
Celebrado anualmente no último domingo de setembro, o Dia Mundial dos Rios foi criado em 2005 para chamar atenção à importância dos cursos d’água para o abastecimento humano, o equilíbrio ecológico e o desenvolvimento sustentável. A mobilização reúne ações de conscientização e limpeza de margens em mais de 60 países.
A data surgiu a partir da mobilização de ativistas ambientais e do lançamento da iniciativa Water for Life Decade, da Organização das Nações Unidas. O objetivo é lembrar que rios de diferentes tamanhos sustentam a vida e estão diretamente ligados à segurança hídrica e ao equilíbrio dos ecossistemas.
Entre as principais ameaças estão a poluição industrial e doméstica, o desmatamento das matas ciliares, a ocupação desordenada, o uso inadequado do solo, a construção de barragens e as mudanças climáticas. O material destaca que o desmatamento também prejudica a infiltração da água no solo e contribui para o esgotamento das nascentes.
Na Amazônia, rios como Negro e Solimões enfrentam impactos que afetam milhões de pessoas. No Cerrado, onde estão as nascentes de oito bacias hidrográficas que abastecem o país, queimadas e degradação ambiental ameaçam a segurança hídrica, a produção de energia e alimentos, além da biodiversidade.
Apesar dos desafios, iniciativas de proteção seguem em diferentes regiões. A International Rivers promove ações de defesa dos rios, enquanto grupos ligados ao Rio Preto, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, realizam caminhadas, eventos e mutirões de limpeza. O acesso à água também foi reconhecido como direito humano pela ONU em 2010.
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