
Hoje é o Dia Nacional do Livro Didático reforça a importância de um dos principais instrumentos do processo de ensino e aprendizagem no Brasil. 27 de fevereiro remete à criação do Instituto Nacional do Livro, em 1929, órgão responsável por impulsionar políticas públicas voltadas às bibliotecas e à produção editorial no país. Desde então, o livro didático consolidou-se como ferramenta essencial para a organização do trabalho pedagógico, servindo de guia para professores e como fonte estruturada de conhecimento para estudantes em todas as etapas da educação básica.
Atualmente, o Programa Nacional do Livro e do Material Didático, coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, é uma das maiores iniciativas de distribuição de obras educacionais do mundo. Segundo dados oficiais do FNDE e do Ministério da Educação, o programa atende mais de 40 milhões de estudantes da rede pública, garantindo o acesso gratuito a livros didáticos, literários e materiais de apoio. As obras passam por rigorosa avaliação pedagógica conduzida por especialistas, o que assegura alinhamento à Base Nacional Comum Curricular e aos critérios de qualidade estabelecidos pelo MEC.
A escolha dos livros é feita pelas próprias escolas, por meio de seus professores e equipes pedagógicas, com base no Guia do PNLD disponibilizado pelo FNDE. Cada unidade indica duas opções por ano e disciplina, respeitando sua proposta pedagógica. Nos últimos anos, o material também passou por modernização, incorporando versões digitais e recursos híbridos, acompanhando as transformações tecnológicas e ampliando as possibilidades de aprendizagem. Em um país marcado por desigualdades educacionais históricas, o livro didático segue como instrumento estratégico para a democratização do conhecimento e para o fortalecimento da educação pública brasileira.

