28 de janeiro de 2026

Desenvolvimento Econômico

Desassoreamento do Rio Jundiaí marca avanço histórico no combate às enchentes em Macaíba

Um ano após a assinatura da ordem de serviço, o desassoreamento do Rio Jundiaí consolidou-se como uma das obras mais relevantes da história recente de Macaíba, na Região Metropolitana de Natal. Iniciada em janeiro de 2025, a intervenção foi planejada com base em estudos técnicos, licença ambiental regular e investimento de R$ 2,8 milhões, viabilizados por emenda parlamentar. A ação atende a uma demanda antiga da população e integra a agenda de prevenção a desastres naturais, alinhada às diretrizes de gestão de recursos hídricos adotadas por órgãos oficiais no Brasil.

Com aproximadamente dois quilômetros de extensão, o trabalho contemplou o trecho entre a BR-304 e o cais da área central, região historicamente afetada por alagamentos. Segundo dados técnicos do projeto, cerca de 15 mil metros cúbicos de sedimentos foram retirados, incluindo areia, lama e resíduos sólidos, além da dragagem para aprofundamento do leito. As etapas envolveram limpeza das margens, remoção de vegetação não nativa e ampliação da capacidade de vazão, o que já reflete em maior segurança para moradores e comerciantes, especialmente durante o período chuvoso monitorado por instituições oficiais de meteorologia.

Executada pela Prefeitura de Macaíba, a obra avançou para a terceira e última fase em maio de 2025 e é considerada um marco para a infraestrutura urbana e o meio ambiente local. Como complemento, estão em andamento estudos de micro e macrodrenagem na região central, estratégia recomendada por especialistas e alinhada às práticas adotadas em cidades brasileiras com histórico de enchentes. A expectativa é que as ações integradas reduzam de forma permanente os impactos das cheias, promovendo qualidade de vida e desenvolvimento urbano sustentável no município.

Foto: Secom – PMM

Comportamento

“No carnaval todo mundo quer ser o que é…”

Senta que lá vem mais uma polêmica de Carnaval…

A edição de 26 de janeiro do jornal O Globo trouxe à tona um novo capítulo da disputa cultural e política em torno da festa mais popular do país. A reportagem Santa Folia, assinada pelo competente jornalista Yago Godoy, mostra como avançam propostas de leis que pretendem coibir o que chamam de cristofobia, com destaque para Salvador, onde um projeto aprovado na Câmara Municipal prevê multas a blocos e foliões que, segundo o texto, hostilizarem símbolos da fé cristã durante a folia.

O debate não surge no vazio. Nos últimos anos, o Carnaval passou a ser constantemente tensionado por críticas a fantasias consideradas ofensivas, como as de indígenas, profissionais da saúde ou personagens associados a estereótipos raciais e culturais. O argumento central desses movimentos é conhecido: determinadas representações transformam identidades, profissões e símbolos sagrados em caricatura, reforçando preconceitos históricos. Se esse entendimento vale para indígenas, negros, enfermeiras ou religiões de matriz africana, há quem defenda que o mesmo critério deveria se aplicar a símbolos cristãos. Para alguns, trata-se apenas de coerência, o famoso pau que dá em Chico também deve dar em Francisco.

É nesse contexto que se insere o Programa de Combate à Cristofobia aprovado em Salvador. A proposta proíbe ofensas a símbolos cristãos e o uso de fantasias de freiras com conotação sexual, estabelecendo multas que podem chegar a R$ 4,5 mil, com agravamento em caso de reincidência. Os autores afirmam que não se trata de censura, mas de garantir respeito e paridade entre crenças. Já especialistas do direito alertam para os riscos da subjetividade da lei, para a insegurança jurídica e para um possível choque com o princípio da laicidade do Estado, além de lembrarem que o Brasil já dispõe de normas gerais contra a intolerância religiosa.

Por trás da discussão jurídica e cultural, há também uma leitura política difícil de ignorar. Analistas e pesquisadores apontam que esse tipo de pauta mobiliza emoções, engaja bases eleitorais e cria pânicos morais que rendem visibilidade e votos. Os dados do próprio IBGE mostram que a maioria da população de Salvador é cristã, o que enfraquece a ideia de perseguição estrutural, enquanto estatísticas indicam que os maiores alvos de intolerância seguem sendo as religiões de matriz africana. No fim das contas, o Carnaval volta a ser palco de um embate maior sobre liberdade, respeito e os limites entre celebração, crítica e instrumentalização política da fé.

O título desta postagem é verso do saudoso e brilhante poeta Moraes Moreira.

Foto: Reprodução O Globo

 

Saúde

SUS acelera cirurgias eletivas e reduz filas históricas em todo o país

O Sistema Único de Saúde ampliou de forma significativa a oferta de cirurgias eletivas em todo o Brasil, resultando na redução de filas que se acumulavam há anos e no atendimento mais rápido a milhares de pacientes. De acordo com balanços do Programa Nacional de Redução das Filas, divulgados pelo Ministério da Saúde em 2024 e 2025, houve crescimento expressivo no número de procedimentos realizados, com prioridade para especialidades de maior demanda, como ortopedia, oftalmologia e cirurgia geral. A iniciativa permitiu recuperar parte da capacidade assistencial impactada pela pandemia e reorganizar o fluxo de atendimentos na rede pública.

Segundo o Ministério da Saúde, o avanço foi possível graças ao aumento do financiamento federal, à ampliação de parcerias com estados e municípios e ao melhor aproveitamento da estrutura hospitalar já existente. A pasta destaca que a estratégia também incluiu mutirões, contratos temporários e monitoramento permanente das filas, garantindo maior transparência e eficiência na gestão. Especialistas em saúde pública avaliam que a continuidade do programa é essencial para manter a redução do tempo de espera e assegurar o acesso oportuno da população a procedimentos cirúrgicos essenciais.

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