Cultura

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Governo sanciona Lei que institui o Sistema Estadual de Cultura

Estado ganha normatização para ampliar apoio e incentivo às manifestações culturais

O Governo do RN mais uma vez valoriza a cultura do Estado. Nesta quarta-feira (23), a governadora Fátima Bezerra sancionou o projeto de Lei, de autoria da gestão estadual e aprovado pela Assembleia Legislativa, que institui o Sistema Estadual de Cultura. A Lei define as diretrizes para promover e consolidar as políticas culturais no RN.

A sanção da lei alinha o estado às diretrizes do Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura, e garante que as políticas culturais sejam reconhecidas como direito essencial para a população potiguar.

“Pela primeira vez depois do falecimento do Papa Francisco, estou usando a caneta vermelha que ele me deu, justamente para assinar a sanção de uma Lei muito importante, que institui o Sistema Estadual de Cultura do RN. É um marco para o povo do RN e que se conecta ao sistema nacional de cultura”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

A governadora lembrou que, ainda como parlamentar federal, lutou muito pelo sistema que agora é realidade no RN. “É como o Papa Francisco dizia, devemos avançar no respeito e valorização do ser humano. A partir de agora, a cultura passa a ser reconhecida não apenas como expressão artística e identidade, mas como um direito que deve ser garantido por políticas públicas permanentes”, afirmou a chefe do Executivo.

A secretária estadual de Cultura, Mary Land Brito, ressaltou que “o RN clamava por esta regulamentação que chega para viabilizar a valorização da nossa história e existência”. Presidente da Fundação José Augusto (FJA), Gilson Matias declarou: “com a sanção, a governadora Fátima Bezerra reafirma seu compromisso com a cultura do RN, sistematizando ações e estabelecendo também uma plataforma para novas ações culturais no Estado”. O presidente da FJA destacou a importância de os municípios também criarem seus sistemas de cultura para atuarem em conjunto com o governo do Estado.

PRINCÍPIOS

A nova legislação tem como princípios dar atenção à diversidade das expressões culturais, universalização do acesso aos bens e serviços culturais, fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais, cooperação entre o Estado e agentes públicos e privados atuantes na área cultural, integração e interação na execução das políticas, programas, projetos e ações desenvolvidas.

O dispositivo legal também versa sobre a complementaridade nos papéis dos agentes culturais, a transversalidade das políticas culturais, autonomia do Estado e das instituições da sociedade civil, transparência e compartilhamento das informações, democratização dos processos decisórios com participação e controle social, descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das ações e a ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura.

OBJETIVOS

Os objetivos da lei do Sistema Estadual de Cultura incluem fomentar a produção, difusão, circulação e fruição de conhecimentos, bens e serviços culturais; Formular, implantar, acompanhar, fiscalizar e avaliar as políticas públicas de cultura pactuadas entre o Poder Público Estadual e sociedade civil; Estimular a formação de redes colaborativas de trabalho socioculturais, promovendo ações integradas e parcerias nas áreas de gestão e de promoção da cultura; Articular e implementar políticas públicas que promovam a interação da cultura com as demais áreas sociais, destacando seu papel estratégico no processo de desenvolvimento.

A interiorização do apoio às iniciativas no campo da cultura se estendem à promoção do intercâmbio internacional e entre os entes federados para a formação, capacitação, produção, difusão, circulação e fruição de bens e serviços culturais, viabilizando a cooperação técnica; estimular os municípios do Estado do Rio Grande do Norte a criarem sistemas municipais de cultura e a participarem dos Sistemas Nacional e Estadual de Cultura; e estimular a integração de municípios para a promoção de metas culturais conjuntas, por meio da criação de consórcios municipais.

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Macaíba tem Plano de Ação da Política Nacional Aldir Blanc aprovado pelo Ministério da Cultura

A classe artística macaibense já pode comemorar a aprovação do Plano de Ação do segundo ciclo de repasse dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), instituída pela Lei nº 14.399/2022. Em assessoria direta com técnicos do Ministério da Cultura (Minc), a Prefeitura, por meio da secretaria de Cultura e Turismo, enviou o plano nesta quarta-feira(25). Em menos de 24h o órgão federal aprovou o documento, colocando Macaíba como uma das primeiras cidades do RN a garantir a admissão.

O envio do plano e sua respectiva aprovação é critério obrigatório para a liberação dos recursos por parte do Governo Federal. Estados, municípios e Distrito Federal têm até 26 de maio para encaminhar seus respectivos documentos. Macaíba se adiantou para garantir o recebimento médio de 605 mil reais para o novo ciclo (ano) da PNAB. A secretaria agora se prepara para escutas públicas com o objetivo de organizar Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAR), que deve ser enviado até início de julho.

“Macaíba não tem tempo a perder. A gestão entende a importância que a Política Nacional Aldir Blanc tem para nossos artistas, para as comunidades tradicionais e para os trabalhadores do setor cultural e por isso nos antecipamos. Em breve vamos fazer as escutas públicas junto ao setor cultural, de forma a garantir a participação de todos nessa política de democratização de investimentos à cultura”, disse Sérgio Nascimento, secretário de Cultura e Turismo.

De acordo com o plano de ação da Secult, os investimentos vão serão democratizados por meio de fomento cultural, reformas e aquisições de bens culturais, subsídio e manutenção de espaços e organizações culturais, implantação da Política Nacional de Cultura Viva, dentre outros. Para acessar os recursos deste segundo ciclo, os entes devem comprovar a execução de pelo menos 60% dos recursos recebidos no primeiro ciclo e demonstrar contrapartida financeira própria para a cultura.

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20 de abril: Dia do Vinil

O disco de vinil marcou gerações e segue conquistando admiradores até hoje. Inventado no final da década de 1940, ele se destacou pela qualidade sonora analógica e pela durabilidade física. Durante décadas, foi o principal meio de se ouvir música em casa, até ser gradualmente substituído pelos CDs e, mais tarde, pelos formatos digitais. No entanto, o vinil nunca desapareceu totalmente e, nos últimos anos, vive um verdadeiro renascimento.

O dia 20 de abril é celebrado como o Dia do Disco de Vinil, uma data que homenageia esse ícone da música e seu impacto cultural. A data foi escolhida em referência ao nascimento de Ataulfo Alves, grande nome da música brasileira e representante da era dos discos. Além de relembrar a importância do vinil na história da música, a data também celebra os colecionadores, os músicos e os amantes do som analógico que mantêm viva essa tradição.

O retorno do vinil ao mercado fonográfico tem sido impulsionado não apenas pela nostalgia, mas também pelo reconhecimento de sua qualidade sonora superior em relação aos formatos digitais comprimidos. Muitos artistas contemporâneos lançam seus álbuns também em vinil, buscando uma conexão mais íntima com o público e oferecendo uma experiência tátil e visual que o digital não proporciona. As capas, os encartes e o próprio ritual de colocar o disco para tocar fazem parte do encanto.

Além de objeto de consumo musical, o disco de vinil tornou-se item de coleção e símbolo de estilo de vida. Feiras, lojas especializadas e eventos dedicados ao vinil acontecem em várias partes do mundo, especialmente no dia 20 de abril. Para muitos, colecionar vinis vai além da música: é um ato de resistência cultural e uma forma de valorizar a arte em sua forma mais autêntica.

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Paixão de Cristo 2025 atrai grande público em Macaíba

Nesta quarta-feira (16/04), a primeira noite da Paixão de Cristo 2025 de Macaíba reuniu e conquistou um ótimo público no patamar da Igreja Católica Matriz de Nossa Senhora da Conceição, palco da encenação. Essa edição trouxe um recorde de elenco, com o tema “Rabôni – A Paixão de Cristo” e o protagonismo dos grupos Nascidos da Cultura, Teatral de Cajazeiras e Gruteu.

Mais de 120 pessoas estão envolvidas na produção que acontece em duas datas, inclusive contando com atores que já participaram de grandes produções de nível nacional. Pela primeira vez, houve projeção mapeada, o que traz um novo formato ao espetáculo. Também de forma inédita, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, promotora do evento, abriu oportunidade para que pessoas pudessem se inscrever de forma individual para integrar o elenco. Até o ano passado, apenas grupos teatrais poderiam se habilitar.

A Paixão de Cristo encena e narra os últimos dias de Jesus Cristo, principalmente os seus sofrimentos físicos, mentais e espirituais que precederam o seu julgamento e sua execução por parte da Corte do Império Romano. O ápice é a sua ressurreição após a morte por crucificação, que representa um significado singular de fé e esperança para todos os cristãos.

A segunda apresentação ocorre amanhã, Sexta-Feira da Paixão (18/04), no largo da capela de Santa Luzia, distrito de Cajazeiras, a partir das 20h. Este é o terceiro ano consecutivo em que o espetáculo é promovido pelo Poder Público em Macaíba, integrando o calendário cultural da cidade resgatado e ampliado durante a primeira gestão do prefeito Emídio Júnior.

O gestor municipal prestigiou essa bela exibição de arte e fé acompanhado por seus familiares, sua vice, Raquel Barbosa, e pelos (as) vereadores (as): Érika Emídio (presidente da Câmara), Denilson Gadelha, Venício Filho, Ana Catarina, Edi do Posto, Clarissa Matias e Sérgio Lima.

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Roubar galinhas e malhar o Judas: sobre as tradições populares da Semana Santa

A Semana Santa é um dos períodos mais importantes para os cristãos brasileiros e é marcada por uma série de tradições populares que variam de acordo com a região. Uma das mais comuns e amplamente respeitadas é a abstinência de carne vermelha na Sexta-feira Santa. Muitas famílias optam por preparar pratos à base de peixe em respeito ao sacrifício de Jesus Cristo. Essa prática reflete a religiosidade e o respeito à simbologia da morte e ressurreição de Cristo.

Outra tradição bastante conhecida é a “Malhação do Judas”, realizada no Sábado de Aleluia. Bonecos de pano, representando Judas Iscariotes, são confeccionados por moradores das comunidades e depois espancados ou queimados em praça pública. Muitas vezes, esses bonecos ganham rostos de figuras públicas que estão em evidência negativa, funcionando como uma crítica social. A prática é carregada de simbolismo e também se torna um momento de encontro e diversão para a população local.

Em algumas regiões do interior do Brasil, especialmente no Nordeste, existe a curiosa tradição de “furtar galinhas” durante a Semana Santa. Esse costume tem origem em antigas festas populares e é realizado de forma simbólica, como parte de brincadeiras noturnas entre vizinhos. Apesar do nome, atualmente a prática perdeu seu caráter literal e é mais uma encenação lúdica que reforça os laços comunitários e mantém viva a cultura oral e os costumes antigos.

Essas tradições populares mostram como a religiosidade e o folclore se misturam na cultura brasileira. A Semana Santa no Brasil é muito mais do que uma celebração litúrgica; é um momento em que a fé, a criatividade e a identidade cultural do povo se manifestam em rituais únicos e cheios de significados. Mesmo com o passar dos anos, essas práticas continuam sendo transmitidas entre gerações, garantindo a preservação da memória coletiva.

Cultura

Perdemos Antônio Barros!

Antônio Barros e Cecéu

​O cantor e compositor paraibano Antônio Barros morreu neste domingo (6) aos 95 anos. Ao lado de Cecéu, companheira dele na vida e na música, a dupla compôs vários sucessos que ganharam o mundo nas vozes de Elba Ramalho, Fagner, Luiz Gonzaga, Gilbero Gil, Ney Matogrosso, entre outros artistas. Foram mais de 700 músicas, entre as principais estão ‘Homem com H’, ‘Bate Coração’ e ‘Procurando Tu’.

O artista sofria de Parkinson, doença degenerativa que, entre os sintomas, traz a dificuldade de engolir. Isso gerou uma bronco-aspiração, o que motivou uma longa internação do paraibano desde o começo do ano. 

Antônio Barros, nascido em março de 1930 no município de Queimadas, Paraíba, iniciou sua trajetória musical na década de 1950. Sua carreira ganhou destaque ao compor músicas que foram interpretadas por ícones como Jackson do Pandeiro, Marinês e Luiz Gonzaga. Em Campina Grande, conheceu Mary Maciel Ribeiro, conhecida artisticamente como Cecéu, com quem formou uma parceria tanto na vida pessoal quanto profissional. Juntos, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde consolidaram suas carreiras no cenário musical brasileiro.​

A dupla Antônio Barros e Cecéu é responsável por composições que marcaram a música popular brasileira. Suas canções foram interpretadas por diversos artistas renomados, incluindo Dominguinhos, Alcione, Genival Lacerda, Ivete Sangalo e Gal Costa.

Em reconhecimento à significativa contribuição para a cultura nordestina, a obra de Antônio Barros e Cecéu foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Paraíba em junho de 2021. A iniciativa, proposta pela deputada estadual Estela Bezerra, destacou que as composições da dupla representam a essência do povo nordestino e atravessam gerações como expressão autêntica da identidade paraibana.

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Secretaria de Cultura abre inscrições para participação em elenco da Paixão de Cristo 2025

Em iniciativa que visa ofertar mais espaço para quem faz teatro em Macaíba, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo está abrindo oportunidade para pessoas em nível individual se inscrevam e se habilitem para integrar o marcante espetáculo Rabôni – A Paixão de Cristo – que será encenado pela terceira vez consecutiva neste ano de 2025.

A Prefeitura passou a promover esse evento no ano de 2023, como parte do resgate do calendário anual de eventos culturais do município, que contempla também Carnaval, São João, Emancipação Política e Ciclo Natalino.

Para se inscrever, os (as) interessados (as) devem procurar a sede da Secretaria na Rua Doutor Francisco Cruz, nº 76, Centro, de 19 a 21 de março, entre 8h e 15h, portando documentação pessoal com foto e comprovante de residência de Macaíba. No caso de menores de 18 anos, esses devem vir acompanhados por pais ou responsáveis, de modo a assinar uma declaração de permissão para a participação.

“Esta é mais uma chamada para abrir espaço para abrir espaço para os artistas que queiram participar da peça da Paixão de Cristo neste ano. Diferente dos anos anteriores, a Secretaria está abrindo mais portas para que mais atores e atrizes, ou seja, para que mais pessoas ligadas à área teatral da cidade, mas que não fazem parte de grupos, possam encenar também.”, relatou o secretário Sérgio Nascimento.

O secretário ainda acrescentou que a expectativa é que a encenação ganhe maiores proporções nessa edição. Por isso, há necessidade de envolver o máximo número de atores macaibenses possíveis para a peça pensada para 2025. Vale destacar que, até o ano passado, apenas grupos teatrais poderiam se inscrever para a composição do elenco da Paixão de Cristo.

Foto: Edeilson Morais

Cultura

Caravana Clowns 30 anos terá duas sessões de Macaíba na próxima sexta-feira (14)

Nesta semana, teve início a segunda etapa de circulação “Caravana Clowns 30 anos”, protagonizada pelo grupo de teatro Clowns de Shakespeare, um dos mais famosos do Rio Grande do Norte. O município de Macaíba foi um dos contemplados pela turnê e terá duas apresentações gratuitas na próxima sexta-feira, 14 de março, trazendo ao público o espetáculo “Ubu: o que é bom tem que continuar!”, uma sátira política com críticas sociais, conduzida em parceria com os grupos Facetas e Asavessa.

A primeira apresentação acontecerá no Centro Educacional Rural Alfredo Mesquita Filho (CERU), no distrito de Traíras, a partir das 10h. Logo após, haverá um bate-papo com acessibilidade em LIBRAS com os presentes. Já a segunda ocorre na praça da Igreja Católica na comunidade quilombola de Capoeiras, a partir das 16h30. Logo após, será exibido o documentário “Um filme sem fim”. Por fim, também tem bate-papo com acessibilidade em LIBRAS com o público.

Segundo o site oficial do grupo, a obra que será apresentada em Macaíba estreou em outubro de 2022 e já cumpriu mais de 50 apresentações, tanto em grandes centros como Rio de Janeiro e Salvador, como em comunidades indígenas, quilombolas e periféricas de 11 estados do Brasil.
O espetáculo tem realização da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal. Em nossa cidade, tem o apoio da Prefeitura de Macaíba, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Macaíba, do Centro Educacional Rural Alfredo Mesquita Filho e Raízes do Futuro.

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Exposição gratuita celebra o centenário de Dona Militana, maior romanceira do Brasil

A Editora da UFRN (EDUFRN) realizou no dia 8 de março a abertura da exposição Dona Militana: tradução estética de narrativas da romanceira potiguar, na Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte, em Natal. O evento celebra os 100 anos de nascimento de Dona Militana, considerada a maior romanceira do Brasil, e homenageia sua trajetória e legado por meio de uma experiência sensorial e interativa. A exposição ficará aberta ao público até o dia 28 de março.

Com curadoria de Angela Almeida, Rafael Sordi Campos e Marcos Paulo Pereira, a mostra propõe um mergulho na trajetória da artista potiguar, reconhecida por preservar e interpretar os romances medievais ibéricos, transmitidos oralmente por gerações. O projeto ocupa três salas interligadas da Pinacoteca e apresenta instalações artísticas, painéis interativos e objetos do cotidiano da romanceira.

A solenidade de abertura contou com a participação especial do Grupo Congos de Combate, expressão folclórica de São Gonçalo do Amarante, cidade natal de Dona Militana. Com suas danças e ritmos ancestrais, o grupo expressa a conexão entre a memória da romanceira e a cultura popular afro-brasileira, destacando o papel da oralidade na preservação das tradições.

Experiência sensorial e interativa

Os visitantes podem explorar a obra de Dona Militana por meio de um circuito expositivo que dialoga com sua trajetória de vida e a tradição oral nordestina. A mostra inclui instalações como o Raízes da Memória – homenagem à forma como Dona Militana guardava e transmitia os romances aprendidos desde a infância. A instalação utiliza balaios criados por artesãos de São Gonçalo do Amarante e elementos naturais que remetem ao seu cotidiano no roçado.

Outra instalação é Reino de Oiteiros, uma interpretação simbólica do Sítio Oiteiro, onde Dona Militana viveu. A instalação combina referências da cultura popular nordestina e dos reinos africanos, evidenciando a fusão entre tradição oral, identidade negra e influências ibéricas.

Também faz parte da exposição a instalação Baluarte – uma torre de resistência cultural, que representa a força e a determinação de Dona Militana em preservar a tradição oral. Inspirada na arquitetura dos castelos medievais, a instalação reafirma seu papel como guardiã dos romances populares.

Água é outra instalação que relaciona a fluidez da água com a oralidade e a transmissão cultural entre Brasil, Portugal e África. Com o uso de cabaças e fios, a obra ilustra o movimento contínuo das narrativas ao longo do tempo.

A exposição se inspira no livro Dona Militana: tradução estética de narrativas da romanceira potiguar, de Angela Almeida, publicado pela Editora da UFRN em 2024. A obra combina texto e imagens para refletir sobre memória, identidade e resistência cultural, expandindo a experiência dos romances cantados por Dona Militana. O livro está disponível gratuitamente no Repositório Institucional da UFRN.

Serviço

Exposição Dona Militana: tradução estética de narrativas da romanceira potiguar
Período de visitação: 8 a 28 de março de 2025

Entrada gratuita
Local: Pinacoteca do Estado do RN (Praça Sete de Setembro, Cidade Alta, Natal/RN)

Agecom-UFRN

 

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Ligue e ouça um poema: serviço gratuito funciona no Brasil até 15 de março

Dial a Poem conta com vozes ilustres como as de Arnaldo Antunes e Maria Bethânia. Ligações são gratuitas e 181 faixas foram gravadas para o projeto

Pela primeira vez na América Latina, o projeto Dial-A-Poem chegou ao Brasil no dia 18 de janeiro e segue em atividade até o dia 15 de março. Com o serviço, qualquer pessoa pode ligar de graça a qualquer momento para ouvir obras de escritores brasileiros.

Quem ligar no para o número 0800 01 76362 poderá ouvir um dos 54 artistas e pesquisadores que colaboram com o projeto recitarem textos brasileiros. Quem estiver fora do País pode ligar para o +55 11 5039 1344.

A curadoria das obras e das locuções foi feita por Marcela Vieira e o lançamento foi assinado pela Coleção Moraes-Barbosa em parceria com a Vivo.

Arnaldo Antunes e Maria Bethânia estão entre os nomes notáveis que fazem parte do time que gravou as 181 faixas. As escritoras Ana Martins Marques e Marília Garcia também foram convidadas.
Entre os autores contemplados estão Hilda Hilst, Conceição Evaristo e Carlos Drummond de Andrade. Além do português, as obras também podem ser ouvidas nas em ticuna, guajajara e baniwa.

O projeto também teve edições na França e no México.

 

Ligue e ouça um poema: como começou o projeto?

 

O Dial-A-poem foi idealizado por John Giorno, nos Estados Unidos, em 1968, em uma tentativa de expandir a arte do poema para outros meios.

Em janeiro do ano seguinte, Giorno, que também é poeta, conseguiu reunir dez telefones e secretárias eletrônicas e, a partir deles, permitir que quem ligasse para um número conseguisse ouvir um poema na voz de um dos 35 escritores envolvidos.

Funcionou assim até 1971, chegando a 700 poemas lidos. Além das poesias, podiam ser escutados mantras budistas, discursos de membros dos Panteras Negras e um trecho da peça 4’33”, de John Cage.

O POVO

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Cultura de Macaíba promove prévia carnavalesca ocorre na rua do marco zero, na próxima sexta (14)

À  medida que o Carnaval se aproxima, a Prefeitura de Macaíba se prepara para realizar pelo terceiro ano consecutivo um dos maiores festejos da Grande Natal. A primeira prévia já ocorre na próxima sexta-feira (14/02), na Rua Doutor Francisco da Cruz, na região conhecida como “Cinco Bocas”, marco zero da cidade. O evento começa a partir das 19h, trazendo muito samba e pagode com os grupos Vamos Kombinar e Só Nós.

Mais uma vez, o Carnaval de Macaíba promete atrair multidões e movimentar a economia local. Estão confirmadas atrações locais, regionais e nacionais, como Rafa e Pipo, Pagode do Coxa, MC WS e Lucas Boquinha. O ano de 2025 é o terceiro seguido em que a Prefeitura promove a festa, que passou mais de duas décadas sem ter as comemorações apoiadas pelo Poder Público Municipal.

A principal parte programação terá início no dia 23 de fevereiro e término no dia 3 de março, com polos festivos no Centro, Traíras e Capoeiras. Os detalhes da programação podem ser conferidos no perfil da Prefeitura no Instagram.

Durante todo esse período, haverá reforço do policiamento nas áreas de maior circulação, instalação de câmeras de videomonitoramento e a organização de pontos de apoio para eventuais ocorrências.

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