7 de fevereiro de 2026

Sociedade

7 de fevereiro reafirma resistência e direitos dos povos indígenas no Brasil

O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, celebrado em 7 de fevereiro, marca a resistência histórica dos povos originários e reforça a defesa dos territórios tradicionais e dos direitos constitucionais. A data homenageia o líder guarani Sepé Tiaraju, morto em 1756 durante a Batalha de Caiboaté, conflito decorrente do Tratado de Madrid entre Portugal e Espanha, que resultou na morte de cerca de 1.500 indígenas na região das Missões. Instituída pela Lei nº 11.696, a data tem caráter político e reivindicatório, diferenciando-se de outras celebrações ao evidenciar que a luta indígena está diretamente ligada à sobrevivência física, cultural e territorial desses povos.

Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil abriga cerca de 1,7 milhão de indígenas, pertencentes a mais de 300 povos, que vivem tanto em territórios demarcados quanto em áreas urbanas e rurais ainda em disputa. Nesse contexto, o 7 de fevereiro ganha relevância ao destacar pautas atuais como a demarcação de terras, a proteção ambiental e a garantia de políticas públicas em saúde, educação e segurança alimentar. A data também mantém viva a memória de Sepé Tiaraju, símbolo da resistência contra a expulsão forçada, cuja frase “Essa terra tem dono” segue atual diante dos conflitos fundiários e das pressões econômicas sobre as terras indígenas.

A criação do Ministério dos Povos Indígenas, em 2023, representa um avanço institucional na formulação de políticas indigenistas no país, atuando em articulação com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas e outros órgãos federais. Entre as prioridades estão a proteção dos territórios, a valorização das culturas e línguas indígenas e o fortalecimento da participação social por meio de instâncias como o Conselho Nacional de Política Indigenista. O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, portanto, não apenas relembra um passado de violência e resistência, mas também projeta um debate essencial sobre democracia, diversidade e o futuro das relações entre o Estado brasileiro e seus povos originários.

Política

Macaíba é destaque no encontro RN do Futuro

O encontro suprapartidário RN do Futuro, realizado neste sábado, no Praia Mar Arena, em Natal, superou as expectativas de público e adesão, consolidando-se como um espaço amplo de diálogo político e construção coletiva. Promovido por União Brasil, Progressistas, Solidariedade, PSD e MDB, o evento reuniu filiados, simpatizantes e lideranças de diversas regiões do estado para debater propostas, alinhar estratégias e discutir o planejamento político com foco nas eleições de 2026 e no desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Um dos destaques do encontro foi a forte presença da comitiva de Macaíba, liderada pelo prefeito Emídio Júnior, acompanhado da presidente da Câmara Municipal, Érica Emídio, além de vereadores e lideranças políticas de todo o município. O grupo participou ativamente, contribuindo com ideias sobre políticas públicas voltadas ao crescimento regional, reforçando o compromisso com uma agenda integrada para o futuro de Macaíba e do estado.

Durante o encontro, Macaíba foi amplamente reconhecida como um município estratégico para o Rio Grande do Norte, especialmente por sua posição privilegiada na infraestrutura rodoviária, portuária e aeroportuária. Foi destacado o potencial do município como eixo logístico fundamental para o desenvolvimento econômico estadual, fortalecendo a perspectiva de um projeto unificado de transformação e resgate do estado, construído a partir do diálogo, da cooperação política e da participação ativa das lideranças locais.

Saúde

Brasil reduz mortalidade infantil e reforça políticas de saúde pública

O Brasil mantém trajetória de queda na mortalidade infantil, refletindo avanços em saúde pública e condições de atenção materno-infantil. Dados oficiais mostram que a taxa de mortalidade infantil no país caiu substancialmente nas últimas décadas e se estabiliza em níveis historicamente baixos, com cerca de 12,5 óbitos por mil nascidos vivos em 2023, de acordo com dados consolidados pelo Statista a partir de estatísticas brasileiras. Essa redução prolongada é reflexo de políticas de saúde pública, ampliação do acesso à atenção básica e melhorias em saneamento e nutrição infantil, conforme indicadores oficiais de saúde pública.

Especialistas em saúde pública destacam que as estratégias integradas de acompanhamento de gestantes, programas de imunização e maior acesso a serviços preventivos continuam sendo fundamentais para novos avanços. O uso de sistemas robustos de informação em saúde, como o Sistema de Informações sobre Mortalidade e o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, permite monitorar e orientar políticas orientadas à redução de óbitos infantis como prioridade de saúde pública e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, reafirmando a importância de ações contínuas para diminuir desigualdades regionais.

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