Nesta sexta-feira (07), a Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou o Dia D de combate às arboviroses, com os agentes de endemias em diversas ruas do Centro para intensificar a prevenção ao mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A ação envolveu visitas domiciliares, eliminação de possíveis criadouros, aplicação de larvicida e uma palestra educativa na UBS do Centro.
De acordo com o supervisor geral dos agentes de endemias, André Marques, o trabalho integra uma estratégia contínua de proteção à saúde da população. “A ação de hoje é alusiva ao Dia D nacional de combate às endemias. Mas, aqui em Macaíba, estamos realizando mutirões todas as sextas-feiras. É uma forma de conscientizar a população para que receba bem os agentes e para que, nos momentos de folga, também façam uma vistoria nos seus quintais para evitar focos do mosquito. Estamos entrando no período sazonal, quando os casos de arboviroses aumentam consideravelmente. Com a ajuda da população, podemos amenizar essa situação”, destacou.
Entre os moradores atendidos, a analista de crédito imobiliário Milena de Lima Gonçalves ressaltou a importância das visitas. Para ela, a correria do dia a dia pode impedir que as pessoas percebam situações de risco dentro de casa. “Nem todo mundo tem tempo para olhar se existem criadouros e foco do mosquito. Então, essa ação faz muita diferença”, afirmou.
As equipes percorreram a avenida Mônica Dantas, Major Antônio Belmiro, Alberto Silva, Dona Emília, Frei Miguelino, Nossa Senhora da Conceição, Largo Cônego Simões, Dix-sept Rosado, Nair Mesquita e Rua da Cruz.
O supervisor enfatizou que cada cidadão deve fazer a sua parte. “Medidas simples, como evitar água parada em recipientes, manter caixas d’água fechadas e higienizar plantas, podem impedir a proliferação do mosquito e salvar vidas”, concluiu André Marques.
Pouco discutido e cercado de preconceitos, o câncer de pênis continua sendo uma realidade alarmante em países da América Latina. No Brasil, chega a representar até 10% dos tumores malignos em homens das regiões mais pobres. Enquanto nos países desenvolvidos é raro, por aqui a combinação de baixa escolaridade, falta de saneamento e desinformação mantém os números elevados. O mais preocupante é que a maioria dos casos poderia ser evitada com medidas simples, como higiene adequada, vacinação contra o HPV e circuncisão na infância.
A doença está profundamente ligada às desigualdades sociais. Homens sem acesso a água tratada, atendimento médico e educação em saúde são os mais afetados. Muitos demoram a procurar ajuda por vergonha, o que faz com que o diagnóstico aconteça tardiamente. Estima-se que o HPV esteja presente em metade dos casos, mas a imunização masculina ainda é baixa em toda a região. Romper o silêncio e ampliar a conscientização são passos essenciais para mudar esse cenário.
Com esse objetivo, foi criada a Penile Cancer Collaborative Coalition – Latin America (PECCC-LA), que reúne mais de 300 especialistas e 30 centros de referência em 13 países. A iniciativa busca construir o primeiro guia latino-americano sobre o tema, com dados, experiências e orientações que auxiliem médicos em diferentes realidades. O grupo também está desenvolvendo bancos de dados, cursos de capacitação e materiais educativos para fortalecer a rede de cuidado e prevenção.
Entre as ações mais promissoras está a criação da Escola Latino-Americana de Câncer de Pênis, voltada à formação médica e ao uso de tecnologias como telementoria e inteligência artificial. As novas técnicas cirúrgicas vêm permitindo preservar parte do órgão, garantindo autoestima e qualidade de vida. Falar sobre o tema é urgente: quanto mais informação e acesso, mais vidas poderão ser salvas. Campanhas educativas e o novo guia latino-americano representam um avanço importante rumo a uma saúde masculina mais justa e consciente.
Novembro é marcado por uma série de campanhas que reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças que impactam milhões de pessoas em todo o mundo. O Novembro Azul, por exemplo, destaca-se na conscientização sobre o câncer de próstata, incentivando homens a realizarem exames regulares e a cuidarem da própria saúde. A campanha busca quebrar tabus e estimular conversas abertas sobre um tema que ainda enfrenta resistência em muitos ambientes.
Além disso, o Novembro Roxo traz luz à causa da prematuridade, chamando a atenção para os desafios enfrentados por bebês que nascem antes do tempo e suas famílias. Profissionais de saúde reforçam a importância do acompanhamento pré-natal e dos cuidados intensivos necessários para garantir o desenvolvimento saudável desses recém-nascidos. O mês também é dedicado à conscientização sobre o diabetes, com ações que promovem hábitos alimentares equilibrados, a prática de atividades físicas e o controle regular da glicose.
Já a campanha Novembro Dourado exalta a luta pela prevenção e conscientização sobre o câncer infanto-juvenil.
Essas campanhas reforçam um compromisso coletivo com a vida e com a informação. Ao unir esforços de instituições, profissionais de saúde e da sociedade civil, novembro se torna um período de reflexão e atitude. A mensagem central é clara: cuidar da saúde é um ato de amor próprio e de responsabilidade social, que deve se estender por todos os meses do ano.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) José Romano dos Santos, localizada em Bela Macaíba, passou a funcionar como Unidade Sentinela no dia 24 de julho e, desde então, já realizou mais de 1.011 atendimentos e cerca de 2 mil procedimentos até o dia 15 de outubro.
Com equipe extra voltada ao atendimento de pequenas urgências e demandas espontâneas, a unidade funciona em horário estendido às segundas, quartas, quintas e sextas-feiras, das 15h30 às 19h.
De acordo com o gestor da unidade, Manoel Marcos, a média é de 17 pacientes atendidos por turno. “A maioria dos pacientes avalia de forma positiva o atendimento e os procedimentos realizados”, destacou.
A secretária municipal de Saúde, Sâmara Figueiredo, explicou que o projeto das unidades sentinelas faz parte da estratégia de descentralização dos atendimentos de pequenas urgências. “A ideia é que essas unidades possam suprir a demanda de urgências pontuais, evitando que o paciente precise se deslocar até a UPA. Nessas unidades também são administradas as medicações injetáveis”, ressaltou.
A UBS de Bela Macaíba é a terceira unidade sentinela do município, junto com as UBS’s do Campo das Mangueiras e do Potengi.
Os atendimentos nas unidades sentinelas são voltados a casos como garganta inflamada, dor de ouvido, tosse, febre, dor ao urinar, crise asmática leve, dor no corpo, erupções na pele, diarreia, dor de cabeça, vacinação e dor abdominal. Já situações mais graves, como crises de ansiedade, dor no peito, falta de ar ou convulsões, devem ser direcionadas à UPA.
No dia 24 de outubro, o Brasil e o mundo celebram o Dia Mundial de Combate à Poliomielite, data dedicada à conscientização sobre a importância da vacinação contra essa doença que já foi uma das principais causas de paralisia infantil. A iniciativa homenageia o Dr. Jonas Salk, responsável pelo desenvolvimento da primeira vacina contra o poliovírus, que possibilitou avanços significativos na erradicação da pólio em diversas regiões, incluindo o Brasil. O país não registra casos de poliovírus selvagem desde 1989, reflexo do sucesso das campanhas nacionais de imunização.
A poliomielite é uma doença infecciosa grave causada por um vírus transmitido principalmente por via fecal-oral, afetando sobretudo crianças com até cinco anos, embora adultos não imunizados também estejam suscetíveis. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos globais de poliomielite foram reduzidos em mais de 99% desde 1988, quando eram registrados cerca de 350 mil casos anuais em mais de 125 países. Hoje, o vírus permanece endêmico apenas no Paquistão e no Afeganistão, o que mantém a necessidade de vigilância contínua e alta cobertura vacinal para evitar o retorno da doença.
No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, desempenha papel fundamental na manutenção da proteção contra a poliomielite. O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos produz e distribui as duas vacinas disponíveis: a oral, conhecida como vacina Sabin, e a inativada, vacina Salk, administrada por via intramuscular. Essas vacinas são a única forma eficaz de prevenção e sua aplicação em massa foi decisiva para que o país recebesse, em 1994, o certificado de eliminação da pólio.
Organizações como o Rotary International reforçam o compromisso global de erradicação da poliomielite ao promover campanhas de conscientização e vacinação, reforçando que, mesmo com a ausência de casos no Brasil, o risco de importação do vírus permanece real. Por isso, a manutenção da alta cobertura vacinal é essencial para impedir o retorno da doença e proteger as futuras gerações contra sequelas graves e irreversíveis causadas pela paralisia.
Além de celebrar a luta contra a poliomielite, o dia 24 de outubro também é marcado pelo Dia das Nações Unidas, que reforça a importância da cooperação internacional para o enfrentamento de desafios globais, como a erradicação de doenças infecciosas. A data simboliza a união entre países e instituições na promoção da saúde pública e do bem-estar mundial.
Novo auxílio ajudará em deslocamento e hospedagem para tratamento
O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (22), em Brasília, ações para expandir os serviços de radioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre elas, estão:
A criação de um auxílio para custear transporte, alimentação e hospedagem dos pacientes;
a centralização da aquisição de medicamentos;
o repasse de R$ 156 milhões por ano em estímulo financeiro para que os serviços de saúde ampliem o número de atendimentos.
“Estamos colocando a radioterapia em outro patamar, em relação ao cuidado ao paciente com câncer”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista coletiva à imprensa. Durante o evento, ele assinou portarias sobre as novas regras para os serviços de radioterapia e para a Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (Apac).
De acordo com o Ministério da Saúde, quase 40% dos pacientes do SUS buscam atendimento fora da sua região de saúde para fazer radioterapia e precisam se deslocar, em média, por 145 quilômetros. A radioterapia é indicada em 60% dos casos de câncer.
O novo auxílio garante, então, R$ 150 para custear o transporte e mais R$ 150 por dia para alimentação e hospedagem dos pacientes e acompanhantes.
O Ministério da Saúde publicou ainda, no Diário Oficial da União, uma portaria sobre a assistência farmacêutica oncológica, que visa ampliar o acesso a medicamentos de alto custo. A partir dela, a União assume a responsabilidade pela aquisição de medicamentos para tratamento de câncer, com prioridade para novas tecnologias em oncologia.
A expectativa é reduzir preços em até 60% com as negociações de abrangência e escala nacional. O formato combina compra centralizada feita diretamente pelo ministério, negociações nacionais via registro de preços e aquisições descentralizadas pelos serviços oncológicos, mediante autorização específica.
O novo componente também garante ressarcimento a estados e municípios por demandas judiciais: durante o período de transição de 12 meses, a União reembolsará 80% dos valores judicializados. Além disso, serão criados centros regionais de diluição de medicamentos oncológicos, para reduzir desperdícios e otimizar o uso dos insumos.
As medidas anunciadas para o cuidado ao paciente com câncer fazem parte do programa Agora Tem Especialistas. Lançada em maio deste ano, a iniciativa tem o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados na rede pública.
Estímulo financeiro
A nova portaria do Ministério da Saúde mudou a forma de financiamento dos serviços de radioterapia, criando um mecanismo de estímulo financeiro para aumentar o número de pacientes atendidos. Agora, quanto mais pacientes atendidos, mais recursos serão repassados por atendimento, “estimulando ao máximo o uso da capacidade do acelerador linear, equipamento utilizado nas sessões”.
Unidades que atenderem entre 40 e 50 novos pacientes por acelerador linear receberão 10% a mais por procedimento; o acréscimo sobe para 20%, entre 50 e 60; e para 30%, acima de 60 novos pacientes.
“Essa é uma nova lógica para estimular que essa capacidade ociosa possa atender mais e, com isso, reduzir o tempo de espera de quem está aguardando o tratamento”, destacou o ministro Padilha.
Os estabelecimentos que já atendem o SUS passarão a receber progressivamente, por procedimento realizado, por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC). Até então, os recursos entravam no orçamento geral, no valor fixo repassado mensalmente aos estados e municípios para custeio dos serviços de média e alta complexidade.
“É uma forma direta de remuneração para os estados e municípios, que não disputa com os outros recursos gerais da média e alta complexidade, como é a quimioterapia, porque a gente remunera a quimioterapia pela Apac. Assim, a gente tira a radioterapia de ser o patinho feio do tratamento ao câncer”, afirmou Padilha.
Por fim, o governo quer mobilizar o setor privado, que terá condições especiais para o financiamento de equipamentos de radioterapia. Para isso, deverão ofertar, no mínimo, 30% de sua capacidade instalada para o SUS por, no mínimo, três anos.
“Não tem como você consolidar uma rede pública sem atrair a estrutura privada que existe no Brasil, hoje, de tratamento ao câncer. Porque os equipamentos e boa parte dos profissionais estão concentrados nessa estrutura privada”, disse o ministro.
O Dia Internacional do Câncer de Mama, celebrado em 19 de outubro, reforça a importância da conscientização e da prevenção de uma das doenças que mais afetam mulheres em todo o mundo. No Brasil, segundo dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 74 mil novos casos por ano, representando aproximadamente 30% dos diagnósticos de câncer feminino. Embora a incidência seja alta, a taxa de cura pode superar 90% quando o tumor é identificado em estágios iniciais, evidenciando o papel crucial do rastreamento e do autocuidado.
Os fatores de risco incluem predisposição genética, histórico familiar, obesidade, consumo excessivo de álcool e ausência de atividade física regular. O diagnóstico precoce, por meio da mamografia, continua sendo o principal aliado no enfrentamento da doença. A campanha Outubro Rosa, além de promover informação, busca combater o medo e o estigma que ainda cercam o tema, estimulando mulheres de todas as idades a realizarem exames preventivos e a procurarem orientação médica diante de qualquer alteração nas mamas.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece exames de mamografia gratuitos e tratamento integral para o câncer de mama, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e acompanhamento psicológico. Essa assistência pública tem sido fundamental para garantir acesso à saúde de qualidade, sobretudo entre mulheres em situação de vulnerabilidade. A mobilização social em torno da causa é um reflexo da força coletiva na luta pela vida, lembrando que a informação e o cuidado contínuo são as armas mais poderosas contra o avanço da doença.
A trombose é um dos principais fatores de risco doenças cardiovasculares e, sem o tratamento adequado, quadro pode se tornar grave.
A trombose é uma doença causada pela formação de coágulos nos vasos sanguíneos, que provoca sua obstrução e prejudica a circulação correta do sangue. Anualmente, a condição afeta cerca de 400 mil pessoas, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Segundo o Ministério da Saúde, a enfermidade é a terceira maior causa de morte cardiovascular no país.
O dia 13/10 é o Dia Mundial da Trombose . A data faz referência ao aniversário de Rudolf Virchow, pioneiro na fisiopatologia da doença. Foi ele o responsável por desenvolver o conceito de “trombose” e avançar na compreensão da condição.
DIFERENTES TIPOS DE TROMBOSE
Há dois tipos de trombose: arterial e venosa. A primeira ocorre quando há a formação de coágulos que bloqueiam as artérias e é a forma mais grave de trombose, pode ser consequência de episódios como infartos do miocárdio e AVCs (acidentes vasculares cerebrais). De acordo com a SBACV, a trombose arterial tem prevalência geral em cerca de 4% da população, aumentando proporcionalmente com a faixa etária, variando de 0,9% abaixo dos 50 anos a até 14,5% acima de 70 anos.
Já a trombose venosa, de acordo com a SBACV, de maneira geral, representa cerca de 60 casos para cada 100 mil habitantes por ano. O problema é mais prevalente e ocorre quando há obstrução de veias principais ou secundárias, acometendo especialmente os membros inferiores. Os coágulos podem se desprender, totalmente ou em fragmentos, e atingir os pulmões, causando embolia pulmonar, pode ser fatal.
Segundo o Dr. Sascha Werner Schlaad, cirurgião vascular do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é necessário que as pessoas acometidas pelo problema busquem por acompanhamento médico a fim de realizar o tratamento adequado de forma precoce e, assim, evitar a progressão grave da trombose.
CAUSAS, PREVENÇÃO E TRATAMENTO
A trombose tem causa multifatorial, mas algumas pessoas apresentam maior propensão para o seu desenvolvimento. Entre elas, estão indivíduos com mais de 65 anos, com obesidade, tabagistas, com doenças oncológicas, em recuperação pós-operatório, gestantes, portadores de trombofilias (tendência à formação de trombos) e com histórico familiar de trombose anterior.
Hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada, hidratação corporal, prática regular de atividade física, consumo moderado de álcool e não fumar são medidas essenciais para a prevenção de episódios de trombose.
De acordo com o especialista, o tratamento deve ser individualizado. Além disso, ele envolve a administração de medicações anticoagulantes, em alguns casos o uso de meias de compressão também é indicado.
Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental foi instituído em 1992 pela World Federation of Mental Health e tornou-se uma das principais mobilizações globais pela valorização do cuidado emocional e psicológico. A data tem como propósito sensibilizar governos, instituições e comunidades sobre a urgência de políticas públicas que assegurem o bem-estar integral das populações. Em 2023, a campanha trouxe o tema “A saúde mental é um direito humano universal”, reforçando que todas as pessoas, independentemente de origem ou condição social, têm direito a acolhimento, tratamento e inclusão. O movimento, apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), busca garantir que o cuidado mental seja reconhecido como parte essencial da saúde humana.
De acordo com a OMS, uma em cada oito pessoas no mundo convive com algum transtorno mental, o que impacta não apenas a saúde física, mas também as relações pessoais, a vida profissional e o acesso a oportunidades. Entre os grupos mais afetados, destacam-se adolescentes e jovens, que enfrentam pressões sociais, inseguranças e incertezas sobre o futuro. Especialistas alertam que a falta de acesso a atendimento adequado ainda é uma barreira significativa: em muitos países, o tratamento é escasso, caro ou associado a estigmas. Por isso, a data também busca quebrar o silêncio e combater a discriminação, lembrando que a saúde mental deve ser tratada com a mesma importância que qualquer outro aspecto da saúde pública.
No Brasil, a Política Nacional de Saúde Mental, coordenada pelo Ministério da Saúde, organiza e fortalece a assistência a pessoas com transtornos mentais e dependência de substâncias psicoativas, como álcool e drogas. A rede pública oferece atendimento gratuito por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que reúne serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), unidades de acolhimento e equipes de atenção básica. Essa estrutura garante acompanhamento terapêutico, acolhimento em momentos de crise e integração com as famílias. O modelo brasileiro prioriza o cuidado humanizado, a reinserção social e o respeito à autonomia dos usuários, buscando superar o estigma e promover o exercício pleno da cidadania.
Neste 10 de outubro, também é lembrado o Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas, uma data que complementa o debate ao reforçar a importância de ambientes educativos mais saudáveis, seguros e emocionalmente acolhedores para crianças, adolescentes e profissionais da educação.
Fontes:
Ministério da Saúde Organização Mundial da Saúde (OMS) Reforma Psiquiátrica e Política de Saúde Mental no Brasil
Comemorado neste 9 de outubro, o Dia Mundial da Visão chama atenção para a necessidade de cuidados com a saúde ocular e para a prevenção das doenças que mais comprometem a visão no mundo. A data, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), busca alertar sobre condições como catarata, glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética, que afetam milhões de pessoas e, em muitos casos, podem ser evitadas ou tratadas com diagnóstico precoce. O tema ganha relevância social por destacar que a visão é essencial para a autonomia, a educação e a qualidade de vida, e que o cuidado preventivo deve ser prioridade nas políticas públicas de saúde.
No Brasil, estima-se que mais de seis milhões de pessoas convivam com algum tipo de deficiência visual, segundo dados do IBGE, sendo a catarata e o glaucoma as causas mais recorrentes. A dificuldade de acesso a consultas oftalmológicas e exames especializados ainda é um desafio em diversas regiões, principalmente nas periferias e áreas rurais. Essa realidade evidencia desigualdades no sistema de saúde e reforça a importância de campanhas de conscientização que levem informação e atendimento básico à população. O tema ganha alcance nacional ao expor que a perda visual não é apenas um problema médico, mas também social e econômico.
Profissionais de saúde destacam que a prevenção deve começar ainda na infância, com avaliações regulares, especialmente em casos de histórico familiar de doenças oculares. A realização de exames simples pode evitar complicações graves e preservar a visão por toda a vida. A mobilização em torno do Dia Mundial da Visão, portanto, representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre o direito à saúde ocular e o impacto da visão na inclusão social e na produtividade. O envolvimento de instituições públicas e privadas é essencial para transformar a conscientização em ações concretas e duradouras.
Nesta data também celebramos o Dia do Atletismo, dos Correios e do Açogueiro.
A campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos a partir de três meses de idade foi prorrogada em Macaíba até o dia 31 de outubro. O Centro de Endemias, localizado na rua Isauro Rosado Maia, 23, Auta de Souza, segue com ponto fixo de segunda a quinta-feira, das 8h às 15h, e nas sextas-feiras, das 8h às 12h.
De acordo com a coordenadora de Endemias, Fabíola Felipe, os vacinadores continuam realizando a imunização na zona rural do município, garantindo a cobertura em todas as localidades.
“A vacinação é essencial para proteger não apenas os animais, mas também a população. A raiva é uma doença fatal, mas totalmente evitável com a imunização. Por isso, é importante que os tutores levem seus cães e gatos para vacinar”, destacou Fabíola Felipe.
Nesta segunda-feira, 29 de setembro, é celebrado o Dia Mundial do Coração, data que chama a atenção para a importância da prevenção das doenças cardiovasculares, responsáveis por grande parte das mortes no mundo. A data mobiliza profissionais de saúde e instituições em campanhas educativas, alertando para hábitos de vida mais saudáveis como chave para a proteção do coração.
Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar a pressão arterial e evitar o tabagismo são medidas que fazem diferença no dia a dia. Especialistas lembram que cuidar do coração é também cuidar da qualidade de vida, prevenindo complicações graves como infartos e acidentes vasculares cerebrais.
O Dia Mundial do Coração é, acima de tudo, um convite à consciência e à mudança de atitudes. Pequenas escolhas, quando somadas, podem prolongar a vida e torná-la mais plena, reafirmando que a saúde do coração deve estar no centro da atenção de todos.