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Março acende alerta global para a obesidade e cobra ação concreta

O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, coloca em evidência uma das principais emergências de saúde pública do século 21. A data propõe um debate que vai além da estética e enfrenta a obesidade como o que ela é: uma doença crônica, complexa e multifatorial. Em diferentes países, prédios públicos são iluminados de roxo para simbolizar o compromisso com a conscientização, a redução do estigma e a defesa de políticas públicas eficazes. A mensagem central é clara: não se trata de falta de força de vontade, mas de um desafio coletivo que exige informação, acolhimento e tratamento adequado.

No Brasil, os números reforçam a urgência. Dados do Vigitel indicam que 24,3 por cento dos adultos nas 27 capitais brasileiras vivem com obesidade. Entre adolescentes de 13 a 17 anos, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar já apontava, em sua última edição disponível, uma prevalência de 7,8 por cento. A obesidade é fator de risco relevante para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, ampliando o impacto sobre o sistema de saúde e sobre a qualidade de vida da população.

Para enfrentar esse cenário, o país conta com o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis 2021-2030, conhecido como Plano de Dant, que estabelece metas específicas para reduzir a obesidade entre crianças e adolescentes e deter o avanço entre adultos. A Coordenação-Geral de Doenças Não Transmissíveis também prepara boletim epidemiológico com dados atualizados para orientar políticas públicas mais eficazes. A lógica é baseada em evidências: prevenção, alimentação adequada, combate ao consumo excessivo de ultraprocessados, incentivo à atividade física e cuidado multidisciplinar.

O debate ganha ainda mais relevância porque, na mesma data, celebra-se o Dia de Conscientização sobre o HPV, reforçando a importância da prevenção e do cuidado integral com a saúde. O 4 de março, portanto, simboliza um duplo chamado à responsabilidade coletiva. Promover hábitos saudáveis, ampliar o acesso à informação qualificada e fortalecer políticas públicas são passos decisivos para transformar estatísticas em qualidade de vida e construir um futuro mais saudável para todas as gerações.

Ilustração: Acelera Saúde

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3 de março: ouvir bem é viver melhor

Celebrado neste 3 de março, o Dia Nacional do Otorrinolaringologista se une ao Dia Mundial da Audição para colocar em pauta um cuidado que muitas vezes só recebe atenção quando falha: a saúde dos ouvidos, do nariz e da garganta. Oficializada no Brasil em 2016, a data reforça o papel estratégico do especialista na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças que afetam desde a audição até a respiração e a voz. A mobilização acompanha a agenda global liderada pela Organização Mundial da Saúde, que alerta para o avanço dos casos de perda auditiva evitável e para a importância de intervenções precoces.

O campo de atuação do otorrinolaringologista é amplo e impacta diretamente a qualidade de vida. Problemas como rinite, sinusite, otite, tonturas, apneia do sono, distúrbios de voz e perda auditiva estão entre as queixas mais frequentes nos consultórios. Em um país onde o uso intenso de fones de ouvido se tornou hábito cotidiano, campanhas educativas ganham força ao destacar práticas seguras de escuta e a necessidade de avaliação médica diante de sintomas persistentes. O diagnóstico precoce continua sendo o divisor de águas para evitar complicações e preservar funções essenciais.

A criação oficial da data no Brasil, a partir do Projeto de Lei 3727 de 2015, consolidou o 3 de março como um marco de conscientização nacional. Mais do que celebrar a especialidade, o momento convida a população a olhar com atenção para sinais muitas vezes negligenciados, como zumbidos, rouquidão frequente ou dificuldade para respirar. Cuidar da saúde auditiva e das vias aéreas superiores é investir em comunicação, bem-estar e autonomia ao longo da vida.

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Março em Alerta Máximo: rim e intestino entram no radar da prevenção

Março ganha tons de vermelho e azul-marinho para lembrar que informação salva vidas. O Março Vermelho chama atenção para o câncer renal, tumor que atinge o sistema urinário e registra cerca de 6 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas oficiais do Instituto Nacional de Câncer. Silenciosa nas fases iniciais, a doença muitas vezes só é descoberta em exames de rotina, como ultrassonografia e tomografia. Sangue na urina, dor lombar persistente, perda de peso inexplicada e fadiga são sinais que exigem investigação médica. Tabagismo, obesidade e hipertensão estão entre os principais fatores de risco, o que reforça a importância de hábitos saudáveis e acompanhamento clínico regular.

No mesmo mês, o Março Azul-Marinho amplia o foco para o câncer colorretal, um dos tumores mais incidentes e letais no país. A campanha destaca a prevenção e o diagnóstico precoce como estratégias decisivas, sobretudo a partir dos 45 ou 50 anos, faixa etária recomendada para rastreamento. A colonoscopia é o exame mais eficaz para identificar lesões iniciais, enquanto o teste de sangue oculto nas fezes também contribui para detectar alterações precoces. Sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, dor abdominal recorrente e emagrecimento sem causa aparente são alertas que não devem ser ignorados.

A mobilização reúne instituições como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a Federação Brasileira de Gastroenterologia e o Instituto Oncoguia, que intensificam ações educativas em todo o país. A mensagem é clara e baseada em evidências: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e menor o impacto do tratamento. Em um cenário em que a prevenção ainda enfrenta barreiras culturais e informacionais, março se consolida como um chamado público à responsabilidade individual e coletiva com a própria saúde.

Ilustração: Oncológica do Brasil

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18 de fevereiro: Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo alerta para impactos do consumo excessivo no Brasil

Celebrado em 18 de fevereiro, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo chama a atenção para uma das principais questões de saúde pública do país, ao tratar o alcoolismo como uma doença crônica que provoca danos físicos, mentais e sociais. Dados do Instituto Brasileiro do Fígado indicam que cerca de 55% da população brasileira consome bebidas alcoólicas, sendo que uma em cada três pessoas bebe ao menos uma vez por semana. O levantamento também aponta que 18,8% dos entrevistados relataram consumo abusivo, cenário que se agravou durante a pandemia, período marcado pelo aumento de quadros de ansiedade e depressão.

O consumo excessivo de álcool está associado a doenças como cirrose, hepatite alcoólica, hipertensão, câncer e transtornos mentais, além de elevar o risco de acidentes e episódios de violência. O Ministério da Saúde alerta que padrões considerados socialmente comuns, como beber apenas aos fins de semana, podem configurar uso nocivo, capaz de causar prejuízos à saúde e à vida social. Especialistas destacam ainda que fatores como predisposição genética, início precoce do consumo, transtornos mentais preexistentes e contextos de vulnerabilidade social aumentam o risco de dependência, com impactos que podem se estender por toda a vida.

O enfrentamento do alcoolismo envolve prevenção, informação e acesso ao tratamento. O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, com acompanhamento médico, psicológico e apoio às famílias. Grupos de ajuda mútua, como os Alcoólicos Anônimos, também exercem papel fundamental na recuperação. Especialistas reforçam que adiar o primeiro contato com o álcool, especialmente na adolescência, reduz significativamente o risco de dependência, além de destacar a importância de buscar ajuda profissional ao identificar sinais de uso problemático.

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15 de fevereiro chama atenção para o diagnóstico precoce do câncer infantil

O Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, lembrado em 15 de fevereiro, reforça a importância da conscientização sobre a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Criada em 2002 pela Childhood Cancer International, a data mobiliza países de todo o mundo para ampliar a informação, estimular o diagnóstico precoce e apoiar pacientes e familiares. Estimativas do Inca indicam que o Brasil registra cerca de 8 mil novos casos de câncer infantil por ano, com destaque para leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas, que concentram a maior parte dos diagnósticos nessa faixa etária.

Os sinais da doença, muitas vezes semelhantes aos de enfermidades comuns da infância, exigem atenção constante de pais e profissionais de saúde. Palidez persistente, hematomas sem causa aparente, dores ósseas, caroços indolores, perda de peso inexplicada, alterações visuais, dores de cabeça frequentes e vômitos matinais estão entre os sintomas que precisam ser investigados. O Ministério da Saúde destaca que o acompanhamento regular com o pediatra é fundamental, pois o diagnóstico precoce amplia significativamente as chances de cura, que podem ultrapassar 80% quando o tratamento é iniciado em tempo oportuno e de forma adequada.

Além do acesso aos recursos terapêuticos disponíveis no Sistema Único de Saúde, especialistas ressaltam a necessidade de um atendimento humanizado e multidisciplinar. O cuidado integral envolve não apenas o tratamento oncológico, mas também o acompanhamento psicológico, social e o seguimento a longo prazo para identificar possíveis complicações tardias. Iniciativas articuladas pelo Ministério da Saúde, em parceria com organismos internacionais, buscam reduzir desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, contribuindo para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida de crianças e adolescentes em todo o país.

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Brasil reduz mortalidade infantil e reforça políticas de saúde pública

O Brasil mantém trajetória de queda na mortalidade infantil, refletindo avanços em saúde pública e condições de atenção materno-infantil. Dados oficiais mostram que a taxa de mortalidade infantil no país caiu substancialmente nas últimas décadas e se estabiliza em níveis historicamente baixos, com cerca de 12,5 óbitos por mil nascidos vivos em 2023, de acordo com dados consolidados pelo Statista a partir de estatísticas brasileiras. Essa redução prolongada é reflexo de políticas de saúde pública, ampliação do acesso à atenção básica e melhorias em saneamento e nutrição infantil, conforme indicadores oficiais de saúde pública.

Especialistas em saúde pública destacam que as estratégias integradas de acompanhamento de gestantes, programas de imunização e maior acesso a serviços preventivos continuam sendo fundamentais para novos avanços. O uso de sistemas robustos de informação em saúde, como o Sistema de Informações sobre Mortalidade e o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, permite monitorar e orientar políticas orientadas à redução de óbitos infantis como prioridade de saúde pública e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, reafirmando a importância de ações contínuas para diminuir desigualdades regionais.

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Dia Nacional da Mamografia destaca importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

Ilustração: UFPA

Celebrado neste 5 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia reforça a relevância do exame como principal estratégia para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil. Instituída pela Lei nº 11.695, de 2008, a data busca ampliar a conscientização para além das campanhas sazonais, incentivando que o cuidado com a saúde da mulher seja contínuo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o país deve registrar cerca de 74 mil novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2023-2025, o que mantém a doença como a principal causa de morte por câncer entre mulheres brasileiras.

A mamografia é um exame de imagem que utiliza raios X para identificar alterações no tecido mamário antes mesmo do surgimento de sinais ou sintomas. O Ministério da Saúde recomenda, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a realização do exame de rastreamento a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos. Quando o câncer é identificado em estágios iniciais, as chances de cura podem chegar a até 98%, conforme dados do INCA. Além da mamografia, a atenção ao próprio corpo e a observação de mudanças nas mamas continuam sendo fundamentais, já que grande parte dos diagnósticos tem início a partir da percepção das próprias mulheres.

Do ponto de vista da segurança, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informa que a dose de radiação utilizada na mamografia é baixa e controlada, com benefícios que superam amplamente os riscos. Estudos apontam que a redução na realização de exames, como ocorreu durante a pandemia, pode resultar em diagnósticos tardios e tratamentos mais agressivos. O Dia Nacional da Mamografia, portanto, funciona como um alerta permanente para a prevenção, o acesso aos exames e o fortalecimento das políticas públicas de saúde da mulher.

Também é celebrado hoje o Dia do Dermatologista, profissional essencial na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de pele.

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SUS acelera cirurgias eletivas e reduz filas históricas em todo o país

O Sistema Único de Saúde ampliou de forma significativa a oferta de cirurgias eletivas em todo o Brasil, resultando na redução de filas que se acumulavam há anos e no atendimento mais rápido a milhares de pacientes. De acordo com balanços do Programa Nacional de Redução das Filas, divulgados pelo Ministério da Saúde em 2024 e 2025, houve crescimento expressivo no número de procedimentos realizados, com prioridade para especialidades de maior demanda, como ortopedia, oftalmologia e cirurgia geral. A iniciativa permitiu recuperar parte da capacidade assistencial impactada pela pandemia e reorganizar o fluxo de atendimentos na rede pública.

Segundo o Ministério da Saúde, o avanço foi possível graças ao aumento do financiamento federal, à ampliação de parcerias com estados e municípios e ao melhor aproveitamento da estrutura hospitalar já existente. A pasta destaca que a estratégia também incluiu mutirões, contratos temporários e monitoramento permanente das filas, garantindo maior transparência e eficiência na gestão. Especialistas em saúde pública avaliam que a continuidade do programa é essencial para manter a redução do tempo de espera e assegurar o acesso oportuno da população a procedimentos cirúrgicos essenciais.

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Macaíba inicia inserção do Implanon na rede municipal de saúde

A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou, na manhã da quarta-feira (21), a inserção do implante contraceptivo subdérmico (Implanon) em 25 pacientes do município, com idades entre 14 e 49 anos. As usuárias foram selecionadas pelas 28 Unidades Básicas de Saúde (UBS). O Implanon é um método contraceptivo de longa duração, com eficácia de até três anos, inserido sob a pele do braço e reconhecido pela alta efetividade.

Durante a ação, também foi realizada a certificação de mais dez profissionais da rede municipal de saúde, sendo seis enfermeiros das Unidades de Saúde de Tapará, As Marias, Loteamento Esperança, José Coelho, Cana Brava e Mangabeira, além de quatro médicos das unidades de Traíras, Bela Macaíba, Campinas e Campo da Santa Cruz, todos habilitados para a inserção do dispositivo por meio da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

Anteriormente, o município já havia capacitado quatro profissionais da Atenção Básica, três enfermeiras e uma médica, das Unidades de Saúde de Morada da Fé, Potengi e Lagoa dos Cavalos, ampliando a oferta do método na rede municipal.

Entre as pacientes atendidas está Larissa Vital da Silva, de 18 anos, selecionada para a utilização do método por apresentar ovários policísticos e anemia decorrente de sangramento menstrual intenso. “Estou tranquila, foi tudo bem explicado. Conviver com ovário policístico não é fácil, mas hoje me senti acolhida. O Implanon foi indicado para me ajudar a cuidar da minha saúde e do meu futuro”, relatou.

O município de Macaíba recebeu do Ministério da Saúde 293 unidades do implante subdérmico e está entre os dez primeiros municípios do Rio Grande do Norte selecionados para receber o dispositivo, cujo custo unitário varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

A oferta do Implanon ocorrerá de forma gradativa, conforme avaliação clínica e indicação profissional. A Secretaria Municipal de Saúde orienta que as interessadas procurem sua Unidade Básica de Saúde de referência para obter informações e realizar a avaliação necessária.

Secom PMM

Foto: Rodrigo Galvão

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Macaíba registra mais de 822 mil atendimentos e avança com investimentos e ampliação da rede de saúde em 2025

O ano de 2025 consolidou avanços expressivos na saúde pública de Macaíba, com mais de 822 mil atendimentos realizados na Atenção Primária, Especializada e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os números refletem investimentos contínuos, ampliação da rede de serviços e fortalecimento do cuidado integral, colocando o município em posição de destaque no cenário estadual e nacional.

A Atenção Primária seguiu como eixo central da política de saúde, com expansão da cobertura, foco na prevenção e entrega de novas Unidades Básicas de Saúde, tanto na zona urbana quanto na rural. Entre os destaques estão a UBS Valdomiro Pedro do Nascimento, na Vila São José, além de anexos em comunidades como Porteiras, Lagoa Nova e Conjunto Manoel Dias. Outras unidades tiveram obras concluídas e avançaram para a fase de equipagem, enquanto algumas chegaram à etapa final de construção. O município também ampliou o horário de funcionamento de UBSs estratégicas, fortalecendo o atendimento a pequenas urgências.

Na saúde da mulher, foram realizados mais de 4,4 mil exames preventivos do câncer do colo do útero, com resultados entregues em prazos reduzidos, garantindo diagnóstico precoce. Outro avanço foi a adoção de canetas reutilizáveis de insulina, melhorando o controle glicêmico de pacientes com diabetes. As ações de promoção e prevenção alcançaram o ambiente de trabalho, com palestras, vacinação e testagens em empresas locais, totalizando mais de 3,1 mil vacinas aplicadas.

A Atenção Especializada apresentou resultados relevantes, com novo endereço do Serviço de Assistência Especializada, fortalecimento do Programa Municipal de Glaucoma e mais de 6 mil procedimentos oftalmológicos realizados. O ABA Macaíba Reabilitação ampliou o público atendido e a oferta de terapias, reforçando o cuidado a crianças e adolescentes com TEA. A UPA manteve-se como referência regional, com a aquisição de uma ambulância UTI própria, tecnologia de ponta e uso de trombolíticos em casos de infarto.

O município ainda foi contemplado pelo Novo PAC Saúde 2025, promoveu ações de vigilância, realizou a Conferência Municipal de Saúde e conquistou o 1º lugar no Rio Grande do Norte no ranking nacional de acesso à saúde do CLP, reafirmando o compromisso com uma saúde pública eficiente e humanizada.

Foto: Rodrigo Galvão
Secom PMM

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Histórico: OMS certifica Brasil pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho

A Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou o Brasil pela eliminação da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV, tornando-o o maior país das Américas a alcançar esse marco histórico. Essa conquista reflete o compromisso de longa data do Brasil com o acesso universal e gratuito aos serviços de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), ancorado em uma forte atenção primária à saúde e no respeito aos direitos humanos.

“Eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho é uma grande conquista de saúde pública para qualquer país, especialmente um tão grande e complexo como o Brasil”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “O Brasil mostrou que, com compromisso político sustentado e acesso equitativo a serviços de saúde de qualidade, todo país pode garantir que toda criança nasça livre do HIV e que toda mãe receba o cuidado que merece.”

O marco foi celebrado durante uma cerimônia em Brasília, com a presença do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, além de membros do UNAIDS.

Cumprimento dos critérios de certificação

O Brasil cumpriu todos os critérios para a certificação, incluindo a redução da transmissão vertical do HIV para menos de 2% e a obtenção de cobertura superior a 95% de atenção pré-natal, testagem rotineira para HIV e tratamento oportuno para gestantes vivendo com HIV. Além de alcançar as metas de validação, o país demonstrou a oferta de serviços de qualidade para mães e seus bebês, sistemas robustos de dados e laboratórios, e um forte compromisso com os direitos humanos, igualdade de gênero e engajamento comunitário.

O país implementou uma abordagem progressiva e subnacional ao certificar inicialmente estados e municípios com mais de 100 mil habitantes, adaptando a metodologia de certificação da OPAS/OMS ao contexto nacional, ao mesmo tempo em que manteve a coerência em todo o território.

O processo de avaliação, apoiado pela OPAS, foi conduzido por especialistas independentes que revisaram dados, documentação e o funcionamento de serviços de saúde. Os achados foram então analisados pelo Comitê Consultivo Global de Validação da OMS, que recomendou formalmente a certificação do Brasil para a eliminação.

“Essa conquista mostra que eliminar a transmissão vertical do HIV é possível quando as gestantes conhecem seu estado sorológico, recebem tratamento oportuno e têm acesso a serviços de saúde materna e a um parto seguro”, afirmou Jarbas Barbosa, diretor da OPAS. “É também o resultado da dedicação incansável de milhares de profissionais de saúde, agentes comunitários de saúde e organizações da sociedade civil. A cada dia, eles mantêm a continuidade do cuidado, identificam obstáculos e trabalham para superá-los, garantindo que até as populações mais vulneráveis possam acessar serviços essenciais de saúde.”

Parte de uma iniciativa mais ampla

Ao longo da última década (2015–2024), mais de 50 mil infecções pediátricas por HIV foram evitadas na Região das Américas como resultado da implementação da iniciativa para eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho.

O sucesso do Brasil faz parte da Iniciativa EMTCT Plus, que busca eliminar a transmissão de mãe para filho do HIV, da sífilis, da hepatite B e da doença de Chagas congênita, em colaboração com o UNICEF e o UNAIDS, e está integrada à Iniciativa da OPAS de Eliminação de Doenças, um esforço regional para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e condições relacionadas nas Américas até 2030.

“Estou muito satisfeita que o Brasil tenha acabado de ser certificado pela OMS/OPAS pela eliminação da transmissão vertical — o primeiro país com mais de 100 milhões de habitantes a alcançar esse feito”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “E fizeram isso adotando o que sabemos que funciona — priorizando a cobertura universal de saúde, enfrentando os determinantes sociais que impulsionam a epidemia, protegendo os direitos humanos e até — quando necessário — quebrando monopólios para garantir o acesso a medicamentos.”

Contexto global

O Brasil é um dos 19 países e territórios no mundo que foram validados pela OMS pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho. Doze deles estão na Região das Américas. Em 2015, Cuba se tornou o primeiro país do mundo a ser certificado pela eliminação da transmissão vertical do HIV e eliminação da sífilis congênita. Os outros países da Região são Anguilla, Antígua e Barbuda, Bermudas, Ilhas Cayman, Montserrat e São Cristóvão e Nevis, em 2017; Dominica, em 2020; Belize, em 2023; e Jamaica e São Vicente e Granadinas, em 2024.

Fora das Américas, os países certificados pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho são Armênia, Belarus, Malásia, Maldivas, Omã, Sri Lanka e Tailândia.

Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

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Macaíba: Comunidade de Lagoa Nova ganha anexo de saúde e centro social

Mais uma entrega que reforça os avanços da saúde pública em Macaíba. O município encerra o ano com importantes conquistas na área, ampliando o acesso e a qualidade dos serviços ofertados à população. Dentro desse contexto, foi inaugurado nesta quinta-feira (18), pelo prefeito Emídio Júnior, o Anexo de Saúde da Comunidade de Lagoa Nova Eliete Maria Costa dos Santos, além do Centro Social
José Felipe Sobrinho.

Localizada na zona rural de Macaíba, a unidade funcionará como anexo da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Traíras, beneficiando aproximadamente 135 famílias das comunidades de Lagoa Nova, Umari e Torrões. O espaço ofertará atendimento médico, odontológico, de enfermagem, vacinação e o acompanhamento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com atuação dos profissionais uma vez por semana na comunidade.

Durante a solenidade, o prefeito Emídio Júnior destacou a relevância da obra para os moradores das comunidades atendidas. “Estamos devolvendo à comunidade de Lagoa Nova um prédio que estava fechado e que agora passa a oferecer serviços de saúde e assistência social. Não quero ver ninguém chegando de madrugada para pegar ficha ou voltar para casa sem atendimento. O cuidado com a população precisa ser feito com dignidade e da melhor forma possível”, afirmou.

O gestor também enfatizou que a obra foi realizada com recursos de emenda federal destinada pelo deputado Robinson Faria, que participou da solenidade. “De forma transparente e prestando contas, estamos entregando um equipamento que vai servir à saúde e também à convivência comunitária. Além do anexo de saúde, o centro social ficará à disposição das igrejas, do TRE e de toda a população de Lagoa Nova, Torrões e Umari”, completou.

A secretária municipal de Saúde também ressaltou o conjunto de investimentos realizados ao longo do ano. “Hoje é mais um dia de entrega de serviço de saúde à população. Estamos celebrando o acesso de qualidade e encerrando um ano de muitas conquistas, com a abertura do anexo de Porteiras, de Manoel Dias, da UBS Vila São José II e a ampliação da Bela Macaíba com a Sentinela. Foi um ano de muitos ganhos para a saúde e para a população”, destacou.

Filha de Eliete Maria e neta de José Felipe, Elaíne Cristina, irmã da primeira-dama Edilaine Emídio, falou em nome da família e relembrou a importância histórica do local para a comunidade. Segundo ela, o terreno doado por seu avô, José Felipe Sobrinho, onde está o anexo de saúde, funcionou inicialmente como escola, sendo o primeiro espaço público da comunidade. No local, sua mãe, Eliete Maria atuou como merendeira.

“Hoje, ver esse prédio transformado em um centro comunitário é um verdadeiro recomeço, um novo capítulo para Lagoa Nova, Torrões e Umari. É um espaço que vai oferecer atendimento médico, serviços públicos e assistência social, trazendo cidadania, mais praticidade no cuidado com a saúde e dignidade para os moradores dessas comunidades”, declarou.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi a homenagem à delegação de capoeira da APAE Macaíba, que conquistou medalha de ouro nas XXIV Olimpíadas Especiais da APAE, realizadas em Brasília. A solenidade contou com a presença do deputado federal Robinson Faria, da presidente da Câmara Municipal, Érika Emídio, além dos vereadores Edi do Posto, Rita de Oliveira e Igor Targino, lideranças comunitárias e moradores da região.

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