
O IPCA, principal índice oficial de inflação do país, acumula alta de 17,9% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, durante o terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado é o menor acumulado registrado até agosto do quarto ano de um mandato presidencial desde a implantação do Plano Real, em 1994.
A comparação considera o mesmo período de cada governo, sempre de janeiro do primeiro ano até agosto do quarto ano, imediatamente antes das eleições. Nesse recorte, o segundo mandato de Lula havia registrado 19% de inflação. Já o governo Jair Bolsonaro acumulava 25,3% entre janeiro de 2019 e agosto de 2022.
O dado mais recente também mostra uma desaceleração da inflação. Em agosto de 2026, o IPCA caiu 0,32%, influenciado principalmente pela redução da energia elétrica, além de quedas em itens de alimentação, transportes e passagens aéreas. Em 12 meses, o índice ficou em 4,22%, abaixo do teto de 4,5% da meta.
A marca ocorre poucas semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais, previsto para 4 de outubro. O IPCA de setembro será divulgado somente em 9 de outubro, cinco dias depois da votação, ficando fora dessa fotografia da inflação às vésperas do pleito.
O resultado não elimina desafios econômicos, especialmente o nível de preços dos alimentos e o endividamento das famílias. Ainda assim, pelos dados acumulados até agosto, a inflação do terceiro mandato de Lula chega à eleição em seu menor patamar comparativo desde o início do Plano Real.
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