11 de maio de 2026

Natal-RN

Tirullipa: “Jesus, dá-me forças!”

Tem notícia que passa. E tem notícia que bate diferente quando acontece na cidade da gente. Na madrugada chuvosa desta segunda-feira, Natal acordou vendo as chamas destruírem o Circo do Tirú, montado ao lado da Arena das Dunas. A estrutura milionária, moderna e importada do México, preparada para receber milhares de famílias, virou fumaça em poucos minutos. Mas o que mais marcou não foi apenas o prejuízo financeiro. Foi o silêncio que ficou depois que o fogo apagou.

O circo havia se tornado mais do que um espetáculo em Natal. Virou encontro de famílias, memória afetiva e um raro espaço de leveza em meio à correria e ao peso da vida cotidiana. Em tempos em que quase tudo acontece por telas, ainda existe algo especial em sentar numa arquibancada e rir junto com desconhecidos. Por isso a cena mexeu tanto com a cidade. Não queimou apenas uma lona de 33 metros. Queimou um lugar que fazia as pessoas desacelerarem por algumas horas. Segundo fontes da internet, somente a lona queimada é avaliada em R$ 10 milhões.

Talvez o mais simbólico seja que o incêndio aconteceu justamente nos últimos dias da temporada na capital potiguar. Uma despedida que seria marcada por aplausos terminou marcada por fumaça, tristeza e imagens difíceis de esquecer. Nas redes, Tirullipa resumiu o sentimento coletivo: “O picadeiro está de luto”. E está mesmo. Porque quando um espaço criado para provocar alegria desaparece dessa forma, o que fica é a sensação de que a gente anda precisando cada vez mais de lugares que ainda consigam reunir pessoas para sorrirem juntas. Independentemente do luxo do lugar, da vultuosidade dos espetáculos e do diferencial de riqueza em relação aos circos populares, o que sucumbiu foi um picadeiro. Majestoso, mas palco de palhaços, malabaristas e mágicos que certamente estão desolados com o que veem naquele lugar.

A Revista Coité lamenta o ocorrido, deseja uma ágil apuração dos fatos e que o Circo do Tirú volte logo a nos alegrar.    

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Desenvolvimento Econômico

Licenciamento ambiental impulsiona desenvolvimento de Macaíba

O licenciamento ambiental municipal de Macaíba já começa a se traduzir em desenvolvimento para a cidade, aliando desenvolvimento econômico, sustentabilidade e segurança jurídica. Lançado em agosto de 2025 pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), o sistema próprio tem representado um novo horizonte de oportunidades para a atração de investimentos e a consequente geração de emprego e renda.

Para se ter uma ideia, o último loteamento implantado em Macaíba data de 2014. Em nove meses, a Semurb licenciou dois novos empreendimentos e possui outros seis em processamento. “Macaíba era a única cidade da Região Metropolitana que não tinha um sistema municipal de licenciamento. Por isso, muitos investidores preferiam as cidades vizinhas, por ser rápido. Então, a gestão Emídio, com muita inteligência e coragem, iniciou o processo para Macaíba fazer seu próprio licenciamento ambiental, e isso já vem trazendo resultados visíveis. Já temos dois novos loteamentos em execução e mais seis em fase de análise para liberação e legalização”, afirmou o titular da Semurb, Billy Jean.

Até o ano passado, as licenças para novos empreendimentos no município eram emitidas exclusivamente pelo Idema/RN, o que demandava tempo considerável para a análise das solicitações em razão da alta demanda de todo o Estado. Desde a adoção do sistema municipal de licenciamentos, a Semurb tem recebido uma série de pedidos de licenciamento para novos empreendimentos imobiliários.
“Aprovamos a primeira legislação ambiental e atualizamos as leis existentes, que trouxeram segurança jurídica àqueles que desejam investir na nossa cidade. Visão estratégica e de futuro da nossa gestão que colocaram Macaíba num patamar de destaque no Rio Grande do Norte”, afirmou o prefeito Emídio Júnior.

Imagem: Geraldo Neto

Segurança

O Brasil reduziu os crimes, mas o medo continua nas ruas

Tem muita gente que já mudou a rotina sem perceber. Evita certas ruas, volta mais cedo para casa, olha o celular escondido e pensa duas vezes antes de parar em determinados lugares da cidade. Mesmo com a queda recorde dos crimes de rua no Brasil, o sentimento de insegurança continua alto e os dados mais recentes mostram que o medo ainda faz parte da vida de milhões de brasileiros. A sensação nas ruas parece contar uma história diferente daquela apresentada pelas estatísticas oficiais.

Uma pesquisa Datafolha revelou que 41% dos brasileiros afirmam perceber a presença do crime organizado no bairro onde vivem. Em muitos casos, essa influência vai além da violência e passa a interferir nas regras de convivência, no comportamento dos moradores e até nos serviços utilizados no dia a dia. O levantamento mostra que 81% das pessoas que percebem essa presença têm medo de ficar no meio de confrontos armados, enquanto 75% evitam determinadas áreas da própria região onde moram. Outro dado chama atenção pelo impacto silencioso: 71% temem que familiares acabem envolvidos com o tráfico, e 64% têm receio de denunciar crimes por medo de represálias. Para milhões de brasileiros, a insegurança deixou de ser apenas uma preocupação e virou parte da rotina.

O contraste entre a queda da criminalidade e a permanência do medo expõe um desafio que vai muito além das estatísticas. Quando o cidadão continua mudando hábitos, limitando sua circulação e convivendo com a sensação de que existem territórios controlados pelo crime, a percepção de segurança continua distante da realidade que a população gostaria de viver. No fim, a discussão que cresce nas ruas não é apenas sobre números, mas sobre liberdade, confiança e até onde o brasileiro realmente consegue viver sem medo dentro da própria cidade.

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Gestão Pública

Macaíba: Atenção para o cronograma de limpeza pública desta semana!

De hoje (11) até sábado, 16 de maio, a Prefeitura de Macaíba intensifica o cronograma semanal de limpeza urbana com coleta de entulhos, podas e serviços de roço em vários bairros e comunidades da cidade. A ação foca na organização urbana, combate ao descarte irregular e melhoria no aspecto das ruas. A recomendação é clara: cada comunidade deve colocar os materiais na calçada apenas no período programado para evitar acúmulo desnecessário, sujeira e transtornos para os próprios moradores.

De acordo com a programação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, a coleta de entulhos e podas atenderá Aquarela, Nova Macaíba, Macaíba Parque, Conjunto Manoel Dias, Ferreiro Torto, Parque Village e Raiz. Já os serviços de roço serão realizados no Conjunto Manoel Dias, Bom Sossego, Campinas, Porto Feliz e Residencial Campinas. Além da operação presencial, a gestão municipal reforça o uso do aplicativo Macaíba Conectada, disponível para smartphones, como ferramenta para denúncias de irregularidades e comunicação direta da população com o poder público. A estratégia busca acelerar respostas e ampliar o monitoramento urbano feito pelos próprios moradores.

Mais do que recolher lixo e limpar terrenos, a ação lança um recado importante sobre responsabilidade coletiva. Em cidades que crescem rapidamente, pequenos hábitos fazem grande diferença no dia a dia, desde o descarte correto de resíduos até o cuidado com calçadas e áreas comuns. Uma rua limpa reduz riscos à saúde, melhora a mobilidade e fortalece a sensação de pertencimento da comunidade. No fim das contas, a limpeza urbana não depende apenas do caminhão passar. Depende também de quem mora, circula e convive diariamente com a cidade.

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