20 de dezembro de 2025

Natal em Macaíba

“Auto na Terra de Auta” emociona público ao unir o nascimento de Jesus à cultura popular de Macaíba

O espetáculo “Auto na Terra de Auta” encantou o público na noite desta sexta-feira (19), em apresentação realizada no patamar da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. O evento emocionou os presentes ao unir a celebração do nascimento do Menino Jesus à valorização da rica cultura popular do município.

Com roteiro e direção geral do artista macaibense Telmo Oliveira, o espetáculo contou com um elenco formado, em sua maioria, por artistas locais, reunindo diversas expressões culturais tradicionais de Macaíba. A montagem conduziu o público por uma verdadeira viagem pela identidade cultural da cidade, tendo como inspiração a poetisa Auta de Souza, símbolo da história e da literatura macaibense.

Na narrativa, um anjo anuncia a Maria que seu filho deverá nascer em uma terra marcada por uma cultura forte e diversa. Ao lado de José, ela segue em uma jornada até essa terra especial. Durante o percurso, o Mal tenta impedir a chegada, mas é enfrentado com a ajuda de personagens simbólicos da cultura popular, como Zé do Coité, e pela presença espiritual de Auta de Souza, que surge como um anjo em defesa da cultura local.

“Vivenciamos um espetáculo de encher os olhos, feito por artistas macaibenses, recontando de forma muito bonita a história do nascimento de Jesus, reunindo elementos da nossa cultura popular e valorizando as nossas raízes e personagens da nossa cidade, como Auta de Souza, Henrique Castriciano e Augusto Severo. Todos estão de parabéns. O Natal em Macaíba continua neste sábado, domingo e segunda-feira, com os shows na Praça Paulo Holanda Paz, que só ficam melhores com a participação do público”, afirmou o prefeito Emídio Júnior.

De acordo com o secretário municipal de Cultura e Turismo, Sérgio Nascimento, esta foi a segunda edição seguida do evento e teve recorde de atuações, com a participação de aproximadamente 80 integrantes no elenco, das mais variadas faixas etárias, e o diferencial de um roteiro emblemático que valoriza a cultura macaibense fazendo um elo com a história milenar do nascimento de Jesus Cristo.

A montagem teve produção da Cia. Teatral Nascidos da Cultura e do Grupo Cultura em ‘Auta’, com direção de núcleos de Kael Lima. As coreografias ficaram a cargo do Grupo Arte e Dança da Escola Ativa, sob coordenação da coreógrafa Maria Rita, além da participação do Grupo de Maculelê Capoeira Nacional, coordenado pelo mestre Felipe Capu. Os figurinos foram desenvolvidos pelo Grupo Cultura em “Auta”, Cia. Nascidos da Cultura e Paulo Lyra, com locução, áudio e edição assinados por Ádamo Rocha.

Também estiveram presentes, ao lado do prefeito Emídio Júnior, a presidente da Câmara Municipal de Macaíba, Erika Emídio, e a vereadora Clarissa Matias.

Foto: Secom PMM

Homenagem

12 anos sem o Rossi

Fotografia de Reginaldo Rossi tirado pelo fotógrafo Léo Caldas para a revista Bizz em 1998. Depois de 4 meses tentando agendar a foto, no dia combinado Reginaldo Rossi apareceu enrolado numa toalha e disse que estava de ressaca.

Hoje, 20 de Dezembro, completa 12 anos da morte de Reginaldo Rossi, o Rei do Brega. Ele estava internado desde 27 de novembro de 2013 no Hospital Memorial São José, no Recife. No dia 9 de dezembro de 2013, Rossi passou por um procedimento chamado toracocentese, que retirou dois litros de líquido acumulados entre a pleura e o pulmão. O resultado da biopsia, divulgado dois dias depois, confirmou o diagnóstico de câncer de pulmão.

Reginaldo Rossi morreu na manhã do dia 20 de dezembro de 2013, aos 70 anos, de falência múltipla de órgãos, em decorrência do câncer no pulmão que foi detectado dias antes. A última radiografia mostrou uma melhora no quadro de derrame pleural.

Devido à evolução, os médicos e família tinham esperanças. No entanto, o cantor apresentava complicações no estado clínico, como insuficiência renal, respiratória e hepática. Quando foi internado na instituição médica, o cantor também apresentou um quadro de hipertensão. O estado comprometido foi decisivo para o agravamento. Ainda segundo os médicos, o tumor era metastático e estava espalhado pelo figado, gânglios linfáticos, pleura, além do próprio pulmão. O médico Jorge Pinho, que o acompanhou desde o início, explicou que Rossi não havia procurado nenhum tratamento antes, exceto em casos de resfriado e roquidão. “Ele sempre me procurava para ajudar os outros. Nunca para ele”, revela o doutor Jorge Pinho, médico e amigo pessoal da família Rossi. Nos últimos shows, ele já sentia dificuldade de cantar por causa da respiração. Mesmo assim, manteve as apresentações. Dizia que tinha “um dever com o público”.

Seu corpo foi sepultado no Cemitério Morada da Paz em Paulista, Região Metropolitana do Recife, ao som de Recife, Minha Cidade, música que compôs em homenagem à sua terra natal. Oito meses após sua morte, sua viúva Celeide Neves morreu, aos 67 anos, também no Recife, de infarto, em 15 de agosto de 2014.

Cultura

OSRN celebra 50 anos com concerto histórico que une música sinfônica e cultura popular em Natal

A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte protagonizou, na noite desta sexta-feira, 19 de dezembro, no Papódromo, um concerto especial que marcou o início das comemorações pelos seus 50 anos de trajetória artística. Sob a regência do maestro Linus Lerner, a apresentação reuniu grande público em um espetáculo gratuito que celebrou a diversidade musical brasileira e reafirmou o papel da OSRN como uma das principais instituições culturais do estado. O evento também incorporou um gesto solidário, com arrecadação voluntária de alimentos não perecíveis, reforçando o vínculo da orquestra com a comunidade.

O programa foi construído como um diálogo entre a tradição erudita e as expressões populares, tendo o multiartista Antonio Nóbrega como convidado central. Ao lado do violinista André Kolodiuk, spalla da OSRN, Nóbrega abriu o concerto com obras instrumentais que transitaram entre composições autorais e clássicos do repertório barroco. Na sequência, assumiu os vocais em canções que destacam a força poética e narrativa da música brasileira, preparando o terreno para o terceiro momento da noite, quando dividiu o palco com Juliana Linhares em interpretações que mesclaram lirismo, identidade regional e energia cênica, incluindo frevos de compositores potiguares.

Realizado pelo Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Cultura, da Fundação José Augusto e da própria OSRN, o concerto simbolizou mais do que uma celebração pontual. Criada em 1976 e com primeiro concerto realizado no ano seguinte, a orquestra chega às cinco décadas consolidada como patrimônio vivo do estado, título oficialmente reconhecido em 2025 por lei estadual. Para o maestro Linus Lerner, a noite reafirmou a vocação da OSRN como espaço de encontro entre diferentes tradições musicais e como instituição comprometida com a excelência artística, a formação de público e a valorização da cultura brasileira, projetando seu legado para as próximas gerações.

Foto: Divulgação

Saúde

Histórico: OMS certifica Brasil pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho

A Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou o Brasil pela eliminação da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV, tornando-o o maior país das Américas a alcançar esse marco histórico. Essa conquista reflete o compromisso de longa data do Brasil com o acesso universal e gratuito aos serviços de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), ancorado em uma forte atenção primária à saúde e no respeito aos direitos humanos.

“Eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho é uma grande conquista de saúde pública para qualquer país, especialmente um tão grande e complexo como o Brasil”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “O Brasil mostrou que, com compromisso político sustentado e acesso equitativo a serviços de saúde de qualidade, todo país pode garantir que toda criança nasça livre do HIV e que toda mãe receba o cuidado que merece.”

O marco foi celebrado durante uma cerimônia em Brasília, com a presença do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, além de membros do UNAIDS.

Cumprimento dos critérios de certificação

O Brasil cumpriu todos os critérios para a certificação, incluindo a redução da transmissão vertical do HIV para menos de 2% e a obtenção de cobertura superior a 95% de atenção pré-natal, testagem rotineira para HIV e tratamento oportuno para gestantes vivendo com HIV. Além de alcançar as metas de validação, o país demonstrou a oferta de serviços de qualidade para mães e seus bebês, sistemas robustos de dados e laboratórios, e um forte compromisso com os direitos humanos, igualdade de gênero e engajamento comunitário.

O país implementou uma abordagem progressiva e subnacional ao certificar inicialmente estados e municípios com mais de 100 mil habitantes, adaptando a metodologia de certificação da OPAS/OMS ao contexto nacional, ao mesmo tempo em que manteve a coerência em todo o território.

O processo de avaliação, apoiado pela OPAS, foi conduzido por especialistas independentes que revisaram dados, documentação e o funcionamento de serviços de saúde. Os achados foram então analisados pelo Comitê Consultivo Global de Validação da OMS, que recomendou formalmente a certificação do Brasil para a eliminação.

“Essa conquista mostra que eliminar a transmissão vertical do HIV é possível quando as gestantes conhecem seu estado sorológico, recebem tratamento oportuno e têm acesso a serviços de saúde materna e a um parto seguro”, afirmou Jarbas Barbosa, diretor da OPAS. “É também o resultado da dedicação incansável de milhares de profissionais de saúde, agentes comunitários de saúde e organizações da sociedade civil. A cada dia, eles mantêm a continuidade do cuidado, identificam obstáculos e trabalham para superá-los, garantindo que até as populações mais vulneráveis possam acessar serviços essenciais de saúde.”

Parte de uma iniciativa mais ampla

Ao longo da última década (2015–2024), mais de 50 mil infecções pediátricas por HIV foram evitadas na Região das Américas como resultado da implementação da iniciativa para eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho.

O sucesso do Brasil faz parte da Iniciativa EMTCT Plus, que busca eliminar a transmissão de mãe para filho do HIV, da sífilis, da hepatite B e da doença de Chagas congênita, em colaboração com o UNICEF e o UNAIDS, e está integrada à Iniciativa da OPAS de Eliminação de Doenças, um esforço regional para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e condições relacionadas nas Américas até 2030.

“Estou muito satisfeita que o Brasil tenha acabado de ser certificado pela OMS/OPAS pela eliminação da transmissão vertical — o primeiro país com mais de 100 milhões de habitantes a alcançar esse feito”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “E fizeram isso adotando o que sabemos que funciona — priorizando a cobertura universal de saúde, enfrentando os determinantes sociais que impulsionam a epidemia, protegendo os direitos humanos e até — quando necessário — quebrando monopólios para garantir o acesso a medicamentos.”

Contexto global

O Brasil é um dos 19 países e territórios no mundo que foram validados pela OMS pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho. Doze deles estão na Região das Américas. Em 2015, Cuba se tornou o primeiro país do mundo a ser certificado pela eliminação da transmissão vertical do HIV e eliminação da sífilis congênita. Os outros países da Região são Anguilla, Antígua e Barbuda, Bermudas, Ilhas Cayman, Montserrat e São Cristóvão e Nevis, em 2017; Dominica, em 2020; Belize, em 2023; e Jamaica e São Vicente e Granadinas, em 2024.

Fora das Américas, os países certificados pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho são Armênia, Belarus, Malásia, Maldivas, Omã, Sri Lanka e Tailândia.

Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

Segurança

Segurança Pública ganha marco histórico com a inauguração da Cidade da Polícia Civil no RN

A inauguração da Cidade da Polícia Civil nesta sexta-feira, 19, representa um divisor de águas na segurança pública do Rio Grande do Norte, consolidando um novo modelo de gestão e investigação para o Estado. O complexo foi erguido no terreno que abrigava a antiga Degepol, transformando um espaço subutilizado em uma estrutura moderna e integrada. O projeto arquitetônico prioriza a acessibilidade e a otimização dos fluxos de trabalho, reunindo em um único endereço as principais diretorias, setores administrativos e unidades operacionais. Com um investimento aproximado de 20 milhões de reais, divididos entre o Tesouro Estadual e recursos federais, o equipamento simboliza o maior aporte estrutural da história recente da instituição.

O novo edifício conta com três pavimentos e cerca de 128 ambientes planejados para atender tanto às necessidades técnicas dos servidores quanto ao conforto dos cidadãos que buscam os serviços policiais. Dentro do complexo, destaca-se a nova sede da Coordenadoria de Recursos Especiais, unidade de elite da corporação, além de um moderno sistema de logística e infraestrutura que recebeu outros 5 milhões de reais em investimentos adicionais. Outro ponto fundamental é o Plantão de Atendimento a Grupos em Situação de Vulnerabilidade, que passa por ajustes finais de revitalização para ser entregue integralmente à população potiguar já no início de janeiro, garantindo um acolhimento mais humano e especializado.

A solenidade oficial de entrega foi marcada pelo reconhecimento público àqueles que contribuíram para a viabilização da obra. Entre os homenageados estiveram a governadora Fátima Bezerra, secretários de Estado e representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além dos profissionais da engenharia e operários que atuaram diretamente no canteiro de obras. O momento também foi de profunda valorização profissional, com a entrega da Medalha de Serviços Prestados a delegados, escrivães e agentes com longas trajetórias de dedicação à causa pública. Essa homenagem reforça o vínculo entre a tradição da polícia judiciária e o futuro tecnológico que a nova sede proporciona.

O impacto da Cidade da Polícia Civil vai além da melhoria estética ou física, refletindo diretamente na capacidade de resposta da instituição contra o crime organizado e na elucidação de delitos. Ao integrar unidades especializadas, centrais de flagrantes e setores de inteligência em um ambiente compartilhado, o Estado reduz a burocracia e agiliza a produção de provas. Esse movimento de modernização está alinhado aos dados recentes que apontam o Rio Grande do Norte como destaque nacional na redução da violência, com uma queda de 18,8 por cento nos homicídios entre os anos de 2022 e 2023, conforme dados oficiais do Atlas da Violência.

Este investimento integra um pacote robusto de ações governamentais que somam mais de 54 milhões de reais em grandes obras de segurança pública previstas para 2025, incluindo a nova sede da Polícia Científica, antigo ITEP, e a Cavalaria da Polícia Militar. Somado a isso, o fortalecimento do efetivo tem sido uma prioridade, com a contratação de mais de 4.600 novos profissionais para as diversas forças de segurança desde 2019. A Polícia Civil, especificamente, recebeu 366 novos policiais apenas no último ano, garantindo que a nova estrutura física seja acompanhada por um reforço humano capaz de atender às demandas da sociedade com maior agilidade.

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