13 de maio de 2026

Saúde

Atendimento odontológico domiciliar é destaque da Saúde de Macaíba

A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue realizando o cuidado humanizado com o atendimento odontológico domiciliar. A iniciativa garante assistência aos pacientes que não conseguem se deslocar até uma unidade de saúde. Com dois consultórios odontológicos portáteis, o município leva tratamento, acolhimento e dignidade diretamente à casa dos pacientes.

A equipe da UBS Vila São José II realizou o atendimento domiciliar da senhora Marinete Barbosa, idosa com limitações de mobilidade, que está em acompanhamento odontológico para realização de extração dentária e reabilitação protética.

De acordo com a cirurgiã-dentista Fernanda Bastos, o atendimento já vinha sendo acompanhado anteriormente. “Hoje realizamos um retorno da paciente. O planejamento inicial era realizar a extração, mas, devido à pressão arterial alterada, o procedimento precisou ser adiado por segurança. Mesmo assim, realizamos a higiene bucal, a higienização da prótese e todas as orientações necessárias”, explicou.

A profissional destacou ainda que todo o tratamento será realizado no conforto da residência da paciente. “Após a conclusão desse processo, vamos confeccionar uma nova prótese para dona Marinete. Faremos a moldagem e todas as provas diretamente na casa dela, garantindo mais conforto e acessibilidade”, completou.

A filha da paciente, Maria da Conceição, elogiou o serviço prestado pela equipe da rede municipal. “É um atendimento perfeito. Todas as UBS precisavam ter esse trabalho maravilhoso. Não só a dentista, mas todos os profissionais nos atendem muito bem”, relatou.

O atendimento odontológico domiciliar é considerado fundamental para garantir acesso à saúde bucal de pacientes acamados, idosos ou pessoas com limitações de mobilidade, promovendo qualidade de vida e prevenindo complicações de saúde.

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Imagem: Rodrigo Galvão

Igreja Católica

A mensagem de Fátima de atravessou guerras, gerações e mobiliza milhões de fiéis

Tem algo que chama atenção todos os anos no dia 13 de maio. Enquanto o mundo vive crises, violência, ansiedade e divisões cada vez mais intensas, milhões de pessoas param para rezar, acender velas e lotar igrejas em homenagem a Nossa Senhora de Fátima. A devoção nasceu em uma pequena cidade de Portugal, mas ganhou força nos bairros, comunidades e cidades brasileiras como uma tradição passada de geração em geração. Em muitos lugares, o sino toca, a procissão toma as ruas e famílias inteiras repetem o mesmo gesto de fé que atravessa mais de um século. E tudo começou com uma frase simples dita a três crianças: “Não tenham medo”.

Em 1917, em plena tensão da Primeira Guerra Mundial, Lúcia, Francisco e Jacinta afirmaram ter visto uma mulher vestida de branco na Cova da Iria, em Fátima. A mensagem falava sobre oração, conversão e paz em um mundo tomado pelo medo e pela violência. O detalhe que até hoje desperta curiosidade é que as aparições aconteceram sempre no dia 13, reunindo multidões crescentes a cada encontro. Na última aparição, diante de milhares de pessoas e da imprensa internacional, ocorreu o episódio que ficou conhecido como “milagre do sol”, um acontecimento que transformou Fátima em um dos maiores centros de peregrinação do planeta. Décadas depois, a devoção continuou crescendo e foi fortalecida por papas, canonizações e celebrações que ainda arrastam multidões.

O que impressiona é perceber como uma história iniciada no interior de Portugal continua tão presente na rotina de quem enfrenta dificuldades, perdas e incertezas no dia a dia. Em tempos de excesso de barulho e pouca escuta, a imagem de Nossa Senhora de Fátima segue ocupando altares, caminhadas de fé e promessas silenciosas feitas dentro de casa. Talvez o verdadeiro impacto dessa data esteja justamente nisso: a capacidade de unir esperança coletiva em um mundo cada vez mais dividido. E no Brasil, onde fé e emoção caminham juntas nas ruas, o 13 de maio continua sendo muito mais do que uma tradição religiosa. É memória, identidade e conexão emocional que atravessa gerações.

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Justiça

13 de maio: A liberdade dos negros foi assinada no papel, mas nunca chegou por inteiro nas ruas do Brasil

Tem data que aparece no calendário como comemoração, mas pesa como cobrança histórica. Em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea colocou fim oficial à escravidão no Brasil e libertou cerca de 700 mil pessoas. Só que a realidade do povo negro depois da assinatura foi outra: sem terra, sem escola, sem emprego digno e sem qualquer política pública de inclusão. O país que mais recebeu africanos escravizados no mundo também foi o último do Ocidente a acabar com a escravidão. E até hoje muita gente sente os reflexos disso no ônibus lotado, na periferia esquecida, no acesso desigual à educação e nas oportunidades que continuam chegando primeiro para alguns e nunca para outros.

Durante décadas, venderam a ideia de que a abolição foi um ato de bondade da monarquia, mas a história real incomoda porque revela algo muito maior. A liberdade não caiu do céu e nem foi presente da princesa. Ela foi arrancada na pressão das ruas, nas fugas, nos quilombos, nas revoltas e na resistência de homens e mulheres negros que desafiaram um sistema inteiro. Antes da Lei Áurea, o Brasil tentou empurrar o fim da escravidão em câmera lenta com leis graduais como a do Ventre Livre e a dos Sexagenários, enquanto as elites faziam de tudo para manter o trabalho escravo funcionando. Nomes como Luís Gama, José do Patrocínio e André Rebouças enfrentaram o poder da época para acelerar uma mudança que já não podia mais ser contida.

Por isso o 13 de maio ainda divide opiniões e provoca debate até hoje. Para muitos movimentos negros, a chamada “abolição” nunca foi completa porque a exclusão continuou viva mesmo depois da liberdade oficial. O que mudou de verdade em mais de um século? Quem olha para os bairros esquecidos, para a desigualdade racial e para a ausência histórica de reparação entende por que essa conversa continua tão atual. A data não serve apenas para lembrar o passado. Ela escancara um Brasil que ainda tenta resolver feridas abertas desde 1888. E talvez seja exatamente por isso que esse tema continua gerando tanto desconforto, discussão e silêncio.

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