A Prefeitura de Macaíba realizou a primeira reunião com os catadores de materiais recicláveis para discutir a criação de uma associação da categoria. Durante o encontro, Delano Dantas, representante do SEBRAE, apresentou orientações sobre os passos necessários para a formalização da entidade e destacou as vantagens da organização coletiva, com a ampliação de oportunidades para os trabalhadores .
“O SEBRAE está aqui em Macaíba trazendo o Projeto Catadores, que já foi executado no ano passado em 45 municípios, com resultados muito positivos, e por isso está sendo repetido este ano. Macaíba está entre os novos participantes. Nós procuramos a Prefeitura e firmamos um termo de compromisso, estabelecendo alguns requisitos e responsabilidades que o município deve cumprir. A primeira tarefa foi identificar e reunir os catadores, porque não existe uma associação formalizada no município. O projeto tem como base três pilares: a gestão pública, a associação de catadores e a comunidade”, destacou Delano Dantas, representante do SEBRAE.
A Prefeitura, por meio da representação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), reforçou o compromisso com o projeto . “Macaíba foi contemplada com o parque de transformação de resíduos sólidos, sendo a única cidade do Rio Grande do Norte beneficiada com esse projeto. Nesse espaço será implementada uma estrutura para a triagem dos resíduos. Além disso, o município vai disponibilizar aos catadores um galpão com toda a estrutura necessária, incluindo vestiário, cozinha, copo e escritório para a organização das atividades. Além de preservar o meio ambiente, haverá redução nos gastos públicos com a destinação final do lixo” ressaltou Hector Hugo, secretário adjunto da Semurb
O encontro encerrou com orientações sobre os próximos passos para a formalização da associação, fortalecendo o diálogo entre os catadores e os órgãos parceiros na busca por mais reconhecimentos e oportunidade para categoria.
A Semana do Meio Ambiente 2026 segue movimentando Macaíba com uma série de ações educativas, ambientais e de conscientização que se estendem até o próximo sábado (13). A programação foi aberta na última segunda-feira (8) com um mutirão ambiental realizado na Praça da Margarida, na Rua General Aluízio Moura, conhecida como Ladeira do 35. A atividade reuniu estudantes da rede municipal de ensino, educadores ambientais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e integrantes do Grupo de Escoteiros Augusto Severo, que promoveram orientações sobre preservação ambiental e realizaram o plantio de mudas de árvores nativas.
Durante a ação de abertura, os participantes também visitaram árvores plantadas em atividades anteriores para acompanhar seu desenvolvimento. O momento contou com a presença do diretor do Grupo de Escoteiros Augusto Severo, Genildo Genuíno, que destacou a parceria mantida há mais de quatro anos com a Semurb em projetos voltados à educação ambiental. Segundo ele, iniciativas como essa fortalecem a conscientização da população e contribuem para uma cidade mais limpa, saudável e comprometida com a preservação dos recursos naturais.
Ao longo desta semana, a programação continuará com diversas atividades voltadas à comunidade escolar e à população em geral. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Billy Jean Mangabeira, estão previstas ações em escolas municipais, trilha ecológica no Solar Ferreiro Torto, concursos de desenho e redação, além de mobilizações em espaços públicos, como praças e a feira livre. O objetivo é ampliar a participação popular e reforçar a importância da preservação ambiental como compromisso coletivo para o futuro de Macaíba.
Uma prática que se tornou comum em muitos bairros de Natal acaba de entrar na mira da legislação municipal. A Prefeitura sancionou a Lei nº 8.123/2026, que proíbe a instalação de qualquer material publicitário em postes de iluminação pública da capital. A medida vale para cartazes, faixas, banners, placas, adesivos, painéis e até dispositivos eletrônicos ou luminosos utilizados para divulgação comercial ou promocional. Quem descumprir a regra estará sujeito a multa de R$ 1.500 por peça instalada irregularmente, com valor dobrado em caso de reincidência.
A nova legislação chega em um momento em que o debate sobre poluição visual urbana ganha força em diversas cidades brasileiras. Além do impacto estético, especialistas apontam que a publicidade clandestina pode comprometer a segurança viária ao dificultar a visualização de placas de trânsito, semáforos e sinalizações importantes. Também gera custos para o poder público, que precisa mobilizar equipes para remoção constante do material. Modelos semelhantes já foram adotados em outras cidades inspiradas em iniciativas de ordenamento urbano, como a política conhecida nacionalmente como Cidade Limpa, voltada à preservação da paisagem urbana e à melhoria da qualidade dos espaços públicos.
A fiscalização ficará sob responsabilidade do órgão municipal competente, que poderá atuar tanto por iniciativa própria quanto a partir de denúncias feitas pela população. Além da multa, a lei determina a retirada imediata do material irregular, com possibilidade de aplicação de sanções adicionais em caso de descumprimento. Em uma cidade que busca equilibrar crescimento econômico, mobilidade e organização urbana, a nova norma sinaliza uma mudança de postura em relação à ocupação dos espaços públicos e reforça a discussão sobre o direito coletivo a uma cidade visualmente mais limpa, segura e organizada.
Enquanto o debate ambiental costuma aparecer apenas em períodos de tragédia, queimadas ou enchentes, um dado histórico passou quase despercebido neste 27 de maio, Dia Nacional da Mata Atlântica. Pela primeira vez em quatro décadas de monitoramento da SOS Mata Atlântica e do Inpe, o bioma registrou o menor índice de desmatamento desde 1985. Foram 8.668 hectares devastados em 2025, uma redução de 40% em relação ao ano anterior. O número representa mais do que estatística ambiental. A Mata Atlântica é o bioma onde vivem sete em cada dez brasileiros e influencia diretamente o abastecimento de água, o clima, a agricultura, a qualidade do ar e até o risco de enchentes nas grandes cidades.
O que começa a mudar no país é a percepção econômica sobre a floresta em pé. A restauração da Mata Atlântica deixou de ser vista apenas como pauta ambiental e passou a movimentar negócios ligados à bioeconomia, crédito de carbono e produção sustentável. No sul da Bahia, por exemplo, já ocorreu a primeira comercialização privada de créditos de carbono gerados a partir da recuperação da vegetação nativa. Sistemas agroflorestais que misturam cacau, café e espécies nativas vêm aumentando renda de produtores rurais e reduzindo custos agrícolas com ajuda natural da biodiversidade. Segundo o Observatório da Restauração, a Mata Atlântica concentra hoje 64% de toda a área em recuperação monitorada no Brasil. O BNDES também anunciou investimento de R$ 24,9 milhões em pesquisas voltadas à silvicultura de espécies nativas nos próximos cinco anos.
Mas o avanço ainda convive com uma fragilidade silenciosa. Dados do MapBiomas mostram que a Mata Atlântica recupera, em média, 155 mil hectares de florestas jovens por ano, porém parte relevante dessa regeneração volta a desaparecer pouco tempo depois. Nos últimos dez anos, mais de 2 milhões de hectares regeneraram naturalmente, mas cerca de 30% foram novamente perdidos, segundo estudo do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica. Especialistas alertam que propostas de flexibilização das leis ambientais seguem avançando no Congresso e podem inverter a trajetória de queda do desmatamento. Em um dos biomas mais destruídos do planeta, cada árvore preservada deixou de ser apenas símbolo ecológico e passou a representar segurança hídrica, estabilidade climática e sobrevivência econômica para milhões de brasileiros.
As recentes chuvas que atingiram diversas regiões do Rio Grande do Norte voltaram a encher os reservatórios e trouxeram alívio imediato para milhares de potiguares, mas também reacenderam um debate antigo sobre gestão da água no estado. Dados atualizados do Instituto de Gestão das Águas do RN indicam crescimento significativo no volume de açudes estratégicos, com destaque para regiões do Seridó e Alto Oeste, onde a seca vinha impactando diretamente o abastecimento.
De acordo com boletins oficiais, alguns reservatórios ultrapassaram níveis críticos registrados nos últimos anos, o que reduz o risco de colapso no curto prazo. No entanto, especialistas alertam que o cenário ainda exige planejamento rigoroso, principalmente diante da irregularidade histórica das chuvas no semiárido. A recuperação dos mananciais também expõe gargalos estruturais, como perdas na distribuição e necessidade de modernização de sistemas de captação e armazenamento.
O momento, embora positivo, levanta uma questão central para o futuro do estado: como transformar períodos de abundância em segurança hídrica permanente. Para o cidadão, isso impacta diretamente no preço da água, na produção agrícola e até na estabilidade econômica de cidades inteiras. O tema volta ao centro das discussões e tende a ganhar força nas redes, especialmente diante de um histórico marcado por extremos climáticos.
O tombamento do baobá centenário de Jundiaí, em Macaíba, fala muito mais sobre nós do que sobre o peso do tempo que se acumulou em sua estrutura. Aquele gigante vivo atravessou o que nem imaginamos e o que muitos não respeitam; resistiu às intempéries e permaneceu de pé como testemunha silenciosa de quase todas as páginas gloriosas escritas por esta terra. Viu Macaíba se afirmar como território de resistência, acolher e fortalecer os quilombolas que construíram pelo seu norte, em solo fértil de história e dignidade, a maior comunidade quilombola do Rio Grande do Norte. O baobá não era apenas uma árvore antiga, era memória viva, era raiz exposta, era identidade.
O Baobá de Jundiaí era de cada macaibense e de cada potiguar. Mesmo implorando ajuda, mesmo lutando para permanecer de pé, seguia cumprindo sua missão de contar a nossa história sem palavras. Estava ali como a última grande testemunha viva de dias de glória, de vitórias e também de infindáveis desafios. Em sua presença imponente e generosa, lembrava diariamente que Macaíba é um dos berços mais importantes para a cultura e Historia do Estado.
A dor de vê-lo tombar, pouco depois de outro baobá igualmente simbólico ter tido o mesmo destino, talvez não alcance a sensibilidade de muitos que não conseguiram enxergar naquele verdadeiro totem um pedido de socorro claro e persistente. Um pedido de socorro pelo resgate das nossas raízes, pela preservação dos símbolos que nos formam, das matrizes que nos sustentam e da cultura que nos dá sentido enquanto povo. Para alguns, em um domingo aparentemente bucólico, tudo isso pode ter passado despercebido.
Mas para quem compreende a gravidade do que aconteceu, Macaíba viveu um de seus dias mais tristes. Perder o Baobá de Jundiaí é encerrar com páginas dolorosas um enredo profundamente glorioso. É silenciar, de forma irreversível, uma testemunha imponente e generosa que acompanhou gerações inteiras. O imaginário coletivo de Macaíba está de luto. E essa perda, irreparável, ficará marcada como uma ferida aberta na memória da cidade. Lamentável.
A foto desta postagem é do Instagram da vereadora Clarissa Matias, que militou muito pela preservação do Baobá de Jundiaí.
Lista oficial do Idema reúne espécies ameaçadas da fauna terrestre, aquática, costeira e marinha do RN – Foto: Jorge Dantas
O Rio Grande do Norte possui 172 espécies de animais ameaçadas de extinção, conforme a primeira lista oficial elaborada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), publicada na edição desta quarta-feira 28 do Diário Oficial do Estado (DOE).
Segundo o Idema, as espécies listadas integram a fauna silvestre nativa, residente ou migratória, que ocorre naturalmente no estado. O levantamento abrange ambientes terrestres, aquáticos continentais, costeiros e marinhos, incluindo o mar territorial e a zona costeira adjacente. As espécies avaliadas foram classificadas nas categorias Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU), com critérios compatíveis aos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ajustados às condições ecológicas, territoriais e socioambientais do Rio Grande do Norte.
Entre os animais marinhos classificados como Criticamente em Perigo estão o peixe-serra (Pristis pectinata), tubarão-martelo (Sphyrna lewini), mero (Epinephelus itajara), tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e peixe-boi-marinho (Trichechus manatus).
Na fauna terrestre e continental, constam espécies como ararajuba (Primolius maracana), gavião-de-pescoço-curto (Leptodon forbesi), jacucaca (Penelope jacucaca), ema (Rhea americana) e perereca-da-caatinga (Pseudopaludicola jaredi).
A lista completa está disponível no site do Idema.
De acordo com o órgão, o documento será atualizado periodicamente, a cada quatro anos, ou sempre que novos dados científicos indicarem a necessidade de revisão. A portaria publicada no DOE também estabelece diretrizes para proteção, conservação, manejo e recuperação da fauna silvestre, com objetivos de subsidiar o licenciamento ambiental, apoiar ações de fiscalização e controle, fomentar pesquisas científicas, fortalecer a educação ambiental e embasar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade. As espécies enquadradas nas categorias de ameaça passam a ser consideradas prioritárias para ações de conservação no estado.
O texto prevê restrições à captura, perseguição, transporte, comercialização e destruição de habitats, exceto nos casos autorizados pelo órgão ambiental competente, como pesquisas científicas, ações de manejo, programas de reprodução e atividades de educação ambiental. “Estamos falando de 172 espécies da nossa fauna, que vivem em ambientes terrestres, aquáticos, costeiros e marinhos, e que agora passam a ter prioridade nas ações de proteção, no licenciamento ambiental, na fiscalização e nas políticas públicas do Estado”, explicou o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt.
Para a elaboração da lista, o Idema contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), entre outras instituições. Foram avaliados grupos como insetos, incluindo libélulas e borboletas; peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos; crustáceos; anfíbios; répteis, incluindo tartarugas marinhas; aves; e mamíferos marinhos. A análise considerou a distribuição geográfica das espécies, o estado de conservação, as ameaças existentes e a disponibilidade de informações técnicas específicas para o estado.
“Para quem trabalha com pesquisa, é o primeiro passo para definirmos outras ações. Ter essa catalogação é importante para subsidiar tomadas de decisão, ampliar o conhecimento acadêmico sobre conservação e biodiversidade e apoiar pesquisadores em vários campos de atuação”, falou o coordenador de Fauna do Idema, Marcelo da Silva.
Segundo o Idema, a lista passa a ser obrigatoriamente considerada nos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelo órgão. A identificação de espécies ameaçadas em áreas de empreendimentos pode resultar na exigência de estudos ambientais específicos, adoção de medidas para reduzir ou compensar impactos, imposição de condições ou no indeferimento do pedido.
A coordenação da coleta de dados contou com Eliza Maria Xavier Freire (UFRN), responsável por répteis; Flávio José de Lima Silva (UERN), por mamíferos aquáticos; Fúlvio Aurélio de Morais Freire (UFRN), por crustáceos; Jorge Bañuelos Irusta (Irusta Consultoria), por libélulas; Larissa Nascimento dos Santos (UFRN), por borboletas; Liana de Figueiredo Mendes (UFRN), por peixes marinhos; Mauro Pichorim (UFRN), por aves; Milena Wachlevski Machado (UFERSA), por anfíbios; Sérgio Maia Queiroz Lima (UFRN), por peixes de água doce e estuarinos; e Simone Almeida Gavilan (UFRN), por tartarugas marinhas.
O Brasil registrou queda consistente no desmatamento da Amazônia pelo segundo ano consecutivo, conforme dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Informações consolidadas dos sistemas PRODES e DETER indicam que, em 2023, a área desmatada apresentou redução superior a 20% em relação ao período anterior, interrompendo uma sequência de altas observada nos anos anteriores. Em 2024, os alertas de desmatamento mantiveram a trajetória de recuo, com nova diminuição significativa, reforçando a tendência de controle da perda de vegetação nativa na maior floresta tropical do mundo.
Segundo o INPE, os resultados refletem a combinação de políticas públicas de preservação ambiental, intensificação da fiscalização, retomada do monitoramento em tempo real e atuação integrada entre órgãos federais e estaduais. Especialistas apontam que o uso contínuo de imagens de satélite de alta resolução tem permitido respostas mais rápidas às infrações ambientais, além de maior transparência dos dados. Apesar do avanço, o instituto ressalta que o desafio permanece, já que a manutenção da queda depende da continuidade das ações de combate ao desmatamento ilegal e do fortalecimento de estratégias de desenvolvimento sustentável na região amazônica.
O Dia Mundial da Educação Ambiental, celebrado neste 26 de janeiro, destaca a importância da conscientização e da formação de cidadãos comprometidos com a preservação do meio ambiente e com o uso responsável dos recursos naturais. A data mobiliza governos, instituições de ensino e a sociedade civil em torno de debates sobre mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e sustentabilidade. No Brasil, o tema ganha relevância diante de dados oficiais que apontam a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à proteção ambiental, como indicam levantamentos do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre desmatamento, poluição e uso do solo.
A educação ambiental é reconhecida como um processo contínuo de aprendizado que promove consciência, conhecimento e atitudes voltadas à proteção dos ecossistemas. Diretrizes do Ministério da Educação ressaltam que a abordagem deve estimular a compreensão da interdependência entre sociedade e natureza, incentivando práticas como redução do consumo, reciclagem e uso consciente da água e da energia. Essas ações contribuem para o enfrentamento de problemas estruturais, como degradação do solo e perda de recursos naturais, além de fortalecer a participação social na construção de soluções sustentáveis.
No Brasil, além da data internacional, o calendário oficial também inclui o Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado em 3 de junho, o que reforça o compromisso do país com o tema. Especialistas avaliam que a consolidação de uma cultura ambiental depende da integração entre educação, políticas públicas e desenvolvimento econômico responsável. O dia 26 de janeiro, portanto, representa um chamado coletivo para refletir e agir em favor de um futuro mais equilibrado. Na mesma data, também são celebrados o Dia de São Timóteo e o Dia de combate e prevenção à hanseníase.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) de Macaíba anunciou esta semana a ampliação de sua capacidade operacional para serviços de limpeza pública, visando melhorar a coleta de lixo domiciliar e resíduos sólidos e prevenir problemas como entupimentos de galerias pluviais e eventuais alagamentos.
Na quarta-feira (21), os serviços foram executados em Campo das Mangueiras, Conjunto Auta de Souza e Vila São José. As próximas localidades atendidas serão Campinas, Lagoa das pedras e Lagoa de Santo Antônio. De acordo com Billy Jean, titular de Semurb, a Secretaria irá intensificar esses serviços e realizar mutirões, coletas seletivas e ações preventivas ao longo de 2026, proporcionando reflexos positivos em todas as regiões do município.
“A Prefeitura de Macaíba, através da Semurb, tem intensificado os trabalhos de limpeza urbana, com a retirada de entulhos e podas, e hoje estamos atendendo três bairros ao mesmo tempo. É o início de um grande mutirão de limpeza, com três máquinas retroescavadeiras e seis caçambas, divididas para três equipes de atuação, deixando um serviço cada vez mais eficaz.”, declarou o secretário da Semurb.
Além disso, com a finalidade de reduzir riscos e danos ocasionados pela próxima temporada de inverno, sobretudo às populações que habitam em áreas potencialmente vulneráveis a alagamentos, a Secretaria Municipal de Infraestrutura de Macaíba tem realizado o trabalho referente à limpeza de bueiros e galerias que recebem as águas das chuvas.
O verão começa oficialmente neste domingo, exatamente às 12h03, marcando a transição para a estação mais quente do ano em um cenário climático distinto dos últimos períodos. De acordo com análises de órgãos oficiais de meteorologia, a nova estação tende a registrar temperaturas acima da média histórica em grande parte do país, enquanto os volumes de chuva devem ficar ligeiramente abaixo do padrão esperado. A combinação favorece dias mais quentes e abafados, com precipitações concentradas e comportamento irregular, característica que deve acompanhar boa parte do verão 2025.
Diferentemente de anos influenciados por El Niño ou La Niña, a estação será marcada por um quadro de neutralidade no Oceano Pacífico. O enfraquecimento definitivo da La Niña, ainda perceptível no fim da primavera, reduz a influência desse oceano sobre o clima brasileiro e abre espaço para o protagonismo de sistemas regionais. Entre eles, ganha destaque a Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul, um extenso sistema atmosférico que atua entre a América do Sul e a África e que, ao se posicionar mais próximo do continente, interfere diretamente na distribuição de calor e umidade.
Na prática, a atuação mais intensa da ASAS tende a limitar a formação de áreas amplas e persistentes de chuva, favorecendo períodos prolongados de tempo seco intercalados por temporais localizados. Esse padrão aumenta a ocorrência de veranicos e, em alguns momentos, pode resultar em ondas de calor, especialmente no Sul e em áreas do Centro-Oeste. A irregularidade das chuvas deve ser mais sentida no Norte e no Nordeste, com déficits significativos em faixas do Pará ao Ceará e em áreas do Maranhão e do Piauí, enquanto o Sul do país, partes do Sudeste e alguns estados da Região Norte podem registrar volumes mais próximos ou até superiores à média, ainda que de forma pontual e desigual.
Nesta quarta-feira (17/12), Macaíba foi premiada com o primeiro lugar, dentre 80 competidores, no Concurso de Boas Práticas em Gestão Ambiental do Rio Grande do Norte, com o projeto Calendário Ecológico Municipal, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).
O Calendário Ecológico Municipal é uma iniciativa da Semurb, em parceria com Secretaria Municipal de Educação, para educação ambiental e gestão dos recursos naturais, promovendo ações na rede pública de ensino com foco nos estudantes do ensino fundamental.
Durante o evento, ainda houve a assinatura de integração no programa Adapta Cidades, uma iniciativa do Governo Federal do Brasil que visa promover a resiliência climática nos municípios.
Macaíba é um dos seis municípios do Estado que vão participar do programa, coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (IDEMA).
De acordo com Billy Viturino, secretário da pasta: “A seleção é um reconhecimento do compromisso da prefeitura com a gestão ambiental e a sustentabilidade.”