22 de junho de 2026

São João de Macaíba

São João do Povo faz a festa em comunidades tradicionais de Macaiba

O São João do Povo segue fortalecendo a cultura popular e levando entretenimento às comunidades rurais tradicionais de Macaíba. Neste terceiro fim de semana da programação, moradores e visitantes prestigiaram uma série de atrações musicais e culturais em Capoeiras , Tapará e Canabrava, reafirmando o sucesso da quinta edição do evento.

No sábado (20), a festa aconteceu na comunidade quilombola de Capoeiras, que recebeu os shows da dupla Rodrigo e Marcelo e da banda Forró da Live. Na mesma noite, a comunidade indígena de Tapará promoveu o tradicional Festival de Quadrilhas Juninas, além dos shows de Bichões do Forró e Us Vakeiros do Forró, reunindo famílias e valorizando as tradições culturais locais.

O festival também foi um dos grandes destaques da programação no Tapará, reunindo quase 10 grupos de Macaíba e municípios vizinhos, celebrando a riqueza da cultura nordestina. Na modalidade Estilizada, a grande campeã foi a Império Nordestino, de Santo Antônio, seguida pela Filhos da Paixão, de Lagoa Salgada, e pela Paixão Nordestina, de Bela Vista. Já na modalidade Tradicional, o primeiro lugar ficou com a quadrilha Jeito Matuto, de Macaíba, enquanto a Junina Juventude, de Cajazeiras, conquistou a segunda colocação e a Sonho Junino, de São Gonçalo do Amarante, ficou em terceiro lugar.

Já no domingo (21), a programação chegou ao distrito de Canabrava, com apresentações dos artistas Zé Raí e Zé Filho, garantindo muito forró e animação para o público presente, e apresentação da quadrilha Jeito Matuto.

A programação da zona rural será encerrada no próximo fim de semana. Na sexta-feira (26), a comunidade de As Marias recebe os shows de Erlon Bezerra e Renan Moral. O grande encerramento acontece no sábado (27), no distrito de Traíras, com apresentações de Yuri Filho, Lukas Bass e Thullio Milionário, prometendo fechar o circuito rural do São João do Povo com muita música e celebração.

Educação

Analfabetismo no Brasil atinge menor índice em dez anos

A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025, o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, em 2016. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Apesar do avanço, o país ainda registra 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever um bilhete simples. O número representa uma redução de 592 mil analfabetos em comparação com 2024.

A queda faz com que o Brasil registre, pela primeira vez, uma taxa de analfabetismo abaixo de 5%. Ainda assim, o resultado fica distante da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa a erradicação do analfabetismo até 2024.

Desigualdades ainda marcam a educação brasileira

Os dados mostram que o analfabetismo continua concentrado entre os mais velhos e em regiões historicamente mais vulneráveis. Mais da metade dos analfabetos do país vive no Nordeste, onde a taxa chega a 10,6%, mais que o dobro da média nacional.

Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é de 13,8%, o equivalente a 4,9 milhões de pessoas. Esse grupo representa 58% de todos os analfabetos do país.

Para a especialista em políticas educacionais e ex-diretora global de Educação do Banco Mundial, Claudia Costin, o resultado reflete avanços importantes, mas também evidencia desigualdades históricas.

“O Brasil é profundamente desigual socialmente, e isso acaba se convertendo em desigualdades educacionais também”, afirmou em entrevista ao News Manhã.

Segundo ela, o país demorou décadas para garantir o acesso universal à educação básica e isso se reflete no percentual de idosos analfabetos. “O Brasil demorou muito tempo para universalizar o acesso de todos ao ensino fundamental. No final dos anos 60, nós tínhamos nas escolas primárias apenas 40% das crianças brasileiras”, destacou.

Costin avalia que a melhora dos indicadores está ligada à ampliação do acesso à educação nas últimas décadas.

“Só na primeira década do século XXI que nós colocamos todos na escola no Fundamental I. Nos anos finais foi só na segunda década. Mas, desde então, temos melhorado os índices de acesso à educação e taxas de conclusão”, disse.

A avaliação vai ao encontro da análise do IBGE, que aponta que as novas gerações tiveram mais oportunidades de escolarização e alfabetização ainda na infância.

Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo cai para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos.

Pretos e pardos ainda enfrentam maiores desafios

A pesquisa também revela desigualdades raciais persistentes. Entre pessoas com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é de 6,5% entre pretos e pardos, contra 2,8% entre brancos.

A diferença se amplia entre os idosos. Na população com 60 anos ou mais, 20,6% dos pretos e pardos são analfabetos, percentual quase três vezes superior ao observado entre brancos da mesma faixa etária (7,3%).

Por outro lado, o levantamento trouxe um marco inédito: pela primeira vez, mais da metade dos pretos e pardos com 25 anos ou mais (51,3%) concluiu o ensino médio.

Trabalho é principal motivo de abandono escolar

Além do analfabetismo, a PNAD Contínua apontou desafios relacionados à permanência dos jovens na escola.

Entre brasileiros de 14 a 29 anos que não concluíram o ensino médio, o principal motivo para abandonar os estudos continua sendo a necessidade de trabalhar, citada por 43% dos entrevistados.

A pesquisa também mostrou que 25,6% dos jovens afirmaram não ter interesse em estudar, enquanto a gravidez aparece como uma das principais causas de evasão escolar entre mulheres, mencionada por 24,7% das entrevistadas.

SBT News

Saúde

Policlínica Municipal de Macaíba completa 4 anos com mais de 108 mil atendimentos

A Policlínica Municipal de Macaíba completou 4 anos de funcionamento no dia 15 de junho celebrando a marca de mais de 108 mil atendimentos realizados. A unidade é considerada um dos principais equipamentos de saúde do município e tem se destacado pela oferta de serviços especializados à população.

Encontrada com obras paralisadas e estrutura inacabada no início de 2021, a Policlínica teve sua construção retomada pela gestão do prefeito Emídio Júnior. A conclusão da obra contou com investimento superior a R$ 2 milhões por parte da Prefeitura de Macaíba.

Atualmente, a unidade oferece mais de 20 especialidades médicas, entre elas cardiologia, neurologia, ginecologia, mastologia, oftalmologia, fonoaudiologia e endoscopia. O espaço também dispõe de sala de gesso e curativos especiais, laboratório, além de atendimentos nas áreas de psicologia e nutrição.

A Policlínica realiza ainda exames e diagnósticos em diversas especialidades, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde. Outro diferencial é a realização periódica de cirurgias eletivas, conforme a demanda da rede municipal, um serviço que não era ofertado no município antes da inauguração da unidade.

Nesses anos de atividades, a Policlínica Municipal se consolidou como referência em atendimento especializado, beneficiando não apenas moradores de Macaíba, mas também pacientes da Região Metropolitana de Natal e de outras cidades do Rio Grande do Norte.

Meio Ambiente

Abelhas em risco: extinção ameaça colapso ambiental, produção de alimentos e a vida na Terra

A população global de abelhas enfrenta um declínio alarmante devido a fatores como síndrome do colapso das colônias, uso intensivo de agrotóxicos, perda de habitat, mudanças climáticas e pragas. Essas ameaças comprometem cerca de 20 mil espécies responsáveis pela polinização de 71 dos 100 principais vegetais cultivados, segundo a FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura. A crise afeta diretamente a polinização de 75% a 80% das culturas alimentares, colocando em risco a produção de frutas, vegetais e castanhas, e ameaçando a biodiversidade dos ecossistemas.

O estreito elo entre abelhas e plantas revela uma relação vital para a sustentação da vida. A professora Márcia d’Avila, da UFSM, explica que a polinização feita por esses insetos é muito mais eficiente do que a manual, influenciando a qualidade e quantidade da produção agrícola. A redução da cobertura vegetal provoca a diminuição das abelhas, iniciando um efeito cascata. A extinção de uma espécie vegetal pode causar o desaparecimento das abelhas dependentes daquela planta, e vice-versa, o que compromete outros níveis da cadeia alimentar, desde herbívoros até carnívoros, com impactos na regulação do ciclo da água, clima e equilíbrio ambiental.

Sem abelhas, o colapso das cadeias alimentares e ecossistemas seria inevitável em poucos anos, alerta a professora. O Brasil, com cerca de três mil espécies, vem registrando mortes massivas de abelhas, especialmente devido ao uso de pesticidas durante a floração e o desmatamento. A preservação desses insetos não é apenas uma questão ambiental, mas um pilar para a segurança alimentar global e a manutenção do equilíbrio natural do planeta.

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