
Na véspera das eleições nacionais, os natalenses estão na bronca com a situação do transporte público da capital. O tempo de espera nas paradas chega a duas horas, deixando passageiros em pontos lotados e revelando, mais uma vez, a precariedade de um serviço que deveria atender à população com regularidade e eficiência.
É verdade que este sábado, 3 de outubro, é feriado estadual em homenagem aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, padroeiros do Rio Grande do Norte. Mas a justificativa não parece suficiente para explicar tamanho transtorno. Centros de comércio popular, como o Alecrim, funcionaram normalmente, enquanto muitos usuários permaneceram à espera de ônibus.
A situação também expõe a responsabilidade das empresas que operam o sistema e a necessidade de uma fiscalização mais efetiva por parte do município. O transporte coletivo cumpre uma função social essencial e não pode ser tratado como um serviço que funciona apenas quando as circunstâncias são favoráveis.
A moralização do transporte público de Natal é urgente. O Ministério Público precisa sair da sombra e acompanhar de perto uma realidade que afeta diariamente milhares de pessoas. A prometida modernização do sistema e a realização de uma nova licitação continuam sendo questões de interesse social e econômico para a cidade.
Também circula a desconfiança de que parte da frota teria deixado de operar neste sábado para compensar, nos caixas das empresas, os custos da gratuidade prevista para o transporte público no dia da eleição. É uma suspeita que precisa ser apurada, e não tratada como fato. Independentemente disso, o que já está evidente é que Natal precisa discutir, com seriedade, que tipo de transporte público deseja oferecer à sua população.
#TransportePublico #NatalRN #OnibusNatal #MobilidadeUrbana #Eleicoes2026

