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Perto do São João, relembramos os 20 anos da partida de Elino Julião

Faltando poucos dias para junho chegar e o Nordeste voltar a pulsar no ritmo das festas juninas, a memória de Elino Julião ganha ainda mais força entre os amantes do forró. Nesta terça-feira, 20 de maio, completam-se duas décadas da morte do cantor e compositor potiguar que ajudou a transformar o cotidiano nordestino em música popular brasileira. Se estivesse vivo, Elino celebraria 90 anos em novembro, mantendo uma trajetória marcada por irreverência, romantismo e forte conexão com a cultura popular.

Dono de uma voz marcante e de uma capacidade única de comunicação com o público, Elino Julião construiu uma carreira que ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Norte. Com mais de 700 composições, transitou pelo forró pé-de-serra, xote, baião, marchinhas juninas, bolero e outros ritmos que embalaram gerações. Suas letras retratavam hábitos, expressões e situações do dia a dia com humor e autenticidade, tornando suas canções parte da memória afetiva de muitas famílias nordestinas.

Mesmo após 20 anos de sua partida, vítima de um aneurisma cerebral, a obra de Elino segue presente em pesquisas, homenagens culturais e nas festas populares que se aproximam com o ciclo junino. Neste ano, o artista vem sendo lembrado em aulas-espetáculo promovidas pelo produtor cultural José Dias Jr, reforçando a importância histórica de sua contribuição para a música brasileira. Para muitos, quando a sanfona começa a tocar anunciando o São João, é impossível não lembrar de Elino Julião e da identidade nordestina que ele eternizou em cada canção.

#ElinoJulião #ForróRaiz #SãoJoão #CulturaNordestina #MúsicaPotiguar

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Edital para credenciamento de músicos é publicado pela Secretaria de Cultura e Turismo de Macaíba

A Prefeitura de Macaíba, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, publicou nesta quarta-feira (13) o edital para credenciamento de músicos locais e regionais. O edital n° 01/2026/SMCT já está disponível no Diário Oficial do Município e visa ao cadastro de profissionais interessados em prestar serviços nos eventos da cidade.

A inscrição é gratuita e pode ser realizada de forma virtual, através do aplicativo Macaíba Conectada, disponível para download gratuito no Google play e App store. O artista deve acessar o campo “Secretaria de Cultura e Turismo – Editais”, baixar os anexos disponíveis, preencher corretamente os documentos e enviar a documentação pelo próprio aplicativo.

Para quem prefere realizar o procedimento presencialmente, a inscrição pode ser feita na sede da secretaria, localizada na Rua da Conceição n°164, em frente à Igreja Matriz de Macaíba. A lista completa de documentos, assim como as demais informações do edital, pode ser consultada através deste link https://macaiba.rn.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/DOMM-1942-1.pdf .

Serão aceitas inscrições na categoria local, destinada a músicos do município, e categoria regional, voltada para artistas com abrangência no Rio Grande do Norte, região nordeste ou outras regiões do país. As propostas podem ser de apresentações individuais, duplas, trios, grupos musicais ou bandas.

O secretário Municipal de Cultura e Turismo, Sérgio Nascimento, reforça a importância da realização da inscrição para os artistas que buscam oportunidades em eventos da cidade. “Mesmo quem já fez o cadastramento em outra oportunidade, deverá realizar novamente”, afirmou. As inscrições seguem de forma contínua, até o lançamento de um novo edital.

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1º de maio além do feriado: Dia da Literatura Brasileira

A macaibense Auta de Sousa: Para Cascudo, a maior poetisa mística do Brasil

Celebrado em todo o país, o Dia da Literatura Brasileira marca o nascimento de José de Alencar, em 1829, um dos pilares do romantismo nacional e autor de obras como Iracema e O Guarani. A data, reconhecida por instituições educacionais e culturais, reforça a importância da produção literária na construção da identidade do Brasil. Segundo o Ministério da Cultura e dados recorrentes do setor editorial, iniciativas de incentivo à leitura seguem como desafio estratégico em um país onde o hábito ainda precisa avançar, especialmente entre jovens.

No Rio Grande do Norte, a força da literatura ganha contornos próprios. Nomes como Câmara Cascudo, referência internacional nos estudos do folclore, Nísia Floresta, pioneira do feminismo no Brasil, Auta de Souza, com sua poesia sensível, e Zila Mamede, símbolo da intelectualidade potiguar, mostram que o estado vai além do litoral e do turismo quando o assunto é relevância cultural. Em cidades como Macaíba, projetos em escolas públicas e eventos literários têm buscado aproximar novas gerações desses autores, criando pontes entre tradição e contemporaneidade.

Mais do que uma homenagem simbólica, o 1º de maio provoca uma reflexão prática sobre acesso à cultura, políticas públicas de educação e formação de leitores. Em um cenário onde redes sociais disputam atenção a cada segundo, transformar livros em pauta cotidiana virou estratégia essencial para fortalecer pensamento crítico e identidade coletiva. A literatura brasileira segue viva porque dialoga com a realidade do povo, e no contexto potiguar, isso se traduz em histórias, sotaques e vivências que continuam ecoando dentro e fora das páginas.

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Prefeitura de Macaíba realiza 1° feira cultural indígena em Lagoa do Sítio

Secretário Cícero Militão

A Prefeitura de Macaíba, através da Secretaria de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania, em parceria com a Cultura e Turismo, Saúde, Agricultura e Educação, realizará neste sábado (11), a primeira edição da Feira Cultural Indígena em Lagoa do Sítio I, na zona rural da cidade. O evento exalta a cultura e a ancestralidade indígena da região.

O evento terá início às 9h, com a realização das mesas redondas com discussões temáticas que ocorrerão na Escola Municipal Waldemar Diógenes Peixoto e contará com a presença de convidados especiais, como a professora Jussara Galhardo Aguires Guerra (UFPE) e de Olavo Magalhães Bessa, do Museu Câmara Cascudo. Na área externa, a feira seguirá com uma programação extensa de atividades ao longo do dia.

Dentro da programação, haverá a exposição de peças de cerâmica, resultado de um curso realizado na comunidade com duração de dois meses. De acordo com Cícero Militão, Secretário Municipal de Igualdade racial, Direitos humanos e Cidadania, um dos objetivos dessa ação é realizar o resgate da produção de cerâmica na região. “A ideia é transformar aquela comunidade em pólo produtor de cerâmica”, afirmou. Além da exposição, haverá a realização jogos, corrida de tora, dança do toré, apresentação de teatro, contação de histórias, apresentação folclórica do Boi de Reis e a venda de comidas típicas, produzidas pelos moradores locais.

Segundo Cícero, a comunidade está mobilizada para realização do evento: “A comunidade está com uma expectativa muito grande. É o primeiro evento que acontece nessa dimensão, com a pauta indígena, e o grupo de trabalho está organizado e articula as questões que deverão estar prontas até o dia do evento. Também é uma estratégia de aquecimento da economia local. As pessoas vão ter a oportunidade de sair de casa para prestigiar, levar a família, comer uma boa comida, assistir boas apresentações e conhecer um pouco sobre suas ancestralidades”, disse.

No final da tarde, a atração musical ficará por conta do grupo Kabas da Peste, trazendo o som do forró para animar o festejo a partir das 16h30. O evento está previsto para seguir até às 18h.

Segundo o secretário, o município de Macaíba tem cinco comunidades indígenas, três delas com acompanhamento da FUNAI e duas já em processo de reconhecimento. Sobre a feira cultural, Cícero ressalta a importância de um evento como esse no calendário da cidade. “Macaíba é território indígena. Para além do apagamento da cultura, da vivência e das populações indígenas, nós temos hoje uma grande possibilidade de fazer com que a cultura seja novamente trazida à tona, que ela seja vivenciada. Essa cultura ancestral resiste a todas as intempéries sociais”, afirmou.

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Patrimônio histórico é revitalizado e ganha nova vida no RN

Projetos de restauração em centros históricos recuperam prédios e valorizam memória coletiva. Parcerias entre governos e iniciativa privada viabilizam obras de preservação.

Além do valor cultural, a revitalização estimula turismo e comércio local. Cidades históricas registram aumento de visitantes após intervenções estruturais.

No Rio Grande do Norte, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Governo do Estado entregaram recentemente as reformas da Fortaleza dos Reis Magos, da Pinacoteca do Estado; as obras de requalificação da Praça Augusto Severo, na Ribeira, em Natal, e oficializaram a Cessão da Casa do Padre João Maria à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para restauração.  Também foi reinaugurada a sede da Superintendência do Iphan no Rio Grande do Norte.

Preservar o passado é fortalecer identidade e gerar desenvolvimento. O patrimônio brasileiro reafirma sua importância como ativo cultural e econômico.

#PatrimônioHistórico #Cultura #Turismo #Memória #Desenvolvimento

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Cultura periférica ganha protagonismo e transforma narrativas

A produção cultural das periferias brasileiras ocupa cada vez mais espaço nas plataformas digitais e nos grandes festivais. Música, literatura marginal e audiovisual independente conquistam público diverso e ampliam vozes historicamente invisibilizadas.

Leis de incentivo e editais públicos têm fortalecido coletivos artísticos em comunidades urbanas. Segundo dados da Ancine, o audiovisual regional vem ampliando sua participação em mostras e premiações nacionais, refletindo diversidade estética e temática.

O protagonismo periférico redefine o imaginário cultural do país. Ao ocupar palcos e telas, esses artistas reescrevem narrativas e consolidam uma identidade brasileira plural e vibrante.

Foto: Câmara dos Deputados

#CulturaPeriférica #ArteUrbana #Diversidade #CinemaNacional #MúsicaBrasileira

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Café com Auta marca início das celebrações pelos 150 anos da poetisa macaibense

O secretário de Educação, Ademar da Silva Jr., participou da homenagem

Em homenagem aos 150 anos da poetisa macaibense Auta de Souza, a Secretaria Municipal de Educação promoveu, na manhã desta quinta-feira (05), o Café com Auta, no Arco-íris Recepções. O evento aconteceu em parceria com a Academia Macaense de Letras e contou com o lançamento da segunda versão do Horto (1900), obra de Auta de Souza, revisada e atualizada por Carlos Castim e Fábio Fidelis.

O evento reuniu gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores das salas de leitura e das bibliotecas municipais. “Nesse momento, nós vamos estar também com Carlos Castim e Fábio Fidelis que vão falar sobre esse legado que Auta de Souza deixou para Macaíba, para o nosso Rio Grande do Norte, para o Brasil e para o mundo. Afinal ela é conhecida de forma internacional”, explicou o secretário municipal de Educação, Ademar da Silva Jr. Os escritores doaram exemplares da obra para as 43 unidades escolares do município e o objetivo é que a obra da poetisa seja utilizada para atividades com os alunos da rede municipal.

Nesta versão do Horto, os escritores apresentam poemas originais de Auta de Souza com introdução e nota de rodapé, que facilitam a leitura. “O livro agora possui notas de rodapé que situam os poemas temporalmente. Isso enriquece e torna mais palatável para o leitor atual. O entendimento do contexto em que o poema se deu é muito interessante porque permite aos leitores da atualidade contextualizar e, através de um estudo introdutório e dessas notas, compreender o contexto efetivo em que a obra foi produzida”, explicou Fábio Fidelis.

Após a palestra, foi aberto um momento de perguntas e respostas com o público presente. “Nós estamos tentando mostrar ao público a importância e, sobretudo, a atualidade de Auta de Souza. Mostrar que ela é uma proposta viável ainda hoje. Os dramas que ela viveu não são tão diferentes dos dramas que se vive hoje”, comentou Fábio.

#AutaDeSouza150Anos #LiteraturaPotiguar #MacaíbaCultural #EducaçãoQueInspira #LegadoDeAuta

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Muito mais que uma foto!

Esta não é uma foto qualquer! É a imagem de três grandes nomes da música brasileira em um momento de descontração e cumplicidade: Gonzaguinha, Clara Nunes e Adoniran Barbosa. A imagem transmite não apenas a proximidade entre eles, mas também a força de gerações distintas que ajudaram a moldar a identidade cultural do país. Sentados lado a lado, com expressões serenas e sorridentes, representam diferentes vertentes da música popular brasileira que dialogam entre si por meio da sensibilidade, da crítica social e da valorização das raízes nacionais.

Gonzaguinha destacou-se por suas composições intensas e engajadas, marcadas por letras profundas que abordavam amor, desigualdade e esperança. Filho de Luiz Gonzaga, construiu uma trajetória própria, tornando-se um dos principais nomes da MPB nas décadas de 1970 e 1980. Sua capacidade de unir poesia e posicionamento social fez de suas canções verdadeiros hinos, eternizados na memória coletiva brasileira.

Clara Nunes, com sua voz potente e interpretação marcante, foi uma das maiores intérpretes do samba e das tradições afro-brasileiras, levando para o grande público a riqueza cultural das religiões e ritmos de matriz africana. Já Adoniran Barbosa tornou-se símbolo do samba paulistano, eternizando o jeito simples e bem-humorado do povo em composições que retratam o cotidiano urbano com autenticidade e emoção. Juntos, esses artistas representam talento, diversidade e um legado que atravessa gerações, mantendo viva a essência da música popular brasileira.

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Recife e Olinda, onde o carnaval nasce no chão

Diferente dos grandes palcos e estruturas móveis, o carnaval de Recife e Olinda preserva a essência do encontro direto entre músicos e foliões. Nas ladeiras históricas e nas ruas do centro, o frevo ecoa acompanhado por bonecos gigantes, troças e blocos líricos que mantêm viva uma tradição reconhecida oficialmente como patrimônio cultural. Estudos da Fundação Joaquim Nabuco destacam que esse modelo fortalece o sentimento de pertencimento e participação coletiva.

Em Olinda, o carnaval se confunde com a própria paisagem da cidade histórica, enquanto no Recife ele se espalha por polos que misturam tradição e contemporaneidade. Essa forma de celebrar, segundo pesquisadores do IPHAN, reforça o caráter democrático do carnaval pernambucano, onde não há separação entre palco e plateia, apenas a celebração compartilhada da cultura popular.

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Salvador e a invenção do carnaval em movimento

Foto: Governo da Bahia

O carnaval de Salvador ganhou um novo formato a partir da década de 1950, quando o trio elétrico passou a conduzir multidões pelas ruas da cidade. Criado por Dodô e Osmar, o equipamento revolucionou a forma de brincar carnaval e transformou a capital baiana em referência mundial de festa ao ar livre. De acordo com registros do IPHAN e da Secretaria de Cultura da Bahia, o trio elétrico ampliou o alcance da música e fortaleceu a participação popular.

Com o passar das décadas, o modelo se expandiu e incorporou ritmos como o axé, o samba-reggae e o ijexá, consolidando o carnaval de Salvador como um dos maiores eventos culturais do planeta. Mais do que um espetáculo, a festa se tornou espaço de afirmação da cultura afro-brasileira e de valorização das tradições que moldaram a história da cidade.

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Frevo, samba e marchinhas que atravessam gerações

Os maiores sucessos do carnaval brasileiro nasceram da mistura entre espontaneidade popular e genialidade musical. Marchinhas como aquelas que dominaram os carnavais do início do século XX ajudaram a consolidar a festa como fenômeno urbano, enquanto o samba se firmou como trilha sonora oficial do carnaval carioca e nacional. Já o frevo, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, tornou-se a alma do carnaval pernambucano, especialmente em Recife e Olinda.

Pesquisas do Instituto Moreira Salles e do IPHAN apontam que essas expressões musicais sobreviveram ao tempo por sua capacidade de dialogar com diferentes gerações. Mesmo com a presença de novos estilos, clássicos do samba, das marchinhas e do frevo continuam embalando multidões, reafirmando o papel da música como elemento central da identidade carnavalesca brasileira.

 

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O carnaval que virou identidade nacional

Foto: Agência Brasil – EBC

Muito além da festa, o carnaval brasileiro se consolidou como uma das mais fortes expressões culturais do país, reunindo música, dança e religiosidade popular em manifestações que atravessam séculos. Salvador, Recife e Olinda ocupam papel central nessa história, cada uma com tradições próprias que ajudam a explicar por que o Brasil é reconhecido mundialmente como o país do carnaval. De acordo com registros históricos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a festa no Brasil foi moldada pela influência europeia, africana e indígena, ganhando características únicas em cada região.

Enquanto Salvador transformou o carnaval em um espetáculo de rua marcado pelos trios elétricos e pela força da música afro-baiana, Recife e Olinda preservaram o carnaval de chão, com orquestras, bonecos gigantes e manifestações populares centenárias. Essa diversidade regional é apontada por estudiosos da Fundação Joaquim Nabuco como um dos principais fatores para a longevidade e renovação da festa, que segue viva justamente por se reinventar sem perder suas raízes.

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