15 de março de 2026

Homenagem

Tim Maia, 28 anos de saudade: o gigante do soul que mudou a música brasileira

Há 28 anos, o Brasil se despedia de uma das vozes mais potentes e autênticas da sua história musical. Tim Maia não foi apenas um intérprete de sucessos, mas o responsável por consolidar o soul em solo brasileiro, misturando groove, romantismo e irreverência em canções que atravessam décadas. Clássicos como “Me dê Motivo”, “Vale Tudo”, “Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar” e “Descobridor dos Sete Mares” seguem vivos nas playlists e nas memórias afetivas de diferentes gerações, reafirmando seu lugar entre os grandes nomes da música popular do país.

A trajetória começou ainda nos anos 1950, quando fundou o grupo The Sputniks ao lado de jovens talentos como Roberto Carlos. A passagem pelos Estados Unidos, marcada por excessos e uma deportação, moldou o artista inquieto que retornaria ao Brasil para lançar, em 1970, o disco Tim Maia, ponto de partida de uma sequência de álbuns que redefiniram a sonoridade da MPB. Dono de um temperamento explosivo e de um perfeccionismo musical raro, construiu uma obra marcada por arranjos sofisticados, letras confessionais e uma presença de palco arrebatadora, que transformava cada apresentação em espetáculo imprevisível.

Em março de 1998, após passar mal durante um show no Teatro Municipal de Niterói, foi internado no Hospital Antônio Pedro com crise hipertensiva e infecção pulmonar. O quadro evoluiu para complicações graves e, dias depois, o cantor morreu em decorrência de choque séptico. A comoção foi imediata: fãs se reuniram para cantar seus sucessos enquanto aguardavam a despedida, e a cidade decretou luto oficial. Tim Maia deixou três filhos e um legado que vai além da discografia. Ele permanece como símbolo de talento indomável, autenticidade artística e da capacidade da música brasileira de dialogar com o mundo sem perder identidade.

Educação

15 de março: a escola que transforma vidas e constrói o futuro do Brasil

Muito além de salas de aula e quadros preenchidos de fórmulas, a escola é território de encontros, descobertas e construção de cidadania. Celebrado em 15 de março, o Dia da Escola convida o país a reconhecer a força dessa instituição que molda trajetórias individuais e sustenta o desenvolvimento coletivo. É nesse espaço que crianças e jovens aprendem a ler o mundo, convivem com diferenças e constroem valores que ultrapassam o conteúdo didático. A data também celebra a parceria entre alunos, professores, gestores e famílias, elo essencial para que a educação cumpra seu papel social.

O Brasil reúne milhares de unidades de ensino espalhadas por centros urbanos, periferias e áreas rurais, funcionando como portas de acesso ao conhecimento e à inclusão. Ainda assim, os desafios são expressivos. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica, apontam que cerca de 11,3 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais ainda são analfabetos, com desigualdades regionais marcantes, sobretudo no Nordeste. A pesquisa também revela disparidades por cor ou raça no acesso e na conclusão do Ensino Médio, reforçando que investir em qualidade e equidade educacional é urgente e estratégico para o país.

A história da escola no Brasil remonta à chegada da Companhia de Jesus, em 1549, com nomes como Jose de Anchieta, que estruturaram os primeiros modelos de ensino formal. Séculos depois, o sistema educacional se diversificou e ampliou o acesso, incluindo modalidades como a Educação de Jovens e Adultos, que oferece uma segunda oportunidade a quem não concluiu os estudos na idade regular. No Dia da Escola, muitas instituições promovem gincanas, exposições e homenagens, mas a principal celebração é o compromisso renovado com uma educação pública e privada mais inclusiva, valorizada e capaz de transformar realidades.

Em 15 de março também lembramos o Dia do Consumidor e os fiéis católicos celebram São Longuinho.

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