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Março em Alerta Máximo: rim e intestino entram no radar da prevenção

Março ganha tons de vermelho e azul-marinho para lembrar que informação salva vidas. O Março Vermelho chama atenção para o câncer renal, tumor que atinge o sistema urinário e registra cerca de 6 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas oficiais do Instituto Nacional de Câncer. Silenciosa nas fases iniciais, a doença muitas vezes só é descoberta em exames de rotina, como ultrassonografia e tomografia. Sangue na urina, dor lombar persistente, perda de peso inexplicada e fadiga são sinais que exigem investigação médica. Tabagismo, obesidade e hipertensão estão entre os principais fatores de risco, o que reforça a importância de hábitos saudáveis e acompanhamento clínico regular.

No mesmo mês, o Março Azul-Marinho amplia o foco para o câncer colorretal, um dos tumores mais incidentes e letais no país. A campanha destaca a prevenção e o diagnóstico precoce como estratégias decisivas, sobretudo a partir dos 45 ou 50 anos, faixa etária recomendada para rastreamento. A colonoscopia é o exame mais eficaz para identificar lesões iniciais, enquanto o teste de sangue oculto nas fezes também contribui para detectar alterações precoces. Sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, dor abdominal recorrente e emagrecimento sem causa aparente são alertas que não devem ser ignorados.

A mobilização reúne instituições como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a Federação Brasileira de Gastroenterologia e o Instituto Oncoguia, que intensificam ações educativas em todo o país. A mensagem é clara e baseada em evidências: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e menor o impacto do tratamento. Em um cenário em que a prevenção ainda enfrenta barreiras culturais e informacionais, março se consolida como um chamado público à responsabilidade individual e coletiva com a própria saúde.

Ilustração: Oncológica do Brasil

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18 de fevereiro: Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo alerta para impactos do consumo excessivo no Brasil

Celebrado em 18 de fevereiro, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo chama a atenção para uma das principais questões de saúde pública do país, ao tratar o alcoolismo como uma doença crônica que provoca danos físicos, mentais e sociais. Dados do Instituto Brasileiro do Fígado indicam que cerca de 55% da população brasileira consome bebidas alcoólicas, sendo que uma em cada três pessoas bebe ao menos uma vez por semana. O levantamento também aponta que 18,8% dos entrevistados relataram consumo abusivo, cenário que se agravou durante a pandemia, período marcado pelo aumento de quadros de ansiedade e depressão.

O consumo excessivo de álcool está associado a doenças como cirrose, hepatite alcoólica, hipertensão, câncer e transtornos mentais, além de elevar o risco de acidentes e episódios de violência. O Ministério da Saúde alerta que padrões considerados socialmente comuns, como beber apenas aos fins de semana, podem configurar uso nocivo, capaz de causar prejuízos à saúde e à vida social. Especialistas destacam ainda que fatores como predisposição genética, início precoce do consumo, transtornos mentais preexistentes e contextos de vulnerabilidade social aumentam o risco de dependência, com impactos que podem se estender por toda a vida.

O enfrentamento do alcoolismo envolve prevenção, informação e acesso ao tratamento. O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, com acompanhamento médico, psicológico e apoio às famílias. Grupos de ajuda mútua, como os Alcoólicos Anônimos, também exercem papel fundamental na recuperação. Especialistas reforçam que adiar o primeiro contato com o álcool, especialmente na adolescência, reduz significativamente o risco de dependência, além de destacar a importância de buscar ajuda profissional ao identificar sinais de uso problemático.

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15 de fevereiro chama atenção para o diagnóstico precoce do câncer infantil

O Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, lembrado em 15 de fevereiro, reforça a importância da conscientização sobre a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Criada em 2002 pela Childhood Cancer International, a data mobiliza países de todo o mundo para ampliar a informação, estimular o diagnóstico precoce e apoiar pacientes e familiares. Estimativas do Inca indicam que o Brasil registra cerca de 8 mil novos casos de câncer infantil por ano, com destaque para leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas, que concentram a maior parte dos diagnósticos nessa faixa etária.

Os sinais da doença, muitas vezes semelhantes aos de enfermidades comuns da infância, exigem atenção constante de pais e profissionais de saúde. Palidez persistente, hematomas sem causa aparente, dores ósseas, caroços indolores, perda de peso inexplicada, alterações visuais, dores de cabeça frequentes e vômitos matinais estão entre os sintomas que precisam ser investigados. O Ministério da Saúde destaca que o acompanhamento regular com o pediatra é fundamental, pois o diagnóstico precoce amplia significativamente as chances de cura, que podem ultrapassar 80% quando o tratamento é iniciado em tempo oportuno e de forma adequada.

Além do acesso aos recursos terapêuticos disponíveis no Sistema Único de Saúde, especialistas ressaltam a necessidade de um atendimento humanizado e multidisciplinar. O cuidado integral envolve não apenas o tratamento oncológico, mas também o acompanhamento psicológico, social e o seguimento a longo prazo para identificar possíveis complicações tardias. Iniciativas articuladas pelo Ministério da Saúde, em parceria com organismos internacionais, buscam reduzir desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, contribuindo para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida de crianças e adolescentes em todo o país.

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Brasil reduz mortalidade infantil e reforça políticas de saúde pública

O Brasil mantém trajetória de queda na mortalidade infantil, refletindo avanços em saúde pública e condições de atenção materno-infantil. Dados oficiais mostram que a taxa de mortalidade infantil no país caiu substancialmente nas últimas décadas e se estabiliza em níveis historicamente baixos, com cerca de 12,5 óbitos por mil nascidos vivos em 2023, de acordo com dados consolidados pelo Statista a partir de estatísticas brasileiras. Essa redução prolongada é reflexo de políticas de saúde pública, ampliação do acesso à atenção básica e melhorias em saneamento e nutrição infantil, conforme indicadores oficiais de saúde pública.

Especialistas em saúde pública destacam que as estratégias integradas de acompanhamento de gestantes, programas de imunização e maior acesso a serviços preventivos continuam sendo fundamentais para novos avanços. O uso de sistemas robustos de informação em saúde, como o Sistema de Informações sobre Mortalidade e o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, permite monitorar e orientar políticas orientadas à redução de óbitos infantis como prioridade de saúde pública e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, reafirmando a importância de ações contínuas para diminuir desigualdades regionais.

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Dia Nacional da Mamografia destaca importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

Ilustração: UFPA

Celebrado neste 5 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia reforça a relevância do exame como principal estratégia para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil. Instituída pela Lei nº 11.695, de 2008, a data busca ampliar a conscientização para além das campanhas sazonais, incentivando que o cuidado com a saúde da mulher seja contínuo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o país deve registrar cerca de 74 mil novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2023-2025, o que mantém a doença como a principal causa de morte por câncer entre mulheres brasileiras.

A mamografia é um exame de imagem que utiliza raios X para identificar alterações no tecido mamário antes mesmo do surgimento de sinais ou sintomas. O Ministério da Saúde recomenda, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a realização do exame de rastreamento a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos. Quando o câncer é identificado em estágios iniciais, as chances de cura podem chegar a até 98%, conforme dados do INCA. Além da mamografia, a atenção ao próprio corpo e a observação de mudanças nas mamas continuam sendo fundamentais, já que grande parte dos diagnósticos tem início a partir da percepção das próprias mulheres.

Do ponto de vista da segurança, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informa que a dose de radiação utilizada na mamografia é baixa e controlada, com benefícios que superam amplamente os riscos. Estudos apontam que a redução na realização de exames, como ocorreu durante a pandemia, pode resultar em diagnósticos tardios e tratamentos mais agressivos. O Dia Nacional da Mamografia, portanto, funciona como um alerta permanente para a prevenção, o acesso aos exames e o fortalecimento das políticas públicas de saúde da mulher.

Também é celebrado hoje o Dia do Dermatologista, profissional essencial na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de pele.

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SUS acelera cirurgias eletivas e reduz filas históricas em todo o país

O Sistema Único de Saúde ampliou de forma significativa a oferta de cirurgias eletivas em todo o Brasil, resultando na redução de filas que se acumulavam há anos e no atendimento mais rápido a milhares de pacientes. De acordo com balanços do Programa Nacional de Redução das Filas, divulgados pelo Ministério da Saúde em 2024 e 2025, houve crescimento expressivo no número de procedimentos realizados, com prioridade para especialidades de maior demanda, como ortopedia, oftalmologia e cirurgia geral. A iniciativa permitiu recuperar parte da capacidade assistencial impactada pela pandemia e reorganizar o fluxo de atendimentos na rede pública.

Segundo o Ministério da Saúde, o avanço foi possível graças ao aumento do financiamento federal, à ampliação de parcerias com estados e municípios e ao melhor aproveitamento da estrutura hospitalar já existente. A pasta destaca que a estratégia também incluiu mutirões, contratos temporários e monitoramento permanente das filas, garantindo maior transparência e eficiência na gestão. Especialistas em saúde pública avaliam que a continuidade do programa é essencial para manter a redução do tempo de espera e assegurar o acesso oportuno da população a procedimentos cirúrgicos essenciais.

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Macaíba inicia inserção do Implanon na rede municipal de saúde

A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou, na manhã da quarta-feira (21), a inserção do implante contraceptivo subdérmico (Implanon) em 25 pacientes do município, com idades entre 14 e 49 anos. As usuárias foram selecionadas pelas 28 Unidades Básicas de Saúde (UBS). O Implanon é um método contraceptivo de longa duração, com eficácia de até três anos, inserido sob a pele do braço e reconhecido pela alta efetividade.

Durante a ação, também foi realizada a certificação de mais dez profissionais da rede municipal de saúde, sendo seis enfermeiros das Unidades de Saúde de Tapará, As Marias, Loteamento Esperança, José Coelho, Cana Brava e Mangabeira, além de quatro médicos das unidades de Traíras, Bela Macaíba, Campinas e Campo da Santa Cruz, todos habilitados para a inserção do dispositivo por meio da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

Anteriormente, o município já havia capacitado quatro profissionais da Atenção Básica, três enfermeiras e uma médica, das Unidades de Saúde de Morada da Fé, Potengi e Lagoa dos Cavalos, ampliando a oferta do método na rede municipal.

Entre as pacientes atendidas está Larissa Vital da Silva, de 18 anos, selecionada para a utilização do método por apresentar ovários policísticos e anemia decorrente de sangramento menstrual intenso. “Estou tranquila, foi tudo bem explicado. Conviver com ovário policístico não é fácil, mas hoje me senti acolhida. O Implanon foi indicado para me ajudar a cuidar da minha saúde e do meu futuro”, relatou.

O município de Macaíba recebeu do Ministério da Saúde 293 unidades do implante subdérmico e está entre os dez primeiros municípios do Rio Grande do Norte selecionados para receber o dispositivo, cujo custo unitário varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

A oferta do Implanon ocorrerá de forma gradativa, conforme avaliação clínica e indicação profissional. A Secretaria Municipal de Saúde orienta que as interessadas procurem sua Unidade Básica de Saúde de referência para obter informações e realizar a avaliação necessária.

Secom PMM

Foto: Rodrigo Galvão

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Macaíba registra mais de 822 mil atendimentos e avança com investimentos e ampliação da rede de saúde em 2025

O ano de 2025 consolidou avanços expressivos na saúde pública de Macaíba, com mais de 822 mil atendimentos realizados na Atenção Primária, Especializada e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os números refletem investimentos contínuos, ampliação da rede de serviços e fortalecimento do cuidado integral, colocando o município em posição de destaque no cenário estadual e nacional.

A Atenção Primária seguiu como eixo central da política de saúde, com expansão da cobertura, foco na prevenção e entrega de novas Unidades Básicas de Saúde, tanto na zona urbana quanto na rural. Entre os destaques estão a UBS Valdomiro Pedro do Nascimento, na Vila São José, além de anexos em comunidades como Porteiras, Lagoa Nova e Conjunto Manoel Dias. Outras unidades tiveram obras concluídas e avançaram para a fase de equipagem, enquanto algumas chegaram à etapa final de construção. O município também ampliou o horário de funcionamento de UBSs estratégicas, fortalecendo o atendimento a pequenas urgências.

Na saúde da mulher, foram realizados mais de 4,4 mil exames preventivos do câncer do colo do útero, com resultados entregues em prazos reduzidos, garantindo diagnóstico precoce. Outro avanço foi a adoção de canetas reutilizáveis de insulina, melhorando o controle glicêmico de pacientes com diabetes. As ações de promoção e prevenção alcançaram o ambiente de trabalho, com palestras, vacinação e testagens em empresas locais, totalizando mais de 3,1 mil vacinas aplicadas.

A Atenção Especializada apresentou resultados relevantes, com novo endereço do Serviço de Assistência Especializada, fortalecimento do Programa Municipal de Glaucoma e mais de 6 mil procedimentos oftalmológicos realizados. O ABA Macaíba Reabilitação ampliou o público atendido e a oferta de terapias, reforçando o cuidado a crianças e adolescentes com TEA. A UPA manteve-se como referência regional, com a aquisição de uma ambulância UTI própria, tecnologia de ponta e uso de trombolíticos em casos de infarto.

O município ainda foi contemplado pelo Novo PAC Saúde 2025, promoveu ações de vigilância, realizou a Conferência Municipal de Saúde e conquistou o 1º lugar no Rio Grande do Norte no ranking nacional de acesso à saúde do CLP, reafirmando o compromisso com uma saúde pública eficiente e humanizada.

Foto: Rodrigo Galvão
Secom PMM

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Histórico: OMS certifica Brasil pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho

A Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou o Brasil pela eliminação da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV, tornando-o o maior país das Américas a alcançar esse marco histórico. Essa conquista reflete o compromisso de longa data do Brasil com o acesso universal e gratuito aos serviços de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), ancorado em uma forte atenção primária à saúde e no respeito aos direitos humanos.

“Eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho é uma grande conquista de saúde pública para qualquer país, especialmente um tão grande e complexo como o Brasil”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “O Brasil mostrou que, com compromisso político sustentado e acesso equitativo a serviços de saúde de qualidade, todo país pode garantir que toda criança nasça livre do HIV e que toda mãe receba o cuidado que merece.”

O marco foi celebrado durante uma cerimônia em Brasília, com a presença do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, além de membros do UNAIDS.

Cumprimento dos critérios de certificação

O Brasil cumpriu todos os critérios para a certificação, incluindo a redução da transmissão vertical do HIV para menos de 2% e a obtenção de cobertura superior a 95% de atenção pré-natal, testagem rotineira para HIV e tratamento oportuno para gestantes vivendo com HIV. Além de alcançar as metas de validação, o país demonstrou a oferta de serviços de qualidade para mães e seus bebês, sistemas robustos de dados e laboratórios, e um forte compromisso com os direitos humanos, igualdade de gênero e engajamento comunitário.

O país implementou uma abordagem progressiva e subnacional ao certificar inicialmente estados e municípios com mais de 100 mil habitantes, adaptando a metodologia de certificação da OPAS/OMS ao contexto nacional, ao mesmo tempo em que manteve a coerência em todo o território.

O processo de avaliação, apoiado pela OPAS, foi conduzido por especialistas independentes que revisaram dados, documentação e o funcionamento de serviços de saúde. Os achados foram então analisados pelo Comitê Consultivo Global de Validação da OMS, que recomendou formalmente a certificação do Brasil para a eliminação.

“Essa conquista mostra que eliminar a transmissão vertical do HIV é possível quando as gestantes conhecem seu estado sorológico, recebem tratamento oportuno e têm acesso a serviços de saúde materna e a um parto seguro”, afirmou Jarbas Barbosa, diretor da OPAS. “É também o resultado da dedicação incansável de milhares de profissionais de saúde, agentes comunitários de saúde e organizações da sociedade civil. A cada dia, eles mantêm a continuidade do cuidado, identificam obstáculos e trabalham para superá-los, garantindo que até as populações mais vulneráveis possam acessar serviços essenciais de saúde.”

Parte de uma iniciativa mais ampla

Ao longo da última década (2015–2024), mais de 50 mil infecções pediátricas por HIV foram evitadas na Região das Américas como resultado da implementação da iniciativa para eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho.

O sucesso do Brasil faz parte da Iniciativa EMTCT Plus, que busca eliminar a transmissão de mãe para filho do HIV, da sífilis, da hepatite B e da doença de Chagas congênita, em colaboração com o UNICEF e o UNAIDS, e está integrada à Iniciativa da OPAS de Eliminação de Doenças, um esforço regional para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e condições relacionadas nas Américas até 2030.

“Estou muito satisfeita que o Brasil tenha acabado de ser certificado pela OMS/OPAS pela eliminação da transmissão vertical — o primeiro país com mais de 100 milhões de habitantes a alcançar esse feito”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “E fizeram isso adotando o que sabemos que funciona — priorizando a cobertura universal de saúde, enfrentando os determinantes sociais que impulsionam a epidemia, protegendo os direitos humanos e até — quando necessário — quebrando monopólios para garantir o acesso a medicamentos.”

Contexto global

O Brasil é um dos 19 países e territórios no mundo que foram validados pela OMS pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho. Doze deles estão na Região das Américas. Em 2015, Cuba se tornou o primeiro país do mundo a ser certificado pela eliminação da transmissão vertical do HIV e eliminação da sífilis congênita. Os outros países da Região são Anguilla, Antígua e Barbuda, Bermudas, Ilhas Cayman, Montserrat e São Cristóvão e Nevis, em 2017; Dominica, em 2020; Belize, em 2023; e Jamaica e São Vicente e Granadinas, em 2024.

Fora das Américas, os países certificados pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho são Armênia, Belarus, Malásia, Maldivas, Omã, Sri Lanka e Tailândia.

Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

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Macaíba: Comunidade de Lagoa Nova ganha anexo de saúde e centro social

Mais uma entrega que reforça os avanços da saúde pública em Macaíba. O município encerra o ano com importantes conquistas na área, ampliando o acesso e a qualidade dos serviços ofertados à população. Dentro desse contexto, foi inaugurado nesta quinta-feira (18), pelo prefeito Emídio Júnior, o Anexo de Saúde da Comunidade de Lagoa Nova Eliete Maria Costa dos Santos, além do Centro Social
José Felipe Sobrinho.

Localizada na zona rural de Macaíba, a unidade funcionará como anexo da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Traíras, beneficiando aproximadamente 135 famílias das comunidades de Lagoa Nova, Umari e Torrões. O espaço ofertará atendimento médico, odontológico, de enfermagem, vacinação e o acompanhamento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com atuação dos profissionais uma vez por semana na comunidade.

Durante a solenidade, o prefeito Emídio Júnior destacou a relevância da obra para os moradores das comunidades atendidas. “Estamos devolvendo à comunidade de Lagoa Nova um prédio que estava fechado e que agora passa a oferecer serviços de saúde e assistência social. Não quero ver ninguém chegando de madrugada para pegar ficha ou voltar para casa sem atendimento. O cuidado com a população precisa ser feito com dignidade e da melhor forma possível”, afirmou.

O gestor também enfatizou que a obra foi realizada com recursos de emenda federal destinada pelo deputado Robinson Faria, que participou da solenidade. “De forma transparente e prestando contas, estamos entregando um equipamento que vai servir à saúde e também à convivência comunitária. Além do anexo de saúde, o centro social ficará à disposição das igrejas, do TRE e de toda a população de Lagoa Nova, Torrões e Umari”, completou.

A secretária municipal de Saúde também ressaltou o conjunto de investimentos realizados ao longo do ano. “Hoje é mais um dia de entrega de serviço de saúde à população. Estamos celebrando o acesso de qualidade e encerrando um ano de muitas conquistas, com a abertura do anexo de Porteiras, de Manoel Dias, da UBS Vila São José II e a ampliação da Bela Macaíba com a Sentinela. Foi um ano de muitos ganhos para a saúde e para a população”, destacou.

Filha de Eliete Maria e neta de José Felipe, Elaíne Cristina, irmã da primeira-dama Edilaine Emídio, falou em nome da família e relembrou a importância histórica do local para a comunidade. Segundo ela, o terreno doado por seu avô, José Felipe Sobrinho, onde está o anexo de saúde, funcionou inicialmente como escola, sendo o primeiro espaço público da comunidade. No local, sua mãe, Eliete Maria atuou como merendeira.

“Hoje, ver esse prédio transformado em um centro comunitário é um verdadeiro recomeço, um novo capítulo para Lagoa Nova, Torrões e Umari. É um espaço que vai oferecer atendimento médico, serviços públicos e assistência social, trazendo cidadania, mais praticidade no cuidado com a saúde e dignidade para os moradores dessas comunidades”, declarou.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi a homenagem à delegação de capoeira da APAE Macaíba, que conquistou medalha de ouro nas XXIV Olimpíadas Especiais da APAE, realizadas em Brasília. A solenidade contou com a presença do deputado federal Robinson Faria, da presidente da Câmara Municipal, Érika Emídio, além dos vereadores Edi do Posto, Rita de Oliveira e Igor Targino, lideranças comunitárias e moradores da região.

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Agora tem especialistas: Carreta de atendimento reforça cuidado integral à saúde da mulher em Parnamirim

A chegada da carreta de atendimento especializado a Parnamirim simboliza um avanço concreto no direito das mulheres ao cuidado com a própria saúde de forma digna, respeitosa e no tempo adequado. A iniciativa amplia o acesso a consultas, exames e diagnósticos sem a longa espera que historicamente marca o sistema público, reduzindo a peregrinação por atendimento e o sofrimento de quem depende exclusivamente do SUS. Ao garantir atenção oportuna, o serviço reafirma que cuidar da saúde feminina é também proteger famílias, fortalecer comunidades e investir no futuro coletivo.

A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, criado para enfrentar um dos principais gargalos da saúde pública brasileira: as filas e a demora no atendimento especializado. No Rio Grande do Norte, o programa ganhou forma a partir da articulação entre Estado, municípios e rede assistencial, com organização dos fluxos e integração dos serviços. O resultado é a transformação de uma política nacional em atendimento real, capaz de chegar a quem mais precisa.

A partir desta sexta-feira, 19 de dezembro, em Parnamirim, a carreta passa a atuar diretamente na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças como o câncer de mama e os cânceres ginecológicos, com oferta de acompanhamento, acolhimento e continuidade do cuidado. Integrada ao SUS, a estrutura dialoga com a atenção básica, com a rede municipal e com os serviços estaduais, garantindo que o atendimento não se encerre no exame, mas siga com tratamento e monitoramento. A proposta reforça um princípio central da saúde pública: saúde não é concessão, é direito assegurado por políticas permanentes.

O fortalecimento dessas ações ocorre em um contexto de reconstrução do SUS como prioridade nacional, com apoio do Governo Federal e do Ministério da Saúde. No Rio Grande do Norte, os investimentos têm se refletido na ampliação de leitos, no aumento do número de cirurgias, na consolidação de linhas de cuidado para infarto e AVC, no fortalecimento de hospitais regionais e na estruturação do Hospital da Mulher. A carreta, nesse cenário, torna-se símbolo de escolhas políticas que colocam a vida no centro das decisões e reafirmam o papel do Estado no cuidado, especialmente com mulheres que historicamente assumem o cuidado de todos, mas nem sempre recebem a atenção necessária.

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27 de novembro marca o Dia Nacional de Luta contra o Câncer e o Dia de Combate ao Câncer de Mama

O Brasil reforça, nesta quarta-feira, 27 de novembro, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce ao celebrar o Dia Nacional de Combate ao Câncer e o Dia Nacional de Luta contra o Câncer de Mama. As datas, instituídas pelo Ministério da Saúde e pelo Congresso Nacional, têm como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre a doença, estimular hábitos saudáveis e promover a conscientização sobre sinais, riscos e cuidados essenciais. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o câncer é um conjunto de mais de cem doenças marcadas pelo crescimento desordenado de células que podem invadir tecidos e se espalhar para outras regiões do corpo.

O surgimento do câncer resulta de alterações genéticas que modificam o funcionamento das células. Embora o fator hereditário exista, a maior parte dos casos está associada a causas externas, como exposição ambiental, hábitos de vida e condições de trabalho. Entre os fatores de risco mais conhecidos estão o tabagismo, o consumo de álcool, a obesidade e a exposição prolongada ao sol sem proteção. A prevenção primária, baseada em escolhas saudáveis e na redução de riscos ambientais, e a prevenção secundária, que envolve exames periódicos e tratamento de lesões pré-malignas, são estratégias fundamentais defendidas pelo INCA e por sociedades médicas.

Entre as diversas formas da doença, o câncer de mama permanece como um dos mais incidentes no país, especialmente entre mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Estimativas do INCA apontam que o Brasil registre cerca de 66 mil novos casos ao ano, números que reforçam a importância de atenção contínua à saúde mamária. O câncer de mama decorre da multiplicação anormal de células da mama e pode apresentar sinais iniciais como nódulos, alterações na pele, modificações no mamilo e presença de pequenos caroços nas axilas. Embora raro, também pode acometer homens. Quando diagnosticado precocemente, apresenta maior possibilidade de cura e respostas mais favoráveis aos tratamentos disponíveis.

A prevenção do câncer de mama envolve hábitos que contribuem para reduzir riscos, como praticar atividades físicas, manter alimentação equilibrada, controlar o peso, evitar álcool e tabaco, além de amamentar quando possível. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia para mulheres a partir dos 50 anos como estratégia de rastreamento populacional, sem substituir a observação cotidiana das mamas, que continua sendo uma forma importante de identificar alterações suspeitas. Em todos os casos, sinais e sintomas devem ser avaliados por profissionais de saúde, garantindo encaminhamento adequado e tratamento oportuno. No Dia Nacional de Luta contra o Câncer e no Dia de Combate ao Câncer de Mama, a mensagem central permanece clara: informação, prevenção e cuidado salvam vidas.

Foto: GovBR

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