oferece, através do SUS, a intervenção para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A Clínica ABA Macaíba Reabilitação foi inaugurada em julho de 2024, na gestão do prefeito Emídio Júnior, e, em 2025, passou por uma obra de reforma e adequação das suas instalações para aumentar a capacidade de atendimento de crianças e adolescentes com TEA. Além disso, a faixa etária, que era de 02 a 12 anos, foi ampliada para até 18 anos.

A Clínica ABA Reabilitação Macaíba está disponibilizando sessões de multiterapias com foco no cuidado interdisciplinar das crianças e adolescentes atendidos. As atividades contam com a participação de profissionais das áreas de fonoaudiologia, psicologia e psicopedagogia, promovendo um acompanhamento mais completo e integrado para o desenvolvimento das habilidades cognitivas, emocionais e de comunicação.

De acordo com a coordenadora do ABA Reabilitação Macaíba, Tamires Santos, além da ampliação do espaço para atender à nova faixa etária, foi realizado o aumento da carga horária dos profissionais. “Hoje, o ABA Reabilitação atende 180 crianças, que passam por dois atendimentos semanais. As turmas são renovadas a cada três meses, e esse sistema trimestral garante que novos aprendizes tenham a oportunidade de ingressar no método ABA regularmente”, explicou.

Antonio Vicente, 42 anos, pai de Antony Gabriel Santos, 13 anos, disse que a rotina com seu filho, que tem grau três de suporte, é bem desafiadora. “Após Antony iniciar a terapia ABA aqui na clínica da Prefeitura, a rotina está sendo mais fácil. Ele aceitou de imediato o tratamento e segue sendo acompanhado pelas profissionais. A evolução dele é bem significativa, a gente já consegue se comunicar com ele com mais facilidade. É bem difícil relatar esse avanço sem se emocionar”, disse.

 

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Saúde de Macaíba dispõe de tratamento para quem deseja parar de fumar

Parar de fumar é possível, e você não precisa fazer isso sozinho. A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria de Saúde, dispõe de grupos de combate ao tabagismo em diversas unidades básicas da cidade. Quem tiver interesse deve procurar a sua UBS de referência para obter maiores informações. De acordo com a farmacêutica da E-Multi, Anne Souza, o trabalho é realizado por uma equipe multiprofissional que oferece apoio e estratégias, com auxílio de medicações, para ajudar no processo de parar de fumar. 

Durante os encontros, os participantes recebem orientações, acompanhamento de profissionais de saúde e compartilham experiências. “Aqui a gente começa com uma conversa para entender a história do paciente com o cigarro: há quanto tempo ele fuma, como é a sua rotina e como está a sua saúde”.

A moradora do bairro Vila São José II, Maria do Socorro, de 66 anos, relatou que começou a fumar aos 10 anos de idade e que há muito tempo deseja deixar o vício, mas não consegue. “Tenho pressão alta, diabetes, mas quando estou estressada eu fumo e até o meu estresse diminui. Mas, mesmo sem estar gripada, fico tossindo”, disse a moradora, que ficou sabendo do grupo de tabagismo por meio da neta.

Segundo a farmacêutica da E-Multi, o tabagismo é um problema de saúde. “Devido às crises intensas de tosse, dona Maria do Socorro já deu entradas recorrentes na UPA. Disponibilizamos o tratamento para quem deseja parar de fumar, com três alternativas: adesivos, goma de mascar e o comprimido bupropiona, medicações fornecidas pelo SUS para o tratamento do tabagismo”, explicou Anne Souza.

Atualmente, os grupos de tabagismo estão sendo realizados nas UBS de Vila São José II, Campo da Santa Cruz, Morada da Fé, Loteamento Esperança, Vila e Campo Santo, além de um grupo previsto para iniciar na UBS do Tapará. “Nós recomendamos que as pessoas que tiverem interesse em participar dos grupos de combate ao tabagismo procurem a sua UBS para se inscrever”, finalizou a farmacêutica.

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Comunidade do Retiro ganha moderno anexo de saúde e amplia serviços na zona rural de Macaíba

A Prefeitura de Macaíba inaugurou, nesta sexta-feira (27/03), um moderno anexo de saúde na comunidade do Retiro, fortalecendo a rede de atenção básica e ampliando o acesso aos serviços na zona rural do município, substituindo o atendimento feito de forma improvisada nas instalações da antiga Casa de Farinha. Este é o oitavo anexo entregue pela gestão do prefeito Emídio Júnior desde o início do seu primeiro mandato.

A nova estrutura funciona como anexo da Unidade Básica de Saúde (UBS) Lagoa dos Cavalos e foi construída com recursos superiores a R$ 340 mil, provenientes de emenda parlamentar da senadora Zenaide Maia. O equipamento conta com uma área construída de 146,25 metros quadrados e dispõe de ambientes modernos e totalmente climatizados, garantindo mais conforto e qualidade no atendimento à população.

O espaço está equipado com consultório odontológico, consultório médico, sala de enfermagem, sala de vacinas, sala de prontuários, farmácia e copa. O atendimento será realizado de segunda a sexta-feira, oferecendo serviços como dispensação de medicamentos, aferição de pressão arterial e glicemia, orientações e marcação de exames, e consultas médica e de enfermagem às terças-feiras.

Com a nova unidade, a gestão municipal reforça o compromisso com a descentralização dos serviços de saúde, beneficiando diretamente os moradores das comunidades rurais. Atualmente, o município de Macaíba conta com 28 unidades de saúde, consolidando avanços importantes na ampliação e qualificação da rede pública de atendimento.

Emídio Júnior se expressou durante a solenidade: “Eu tenho certeza que, na hora em que a gente faz uma entrega como essa, todo o povo do Retiro está feliz. Amanhã, sábado, o posto de saúde já vai estar aberto, porque tem campanha de vacinação. É importante pontuar que o posto de saúde ficou bonito de verdade, climatizado, com conforto para atender todos vocês”. Em seguida, o prefeito anunciou a implantação de uma academia ao livre na localidade e a entrega, em breve, de mais uma ambulância para atendimento na região que abrange as comunidades da Reta Tabajara, entre as quais, o próprio Retiro.

O prefeito esteve ladeado na oportunidade pela senadora Zenaide Maia, vereadores (as) Érika Emídio, Clarissa Matias, Otacílio Andrade, Edi do Posto, Sérgio Lima, Rita Oliveira, Socorro Nogueira, Venício Filho e Tafarel Freitas, além de lideranças comunitárias da região.

O cacique Evandro Rodrigues falou em nome da comunidade em geral. Por sua vez, Maria da Conceição Caetano Silva agradeceu a homenagem ao seu pai, Francisco Caetano, que denomina o anexo recém-inaugurado.

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Saúde da Mulher de Macaíba realiza campanha sobre o câncer do colo do útero

A Secretaria Municipal de Saúde de Macaíba, através do Núcleo de Saúde da Mulher, iniciou neste mês de março a campanha de conscientização sobre o câncer do colo do útero. O trabalho vem sendo desenvolvido nas unidades básicas de saúde (UBS) e ressalta a importância de exames anuais para identificação precoce da doença.

O exame preventivo ginecológico, essencial para detectar lesões no colo do útero, pode ser realizado na UBS, com o resultado disponível no período de 15 a 30 dias. O exame é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos. De acordo com Jéssica Peixoto, coordenadora do Núcleo, outro fator de extrema importância para a prevenção é a vacinação contra o vírus HPV, principal causa do câncer. “O vírus é transmitido sexualmente e pode passar cinco, dez anos de forma silenciosa, sem aparecer sintomas”, explicou.

A vacinação, também acessível nas unidades básicas de saúde do município, é direcionada para faixa etária dos 9 aos 19 anos. Segundo Jéssica, o serviço está disponível tanto para mulheres quanto para homens, pois como o vírus é transmitido sexualmente, podem contaminar suas parceiras. “Espero que os jovens tenham ciência, a partir dessa conscientização nas unidades, e venham se proteger”, ressaltou.

Flaviana Lemos, 36 anos, recebeu o diagnóstico de câncer do colo do útero após os exames de rotina. Fez o seu acompanhamento de saúde na UBS Loteamento Esperança, no bairro Vilar. “É importante todo ano estar com o preventivo em dia” afirmou Flaviana, que após realizar a cirurgia de histerectomia, recebeu a boa notícia de que está curada. A partir de agora, fará um acompanhamento regular por cinco anos.

Foto: Rodrigo Galvão 

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SUS amplia cobertura vacinal e reforça compromisso com a saúde pública

O Sistema Único de Saúde mantém papel estratégico na vacinação da população. Campanhas nacionais coordenadas pelo Ministério da Saúde ampliaram a cobertura contra diversas doenças, com distribuição gratuita em todo o território.

Dados oficiais mostram retomada dos índices vacinais após períodos de queda, resultado de mobilização social e campanhas informativas. A capilaridade das unidades básicas garante acesso mesmo em regiões remotas.

O SUS reafirma sua relevância como política pública essencial. A vacinação coletiva fortalece a proteção individual e sustenta conquistas históricas da saúde brasileira.

#SUS #Vacinação #SaúdePública #Prevenção #PolíticaSocial

 

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Macaíba ganha CAPS Infanto-Juvenil com investimento de 2,5 milhões

A Prefeitura de Macaíba realizou, nesta quinta-feira (19/03), o lançamento oficial da obra do Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPS-IJ), um importante avanço para a rede municipal de saúde. Na ocasião, o prefeito Emídio Júnior assinou a ordem de serviço que autoriza o início da construção da obra.

A nova estrutura será construída em um terreno localizado nas imediações da nova praça do bairro São José, na Rua Isaura Alves. O investimento total será de cerca de R$ 2,5 milhões, sendo 600 mil de contrapartida da Prefeitura. O equipamento colocará Macaíba entre os poucos municípios da região a contar com um CAPS voltado exclusivamente para o público infanto-juvenil.

O CAPS-IJ será destinado ao atendimento de crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, 11 meses e 29 dias, com transtornos mentais e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. A unidade terá como foco a promoção da inclusão social e o cuidado integral, por meio do Projeto Terapêutico Singular (PTS), que envolve a participação ativa da equipe multiprofissional, do usuário, da família e da rede de saúde.

Alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), o CAPS-IJ funcionará como uma instituição pública voltada para garantir acesso, integralidade e resolutividade no atendimento. O serviço contará com equipe multiprofissional composta por assistente social, enfermeiro, fonoaudiólogo, pedagogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista e técnico de enfermagem, assegurando acolhimento diário e acompanhamento especializado.

A construção do CAPS Infanto-Juvenil representa um marco para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial de Macaíba e integra as ações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal, ampliando a oferta de serviços e qualificando o cuidado em saúde mental no município.

“O CAPS-IJ terá quase 700 metros quadrados de área construída, com diversos atendimentos, como psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, enfermeiro; enfim, atendimento médico especializado para as crianças e adolescentes, não só do São José, mas de toda a Macaíba. É mais uma obra no bairro São José”, afirmou o prefeito Emídio Júnior. Em seguida, pontuou os equipamentos e as obras da gestão no local, como a Casa das Artes, a abertura da segunda unidade de saúde, a pavimentação de três ruas em bloco intertravado, a praça (obras avançadas) e, brevemente, haverá a reforma do ginásio de esportes (Davi Florentino) e a construção de um futuro complexo esportivo para a região.

Na solenidade de hoje, o gestor municipal esteve acompanhado pelos (as) vereadores (as): Érika Emídio, Aroldo da Saúde, Clarissa Matias, Ana Catarina, Venício Filho, Socorro Nogueira, Rita de Cássia e Ismarleide Duarte, além de várias lideranças comunitárias.

Imagem: Edeilson Morais

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Glaucoma: o perigo silencioso que ameaça a visão

Pouca gente percebe quando ele começa, mas o impacto pode ser definitivo. Celebrado neste 12 de março, o Dia Mundial do Glaucoma acende o alerta para a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a doença é responsável por grande parte dos casos de deficiência visual no país. Silencioso na maioria das vezes, o glaucoma evolui sem dor ou sinais aparentes, o que torna o diagnóstico precoce a principal arma contra a perda permanente da visão.

O glaucoma danifica o nervo óptico, geralmente em razão do aumento da pressão intraocular. O tipo mais comum, chamado de ângulo aberto, não apresenta sintomas no início e compromete primeiro a visão periférica. A pessoa mantém nitidez no que está à frente, mas perde gradualmente a percepção lateral, quadro que pode evoluir para cegueira se não houver tratamento. Idade acima de 40 anos, histórico familiar, miopia elevada, diabetes, uso prolongado de corticoides e traumas oculares estão entre os fatores de risco. A origem costuma ter forte componente genético, o que reforça a importância do acompanhamento regular.

Não há cura, mas há controle. Colírios, procedimentos a laser e cirurgias podem interromper ou retardar a progressão da doença quando indicados no momento certo. Por isso, a recomendação é clara: consultas oftalmológicas periódicas, com medição da pressão intraocular e exame do fundo de olho, são essenciais. A data também marca o início da Semana Mundial do Glaucoma, mobilização internacional que defende o lema unidos por um mundo livre de glaucoma. No Brasil, o 26 de maio reforça essa conscientização como Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, lembrando que prevenção é, literalmente, uma questão de visão.

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SUS lança teleatendimento para enfrentar vício em jogos de aposta e ampliar acesso à saúde mental

O Ministério da Saúde deu um passo inédito no enfrentamento aos impactos das apostas na saúde mental ao lançar um serviço gratuito de teleatendimento pelo SUS voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos. A iniciativa, anunciada pelo ministro Alexandre Padilha em São Paulo, nasce em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e deve realizar cerca de 600 atendimentos por mês em sua fase inicial. O acesso será feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, plataforma que concentra serviços de saúde pública e agora passa a funcionar também como porta de entrada para suporte psicológico remoto voltado a esse tipo de dependência.

A estratégia busca superar uma barreira conhecida pelos especialistas. Muitos usuários que enfrentam compulsão por apostas evitam procurar ajuda presencial por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade em reconhecer o problema. Com investimento de R$ 2,5 milhões por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, o novo serviço permitirá que pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e amigos, solicitem atendimento de forma reservada e segura. O sistema inclui um autoteste científico para identificar níveis de risco e direcionar o usuário ao teleatendimento ou à Rede de Atenção Psicossocial, que reúne unidades como CAPS e UBS em todo o país.

As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e podem integrar ciclos de cuidado com até 13 encontros, conduzidos por equipe multiprofissional formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de psiquiatras quando necessário. A medida faz parte de uma resposta mais ampla do governo ao crescimento das apostas online no Brasil, que já motivaram mais de 6 mil atendimentos presenciais no SUS apenas em 2025. Em paralelo, o país também criou mecanismos como a Plataforma de Autoexclusão Centralizada e o Observatório Saúde Brasil de Apostas, reforçando uma rede de prevenção, monitoramento e tratamento voltada à saúde pública. 📱🧠

#SaudeMental #SUSDigital #ApostasOnline #SaudePublica #Telemedicina

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Março acende alerta global para a obesidade e cobra ação concreta

O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, coloca em evidência uma das principais emergências de saúde pública do século 21. A data propõe um debate que vai além da estética e enfrenta a obesidade como o que ela é: uma doença crônica, complexa e multifatorial. Em diferentes países, prédios públicos são iluminados de roxo para simbolizar o compromisso com a conscientização, a redução do estigma e a defesa de políticas públicas eficazes. A mensagem central é clara: não se trata de falta de força de vontade, mas de um desafio coletivo que exige informação, acolhimento e tratamento adequado.

No Brasil, os números reforçam a urgência. Dados do Vigitel indicam que 24,3 por cento dos adultos nas 27 capitais brasileiras vivem com obesidade. Entre adolescentes de 13 a 17 anos, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar já apontava, em sua última edição disponível, uma prevalência de 7,8 por cento. A obesidade é fator de risco relevante para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, ampliando o impacto sobre o sistema de saúde e sobre a qualidade de vida da população.

Para enfrentar esse cenário, o país conta com o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis 2021-2030, conhecido como Plano de Dant, que estabelece metas específicas para reduzir a obesidade entre crianças e adolescentes e deter o avanço entre adultos. A Coordenação-Geral de Doenças Não Transmissíveis também prepara boletim epidemiológico com dados atualizados para orientar políticas públicas mais eficazes. A lógica é baseada em evidências: prevenção, alimentação adequada, combate ao consumo excessivo de ultraprocessados, incentivo à atividade física e cuidado multidisciplinar.

O debate ganha ainda mais relevância porque, na mesma data, celebra-se o Dia de Conscientização sobre o HPV, reforçando a importância da prevenção e do cuidado integral com a saúde. O 4 de março, portanto, simboliza um duplo chamado à responsabilidade coletiva. Promover hábitos saudáveis, ampliar o acesso à informação qualificada e fortalecer políticas públicas são passos decisivos para transformar estatísticas em qualidade de vida e construir um futuro mais saudável para todas as gerações.

Ilustração: Acelera Saúde

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3 de março: ouvir bem é viver melhor

Celebrado neste 3 de março, o Dia Nacional do Otorrinolaringologista se une ao Dia Mundial da Audição para colocar em pauta um cuidado que muitas vezes só recebe atenção quando falha: a saúde dos ouvidos, do nariz e da garganta. Oficializada no Brasil em 2016, a data reforça o papel estratégico do especialista na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças que afetam desde a audição até a respiração e a voz. A mobilização acompanha a agenda global liderada pela Organização Mundial da Saúde, que alerta para o avanço dos casos de perda auditiva evitável e para a importância de intervenções precoces.

O campo de atuação do otorrinolaringologista é amplo e impacta diretamente a qualidade de vida. Problemas como rinite, sinusite, otite, tonturas, apneia do sono, distúrbios de voz e perda auditiva estão entre as queixas mais frequentes nos consultórios. Em um país onde o uso intenso de fones de ouvido se tornou hábito cotidiano, campanhas educativas ganham força ao destacar práticas seguras de escuta e a necessidade de avaliação médica diante de sintomas persistentes. O diagnóstico precoce continua sendo o divisor de águas para evitar complicações e preservar funções essenciais.

A criação oficial da data no Brasil, a partir do Projeto de Lei 3727 de 2015, consolidou o 3 de março como um marco de conscientização nacional. Mais do que celebrar a especialidade, o momento convida a população a olhar com atenção para sinais muitas vezes negligenciados, como zumbidos, rouquidão frequente ou dificuldade para respirar. Cuidar da saúde auditiva e das vias aéreas superiores é investir em comunicação, bem-estar e autonomia ao longo da vida.

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Março em Alerta Máximo: rim e intestino entram no radar da prevenção

Março ganha tons de vermelho e azul-marinho para lembrar que informação salva vidas. O Março Vermelho chama atenção para o câncer renal, tumor que atinge o sistema urinário e registra cerca de 6 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas oficiais do Instituto Nacional de Câncer. Silenciosa nas fases iniciais, a doença muitas vezes só é descoberta em exames de rotina, como ultrassonografia e tomografia. Sangue na urina, dor lombar persistente, perda de peso inexplicada e fadiga são sinais que exigem investigação médica. Tabagismo, obesidade e hipertensão estão entre os principais fatores de risco, o que reforça a importância de hábitos saudáveis e acompanhamento clínico regular.

No mesmo mês, o Março Azul-Marinho amplia o foco para o câncer colorretal, um dos tumores mais incidentes e letais no país. A campanha destaca a prevenção e o diagnóstico precoce como estratégias decisivas, sobretudo a partir dos 45 ou 50 anos, faixa etária recomendada para rastreamento. A colonoscopia é o exame mais eficaz para identificar lesões iniciais, enquanto o teste de sangue oculto nas fezes também contribui para detectar alterações precoces. Sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, dor abdominal recorrente e emagrecimento sem causa aparente são alertas que não devem ser ignorados.

A mobilização reúne instituições como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a Federação Brasileira de Gastroenterologia e o Instituto Oncoguia, que intensificam ações educativas em todo o país. A mensagem é clara e baseada em evidências: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e menor o impacto do tratamento. Em um cenário em que a prevenção ainda enfrenta barreiras culturais e informacionais, março se consolida como um chamado público à responsabilidade individual e coletiva com a própria saúde.

Ilustração: Oncológica do Brasil

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18 de fevereiro: Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo alerta para impactos do consumo excessivo no Brasil

Celebrado em 18 de fevereiro, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo chama a atenção para uma das principais questões de saúde pública do país, ao tratar o alcoolismo como uma doença crônica que provoca danos físicos, mentais e sociais. Dados do Instituto Brasileiro do Fígado indicam que cerca de 55% da população brasileira consome bebidas alcoólicas, sendo que uma em cada três pessoas bebe ao menos uma vez por semana. O levantamento também aponta que 18,8% dos entrevistados relataram consumo abusivo, cenário que se agravou durante a pandemia, período marcado pelo aumento de quadros de ansiedade e depressão.

O consumo excessivo de álcool está associado a doenças como cirrose, hepatite alcoólica, hipertensão, câncer e transtornos mentais, além de elevar o risco de acidentes e episódios de violência. O Ministério da Saúde alerta que padrões considerados socialmente comuns, como beber apenas aos fins de semana, podem configurar uso nocivo, capaz de causar prejuízos à saúde e à vida social. Especialistas destacam ainda que fatores como predisposição genética, início precoce do consumo, transtornos mentais preexistentes e contextos de vulnerabilidade social aumentam o risco de dependência, com impactos que podem se estender por toda a vida.

O enfrentamento do alcoolismo envolve prevenção, informação e acesso ao tratamento. O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, com acompanhamento médico, psicológico e apoio às famílias. Grupos de ajuda mútua, como os Alcoólicos Anônimos, também exercem papel fundamental na recuperação. Especialistas reforçam que adiar o primeiro contato com o álcool, especialmente na adolescência, reduz significativamente o risco de dependência, além de destacar a importância de buscar ajuda profissional ao identificar sinais de uso problemático.

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