Opinião

Opinião

“Oficialmente” pré-candidata a vice ainda não tem, “oficialmente”, pré-candidato a prefeito

Lendo as postagens dos talentosos e informados amigos da imprensa macaibense sobre a “oficialização” da pré-candidatura de Odiléia à vice-prefeita, desde o último domingo, este repórter Gato Preto lembrou-se do icônico A Lagoa Azul, lançado em 1980, já reprisado na Sessão da Tarde 22 vezes; e do episódio de Chaves “Vamos todos para Acapulco”, anunciado com entusiasmo pelo locutor do SBT, desde os tempos da TVS, mais ou menos em 130 oportunidades.

Com todo respeito à história política da ex-prefeita e à estratégia adotada por seu grupo, o que há de novo em “oficializar” sua pré-candidatura à vice-prefeita que mereça espetacularização? Alguém nos 510 quilômetros quadrados de Macaíba ignorava sua posição de postulante ao cargo?

Aliás, há sim alguns trâmites novos e estranhos ao entendimento deste sempre compreensivo repórter!

Primeiro, o fato de se instituir a “oficialização” de uma pré-candidatura. Ora, não! Um pré-candidato, no máximo, se “declara” nesta condição. Pré é pré. Oficializado, só quando for de direito, com todos os registros possíveis e necessários no TRE.

Segundo, um malabarismo inédito por estas terras: a pré-candidata a vice foi “oficializada” e só nos próximos dias haverá a “oficialização” do pré-cabeça de chapa.

E não estamos tratando de convenções partidárias, mas meramente desse tal Frankenstein contemporâneo… a “oficialização” do que está longe de constar em qualquer papel de Ata.

O que parece acontecer é a necessidade de requentar fatos, como as reprises de A Lagoa Azul, simplesmente pelo fato de não haver fatos. Usando um linguajar antigo do jornalismo, o calhau virou pauta.

Numa campanha política não existem amistosos, preliminares, pré-jogos.

Como ocorre muitas vezes em outros contextos sociais, modismos, neologismos e ressignificâncias, são a “oficialização” da munganga.

Opinião

Anarriê, anavantú e mimimi

A Prefeitura de Macaíba marcou para hoje, às 18h, uma live que irá detalhar a programação do São João do Povo 2024. A expectativa é grande na cidade, já que Macaíba sempre teve tradição em grupos juninos de destaque até mesmo em nível estadual.

Mas enquanto milhares aguardam a festa com empolgação, alguns insistem em criticar o emprego de dinheiro público na realização de eventos populares. Ora, pura ignorância! Até os menos informados sabem que os recursos destinados ao São João do Povo são “carimbados”, ou seja, só podem ser investidos em ações culturais. Mas a turma não perde a oportunidade de fazer política rasteira, principalmente neste período pré-eleitoral. E olha que muitos que já estão criticando a festa nas redes sociais, comumente são os primeiros a chegarem nas noites de forró e os mais empolgados no arrasta-pé.

Para além da tradição junina ser um traço cultural fundamental para todos nós, a exemplo de tantos outros eventos populares promovidos pelo poder público país afora, o São João do Povo é um investimento importante para a economia do município, promove muitos artistas locais e diversas cadeias produtivas lucram com a festa. Costureiras, lanchonetes, salões de belezas, mercadinhos, armarinhos, lojas de roupas e calçados, lojas de acessórios, ambulantes, farmácias…

Em 2023 a Fecomércio-RN projetou a circulação de mais de R$ 20 milhões de reais em nossa economia. A pesquisa realizada pela entidade também identificou que 70% do público era macaibense e 30% turistas e visitantes. Todos admirados com a grandiosidade e organização do evento. Números que devem se repetir na edição deste ano.

Guardadas as proporções, é claro, a Prefeitura do Rio divulgou que arrecadou 30 vezes mais do que investiu para viabilizar a apresentação de Madonna no final de semana.

Então, aos adversários que já estão com a artilharia pronta para criticar o INVESTIMENTO que a Prefeitura fará no São João do Povo 2024, um conselho: observem a Legislação eleitoral, vistam um figurino junino top, juntem suas claques e vão curtir a festa, conversando com as pessoas e dançando muito forró. Mil vezes melhor que perder tempo com mimimi nas redes.

Do francês, “en avant tous”, o nosso anavantú significa seguir em frente. Sempre!

Opinião

A opinião que José Luís Pediu ao Gato Preto

Professor José Luís, de matemática e política

Aí o Professor José Luís, matemático, observador político e macaibense já posicionado nas fileiras do oposição, inclusive com direito a empunhar o microfone, cobra do Gato Preto uma opinião contundente sobre os dois atos de filiação partidária ocorridos nas últimas semanas. Uma que filiou e indicou os pré-candidatos situacionistas à Câmara Municipal e a pré-candidata a vice; outro, mais recente, que filiou Netinho e seus pré-candidatos a vereador ao Republicanos, presidido no estado por Álvaro Dias, prefeito de Natal, que nem apareceu na festa, mas mandou o filho, deputado Adjuto Dias, que tenta emplacar como candidato a prefeito de Caicó.

Como se isso fosse relevante para a maioria, opino: em todos os meus anos de observação política, nunca tinha visto tanto movimento para simples e cartoriais atos de filiação partidária. Como diria um veterano amigo do Gato Preto: “muita farofa para pouca carne”.

Discursos previsíveis, figuras políticas jurássicas (sem etarismo!)… nenhuma surpresa, nenhum fato novo que tenha merecido, até então, destaque na imprensa regional, mais do mesmo. Os movimentos serviram tão somente para estimular claques, tirar da toca quem ainda estava escondido e, principalmente, gerar as primeiras imagens de apoio que as produtoras audiovisuais usarão durante a campanha.

Mas é claro! O Jogo ainda não começou, estamos somente na fase de escalação. A bola vai rolar para valer a partir do dia 20 de julho, quando os partidos e federações precisam começar a realizar suas Convenções. A partir daí o show tem que ser de verdade, sem firula. Quem quiser ganhar, terá que mostrar força, estrutura, discursos fortes que não recorram a coitadismos (coitadinhos não existem na política macaibense) nem a outros clichês já derrotados, como o tal mote “forasteiro”. As identidades visuais estarão nas ruas, locutores afinados, jingles na ponta da língua do povão e a população incentivada a votar.

O prazo para as convenções vai até 5 de agosto.

Esperemos um bom debate. É o melhor para a democracia!

Rolar para cima