A terceira edição do Derradeiro de Maio promete uma noite inesquecível em Olho d’Água do Borges, no interior do Rio Grande do Norte. Com todos os ingressos esgotados, o evento acontece neste sábado, 31 de maio, na Fazenda Tome Xote, e marca a abertura simbólica das festividades juninas no Nordeste. Com transmissão ao vivo pela InterTV/Globo para mais de 500 cidades, a celebração reforça a força e o encanto da cultura nordestina, reunindo um público estimado em 12 milhões de telespectadores entre RN, RJ e MG, além de exibição nacional e internacional pelo g1.
No palco, nomes consagrados do forró prometem emocionar o público com repertórios que atravessam gerações. Dorgival Dantas, o poeta do sertão, embala corações com seus versos românticos. Flávio José, ícone do forró pé de serra, resgata clássicos que são hinos das festas juninas. Waldonys, com sua sanfona virtuosa e energia contagiante, mistura música e paixão por acrobacias aéreas. Já Eliane, a eterna Rainha do Forró, encerra a noite com sua voz marcante e sucessos que embalam dançarinos de todas as idades. O line-up une tradição e contemporaneidade, criando uma experiência musical completa.
A estrutura do evento também impressiona: a Fazenda Tome Xote se transforma em uma cidade cenográfica, repleta de bandeirolas, barracas com comidas típicas e ativações culturais. Reconhecida como patrimônio material do RN, o local é mais do que um cenário, é uma extensão viva da identidade nordestina. Com caravanas vindas de diversos estados, o Derradeiro de Maio consolida-se como um dos grandes encontros juninos do país, celebrando com orgulho a música, a dança e os sabores do Nordeste.
A Prefeitura de Macaíba publicou os editais 001/2025 e 002/2025, na edição 1707 do Diário Oficial do Município, de 22 de maio, para seleção de arraiás de rua e de quadrilhas juninas, bem como para credenciamento de músicos e artistas nas categorias local e regional. Maiores informações podem ser conferidas no site macaiba.rn.gov.br. Os documentos para seleção dos arraiás e grupos juninos devem ser entregues até o dia 30 de maio, na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, situada à Rua Doutor Francisco da Cruz, 39, Centro, das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira.
Os grupos juninos selecionados vão receber incentivo financeiro no valor de R$ 5 mil cada um para realizar apresentações e festejos juninos este ano, nos meses de junho e julho. Já os arraiás de rua deverão receber R$ 3 mil, cada. De acordo com o secretário de Cultura, Sérgio Nascimento, a proposta visa abrilhantar os festejos juninos, incentivar a cultura e o turismo local, bem como valorizar grupos de quadrilhas juninas e arraiás de rua que compõem a identidade e tradição cultural do município.
“Para gente é uma alegria muito grande enquanto gestão incentivar as quadrilhas juninas e os arraiás de rua, porque nesses espaços são demonstrados toda a autenticidade do São João com a participação da comunidade. Uma festa autêntica para os fazedores de cultura, que hoje conseguem contar com o apoio do poder público. Uma iniciativa inédita. Pela primeira vez os produtores dos festejos juninos vão receber incentivo do município. As quadrilhas já estão recebendo apoio pelo terceiro ano consecutivo, que foi pioneiro na gestão Emídio Júnior e que tem feito a diferença para os grupos locais, e agora além dos grupos, os arraiás de rua também vão ser incentivados”, disse o secretário.
Serão selecionados até seis grupos de quadrilhas juninas locais, podendo ser nas categorias tradicional, estilizada ou cômica, e até seis arraiás de rua, que devem ser em espaços abertos, com acesso livre ao público, sem fins lucrativos, que oferecem atrações musicais e/ou culturais, que preservem as características das festividades juninas.
Nesta Semana Nacional dos Museus, o Solar Ferreiro Torto comemora o recorde alcançado em 2024, ano seguinte à sua reabertura e reinauguração. Segundo recente levantamento feito pela direção do local, foram mais de 11 mil visitas registradas no ano passado.
A maioria das visitações provém de caravanas de escolas públicas e privadas de Macaíba, Natal e de várias outras cidades da região metropolitana e de outras regiões do Rio Grande do Norte. Outros públicos que costumam visitar o museu macaibense são os historiadores e os profissionais de fotografia. Ocasionalmente, também são recebidos visitantes de outros estados e países.
O Solar Ferreiro Torto está aberto para visitação pública das terças às sextas, das 8h às 15h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 15h, com entrada franca e visitas guiadas. Na segunda, também pode haver visitação, conforme agendamento prévio, feito através do número de WhatsApp (84) 99935-0281.
Na tarde da quarta-feira (14/05), o local recebeu a visita de uma turma de alunos do 5º ano do Ensino Fundamental do Colégio Nossa Senhora dos Prazeres, da cidade de Goianinha, acompanhada por uma equipe de professores. Josilene Cunha, professora de história, foi uma das docentes que acompanhou a turma e declarou: “Temos um projeto anualmente que realiza aulas em campo com turmas do 5º ano e ouvimos falar que tinha esse espaço aqui na cidade, com muitas coisas de antigamente e até palmeiras imperiais. Então, um pessoal que trabalha com turismo indicou para nós e vimos que era de extrema relevância.”
Solar Ferreiro Torto
O Museu Solar Ferreiro Torto foi oficialmente reconhecido pelo governo estadual como patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Norte. A confirmação se deu através da Lei nº 12.032/2025, publicada no Diário Oficial do Estado, de 13 de janeiro, consolidando sua importância como marco para a história, a cultura e a sociedade potiguar.
É um patrimônio histórico de Macaíba, tombado pela Fundação José Augusto, contendo um acervo com peças e registros fotográficos de personalidades e momentos marcantes da história política, social, econômica e religiosa de nossa cidade, além do mausoléu original, restos mortais e objetos pessoais do balonista Augusto Severo.
Semana Nacional dos Museus
Neste ano de 2025, a Semana Nacional dos Museus foi realizada entre os dias 12 e 18 de maio por iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Nesta 23ª edição, o tema foi “O futuro dos museus em comunidades em rápida transformação”.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) realizou na manhã desta quinta-feira (24), no Pax Club, a entrega simbólica dos instrumentos musicais às bandas marciais e fanfarras das escolas da rede municipal. Ao todo, 11 unidades terão suas bandas marciais beneficiadas com esses instrumentos.
A entrega dos objetos musicais às bandas marciais e fanfarras das escolas representa um importante avanço na valorização da educação municipal. A música tem um papel fundamental no processo de formação dos estudantes, promovendo disciplina, trabalho em equipe, autoestima e sentimento de pertencimento à comunidade escolar.
As escolas municipais que vão receber o instrumental são: José Arinaldo Alves (Vilar), José Mesquita (Riacho do Sangue), Auta de Souza (Centro), Manuel Duarte Filho (Canabrava), Tereza Brito (Campo da Mangueira), José Pinheiro Borges (Campo da Santa Cruz), Santa Luzia (Cajazeiras), Luiz Cúrcio Marinho (Tapará), Centro de Educação Rural Alfredo Mesquita Filho – CERU (Traíras) e Centro de Educação Vereador Pedro Gomes (IPE).
Ademar Júnior, secretário de Educação de Macaíba, ressaltou que esse investimento demonstra o compromisso em oferecer uma educação pública de qualidade, que vai além da sala de aula e valoriza também as expressões artísticas e culturais. “As bandas escolares são parte da identidade das nossas unidades de ensino e da própria história da cidade. Com esses novos instrumentos, estamos garantindo melhores condições para que nossos alunos possam desenvolver seus talentos e representar com orgulho a rede municipal em eventos cívicos, culturais e educacionais”, declarou o secretário.
Estado ganha normatização para ampliar apoio e incentivo às manifestações culturais
O Governo do RN mais uma vez valoriza a cultura do Estado. Nesta quarta-feira (23), a governadora Fátima Bezerra sancionou o projeto de Lei, de autoria da gestão estadual e aprovado pela Assembleia Legislativa, que institui o Sistema Estadual de Cultura. A Lei define as diretrizes para promover e consolidar as políticas culturais no RN.
A sanção da lei alinha o estado às diretrizes do Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura, e garante que as políticas culturais sejam reconhecidas como direito essencial para a população potiguar.
“Pela primeira vez depois do falecimento do Papa Francisco, estou usando a caneta vermelha que ele me deu, justamente para assinar a sanção de uma Lei muito importante, que institui o Sistema Estadual de Cultura do RN. É um marco para o povo do RN e que se conecta ao sistema nacional de cultura”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.
A governadora lembrou que, ainda como parlamentar federal, lutou muito pelo sistema que agora é realidade no RN. “É como o Papa Francisco dizia, devemos avançar no respeito e valorização do ser humano. A partir de agora, a cultura passa a ser reconhecida não apenas como expressão artística e identidade, mas como um direito que deve ser garantido por políticas públicas permanentes”, afirmou a chefe do Executivo.
A secretária estadual de Cultura, Mary Land Brito, ressaltou que “o RN clamava por esta regulamentação que chega para viabilizar a valorização da nossa história e existência”. Presidente da Fundação José Augusto (FJA), Gilson Matias declarou: “com a sanção, a governadora Fátima Bezerra reafirma seu compromisso com a cultura do RN, sistematizando ações e estabelecendo também uma plataforma para novas ações culturais no Estado”. O presidente da FJA destacou a importância de os municípios também criarem seus sistemas de cultura para atuarem em conjunto com o governo do Estado.
PRINCÍPIOS
A nova legislação tem como princípios dar atenção à diversidade das expressões culturais, universalização do acesso aos bens e serviços culturais, fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais, cooperação entre o Estado e agentes públicos e privados atuantes na área cultural, integração e interação na execução das políticas, programas, projetos e ações desenvolvidas.
O dispositivo legal também versa sobre a complementaridade nos papéis dos agentes culturais, a transversalidade das políticas culturais, autonomia do Estado e das instituições da sociedade civil, transparência e compartilhamento das informações, democratização dos processos decisórios com participação e controle social, descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das ações e a ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura.
OBJETIVOS
Os objetivos da lei do Sistema Estadual de Cultura incluem fomentar a produção, difusão, circulação e fruição de conhecimentos, bens e serviços culturais; Formular, implantar, acompanhar, fiscalizar e avaliar as políticas públicas de cultura pactuadas entre o Poder Público Estadual e sociedade civil; Estimular a formação de redes colaborativas de trabalho socioculturais, promovendo ações integradas e parcerias nas áreas de gestão e de promoção da cultura; Articular e implementar políticas públicas que promovam a interação da cultura com as demais áreas sociais, destacando seu papel estratégico no processo de desenvolvimento.
A interiorização do apoio às iniciativas no campo da cultura se estendem à promoção do intercâmbio internacional e entre os entes federados para a formação, capacitação, produção, difusão, circulação e fruição de bens e serviços culturais, viabilizando a cooperação técnica; estimular os municípios do Estado do Rio Grande do Norte a criarem sistemas municipais de cultura e a participarem dos Sistemas Nacional e Estadual de Cultura; e estimular a integração de municípios para a promoção de metas culturais conjuntas, por meio da criação de consórcios municipais.
A classe artística macaibense já pode comemorar a aprovação do Plano de Ação do segundo ciclo de repasse dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), instituída pela Lei nº 14.399/2022. Em assessoria direta com técnicos do Ministério da Cultura (Minc), a Prefeitura, por meio da secretaria de Cultura e Turismo, enviou o plano nesta quarta-feira(25). Em menos de 24h o órgão federal aprovou o documento, colocando Macaíba como uma das primeiras cidades do RN a garantir a admissão.
O envio do plano e sua respectiva aprovação é critério obrigatório para a liberação dos recursos por parte do Governo Federal. Estados, municípios e Distrito Federal têm até 26 de maio para encaminhar seus respectivos documentos. Macaíba se adiantou para garantir o recebimento médio de 605 mil reais para o novo ciclo (ano) da PNAB. A secretaria agora se prepara para escutas públicas com o objetivo de organizar Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAR), que deve ser enviado até início de julho.
“Macaíba não tem tempo a perder. A gestão entende a importância que a Política Nacional Aldir Blanc tem para nossos artistas, para as comunidades tradicionais e para os trabalhadores do setor cultural e por isso nos antecipamos. Em breve vamos fazer as escutas públicas junto ao setor cultural, de forma a garantir a participação de todos nessa política de democratização de investimentos à cultura”, disse Sérgio Nascimento, secretário de Cultura e Turismo.
De acordo com o plano de ação da Secult, os investimentos vão serão democratizados por meio de fomento cultural, reformas e aquisições de bens culturais, subsídio e manutenção de espaços e organizações culturais, implantação da Política Nacional de Cultura Viva, dentre outros. Para acessar os recursos deste segundo ciclo, os entes devem comprovar a execução de pelo menos 60% dos recursos recebidos no primeiro ciclo e demonstrar contrapartida financeira própria para a cultura.
O disco de vinil marcou gerações e segue conquistando admiradores até hoje. Inventado no final da década de 1940, ele se destacou pela qualidade sonora analógica e pela durabilidade física. Durante décadas, foi o principal meio de se ouvir música em casa, até ser gradualmente substituído pelos CDs e, mais tarde, pelos formatos digitais. No entanto, o vinil nunca desapareceu totalmente e, nos últimos anos, vive um verdadeiro renascimento.
O dia 20 de abril é celebrado como o Dia do Disco de Vinil, uma data que homenageia esse ícone da música e seu impacto cultural. A data foi escolhida em referência ao nascimento de Ataulfo Alves, grande nome da música brasileira e representante da era dos discos. Além de relembrar a importância do vinil na história da música, a data também celebra os colecionadores, os músicos e os amantes do som analógico que mantêm viva essa tradição.
O retorno do vinil ao mercado fonográfico tem sido impulsionado não apenas pela nostalgia, mas também pelo reconhecimento de sua qualidade sonora superior em relação aos formatos digitais comprimidos. Muitos artistas contemporâneos lançam seus álbuns também em vinil, buscando uma conexão mais íntima com o público e oferecendo uma experiência tátil e visual que o digital não proporciona. As capas, os encartes e o próprio ritual de colocar o disco para tocar fazem parte do encanto.
Além de objeto de consumo musical, o disco de vinil tornou-se item de coleção e símbolo de estilo de vida. Feiras, lojas especializadas e eventos dedicados ao vinil acontecem em várias partes do mundo, especialmente no dia 20 de abril. Para muitos, colecionar vinis vai além da música: é um ato de resistência cultural e uma forma de valorizar a arte em sua forma mais autêntica.
Nesta quarta-feira (16/04), a primeira noite da Paixão de Cristo 2025 de Macaíba reuniu e conquistou um ótimo público no patamar da Igreja Católica Matriz de Nossa Senhora da Conceição, palco da encenação. Essa edição trouxe um recorde de elenco, com o tema “Rabôni – A Paixão de Cristo” e o protagonismo dos grupos Nascidos da Cultura, Teatral de Cajazeiras e Gruteu.
Mais de 120 pessoas estão envolvidas na produção que acontece em duas datas, inclusive contando com atores que já participaram de grandes produções de nível nacional. Pela primeira vez, houve projeção mapeada, o que traz um novo formato ao espetáculo. Também de forma inédita, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, promotora do evento, abriu oportunidade para que pessoas pudessem se inscrever de forma individual para integrar o elenco. Até o ano passado, apenas grupos teatrais poderiam se habilitar.
A Paixão de Cristo encena e narra os últimos dias de Jesus Cristo, principalmente os seus sofrimentos físicos, mentais e espirituais que precederam o seu julgamento e sua execução por parte da Corte do Império Romano. O ápice é a sua ressurreição após a morte por crucificação, que representa um significado singular de fé e esperança para todos os cristãos.
A segunda apresentação ocorre amanhã, Sexta-Feira da Paixão (18/04), no largo da capela de Santa Luzia, distrito de Cajazeiras, a partir das 20h. Este é o terceiro ano consecutivo em que o espetáculo é promovido pelo Poder Público em Macaíba, integrando o calendário cultural da cidade resgatado e ampliado durante a primeira gestão do prefeito Emídio Júnior.
O gestor municipal prestigiou essa bela exibição de arte e fé acompanhado por seus familiares, sua vice, Raquel Barbosa, e pelos (as) vereadores (as): Érika Emídio (presidente da Câmara), Denilson Gadelha, Venício Filho, Ana Catarina, Edi do Posto, Clarissa Matias e Sérgio Lima.
A Semana Santa é um dos períodos mais importantes para os cristãos brasileiros e é marcada por uma série de tradições populares que variam de acordo com a região. Uma das mais comuns e amplamente respeitadas é a abstinência de carne vermelha na Sexta-feira Santa. Muitas famílias optam por preparar pratos à base de peixe em respeito ao sacrifício de Jesus Cristo. Essa prática reflete a religiosidade e o respeito à simbologia da morte e ressurreição de Cristo.
Outra tradição bastante conhecida é a “Malhação do Judas”, realizada no Sábado de Aleluia. Bonecos de pano, representando Judas Iscariotes, são confeccionados por moradores das comunidades e depois espancados ou queimados em praça pública. Muitas vezes, esses bonecos ganham rostos de figuras públicas que estão em evidência negativa, funcionando como uma crítica social. A prática é carregada de simbolismo e também se torna um momento de encontro e diversão para a população local.
Em algumas regiões do interior do Brasil, especialmente no Nordeste, existe a curiosa tradição de “furtar galinhas” durante a Semana Santa. Esse costume tem origem em antigas festas populares e é realizado de forma simbólica, como parte de brincadeiras noturnas entre vizinhos. Apesar do nome, atualmente a prática perdeu seu caráter literal e é mais uma encenação lúdica que reforça os laços comunitários e mantém viva a cultura oral e os costumes antigos.
Essas tradições populares mostram como a religiosidade e o folclore se misturam na cultura brasileira. A Semana Santa no Brasil é muito mais do que uma celebração litúrgica; é um momento em que a fé, a criatividade e a identidade cultural do povo se manifestam em rituais únicos e cheios de significados. Mesmo com o passar dos anos, essas práticas continuam sendo transmitidas entre gerações, garantindo a preservação da memória coletiva.
O cantor e compositor paraibano Antônio Barros morreu neste domingo (6) aos 95 anos. Ao lado de Cecéu, companheira dele na vida e na música, a dupla compôs vários sucessos que ganharam o mundo nas vozes de Elba Ramalho, Fagner, Luiz Gonzaga, Gilbero Gil, Ney Matogrosso, entre outros artistas. Foram mais de 700 músicas, entre as principais estão ‘Homem com H’, ‘Bate Coração’ e ‘Procurando Tu’.
O artista sofria de Parkinson, doença degenerativa que, entre os sintomas, traz a dificuldade de engolir. Isso gerou uma bronco-aspiração, o que motivou uma longa internação do paraibano desde o começo do ano.
Antônio Barros, nascido em março de 1930 no município de Queimadas, Paraíba, iniciou sua trajetória musical na década de 1950. Sua carreira ganhou destaque ao compor músicas que foram interpretadas por ícones como Jackson do Pandeiro, Marinês e Luiz Gonzaga. Em Campina Grande, conheceu Mary Maciel Ribeiro, conhecida artisticamente como Cecéu, com quem formou uma parceria tanto na vida pessoal quanto profissional. Juntos, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde consolidaram suas carreiras no cenário musical brasileiro.
A dupla Antônio Barros e Cecéu é responsável por composições que marcaram a música popular brasileira. Suas canções foram interpretadas por diversos artistas renomados, incluindo Dominguinhos, Alcione, Genival Lacerda, Ivete Sangalo e Gal Costa.
Em reconhecimento à significativa contribuição para a cultura nordestina, a obra de Antônio Barros e Cecéu foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Paraíba em junho de 2021. A iniciativa, proposta pela deputada estadual Estela Bezerra, destacou que as composições da dupla representam a essência do povo nordestino e atravessam gerações como expressão autêntica da identidade paraibana.
Em iniciativa que visa ofertar mais espaço para quem faz teatro em Macaíba, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo está abrindo oportunidade para pessoas em nível individual se inscrevam e se habilitem para integrar o marcante espetáculo Rabôni – A Paixão de Cristo – que será encenado pela terceira vez consecutiva neste ano de 2025.
A Prefeitura passou a promover esse evento no ano de 2023, como parte do resgate do calendário anual de eventos culturais do município, que contempla também Carnaval, São João, Emancipação Política e Ciclo Natalino.
Para se inscrever, os (as) interessados (as) devem procurar a sede da Secretaria na Rua Doutor Francisco Cruz, nº 76, Centro, de 19 a 21 de março, entre 8h e 15h, portando documentação pessoal com foto e comprovante de residência de Macaíba. No caso de menores de 18 anos, esses devem vir acompanhados por pais ou responsáveis, de modo a assinar uma declaração de permissão para a participação.
“Esta é mais uma chamada para abrir espaço para abrir espaço para os artistas que queiram participar da peça da Paixão de Cristo neste ano. Diferente dos anos anteriores, a Secretaria está abrindo mais portas para que mais atores e atrizes, ou seja, para que mais pessoas ligadas à área teatral da cidade, mas que não fazem parte de grupos, possam encenar também.”, relatou o secretário Sérgio Nascimento.
O secretário ainda acrescentou que a expectativa é que a encenação ganhe maiores proporções nessa edição. Por isso, há necessidade de envolver o máximo número de atores macaibenses possíveis para a peça pensada para 2025. Vale destacar que, até o ano passado, apenas grupos teatrais poderiam se inscrever para a composição do elenco da Paixão de Cristo.