Macaíba

Sobre as ruas de Macaíba…

A fotografia data do início dos anos 70. Um pedaço da cidade que me traz boas lembranças, pois era na Rua do 35 (Rua General Aluízio Moura), que morava minha avó Corina.

Cheguei a ver a capelinha e a Escola de São Vicente, o terreno onde os circos eram armados e onde os rapazes jogavam bola (hoje Praça Alfredo Mesquita).

Lembro do medo que eu tinha do caixão das almas, que sempre ficava ao lado da capela do cemitério de São Miguel, aguardando para ser usado.

Quase todas as ruas eram de areia, terrenos sem cercas e um campinho de pelada em cada esquina.

As ruas eram apelidadas. Rua do 33, Rua do 35, Rua da Caixa, Rua do Cemitério, Ladeira do 35. E por aí se vai!

Hoje, Rua Dom Joaquim de almeida, Rua General Aluízio Moura, Rua Clóvis Jordão de Andrade, Rua Campo Santo, Rua Governador Dinarte Mariz, e Rua… da eterna saudade.

Não desistirei nunca de te amar, de falar sobre ti, minha Macaíba!

Enquanto vida e lucidez eu tiver, tu estarás dentro de mim.

Até breve!

Texto: Marcelo Augusto, colunista compulsório desta Revista Coité
Foto: Acervo

Homenagem

Um abril de muitas perdas…

Gonzaguinha morreu em 29 de abril de 1991

Foi num abril como este que perdemos Chico Anysio, Chateaubriand, Tancredo Neves, Nelson Gonçalves e Gonzaguinha, um dos mais geniais compositores brasileiros, que faria 76 anos em setembro.

Homenagem

Salve, Nerivaldo Monteiro!

Saudoso amigo, folião, brincante, radialista, militante político e produtor cultural que nos deixou em setembro passado.

A partir de agora a praça do conjunto Fabrício Gomes Pedroza é oficialmente reduto do samba e vai ostentar numa placa o nome de quem sabia empunhar bandeiras, mas também flamulava estandartes cheios de lantejoulas, cores e alegria.

Nasceu a Praça Carnavalesco Nerivaldo Monteiro!

Natureza

Números inquietantes…

Em 1960 consumíamos metade do que o planeta podia renovar; em 1987, 100%.
Hoje consumimos 30% a mais da capacidade de renovação da Terra.
E agora?!

Dados do Instituto Akatu

História de Macaíba

Grande Marcelo Augusto!


Memorialista; de fino trato; professor; guardião da cultura; escritor; contador de histórias e de números; um homem de fé!
Com sua devida vênia, a partir de hoje vamos repercutir alguns de seus recortes, daqueles que massageiam a memória de quem tem saudade.
Daqui para baixo é tudo dele. Boa leitura!

“Macaíba, década de 70 (século passado). Naquele tempo eu já andava por esse torrão.

Ontem fui caminhar na minha cidade e as ruas estavam quase desertas.

Poucos veículos e pouquíssimas pessoas numa tarde de domingo, literalmente, de pandemia.
Tudo fechado.

Tarde da noite fui ler e escrever. Aí encontrei essa foto que me chamou a atenção.

Quase ninguém pelas ruas. Quase nenhum veículo circulando. Tudo “quase” igualzinho à tarde de ontem, contudo, sem pandemia.

De repente, lembrei-me de um verso do nosso hino, que diz:
‘Esperança é uma semente que nasce e que brota nesse lugar’

Eu continuo te amando, Macaíba. E amanhã será um novo dia.

Até breve!”

Texto: Marcelo Augusto, colunista compulsório da Revista Coité
Foto: Acervo Prefeitura de Macaiba (domínio público)

Macaíba

O Menino tá bem na fita!

Prefeito Emídio Júnior, de Macaíba

É grande o entra e sai de políticos influentes no Palácio Auta de Souza. Todos vão em busca de um dedo de prosa com o prefeito Emídio. Deputados Francisco Medeiros, Natália Bonavides, Hermano Morais, Kléber Rodrigues, Albert Dickson, Ubaldo… Há quem jure que aquele gabinete nunca foi tão prestigiado.

Claro! No xadrez da política não há lugares para amadores! Quem sobe aqueles degraus, vai na esperança de cair na graça de quem conquistou a maior vitória eleitoral da História de Macaíba. Vai que cola, né?!

Por isso, ninguém tá chegando abanando as mãos. Os principais dotes são emendas parlamentares e muitos compromissos em favor da cidade.

Aos poucos, sem arrogância nem demagogia, a gestão parece que está conseguindo demonstrar a importância estratégica, econômica e política do município, o que tem poupado Emídio do vexame de correr léguas com um pires na mão como se Macaíba não valesse o quanto pesa.

Blog

Resistir é preciso! Sucumbir jamais será opção!

Tempos atrás abandonamos o projeto GrandePonto, que deve estar sendo tocado com competência por quem leva mais a sério este ofício de descontar nas palavras frustrações, alegrias e ainda considera a presunção de que alguém sempre estará interessado em impressões pessoais, muitas sem nexo, outras carregadas de raiva, delírios e teorias conspiratórias sem pé nem cabeça.

Pois bem!

Como para Natal foi o Grande Ponto, o bar Gato Preto foi a Ágora de Macaíba há alguns tantos anos, história que as páginas desta Revista conta de vez em quando.

Então, reassumindo seu crachá de repórter, o Gato Preto desiberna com a mesma função de sempre. Felino ferino, sorrateiro, astucioso e perspicaz, será testemunha como Juca Pirama gritando Gonçalves Dias: “E à noite, nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, dizia prudente: — “Meninos, eu vi!”.

Coité, nome primitivo da terra que sedia nossa redação e de onde surgem a maior parte das histórias que narramos. Este é um espaço de coragem, em constante construção e desconstrução, aberto, claro, respeitoso, mas atrevido.

Fiquem à vontade e sigamos juntos, sempre!

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