
A prévia da inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA-15, registrou deflação de 0,40% em agosto de 2026. O resultado foi puxado principalmente pela redução da conta de luz, dos alimentos e dos combustíveis, marcando a primeira taxa negativa do indicador desde agosto de 2025 e a menor para um mês de agosto desde 2022.
O grupo Habitação teve queda de 1,41%, com destaque para a energia elétrica residencial, que recuou 6,25%. O movimento foi influenciado pelo Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de luz. Entre os nove grupos pesquisados, cinco apresentaram deflação no período.
Na alimentação dentro de casa, a queda chegou a 0,97%. Produtos presentes na rotina das famílias tiveram reduções expressivas: o tomate ficou 27,38% mais barato, a batata-inglesa caiu 25,14% e a cenoura recuou 17,05%. O café moído também apresentou redução, de 2,31%.
Os Transportes também contribuíram para o resultado, com queda de 13,30% nas passagens aéreas e redução nos preços do etanol, da gasolina e do óleo diesel. Vestuário e Comunicação completaram os grupos que registraram deflação em agosto, reforçando o movimento de desaceleração observado nos preços.
Com o resultado, o IPCA-15 acumulou alta de 4,24% em 12 meses, abaixo do limite de 4,5% da meta de inflação. A pesquisa de agosto considerou preços coletados entre 16 de julho e 14 de agosto, em 11 localidades. O IPCA oficial de agosto será divulgado em 11 de setembro.
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