
Enquanto uma internação por picada de serpente pode gerar contas de até US$ 500 mil nos Estados Unidos, valor superior a R$ 2,5 milhões, o atendimento no Brasil é gratuito pelo Sistema Único de Saúde. O SUS mantém hospitais de referência e oferece o soro antiofídico quando indicado.
Os antivenenos são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos estados. Entre os produtores nacionais estão o Instituto Butantan e o Instituto Vital Brazil. A soroterapia é o tratamento específico para neutralizar o veneno e reduzir o risco de complicações graves.
No mundo, a estimativa correta é de até 5,4 milhões de picadas por ano. Entre 1,8 milhão e 2,7 milhões causam envenenamento, com 81 mil a 138 mil mortes e cerca de 400 mil casos de amputações ou outras incapacidades permanentes, números muito superiores aos apresentados inicialmente.
O Brasil registra cerca de 30 mil acidentes ofídicos anuais, com aproximadamente uma centena de mortes. As jararacas e outras serpentes do gênero Bothrops provocam a maioria dos casos. Trabalhadores rurais e homens em idade produtiva estão entre os grupos mais atingidos.
Para prevenir acidentes, a orientação é usar botas, evitar colocar as mãos em buracos, folhas ou entulhos e manter os terrenos limpos. Em caso de picada, não se deve fazer torniquete, cortar ou aplicar substâncias no ferimento. A vítima precisa procurar imediatamente um serviço de saúde.
Matar serpentes e cobras é crime ambiental (Lei 9.605/98), sujeito a multa e detenção, exceto em legítima defesa por risco iminente à vida. Caso necessário, acione a PM ambiental pelo 190.
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