11 de junho de 2026

Cidadania

Macaíba oficializa Conselho dos Povos de Terreiro e fortalece participação social

Macaíba deu mais um passo na promoção da representatividade e da participação social com a posse dos conselheiros e conselheiras do Conselho Municipal dos Povos de Terreiro (COMPT), realizada nesta quarta-feira, 10. A solenidade reuniu representantes de casas de Umbanda, Candomblé e Jurema Sagrada, além de integrantes das secretarias municipais de Cultura e Educação. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania (SEMIRDIHC), o evento contou com a presença de mais de 100 pessoas de terreiro e marcou oficialmente o início das atividades do novo órgão no município.

Estruturado por meio de reuniões conduzidas pela SEMIRDIHC, o conselho foi criado para atuar como espaço deliberativo, consultivo e fiscalizador, ampliando a participação dos povos de terreiro nas discussões sobre políticas públicas. Entre suas atribuições estão garantir a representatividade das comunidades tradicionais de matriz africana, contribuir para o combate à intolerância religiosa, promover a igualdade e aproximar essas comunidades dos serviços e programas já existentes no município. Segundo o secretário Cícero Militão, Macaíba possui mais de vinte casas de terreiro, cada uma com sua dinâmica própria e papel social de acolhimento na comunidade.

A criação do Conselho Municipal dos Povos de Terreiro representa uma conquista institucional voltada ao fortalecimento do diálogo entre sociedade civil organizada, representantes das tradições religiosas de matriz africana e poder público. A iniciativa amplia canais de participação, fortalece o acesso à informação sobre direitos e políticas públicas e consolida um espaço permanente de representação para comunidades que integram a diversidade cultural e religiosa de Macaíba.

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Homenagem

Soberania que passa pelo mar: campanha celebra o Dia da Marinha e mostra o que poucos brasileiros percebem

Enquanto boa parte da população associa a Marinha apenas à defesa do litoral, uma nova campanha institucional lançada para o Dia da Marinha busca ampliar esse olhar. Com o tema “Soberania começa no mar”, a iniciativa coloca no centro do debate a Amazônia Azul, área marítima sob jurisdição brasileira que concentra riquezas naturais, reservas energéticas, rotas comerciais e estruturas estratégicas para o funcionamento do país. O alerta ganha relevância em um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas crescentes e pela necessidade de proteger ativos que sustentam a economia nacional. Não por acaso, segundo dados da própria Marinha, cerca de 97% de tudo o que o Brasil importa e exporta passa pelos mares e portos brasileiros.

A campanha também procura aproximar a sociedade do trabalho cotidiano realizado pela Força Naval. A escolha da fragata como símbolo da mobilização reforça a ideia de vigilância permanente sobre uma área que vai muito além das praias e da costa visível. Ao destacar programas de modernização, incorporação de novos meios e investimentos na capacidade operacional, a narrativa institucional chama atenção para um aspecto frequentemente ignorado: a proteção marítima influencia diretamente a segurança energética, o abastecimento de produtos, a estabilidade econômica e até o preço de mercadorias consumidas diariamente pelos brasileiros. Em paralelo, a Marinha anunciou uma nova versão de seu aplicativo oficial, reunindo serviços, notícias, previsão do tempo e informações de interesse público.

A data de 11 de junho carrega ainda forte valor histórico. O Dia da Marinha homenageia a vitória brasileira na Batalha Naval do Riachuelo, em 1865, episódio decisivo da Guerra do Paraguai e um dos marcos mais importantes da história militar do país. Mais de 160 anos depois, a mensagem permanece atual: a defesa da soberania nacional não acontece apenas nas fronteiras terrestres, mas também em um imenso território marítimo que sustenta parte significativa da vida econômica brasileira.

Nesta mesma data também são celebrados o Dia de São Barnabé e o Dia do Educador Físico, lembranças que dividem o calendário com uma das datas mais simbólicas da história naval do Brasil.

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Imagem: Portal C3

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