Homenagem

Homenagem

Câmara de Natal homenageia a Fecomércio RN pelos seus 75 anos

Empresário macaibense Luiz Antônio Lacerda é vice-presidente da Fecomércio RN. Na foto está ladeado pelo vereador Kléber Fernandes e pelo presidente da entidade, Marcelo Queiroz

Por propositura do vereador Kleber Fernandes, sessão solene reconheceu contribuição da entidade por seu papel no desenvolvimento econômico do estado ao longo de 75 anos

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN) foi homenageada pelos seus 75 anos em uma sessão solene na Câmara Municipal de Natal, que reconheceu os líderes que já passaram pela presidência da entidade. O evento foi realizado quinta-feira (20).

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, expressou sua gratidão durante a cerimônia: “Estou trilhando o mesmo caminho de homens notáveis. Com esmero, tenho buscado liderar pelo exemplo e dar as condições necessárias para que possamos fortalecer e multiplicar nossas ações em cada canto deste estado. Mas esse é um trabalho feito a muitas mãos. Por isso, quero destacar aqui o apoio incondicional dos membros da nossa diretoria, que nos dão suporte e potencializam todos os nossos projetos, nos seus respectivos segmentos e municípios”.

Propositor da homenagem, o vereador Kleber Fernandes, também discursou durante a cerimônia. “A atuação da Fecomércio tem gerado empregos, fomentado o empreendedorismo e fortalecido nossa economia. Celebrar esta trajetória é reconhecer o impacto positivo que a Fecomércio tem em nossas vidas e em nosso futuro. Por isso, esta homenagem é uma forma de expressar nossa gratidão e reconhecimento pelo trabalho incansável e pelos resultados positivos que a Fecomércio tem alcançado em benefício de Natal e de todo o Rio Grande do Norte”.

Os homenageados na cerimônia foram:
• Militão Chaves (in memoriam)
• Jessé Pinto Freire (in memoriam)
• Luiz Gonzaga Barros (in memoriam)
• Reginaldo Teófilo Da Silva (in memoriam)
• Antônio Fernandes Filho (in memoriam)
• João Dinarte Patriota (in memoriam)
• Marcantoni Gadelha
• Marcelo Fernandes de Queiroz

Ao final da cerimônia, a Fecomércio RN reuniu convidados em um jantar oferecido no Hotel Escola Barreira Roxa. Prestigiaram as festividades da noite: os vereadores Ana Paula Araújo, Anderson Lopes, Dickson Júnior, Eriko Jácome, Felipe Alves, Herberth Senna, Júlia Arruda, Kleber Fernandes, Milklei Leite, Nina Souza, Nivaldo Bacurau, Raniere Barbosa, e Robson Carvalho; além dos deputados federais Paulinho Freire e Natália Bonavides.

Sobre a Fecomércio RN
A Fecomércio RN, criada em 1949, atua em defesa dos interesses do setor produtivo e lidera um dos maiores sistemas de desenvolvimento social do mundo. Com o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), a entidade promove ações de qualidade de vida e capacitação profissional em todo estado.

Ao todo, o Sistema Fecomércio conta com mais de 20 unidades físicas espalhadas pelo Rio Grande do Norte; além de unidades móveis, que levam serviços de saúde, educação e qualificação profissional para diversos municípios. Em 2023, as entidades que formam o Sistema realizaram mais de 1,6 milhão de atendimentos.

Assessoria da Fecomércio RN

Homenagem

20 anos sem Brizola: político segue referência para luta democrática

O momento era de tensão total. Naquele 28 de agosto de 1961, o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, foi correndo para o porão do Palácio Piratini e fez um pronunciamento para uma rádio que a equipe montou de improviso. “Hoje, nesta minha alocução, tenho os fatos mais graves a revelar. O Palácio Piratini, meus patrícios, está aqui transformado em uma cidadela que há de ser heroica (…)”. Ele pedia resistência até o fim.  Aquele seria um dos momentos que faria com que Brizola (1922 – 2004), que morreu há 20 anos, entrasse para a história brasileira. Segundo pesquisadores, ele foi responsável por evitar, via uma rede de rádios, que o golpe militar ocorresse naquele ano. 
Momentos como esse terão destaque em um documentário de Sílvio Tendler, que deve ser lançado no segundo semestre deste ano. Aquele episódio ocorreu depois da renúncia de Jânio Quadros. Como João Goulart, o vice-presidente, estava em missão diplomática fora do País, a cúpula militar posicionou-se para impedir a transmissão de posse para o vice. Houve um impasse e quem assumiu o país foi o presidente da Câmara, Paschoal Ranieri Mazzilli.

Leitura de País

De acordo com o neto de Brizola, Leonel Brizola Neto, que cedeu as imagens para o filme e que busca divulgar o legado do avô com uma associação cultural, o então governador tinha a noção da ameaça de uma ruptura democrática. 

“Ele tinha uma leitura do que estava acontecendo. Naquela época, não havia a facilidade das informações que nós temos hoje. Ele entendeu e começou a organizar (a resistência). Todos os atos do Brizola foram sempre dentro da legalidade democrática”, argumenta o neto. 

Em nome dessa legalidade, Brizola passou a utilizar a Rádio Guaíba, através de um ato governamental, para defender a posse do vice. Para o professor de história Adriano de Freixo, da Universidade Federal Fluminense, Brizola foi a figura central da resistência. 

Freixo ressalta que houve de fato uma tentativa de golpe em 1961, orquestrada pelos que executaram o golpe de 1964. 

“Quando Brizola montou a rede da legalidade, com seus discursos sendo transmitidos para todo o Brasil, ele também consegue apoio militar, do Exército no Rio Grande do Sul e da Brigada Militar gaúcha, dispostos a ir para o confronto. Isso faz, inclusive, com que outras lideranças civis se animassem a resistir”, afirmou o professor. 

A “rede da legalidade”, como ficou conhecida, congregou mais de 100 rádios pelo Brasil, que passaram a retransmitir discursos pela manutenção da democracia e da legalidade.

Brizola passou a denunciar que aviões militares brasileiros teriam ordem para atirar contra o palácio do governo gaúcho. Segundo os pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, como conseguiu adesão de praças da própria Força Aérea boicotaram as aeronaves para que não decolassem.

 Frustração

O professor Adriano de Freixo avalia que Brizola estava disposto, inclusive, a partir para o confronto, se fosse necessário. “Como ele mesmo disse em alguns depoimentos, a ideia dele era marchar para o Rio de Janeiro e dissolver o Congresso, já que parlamentares tinham sido coniventes com tentativa de golpe e garantir a posse do Jango”, afirma o professor. Foi uma decepção para Brizola ter conhecimento de que Jango concordou com uma solução conciliatória e assumiu um regime parlamentarista provisoriamente. 

A frustração de Brizola com o presidente deu-se diante de um contexto político. Pesquisadores do período entendem que havia expressivo apoio popular à posse de Jango em 1961. De acordo com o sociólogo Yago Junho, que também pesquisa a trajetória de Brizola, o então governador do Rio Grande do Sul ganhou a opinião pública porque compreendeu a importância do processo de comunicação. 

“A batalha política é a batalha das comunicações. Mais de 70% da população apoiava a posse do Jango e o Brizola, em relação a esse apoio popular, queria efetivamente promover mudanças. Acabou prevalecendo a conciliação e a conciliação só serviu para adiar o golpe por três anos”, analisa o sociólogo. Os pesquisadores avaliam que Brizola foi hábil, mas não contava que Jango iria curvar-se às condições dos militares. 

Legados

Brasília (DF) 20/06/2024 - 20 anos da morte de Leonel Brisola. Foto: Família Brisola/Arquivo Pessoal

Os pesquisadores da trajetória de Leonel Brizola entendem que a infância pobre no Rio Grande do Sul foi fator decisivo para as escolhas políticas do homem que foi governador de dois estados, o que ele nasceu, e o Rio de Janeiro.  Yago Junho analisa que Brizola defendeu o trabalhismo e os direitos da Consolidação das Leis do Trabalho. 

O historiador Adriano de Freixo vê Brizola como uma das figuras públicas mais importantes da segunda metade do século passado. 

“Ele construiu uma carreira política muito profícua. Ele defendeu melhor distribuição de riquezas, com propostas como a realização da reforma agrária, educação integral nas escolas e defesa do país diante de pressões estrangeiras”, diz 

Os pesquisadores assinalam que Brizola acreditava que a educação seria a forma de gerar uma construção de uma sociedade menos desigual, tanto na gestão do Rio Grande do Sul (1959 – 1963) como do Rio de Janeiro (1983 – 1987 e 1991 – 1994).

“Essa preocupação do Brizola com uma educação de qualidade, com uma escola de tempo integral, é algo que hoje continua no âmbito de investigadores educacionais do Brasil”, afirma o historiador Adriano de Freixo. Sobre a escola em tempo integral, defendida pelo político gaúcho, o pesquisador avalia que foi uma ideia que acabou sendo combatida por diferentes setores. “Essa é uma questão central no pensamento do Brizola”.

O resultado foi que houve redução do analfabetismo com a construção de mais de seis mil escolas. “O pai dele foi assassinado. A mãe alfabetizou os filhos. Ele foi depois, com 14 anos, estudar sozinho numa escola técnica em Viamão, que é perto de Porto Alegre. “Conseguiu entrar na universidade como engenheiro”, afirma Leonel Brizola Neto.  No Rio de Janeiro, ele implementou a ideia do antropólogo Darcy Ribeiro e criou os Centros Integrados de Educação Pública (Ciep) para fazer valer a educação integral.

Contra o “atraso”

Além da educação, outra marca de Brizola foi a defesa enfática da reforma agrária. “Entendo que essa é uma questão central para aquela esquerda trabalhista do início dos anos 60: o latifúndio tinha que ser combatido. Você não consegue combater e superar o subdesenvolvimento se não superar a questão agrária”, sublinha o historiador Adriano de Freixo. O pesquisador explica que, além da necessidade de se combater as pressões internacionais, seria necessário modernizar o capitalismo brasileiro, numa defesa de uma sociedade menos desigual. “O latifúndio seria uma das causas do atraso nacional”.

O sociólogo Yago Junho crê que Brizola “pagou um preço muito alto” pelas ideias que defendia. “O final da vida dele num ostracismo tem a ver com uma incompreensão sobre o legado político dele”. Uma das acusações dos opositores é que teria havido uma política ineficaz de segurança pública e que a criminalidade aumentou. O resultado foi, segundo avalia, um final de vida no ostracismo. 

Brasília (DF) 20/06/2024 - 20 anos da morte de Leonel Brisola. Foto: Família Brisola/Arquivo Pessoal

Visibilidade

Na defesa do legado do avô, Leonel, além do documentário, quer dar mais visibilidade às histórias do político. “A gente está agora em um outro processo para tentar digitalizar todos eles e jogar na internet para as pessoas olharem e pesquisarem”. 

Leonel lembra não só do político, mas também do homem disciplinador que cobrava pontualidade, e que se divertia contando suas histórias nas festas de família. “Lembro dele me ensinando a fazer orçamento doméstico. E também plantando bananeira (ponta-cabeça no chão) em casa. Ele era um homem muito forte”, recorda o neto.

Agência Brasil

Edição: Aline Leal

Homenagem

17 anos sem a maior cantora do Rio Grande do Norte

Idenilde Alves da Costa é o que está no seu batistério, mas o Brasil o consagrou como Núbia Lafayette.

Nasceu em Assú (o Gato Preto prefere Acú) em 21 de janeiro de 1937. Há quem reivindique que seu nascimento tenha sido em Ipanguaçu. Faleceu em Niterói (RJ) em 2007.

Núbia empunhou microfones nos principais e mais gloriosos palcos do Brasil. Foi uma das maiores intérpretes deste país e está no mesmo panteão de Dalva de Oliveira, Angela Maria, Glorinha de Oliveira e tantas outras instituições da música brasileira.

Salve, Núbia!

O Rio Grande do Norte lhe deve muitas reverências, mas a Revista Coité não lhe esquece.

Homenagem

Ariano Suassuna: 97anos de quem jamais morrerá

Poucos brasileiros foram tão geniais e de inteligência popular e erudita ao mesmo tempo como Ariano Villar Suassuna, ou simplesmente Ariano Suassuna.

Quem foi Ariano Suassuna?

O paraibano nasceu em 16 de junho de 1927 na capital que ele insistia em chamar de Cidade da Parayba, recusando-se homenagear João Pessoa, que teve o nome colocado na capital.

Ariano Suassuna ficou conhecido pela sua obra transformada no filme O Auto da Compadecida.

Intelectual e conhecedor da cultura popular Ariano Suassuna foi dramaturgo, escritor, romancista, ensaísta, poeta, professor e filósofo.

Embora formado em Direito Suassuna afirma que não exerceu a profissão por não se identificar e que fez apenas por uma falta de opção.

Ariano Suassuna era filho de Rita de Cássia Villar e João Suassuna, na época presidente do Estado da Paraíba, cargo hoje chamado de governador.

Ariano Suassuna nasceu no Palácio da Redenção – sede do governo.

O pai de Suassuna foi assassinado em 1930 após conflitos políticos onde um pistoleiro atirou-lhe pelas costas e fugiu.

A esposa de João Suassuna segue com a família para o interior da Paraíba onde se instalam em Taperoá.

Neste momento Ariano é um bebê de três anos, mas durante o tempo que a família fica ali ele começa seus estudos.

É ali, também, que tem contato pela primeira vez com a arte dos nordestinos através do teatro de mamulengos e dos desafios de repentes feitos nas violas.

Quando já rapaz e a família se muda para Recife Ariano Suassuna estuda em diversos colégios até chegar ao Curso de Direito.

Obras de Ariano Suassuna

Ali o jovem funda o Teatro do Estudante de Pernambuco, demonstrando toda sua paixão pela arte.

Com 20 anos o jovem Ariano Suassuna escreve sua primeira peça de teatro “Uma Mulher Vestida de Sol” e transcorria o ano de 1947.

Sua segunda peça é escrita e encenada em 1948 quando escreve “Cantam as Harpas de Sião”.

A peça “O Auto da Compadecida” surge em 1955 quando ele faz diversas mudanças, adaptações e aperfeiçoamentos até que ele chegasse a se transformar em filme.

Um exímio combatente da globalização cultural e influências estrangeiras em nossa cultura raiz Ariano Suassuna cria e desenvolve o chamado Movimento Armorial em a partir da década de 70.

Neste momento enquanto se envolve com o movimento que valoriza a cultura nordestina de um modo geral, passa a desenvolver a trilogia “Romance d´a Pedra do Reino” sendo um eterno perfeccionista inconformado.

Dentro de sua trilogia surge o “Príncipe do Sangue que Vai – e- Volta”. O próprio Ariano fez questão de escolher como subtítulo a explicação prática e filosófica da obra: “Romance Armorial – Popular Brasileiro”.

No mais alto grau de respeito a seu trabalho foi agraciado em 1989 com a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras, recebendo, também da Academia Paraibana de Letras (35) e Academia Pernambucana de Letras (18).

Morte de Ariano Suassuna

O consagrado escritor passou os últimos anos realizando as chamadas “Aulas – Espetáculo” onde mesclava conhecimento popular, filosofia, crítica social e ensinos em uma palestra com muito humor.

Para os fãs de Suassuna estes últimos anos com suas palestras reuniram as melhores experiências que se poderia ter do mestre da literatura moderna no Brasil.

Ariano Suassuna morreu em 23 de julho de 2014 no Hospital Português na cidade de Recife após um AVC.

Foi casado com Zélia Suassuna e teve 06 filhos sendo eles Mariana Suassuna, Maria das Neves Suassuna, Ana Rita Suassuna, Isabel Suassuna, Dantas Suassuna e Joaquim Suassuna.

biografiaresumida.com.br

Homenagem

Dona Wilma de Faria nos deixou há sete anos

Na política, unanimidades são impossíveis, mas Wilma de Faria conseguiu escrever cada página de sua história com dignidade, pioneirismo e muito vigor. Respeitada até por seus mais ferrenhos críticos, tinha valores reconhecidos por todos os adversários.

Uma grande líder, foi professora, primeira-dama, prefeita de Natal, deputada federal constituinte, governadora do Estado.

Partiu num 15 de junho como este, aos 72 anos, enquanto era vereadora de Natal.

Homenagens à Guerreira!

Homenagem

Vereadores de Macaíba entregam honrarias nesta sexta, 14 de junho

Mesa diretora da Câmara Municipal de Macaíba é presidida pelo vereador Denilson Gadelha

A Câmara Municipal de Macaíba vai entregar honrarias a homenageados com serviços relevantes prestados ao município em diversas áreas. A sessão solene acontece nesta sexta, 14 de junho, às 17 horas.

Receberão Títulos de Cidadão Macaibense:

– Alberto Ferrer Correia da Silva;

– Ana Carla Felinto de Medeiros;

– Gemerson da Costa Lima;

– José Arimatéia de Souza Luna;

– José Edidelson de Santana;

– José Maria Souza de Araújo;

– Lourival Benício;

– Maria Veridiana Galdino Ribeiro;

– Severino do Ramos Marinho da Silva;

A Ordem do Mérito da Saúde será entregue ao senhor Dauri Lima do Nascimento Filho;

Já a Comenda da Ordem do Mérito Cultural será concedida ao empresário Luiz Antônio Lacerda;

A Comenda do Mérito Fabrício Gomes Pedroza, a Maria Veridiana Galdino Ribeiro;

E receberão a Comenda da Ordem do Mérito Educativo e Social as senhoras Cecília Antônia de Araújo Neta e Suely do Nascimento Gonçalves.

Homenagem

Erivan deixou muita saudade e uma legião de amigos

No dia 02 de agosto próximo o amigo Erivan Pinheiro vai completar 62 anos.

Sim! Vai! Suas lições estão presentes, sua memória está viva!

Por isso, mesmo não estando fisicamente entre os que hoje cultivam saudades, há de se homenagear sua passagem por este plano.

Sempre foi atencioso, acolhedor.

Macaibense da Rua da Aliança, Erivan Pinheiro passou sua infância entre os municípios vizinhos de Ielmo Marinho e Senador Elói de Souza. Depois, ainda muito jovem, foi morar em Traíras, onde conheceu sua eterna amada, Cida.

No início dos anos 80, descobriu sua vocação para o comércio alugando bicicletas e, em 1983, já morando na sede do município, botou uma banca na feira livre, onde vendia peças e acessórios.

Em 1992, 32 anos atrás, Erivan abriu sua primeira loja física, formal, a Moto Ciclo, pioneira na cidade na venda e assistência profissional de bicicletas. Seis anos depois começou a comercializar e oferecer serviços para motocicletas.

Algum tempo depois, graças à competência de sua equipe, à qualidade do que comercializava e ao desenvolvimento do segmento de moto-peças, decidiu expandir seus negócios e abriu mais uma loja, em Parnamirim.

Além de comerciante importante, Erivan também fez questão de participar ativamente da vida social e religiosa da comunidade. Foi dirigente da Câmara de Lojistas de Macaíba e fiel devoto de Nossa Senhora Conceição. Sempre presente nos eventos da Paróquia, integrava o Encontro de Casais com Cristo, a Pastoral da Criança e as peregrinações da imagem da padroeira pelas comunidades rurais e urbanas.

Era 11 de abril de 2022 Macaíba foi surpreendida com a notícia de sua precoce passagem, mas como abrimos este texto, seguiremos contrariando os gramáticos: “vida é verbo” que não se conjuga no passado. Erivan estará sempre no presente! Saudade, sim; Adeus, nunca!

Sua família segue empreendendo inspirada no exemplo que ele deixou. O Grupo Erivan Pinheiro hoje mantém as empresas Marcelo Moto Bike, Henrique Motos e uma concessionária autorizada Shineray.

Erivan Pinheiro, homenagens e um abraço de até breve!

Homenagem

Gelson Lima partiu há quatro anos

Gelson Lima nos deixou repentinamente aos 61 anos, exatamente no dia 06 de junho de 2020.

Até hoje sua memória é lembrada por muitos macaibenses, sobretudo em períodos eleitorais como este que se avizinha. Foi um estrategista diferenciado. Sabia jogar o jogo como poucos.

Vigoroso, sempre bem posicionado politicamente, combativo, espirituoso e dono de um senso de humor que faz falta a muitos.

Apesar de ter nascido em Santo Antônio do Salto da Onça, foi Macaíba que escolheu por casa e causa de vida. Em seus mandatos na Câmara Municipal, nunca aceitou ser coadjuvante.

À época de sua passagem, a Casa Legislativa lamentou em nota: “Sua partida representa uma grande perda para a vida pública da cidade. Gelson Lima teve sua trajetória marcada pelo compromisso com o interesse público e as legítimas demandas da sociedade macaibense”.

Já o memorialista Marcelo Augusto, colunista compulsório desta Revista, o homenageou definindo traços marcantes de sua personalidade: “Amigo que tinha um jeito só dele, exclusivo. O político que tratava à todos como família, acrescentando o sobrenome LIMA, que era o dele. Homem do povo, simples e sem soberba, de origem humilde, trabalhador, brincalhão e sério, dependendo do momento.”

O Gato Preto era seu amigo e tem a certeza que muitos que trilham o caminho político hoje, mesmo os que não foram contemporâneos de mandato, tomam algumas de suas lições como manual.

Gelson deixou sementes, cultivou respeito. Merece toda a nossa homenagem e saudade.

Orações ao amigo Gelson Lima! 

Homenagem

Luto na Cultura: Partiu o mestre Antônio Tavares

Ele foi um dos maiores e mais antigos brincantes do Boi de Reis em Macaíba. Iniciou ainda na década de 40, como Dama, no Boi de Reis do Mestre Nelson da Baixa.

Sua partida, aos 89 anos, empobrece a nossa cultura, mas também encoraja as novas gerações à renovação, à obrigação de manter vivas e fortes as chamas das diversas manifestações culturais que nascem do povo. Que nenhuma delas desapareça com o tempo, sempre infalível em tirar de nós nossos maiores mestres, como Seu Antônio Tavares de Souza. Ele viveu boa parte dos seus 89 anos defendendo corajosamente, às vezes sozinho, o que deveria ser obrigação de todos: a valorização da cultura popular.

Parabéns e obrigado, Mestre Antônio!

Noutro plano, faça muita festa com os que beberam na sua mesma fonte.

Vá com Deus!

A Revista Coite presta solidariedade à família.

Homenagem

Mães do distrito de Traíras, em Macaíba, são homenageadas em grande festa

Vereadora Érika Emídio falando às mães de Traíras

Centenas de pessoas participaram de uma grande homenagem às mães em Traíras, distrito de Macaíba. Apesar de maio já ter passado, sempre é tempo de celebrá-las.

O evento, que aconteceu neste sábado (1º), foi uma realização da Associação de Moradores da comunidade e do mandato da vereadora Érika Emídio.

O prefeito Emídio Júnior e o Professor Edivaldo, secretário municipal, prestigiaram a festa que foi animada por Robertinho do Acordeon.

Foto: Márcio Lucas

Homenagem

27 anos sem Frei Damião!

Frei Damião faleceu em 1997. Italiano, nasceu em Bozzano, em 1898, mas foi no mais árido nordeste brasileiro que praticou sua fé. Peregrinou 66 anos por cidades, levando a evangelização. O pedido de canonização do frei foi aberto em 2013.

Com 10 anos começou a externar sua vocação ao sacerdócio. Com 13 anos ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Aos 17 anos recebeu os votos religiosos, passando a ser chamado de Frei Damião de Bozzano.

Iniciou o estudo da Filosofia, que foi interrompido com sua convocação para a Primeira Guerra Mundial.

Em 1920 foi enviado para a Universidade Georgiana de Roma, onde estudou Direito Canônico e Teologia Dogmática. Em 1923 foi ordenado sacerdote em Roma.

Em 1931 foi enviado ao Brasil com a missão de evangelizar. Ao chegar em Recife, foi eleito assistente da Custódia Geral dos Capuchinhos, onde se dedicou às Santas Missões.

Iniciou suas peregrinações no sítio Riacho do Mel, em Gravatá.

Durante a Segunda Guerra Mundial, permaneceu recluso em um convento de Maceió até 1945.

Peregrinação:

Quando chegava a uma cidade era recebido com festa, pois todos queriam ouvir suas palavras, mas afirmava que era apenas um mensageiro de Deus.

Com o passar dos anos, adquiriu uma deformação na coluna que o deixou encurvado, provocando dificuldades na fala e na respiração. Sofreu de erisipela devido à má circulação sanguínea. Em 1990 sofreu uma embolia pulmonar e reduziu o ritmo de suas caminhadas.

Morte:

Depois de ser acometido por um AVC, Frei Damião faleceu no Recife, após permanecer 19 dias em coma. Seu corpo foi embalsamado e velado na Basílica da Penha durante três dias.

Foi sepultado no Convento de São Félix de Cantalice, no Recife. O local é um ponto de peregrinação, principalmente no mês de maio.

Processo de canonização:

Frei Damião de Bozzano é cultuado como santo durante décadas, mas a Igreja analisa o processo de canonização do frei, que foi aberto em 2013.

No dia 8 de abril de 2019 foi reconhecido como venerável pelo Papa Francisco, ficando mais perto da beatificação. O processo seguinte é a análise dos milagres do frei ocorridos após a sua morte.

Rolar para cima