18 de junho de 2026

Opinião

A crise de educação, moral e civismo da Seleção Brasileira

A crise de educação, moral e civismo da Seleção Brasileira escancara um problema que vai muito além da técnica, tática ou da qualidade dos atletas. Claro que todos nós, brasileiros, sonhamos em liberar novamente o grito de hexacampeão, guardado e reprimido há 24 anos, e reviver o futebol espetáculo que alimentou gerações, mesmo em tempos e páginas infelizes da nossa história, como bem diz Chico Buarque. Mas a distância entre esse sonho e a realidade atual é cada vez maior. O que está em jogo não é apenas ganhar ou perder uma Copa, mas a vontade real de suar, sangrar e honrar a camisa que representa milhões de pessoas humildes e trabalhadoras. O que se vê hoje é um time refém do estrelismo, da soberba e da ditadura dos patrocínios multimilionários.

A Seleção Brasileira, que fazia adversários tremerem antes mesmo do apito inicial, não existe mais, e a que aí está é a pior de toda a história. É uma sombra, uma piada sem graça, limitada a placares medíocres que não fazem valer a pena nem o investimento numa camisa falsificada. Os estádios viraram arenas onde somos jogados aos lobos e leões sob os aplausos dos que verdadeiramente honram suas bandeiras e seu povo. Se já tivemos uma Seleção perfeita em talentos individuais e equipe, com vários atletas na artilharia e escolhidos como os melhores do mundo, hoje alguns não teriam vaga nem em clubes de segunda divisão. Para além de um técnico que parece mais cauteloso em escolher a marca de seu chiclete que com a escalação correta, Neymar virou símbolo do que o futebol brasileiro perdeu e teima em não aceitar. É como ligar hoje uma TV de tubo Telefunken e querer assistir a uma partida ao vivo com Garrincha.

O fato é que a medida do valor de um jogador não está mais em sua estante de troféus, mas no tamanho da conta bancária e no número de seguidores nas redes sociais. Zico, ao lado de Pelé, permanece como exemplo maior de respeito, reverenciado mesmo sem nunca ter conquistado uma Copa.

Espero sinceramente estar enganado, que este texto seja desmentido pelos fatos e que eu tenha que morder a língua; que a minha fé seja fortalecida pela materialização de um verdadeiro milagre. Até lá, resta a amarga constatação de que a crise ética e moral da equipe brasileira é tão profunda quanto a ausência de brilho em campo.

– Repórter Gato Preto, o editor.

Cidadania

Ação reúne serviços públicos e amplia atendimento a indígenas em Macaíba

A Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social de Macaíba participou no início desta semana do II Pop Jud Povos Indígenas, ação promovida pelo Ministério Público em parceria com as prefeituras de Macaíba e São Gonçalo do Amarante. Realizado na Escola Municipal Iolanda Chaves, o evento reuniu diversos órgãos para oferecer serviços essenciais à população indígena, com foco na ampliação do acesso a direitos básicos, inclusão social e atendimento humanizado às famílias atendidas.

Durante a programação, a equipe da Assistência Social atuou por meio do Cadastro Único (CadÚnico), oferecendo orientações, atualização cadastral e informações sobre programas sociais. A iniciativa integra uma estratégia voltada à aproximação dos serviços públicos das comunidades indígenas, reduzindo barreiras de acesso e fortalecendo a garantia de direitos socioassistenciais. Entre os pilares desse trabalho estão o respeito à interculturalidade, com atenção às tradições e particularidades culturais dos povos originários, e a descentralização dos atendimentos, levando serviços diretamente aos territórios e populações que necessitam de acompanhamento.

O fortalecimento dessas políticas públicas busca enfrentar desigualdades históricas e promover cidadania plena para as comunidades indígenas. A garantia de acesso a programas sociais, saúde e assistência especializada está amparada pela Constituição Federal e por legislações como a Lei Arouca. A ação realizada em Macaíba reforça a importância da atuação integrada entre instituições públicas para assegurar inclusão, dignidade e acesso a direitos fundamentais, aproximando o Estado das populações tradicionais e ampliando a efetividade do atendimento social.

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Imagem: Guilherme dos Anjos

Eleições 2026

Allyson Bezerra lidera disputas para governo do RN, aponta pesquisa Metadata

A pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, mostra o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), na liderança do cenário estimulado para o governo do Rio Grande do Norte, com 34,8% das intenções de voto. Álvaro Dias (PL) aparece em segundo com 22,8%, seguido por Cadu Xavier (PT) com 8,7%. O índice de indecisos permanece elevado, com 18,5%, e 12,8% declararam voto branco, nulo ou nenhum candidato, reforçando a instabilidade do cenário eleitoral ainda em formação, especialmente porque a campanha oficial ainda não começou.

Metodologia: A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-04028/2026 e BR-01576/2026. Foram 1550 entrevistados, em 62 municípios das 4 mesorregiões e nas 19 microrregiões entre os dias 12 e 14 de junho de 2026. O nível de confiança é de 95% com uma margem de erro 2,5%.

Como está o jogo até agora: O panorama eleitoral no estado revela variações entre institutos e metodologias, com a maioria apontando Allyson à frente, enquanto uma pesquisa específica destaca Álvaro Dias como líder. A força de Allyson se evidencia principalmente no interior, onde ultrapassa 50% das intenções em várias regiões, como Potengi (60%) e Mato Grande (55,95%). Já Álvaro lidera na Grande Natal e tem melhor desempenho entre eleitores de maior renda. Cadu Xavier apresenta maior competitividade entre eleitores de menor escolaridade e idosos, mantendo a terceira posição geral.

Os dados das pesquisas registradas entre maio e junho mostram um cenário dinâmico, sujeito a mudanças conforme a campanha avança. Allyson mantém crescimento consistente em diferentes levantamentos, atingindo até 41% em alguns, enquanto Álvaro oscila entre 22,8% e 41,6%, dependendo do instituto. A análise conjunta indica que os índices ainda podem variar, considerando a margem de erro, o tamanho e a abrangência das amostras, além do elevado número de indecisos, que mantém a disputa aberta e imprevisível no Rio Grande do Norte.

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Inclusão

18 de Junho: Dia Nacional do Orgulho Autista reforça inclusão e reconhecimento da neurodiversidade no Brasil

O Brasil passa a celebrar oficialmente, em 18 de junho, o Dia Nacional do Orgulho Autista, criado pela Lei nº 15.365/2026 e incorporado ao calendário nacional como um marco de reconhecimento, respeito e valorização da neurodiversidade. Diferentemente do Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril e voltado à informação e ao diagnóstico, a nova data propõe uma reflexão mais profunda: enxergar as pessoas autistas para além de estatísticas, estereótipos e limitações frequentemente impostas pela sociedade. Em um país que, segundo dados do IBGE, possui mais de 2 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o debate sobre inclusão ganha uma dimensão cada vez mais urgente.

A origem do movimento está ligada à própria comunidade autista, que há décadas reivindica protagonismo nas discussões sobre direitos, acessibilidade e políticas públicas. A mensagem central é resumida por uma frase que se tornou símbolo internacional da causa: “Nada sobre nós, sem nós”. A proposta é simples, mas poderosa. Garantir que pessoas autistas participem ativamente das decisões que impactam suas vidas, ampliando sua representatividade em espaços de educação, saúde, mercado de trabalho e formulação de políticas públicas. A criação da data também busca combater preconceitos históricos e reforçar que o autismo é uma condição do neurodesenvolvimento, não uma doença, valorizando diferentes formas de pensar, aprender, se comunicar e interagir com o mundo.

O reconhecimento oficial do Dia Nacional do Orgulho Autista representa mais do que uma nova data no calendário. Ele simboliza uma mudança de perspectiva que coloca a diversidade humana no centro da discussão. Em uma sociedade que ainda enfrenta desafios relacionados à inclusão, ao acesso a oportunidades e ao respeito às diferenças, celebrar o orgulho autista significa reconhecer talentos, trajetórias e conquistas que muitas vezes permanecem invisíveis. A construção de um país mais inclusivo passa necessariamente pela valorização das singularidades e pelo entendimento de que diversidade não é exceção, mas uma das maiores riquezas da convivência humana.

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