Nossa Senhora das Dores: a história da devoção celebrada em 15 de setembro

A Igreja Católica celebra neste 15 de setembro a memória de Nossa Senhora das Dores, título atribuído à Virgem Maria em referência ao sofrimento materno vivido especialmente durante a Paixão e Morte de Jesus. A devoção à Mater Dolorosa ganhou força a partir da Idade Média e foi incorporada ao calendário litúrgico romano pelo Papa Pio VII em 1814.

A tradição das Sete Dores está ligada a episódios narrados nos Evangelhos. Entre eles estão a profecia de Simeão, a fuga da Sagrada Família para o Egito, o desaparecimento de Jesus em Jerusalém, o encontro entre mãe e filho no caminho do Calvário, a morte de Cristo na cruz, o momento em que Maria recebe seu corpo e o sepultamento no Santo Sepulcro.

A Ordem dos Servos de Maria teve papel importante na expansão desse culto. Criada em 1233, a ordem recebeu, em 1668, autorização para celebrar a Missa votiva das Sete Dores de Maria. Ao longo dos séculos, a data da celebração passou por mudanças até ser definitivamente fixada em 15 de setembro pelo Papa Pio X.

Na arte sacra, Nossa Senhora das Dores costuma aparecer com o coração atravessado por uma ou sete espadas, representação das dores sofridas. A imagem também aparece diante da cruz ou segurando o corpo de Jesus, representação que deu origem à tradição da Pietà. O hino medieval Stabat Mater Dolorosa também está associado a essa devoção.

A memória de Nossa Senhora das Dores convida os fiéis a recordar a presença de Maria junto à cruz e seu papel como Mãe da Igreja. A devoção permanece marcada pela oração, pela contemplação das sete dores e pela busca de consolo diante do sofrimento.

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