janeiro 2026

Meio Ambiente

RN tem 172 espécies de animais ameaçadas de extinção, aponta Idema

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Lista oficial do Idema reúne espécies ameaçadas da fauna terrestre, aquática, costeira e marinha do RN – Foto: Jorge Dantas

O Rio Grande do Norte possui 172 espécies de animais ameaçadas de extinção, conforme a primeira lista oficial elaborada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), publicada na edição desta quarta-feira 28 do Diário Oficial do Estado (DOE).

Segundo o Idema, as espécies listadas integram a fauna silvestre nativa, residente ou migratória, que ocorre naturalmente no estado. O levantamento abrange ambientes terrestres, aquáticos continentais, costeiros e marinhos, incluindo o mar territorial e a zona costeira adjacente. As espécies avaliadas foram classificadas nas categorias Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU), com critérios compatíveis aos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ajustados às condições ecológicas, territoriais e socioambientais do Rio Grande do Norte.

Entre os animais marinhos classificados como Criticamente em Perigo estão o peixe-serra (Pristis pectinata), tubarão-martelo (Sphyrna lewini), mero (Epinephelus itajara), tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e peixe-boi-marinho (Trichechus manatus).

Na fauna terrestre e continental, constam espécies como ararajuba (Primolius maracana), gavião-de-pescoço-curto (Leptodon forbesi), jacucaca (Penelope jacucaca), ema (Rhea americana) e perereca-da-caatinga (Pseudopaludicola jaredi).

A lista completa está disponível no site do Idema.

De acordo com o órgão, o documento será atualizado periodicamente, a cada quatro anos, ou sempre que novos dados científicos indicarem a necessidade de revisão. A portaria publicada no DOE também estabelece diretrizes para proteção, conservação, manejo e recuperação da fauna silvestre, com objetivos de subsidiar o licenciamento ambiental, apoiar ações de fiscalização e controle, fomentar pesquisas científicas, fortalecer a educação ambiental e embasar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade. As espécies enquadradas nas categorias de ameaça passam a ser consideradas prioritárias para ações de conservação no estado.

O texto prevê restrições à captura, perseguição, transporte, comercialização e destruição de habitats, exceto nos casos autorizados pelo órgão ambiental competente, como pesquisas científicas, ações de manejo, programas de reprodução e atividades de educação ambiental. “Estamos falando de 172 espécies da nossa fauna, que vivem em ambientes terrestres, aquáticos, costeiros e marinhos, e que agora passam a ter prioridade nas ações de proteção, no licenciamento ambiental, na fiscalização e nas políticas públicas do Estado”, explicou o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt.

Para a elaboração da lista, o Idema contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), entre outras instituições. Foram avaliados grupos como insetos, incluindo libélulas e borboletas; peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos; crustáceos; anfíbios; répteis, incluindo tartarugas marinhas; aves; e mamíferos marinhos. A análise considerou a distribuição geográfica das espécies, o estado de conservação, as ameaças existentes e a disponibilidade de informações técnicas específicas para o estado.

“Para quem trabalha com pesquisa, é o primeiro passo para definirmos outras ações. Ter essa catalogação é importante para subsidiar tomadas de decisão, ampliar o conhecimento acadêmico sobre conservação e biodiversidade e apoiar pesquisadores em vários campos de atuação”, falou o coordenador de Fauna do Idema, Marcelo da Silva.

Segundo o Idema, a lista passa a ser obrigatoriamente considerada nos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelo órgão. A identificação de espécies ameaçadas em áreas de empreendimentos pode resultar na exigência de estudos ambientais específicos, adoção de medidas para reduzir ou compensar impactos, imposição de condições ou no indeferimento do pedido.

A coordenação da coleta de dados contou com Eliza Maria Xavier Freire (UFRN), responsável por répteis; Flávio José de Lima Silva (UERN), por mamíferos aquáticos; Fúlvio Aurélio de Morais Freire (UFRN), por crustáceos; Jorge Bañuelos Irusta (Irusta Consultoria), por libélulas; Larissa Nascimento dos Santos (UFRN), por borboletas; Liana de Figueiredo Mendes (UFRN), por peixes marinhos; Mauro Pichorim (UFRN), por aves; Milena Wachlevski Machado (UFERSA), por anfíbios; Sérgio Maia Queiroz Lima (UFRN), por peixes de água doce e estuarinos; e Simone Almeida Gavilan (UFRN), por tartarugas marinhas.

Texto: AgoraRN

Economia

Brasil atinge menor nível de desemprego em anos, aponta pesquisa

O Brasil alcançou a menor taxa de desemprego dos últimos anos, impulsionado pela recuperação consistente da indústria, do comércio e do setor de serviços. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indicam que a melhora no mercado de trabalho reflete o aumento da atividade econômica e a ampliação das oportunidades formais e informais em diferentes regiões do país. O resultado consolida uma trajetória de queda observada desde o período pós-pandemia, com impacto direto na renda das famílias.

Segundo o IBGE, o avanço do emprego foi acompanhado pela expansão da população ocupada e pela redução do contingente de brasileiros em busca de trabalho. Setores como serviços, que concentram grande parte da força de trabalho nacional, lideraram a geração de vagas, enquanto a indústria manteve crescimento gradual e o comércio se beneficiou do aumento do consumo. O cenário reforça a importância da estabilidade econômica e de políticas de estímulo ao emprego para a manutenção dos indicadores positivos ao longo dos próximos meses.

Gestão Pública

Cultura e turismo impulsionam economia e identidade de Macaíba em 2025

O ano de 2025 consolidou-se como um período de forte valorização da cultura e do turismo em Macaíba, com impacto direto na economia local e na preservação da identidade do município. A cidade registrou recorde de visitações no Museu Solar Ferreiro Torto, que recebeu cerca de 12 mil pessoas ao longo do ano, impulsionado por ações de turismo pedagógico e pela ampliação do calendário cultural. Dados da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo apontam que grandes eventos e novas iniciativas ajudaram a atrair público local e visitantes de outras regiões, fortalecendo o setor de serviços e o comércio.

A gestão municipal retomou e estruturou um calendário anual de eventos culturais e recreativos que estava enfraquecido há mais de duas décadas. A programação passou a contemplar manifestações tradicionais como Carnaval, Paixão de Cristo, São João, Semana da Consciência Negra, Aniversário da Cidade e festejos natalinos, além de novidades que ampliaram a diversidade cultural. O I Festival Gastronômico de Macaíba, lançado durante as comemorações da emancipação política, destacou sabores regionais, promoveu oficinas culinárias e apresentações culturais, alcançando grande adesão popular e reconhecimento do setor empresarial.

Outras iniciativas inéditas, como o I Festival de Bandas Marciais e Fanfarras e a primeira corrida de jegue realizada em parceria com o Parque Otaviano Pessoa, também obtiveram ampla participação do público. No fomento direto à produção cultural, a Prefeitura investiu aproximadamente R$ 1 milhão por meio de editais viabilizados pela Política Nacional Aldir Blanc e pela Lei Paulo Gustavo, conforme diretrizes do Ministério da Cultura. Os recursos beneficiaram artistas de áreas como música, dança, teatro e artesanato, além de manifestações tradicionais como Boi de Reis, Maculelê e Pau Furado, reforçando o papel da cultura como vetor de inclusão, lazer e desenvolvimento econômico.

Com informações e foto da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Macaíba.

Homenagem

37 anos depois, Carlos Alexandre permanece vivo na memória da música popular

No dia 30 de janeiro, completam-se 37 anos da morte de Carlos Alexandre, um dos cantores e compositores potiguares de maior projeção nacional na música popular romântica. Nascido em Nova Cruz, no Rio Grande do Norte, o artista iniciou a carreira ainda jovem, quando usava o nome artístico de Pedrinho, e teve a primeira música gravada em 1975. A mudança para São Paulo marcou o início de sua consolidação profissional, com a assinatura de contrato com a gravadora RGE e o lançamento de sucessos que rapidamente conquistaram o público em todo o país.

O reconhecimento veio de forma expressiva a partir de 1978, com o compacto que ultrapassou 100 mil cópias vendidas e abriu caminho para o LP Feiticeira, que alcançou cerca de 250 mil unidades comercializadas e ganhou edição em espanhol. Ao adotar o nome artístico Carlos Alexandre, em homenagem ao padrinho, o cantor consolidou uma identidade que se tornaria símbolo da música romântica popular. Ao longo de 11 anos de carreira, lançou 14 álbuns, três compactos, teve mais de 200 músicas gravadas e recebeu 15 discos de ouro, além de um de platina, segundo registros da indústria fonográfica brasileira.

Autor de canções marcantes como Feiticeira, A Ciganinha, Índia e Cartão Postal, Carlos Alexandre teve obras regravadas por nomes como Genival Lacerda, Gilliard, Barros de Alencar e Falcão, além de inspirar novas gerações de artistas. Em 2005, sua contribuição à cultura musical foi celebrada no projeto Tributo a Carlos Alexandre, realizado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, reunindo intérpretes de diferentes estilos e reafirmando a atualidade de sua obra. Pesquisadores da música popular destacam que suas composições retratavam o cotidiano, os afetos e os conflitos amorosos com linguagem direta e sensível, o que explica sua permanência no imaginário coletivo.

Carlos Alexandre morreu em 30 de janeiro de 1989, aos 31 anos, em um acidente de carro na estrada RN-093, quando retornava de um show em Pernambuco. O sepultamento, realizado no dia seguinte em Natal, reuniu uma multidão de fãs e marcou de forma definitiva a história cultural do Rio Grande do Norte. A data reforça a relevância de seu legado para a música brasileira e também lembra que, em 30 de janeiro, celebram-se o Dia Nacional das HQs, o Dia do Padrinho, o Dia Mundial da Não Violência e Cultura de Paz e o Dia da Saudade.

Gestão Pública

Macaíba: termina nesta sexta (30/01) prazo para quitar IPTU com 20% de desconto

O prazo para a quitação do IPTU 2026 de Macaíba com 20% desconto na cota única termina nesta sexta-feira (30/01). Quem optar pelo pagamento parcelado pode obter desconto de 10% para pagamento até a data do vencimento de cada parcela. Segundo a Secretaria Municipal de Tributação, não haverá nova prorrogação de prazo.

Contribuintes com débitos anteriores têm direito a redução de até 5%. Todas as regras, prazos e condições de pagamento estão contidos e detalhados no Decreto nº 2.251, publicado no Diário Oficial Eletrônico do Município nº 1818 em 31 de outubro de 2025.

O boleto pode ser emitido no site da Prefeitura, clicando no Portal do Contribuinte (à direita), rolando a página até o menu “IPTU” e clicando em “DAM/Boleto IPTU 2026”, ou presencialmente na Secretaria de Tributação, situada à Rua da Conceição, em frente à igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição. Excepcionalmente nesta sexta, o expediente será estendido até às 17h.

Pagando o IPTU em dia, o cidadão contribui para a ampliação e manutenção de serviços públicos de sua cidade, como o funcionamento de unidades de saúde, de creches e de escolas municipais, reformas de quadras, criação de espaços de lazer, pavimentação e recapeamento de ruas e construção de diversas outras obras que contribuirão para o bem-estar e a qualidade de vida da população.

Imagem: Guilherme dos Anjos

Cultura

Banda Mel retorna à Natal nesta sexta (30) trazendo o mais puro samba-reggae

Natal entra no clima do Carnaval a partir desta sexta-feira, dia 30, com a segunda edição do Axé Natal, que segue até domingo, dia 1º de fevereiro, na Praça Cívica, em Petrópolis. A cidade recebe uma grande celebração dos 40 anos do axé music, reunindo nomes que marcaram época e prometem arrastar uma multidão de foliões em três dias de festa, cores e nostalgia.

Entre as atrações, um destaque especial para a Banda Mel, considerada por muitos como a participação mais aguardada do evento. O grupo encerra a primeira noite e retorna a Natal trazendo a batida mais autêntica do samba-reggae, reforçando o espírito original do axé. Ao lado de nomes como É o Tchan, Sergynho Pimenta, Chiclete com Banana, Ricardo Chaves, Netinho, Carla Visi, Olodum e Gilmelândia, a Banda Mel reafirma seu lugar de protagonismo na história do gênero.

Os foliões poderão reviver a energia dos antigos carnavais com blocos tradicionais como A Barca, Bicho, Bikoka e Caju, além do retorno do Chiclete com Banana à capital potiguar após 13 anos, agora comandando o bloco Voa Voa. O domingo será dedicado também ao público infantil, com o Bloco Xameguinho, mantendo o caráter familiar e democrático da festa.

De volta aos palcos desde 2024, a Banda Mel é comandada por Marcia Short e Robson Morais, representantes da formação mais longeva do grupo. Celebrando 40 anos de trajetória, a banda aposta em sucessos que moram na memória afetiva do público, como Prefixo de Verão, Baianidade Nagô e Crença e Fé, sem deixar de apresentar novas canções fiéis às raízes da música baiana. A proposta é clara: reviver a força do axé clássico, com percussão marcante, emoção e a energia que fez do samba-reggae um som reconhecido no Brasil e no mundo.

Educação

Alfabetização infantil avança na educação básica após reforço de políticas públicas

A educação básica ofertada pela Prefeitura de Macaíba é destaque em nível de RN

A educação básica brasileira apresentou melhora nos índices de alfabetização infantil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Resultados recentes do Sistema de Avaliação da Educação Básica indicam avanço no desempenho de crianças nos primeiros anos do ensino fundamental, especialmente em leitura e escrita, sinalizando a recuperação de aprendizagens comprometidas em períodos anteriores. O progresso é associado à retomada de políticas estruturadas e ao fortalecimento de ações voltadas à alfabetização na idade adequada.

De acordo com o MEC, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada teve papel central nesse cenário ao promover investimentos em formação continuada de professores, distribuição de materiais didáticos atualizados e apoio técnico a estados e municípios. O acompanhamento sistemático das redes de ensino e o uso de avaliações diagnósticas também contribuíram para orientar intervenções pedagógicas mais eficazes. Especialistas em educação destacam que, embora os resultados sejam positivos, a manutenção do avanço depende da continuidade dos investimentos e da redução das desigualdades regionais no acesso à educação de qualidade.

Desenvolvimento Econômico

Desassoreamento do Rio Jundiaí marca avanço histórico no combate às enchentes em Macaíba

Um ano após a assinatura da ordem de serviço, o desassoreamento do Rio Jundiaí consolidou-se como uma das obras mais relevantes da história recente de Macaíba, na Região Metropolitana de Natal. Iniciada em janeiro de 2025, a intervenção foi planejada com base em estudos técnicos, licença ambiental regular e investimento de R$ 2,8 milhões, viabilizados por emenda parlamentar. A ação atende a uma demanda antiga da população e integra a agenda de prevenção a desastres naturais, alinhada às diretrizes de gestão de recursos hídricos adotadas por órgãos oficiais no Brasil.

Com aproximadamente dois quilômetros de extensão, o trabalho contemplou o trecho entre a BR-304 e o cais da área central, região historicamente afetada por alagamentos. Segundo dados técnicos do projeto, cerca de 15 mil metros cúbicos de sedimentos foram retirados, incluindo areia, lama e resíduos sólidos, além da dragagem para aprofundamento do leito. As etapas envolveram limpeza das margens, remoção de vegetação não nativa e ampliação da capacidade de vazão, o que já reflete em maior segurança para moradores e comerciantes, especialmente durante o período chuvoso monitorado por instituições oficiais de meteorologia.

Executada pela Prefeitura de Macaíba, a obra avançou para a terceira e última fase em maio de 2025 e é considerada um marco para a infraestrutura urbana e o meio ambiente local. Como complemento, estão em andamento estudos de micro e macrodrenagem na região central, estratégia recomendada por especialistas e alinhada às práticas adotadas em cidades brasileiras com histórico de enchentes. A expectativa é que as ações integradas reduzam de forma permanente os impactos das cheias, promovendo qualidade de vida e desenvolvimento urbano sustentável no município.

Foto: Secom – PMM

Comportamento

“No carnaval todo mundo quer ser o que é…”

Senta que lá vem mais uma polêmica de Carnaval…

A edição de 26 de janeiro do jornal O Globo trouxe à tona um novo capítulo da disputa cultural e política em torno da festa mais popular do país. A reportagem Santa Folia, assinada pelo competente jornalista Yago Godoy, mostra como avançam propostas de leis que pretendem coibir o que chamam de cristofobia, com destaque para Salvador, onde um projeto aprovado na Câmara Municipal prevê multas a blocos e foliões que, segundo o texto, hostilizarem símbolos da fé cristã durante a folia.

O debate não surge no vazio. Nos últimos anos, o Carnaval passou a ser constantemente tensionado por críticas a fantasias consideradas ofensivas, como as de indígenas, profissionais da saúde ou personagens associados a estereótipos raciais e culturais. O argumento central desses movimentos é conhecido: determinadas representações transformam identidades, profissões e símbolos sagrados em caricatura, reforçando preconceitos históricos. Se esse entendimento vale para indígenas, negros, enfermeiras ou religiões de matriz africana, há quem defenda que o mesmo critério deveria se aplicar a símbolos cristãos. Para alguns, trata-se apenas de coerência, o famoso pau que dá em Chico também deve dar em Francisco.

É nesse contexto que se insere o Programa de Combate à Cristofobia aprovado em Salvador. A proposta proíbe ofensas a símbolos cristãos e o uso de fantasias de freiras com conotação sexual, estabelecendo multas que podem chegar a R$ 4,5 mil, com agravamento em caso de reincidência. Os autores afirmam que não se trata de censura, mas de garantir respeito e paridade entre crenças. Já especialistas do direito alertam para os riscos da subjetividade da lei, para a insegurança jurídica e para um possível choque com o princípio da laicidade do Estado, além de lembrarem que o Brasil já dispõe de normas gerais contra a intolerância religiosa.

Por trás da discussão jurídica e cultural, há também uma leitura política difícil de ignorar. Analistas e pesquisadores apontam que esse tipo de pauta mobiliza emoções, engaja bases eleitorais e cria pânicos morais que rendem visibilidade e votos. Os dados do próprio IBGE mostram que a maioria da população de Salvador é cristã, o que enfraquece a ideia de perseguição estrutural, enquanto estatísticas indicam que os maiores alvos de intolerância seguem sendo as religiões de matriz africana. No fim das contas, o Carnaval volta a ser palco de um embate maior sobre liberdade, respeito e os limites entre celebração, crítica e instrumentalização política da fé.

O título desta postagem é verso do saudoso e brilhante poeta Moraes Moreira.

Foto: Reprodução O Globo

 

Saúde

SUS acelera cirurgias eletivas e reduz filas históricas em todo o país

O Sistema Único de Saúde ampliou de forma significativa a oferta de cirurgias eletivas em todo o Brasil, resultando na redução de filas que se acumulavam há anos e no atendimento mais rápido a milhares de pacientes. De acordo com balanços do Programa Nacional de Redução das Filas, divulgados pelo Ministério da Saúde em 2024 e 2025, houve crescimento expressivo no número de procedimentos realizados, com prioridade para especialidades de maior demanda, como ortopedia, oftalmologia e cirurgia geral. A iniciativa permitiu recuperar parte da capacidade assistencial impactada pela pandemia e reorganizar o fluxo de atendimentos na rede pública.

Segundo o Ministério da Saúde, o avanço foi possível graças ao aumento do financiamento federal, à ampliação de parcerias com estados e municípios e ao melhor aproveitamento da estrutura hospitalar já existente. A pasta destaca que a estratégia também incluiu mutirões, contratos temporários e monitoramento permanente das filas, garantindo maior transparência e eficiência na gestão. Especialistas em saúde pública avaliam que a continuidade do programa é essencial para manter a redução do tempo de espera e assegurar o acesso oportuno da população a procedimentos cirúrgicos essenciais.

Meio Ambiente

Brasil comemora redução histórica do desmatamento na Amazônia

Parque Nacional do Viruá

O Brasil registrou queda consistente no desmatamento da Amazônia pelo segundo ano consecutivo, conforme dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Informações consolidadas dos sistemas PRODES e DETER indicam que, em 2023, a área desmatada apresentou redução superior a 20% em relação ao período anterior, interrompendo uma sequência de altas observada nos anos anteriores. Em 2024, os alertas de desmatamento mantiveram a trajetória de recuo, com nova diminuição significativa, reforçando a tendência de controle da perda de vegetação nativa na maior floresta tropical do mundo.

Segundo o INPE, os resultados refletem a combinação de políticas públicas de preservação ambiental, intensificação da fiscalização, retomada do monitoramento em tempo real e atuação integrada entre órgãos federais e estaduais. Especialistas apontam que o uso contínuo de imagens de satélite de alta resolução tem permitido respostas mais rápidas às infrações ambientais, além de maior transparência dos dados. Apesar do avanço, o instituto ressalta que o desafio permanece, já que a manutenção da queda depende da continuidade das ações de combate ao desmatamento ilegal e do fortalecimento de estratégias de desenvolvimento sustentável na região amazônica.

Foto: GovBR

Meio Ambiente

26 de janeiro reforça educação ambiental como eixo do desenvolvimento sustentável

Foto: GovBR

O Dia Mundial da Educação Ambiental, celebrado neste 26 de janeiro, destaca a importância da conscientização e da formação de cidadãos comprometidos com a preservação do meio ambiente e com o uso responsável dos recursos naturais. A data mobiliza governos, instituições de ensino e a sociedade civil em torno de debates sobre mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e sustentabilidade. No Brasil, o tema ganha relevância diante de dados oficiais que apontam a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à proteção ambiental, como indicam levantamentos do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre desmatamento, poluição e uso do solo.

A educação ambiental é reconhecida como um processo contínuo de aprendizado que promove consciência, conhecimento e atitudes voltadas à proteção dos ecossistemas. Diretrizes do Ministério da Educação ressaltam que a abordagem deve estimular a compreensão da interdependência entre sociedade e natureza, incentivando práticas como redução do consumo, reciclagem e uso consciente da água e da energia. Essas ações contribuem para o enfrentamento de problemas estruturais, como degradação do solo e perda de recursos naturais, além de fortalecer a participação social na construção de soluções sustentáveis.

No Brasil, além da data internacional, o calendário oficial também inclui o Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado em 3 de junho, o que reforça o compromisso do país com o tema. Especialistas avaliam que a consolidação de uma cultura ambiental depende da integração entre educação, políticas públicas e desenvolvimento econômico responsável. O dia 26 de janeiro, portanto, representa um chamado coletivo para refletir e agir em favor de um futuro mais equilibrado. Na mesma data, também são celebrados o Dia de São Timóteo e o Dia de combate e prevenção à hanseníase.

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