20 de julho de 2026

Eleições 2026

Quaest: 55% dos brasileiros acreditam que Lula será reeleito, diz dado inédito

Evangélicos e eleitores independentes acreditam na reeleição de Lula. Derretimento da confiança em Flávio Bolsonaro acontece até entre eleitores que votam nele. Campanha vê riscos em novos vídeos de Michelle e em festas de Vorcaro.

Um dado inédito da última pesquisa Quaest, divulgado pelo jornalista Thomas Traumann no jorna O Globo nesta segunda-feira (20), revela que 55% dos eleitores acreditam que Lula será reeleito para seu quarto mandato em outubro. Apenas 25% apostam em uma vitória do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Até mesmo os bolsonaristas estão perdendo a confiança em Flávio Bolsonaro: eram 80% e agora são 72%.

Segundo o jornalista, três caciques do PL teriam afirmado que “o risco da campanha bolsonarista é virar uma profecia autorrealizável: se a maioria acha que Flávio vai perder, ele acaba perdendo”.

Traumann aponta, então, três medos dentro da campanha de Flávio que podem abater o presidenciável do clã Bolsonaro de vez:

  1. Um vídeo comprometedor de Flávio Bolsonaro nas festas de Daniel Vorcaro;
  2. A investigação sobre o governo Cláudio Castro, que era comandado em grande parte pelo senador e;
  3. Um novo vídeo de Michelle Bolsonaro, com a madrasta revelando ainda mais sobre o enteado.

Um outro temor é que Flávio Bolsonaro seja abandonado por aliados próximos, como Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), por se tornar uma pessoa tóxica, que pode ameaçar eleições consideradas praticamente ganhas dentro da ultradireita.

Por: Plínio Teodoro – Fórum

Copa do Mundo FIFA 2026

O racismo, a xenofobia e a prepotência perderam a Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 mostrou, mais uma vez, que o futebol é capaz de reunir culturas, aproximar povos e produzir imagens que transcendem o esporte. A homenagem a Pelé no telão; a presença de ex-jogadores brasileiros ao lado de Madonna, incluindo o “bruxo” negro Ronaldinho Gaúcho, o protagonismo de um menino preto nas arquibancadas e a apoteótica vaia a um chefe de Estado que tem patrocinado uma campanha xenofóbica mundial, demonstraram que o palco do futebol também é um espaço de afirmação de valores e talvez tenham reforçado o trauma da derrota em muitos que nutrem esses sentimentos de ódio. A competição foi marcada por denúncias de racismo e xenofobia envolvendo parte da torcida argentina, ampliando um debate que já vinha desde a Copa América de 2024.

Na opinião da Revista Coité, esses episódios não podem ser tratados como meras provocações entre torcidas. Depois da conquista da Copa América, o cântico entoado por jogadores argentinos provocou reação internacional, críticas de atletas, manifestações de clubes e questionamentos de dirigentes. O episódio expôs que manifestações discriminatórias continuam sendo relativizadas quando partem de vencedores ou são classificadas apenas como brincadeiras, tradição ou rivalidade esportiva. Mas no Âmbito da Argentina, nenhuma sanção foi aplicada.

É nesse contexto que torna-se inevitável discutir o papel de Lionel Messi. Ninguém é obrigado a se manifestar sobre todas as questões públicas, mas poucos atletas possuem uma influência comparável à sua. O silêncio do principal ídolo argentino diante de episódios que geraram repercussão mundial acabou sendo interpretado de formas distintas por torcedores e analistas. Essa ausência de posicionamento representa uma oportunidade perdida de exercer uma liderança que vai além do futebol.

Outros grandes nomes do esporte utilizaram sua visibilidade para condenar o racismo ou defender causas relacionadas aos direitos humanos. Isso não transforma quem permanece em silêncio em cúmplice automático, mas reforça que figuras públicas influenciam comportamentos muito além dos gramados. Quando milhões de pessoas enxergam um atleta como referência, cada gesto, palavra ou ausência de manifestação passa a integrar o debate público.

Esta é uma opinião, não um julgamento definitivo sobre uma pessoa. Continuamos admirando a genialidade de Messi como jogador, mas acreditamos que a grandeza esportiva não impede questionamentos sobre escolhas feitas fora das quatro linhas. O combate ao racismo exige ações de clubes, federações, governos e torcedores, mas também depende da coragem de lideranças capazes de transformar respeito em exemplo.

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Data Importante

Dia do Amigo: entenda por que a data é celebrada em julho

O Dia do Amigo é celebrado em 20 de julho no Brasil e em outros países da América do Sul, como Argentina e Uruguai. A data foi idealizada pelo médico argentino Enrique Ernesto Febbraro, que se inspirou na chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969, para propor uma homenagem à amizade como símbolo de união entre os povos. Além dessa comemoração, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu oficialmente o Dia Internacional da Amizade, celebrado em 30 de julho, com o objetivo de incentivar a cultura de paz, a solidariedade e o diálogo entre diferentes comunidades. Já o chamado Dia Nacional do Amigo, lembrado em 18 de abril, não possui reconhecimento oficial por meio de legislação federal.

Embora compartilhem o mesmo propósito de valorizar os laços de amizade, as datas possuem origens distintas. A celebração de 20 de julho nasceu de uma iniciativa civil que ganhou força em diversos países latino-americanos, enquanto o Dia Internacional da Amizade foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 2011, por meio da Resolução A/RES/65/275. A proposta da organização é estimular ações que fortaleçam o respeito mútuo, a compreensão entre os povos e a prevenção de conflitos por meio da convivência pacífica.

Mais do que uma homenagem simbólica, o Dia do Amigo reforça a importância das relações humanas para o bem-estar e a convivência social; exemplificam confiança, o companheirismo e que o respeito podem atravessar o tempo e continuar inspirando novas gerações.

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