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Macaíba registra mais de 822 mil atendimentos e avança com investimentos e ampliação da rede de saúde em 2025

O ano de 2025 consolidou avanços expressivos na saúde pública de Macaíba, com mais de 822 mil atendimentos realizados na Atenção Primária, Especializada e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os números refletem investimentos contínuos, ampliação da rede de serviços e fortalecimento do cuidado integral, colocando o município em posição de destaque no cenário estadual e nacional.

A Atenção Primária seguiu como eixo central da política de saúde, com expansão da cobertura, foco na prevenção e entrega de novas Unidades Básicas de Saúde, tanto na zona urbana quanto na rural. Entre os destaques estão a UBS Valdomiro Pedro do Nascimento, na Vila São José, além de anexos em comunidades como Porteiras, Lagoa Nova e Conjunto Manoel Dias. Outras unidades tiveram obras concluídas e avançaram para a fase de equipagem, enquanto algumas chegaram à etapa final de construção. O município também ampliou o horário de funcionamento de UBSs estratégicas, fortalecendo o atendimento a pequenas urgências.

Na saúde da mulher, foram realizados mais de 4,4 mil exames preventivos do câncer do colo do útero, com resultados entregues em prazos reduzidos, garantindo diagnóstico precoce. Outro avanço foi a adoção de canetas reutilizáveis de insulina, melhorando o controle glicêmico de pacientes com diabetes. As ações de promoção e prevenção alcançaram o ambiente de trabalho, com palestras, vacinação e testagens em empresas locais, totalizando mais de 3,1 mil vacinas aplicadas.

A Atenção Especializada apresentou resultados relevantes, com novo endereço do Serviço de Assistência Especializada, fortalecimento do Programa Municipal de Glaucoma e mais de 6 mil procedimentos oftalmológicos realizados. O ABA Macaíba Reabilitação ampliou o público atendido e a oferta de terapias, reforçando o cuidado a crianças e adolescentes com TEA. A UPA manteve-se como referência regional, com a aquisição de uma ambulância UTI própria, tecnologia de ponta e uso de trombolíticos em casos de infarto.

O município ainda foi contemplado pelo Novo PAC Saúde 2025, promoveu ações de vigilância, realizou a Conferência Municipal de Saúde e conquistou o 1º lugar no Rio Grande do Norte no ranking nacional de acesso à saúde do CLP, reafirmando o compromisso com uma saúde pública eficiente e humanizada.

Foto: Rodrigo Galvão
Secom PMM

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Histórico: OMS certifica Brasil pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho

A Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou o Brasil pela eliminação da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV, tornando-o o maior país das Américas a alcançar esse marco histórico. Essa conquista reflete o compromisso de longa data do Brasil com o acesso universal e gratuito aos serviços de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), ancorado em uma forte atenção primária à saúde e no respeito aos direitos humanos.

“Eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho é uma grande conquista de saúde pública para qualquer país, especialmente um tão grande e complexo como o Brasil”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “O Brasil mostrou que, com compromisso político sustentado e acesso equitativo a serviços de saúde de qualidade, todo país pode garantir que toda criança nasça livre do HIV e que toda mãe receba o cuidado que merece.”

O marco foi celebrado durante uma cerimônia em Brasília, com a presença do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, além de membros do UNAIDS.

Cumprimento dos critérios de certificação

O Brasil cumpriu todos os critérios para a certificação, incluindo a redução da transmissão vertical do HIV para menos de 2% e a obtenção de cobertura superior a 95% de atenção pré-natal, testagem rotineira para HIV e tratamento oportuno para gestantes vivendo com HIV. Além de alcançar as metas de validação, o país demonstrou a oferta de serviços de qualidade para mães e seus bebês, sistemas robustos de dados e laboratórios, e um forte compromisso com os direitos humanos, igualdade de gênero e engajamento comunitário.

O país implementou uma abordagem progressiva e subnacional ao certificar inicialmente estados e municípios com mais de 100 mil habitantes, adaptando a metodologia de certificação da OPAS/OMS ao contexto nacional, ao mesmo tempo em que manteve a coerência em todo o território.

O processo de avaliação, apoiado pela OPAS, foi conduzido por especialistas independentes que revisaram dados, documentação e o funcionamento de serviços de saúde. Os achados foram então analisados pelo Comitê Consultivo Global de Validação da OMS, que recomendou formalmente a certificação do Brasil para a eliminação.

“Essa conquista mostra que eliminar a transmissão vertical do HIV é possível quando as gestantes conhecem seu estado sorológico, recebem tratamento oportuno e têm acesso a serviços de saúde materna e a um parto seguro”, afirmou Jarbas Barbosa, diretor da OPAS. “É também o resultado da dedicação incansável de milhares de profissionais de saúde, agentes comunitários de saúde e organizações da sociedade civil. A cada dia, eles mantêm a continuidade do cuidado, identificam obstáculos e trabalham para superá-los, garantindo que até as populações mais vulneráveis possam acessar serviços essenciais de saúde.”

Parte de uma iniciativa mais ampla

Ao longo da última década (2015–2024), mais de 50 mil infecções pediátricas por HIV foram evitadas na Região das Américas como resultado da implementação da iniciativa para eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho.

O sucesso do Brasil faz parte da Iniciativa EMTCT Plus, que busca eliminar a transmissão de mãe para filho do HIV, da sífilis, da hepatite B e da doença de Chagas congênita, em colaboração com o UNICEF e o UNAIDS, e está integrada à Iniciativa da OPAS de Eliminação de Doenças, um esforço regional para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e condições relacionadas nas Américas até 2030.

“Estou muito satisfeita que o Brasil tenha acabado de ser certificado pela OMS/OPAS pela eliminação da transmissão vertical — o primeiro país com mais de 100 milhões de habitantes a alcançar esse feito”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “E fizeram isso adotando o que sabemos que funciona — priorizando a cobertura universal de saúde, enfrentando os determinantes sociais que impulsionam a epidemia, protegendo os direitos humanos e até — quando necessário — quebrando monopólios para garantir o acesso a medicamentos.”

Contexto global

O Brasil é um dos 19 países e territórios no mundo que foram validados pela OMS pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho. Doze deles estão na Região das Américas. Em 2015, Cuba se tornou o primeiro país do mundo a ser certificado pela eliminação da transmissão vertical do HIV e eliminação da sífilis congênita. Os outros países da Região são Anguilla, Antígua e Barbuda, Bermudas, Ilhas Cayman, Montserrat e São Cristóvão e Nevis, em 2017; Dominica, em 2020; Belize, em 2023; e Jamaica e São Vicente e Granadinas, em 2024.

Fora das Américas, os países certificados pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho são Armênia, Belarus, Malásia, Maldivas, Omã, Sri Lanka e Tailândia.

Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

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Macaíba: Comunidade de Lagoa Nova ganha anexo de saúde e centro social

Mais uma entrega que reforça os avanços da saúde pública em Macaíba. O município encerra o ano com importantes conquistas na área, ampliando o acesso e a qualidade dos serviços ofertados à população. Dentro desse contexto, foi inaugurado nesta quinta-feira (18), pelo prefeito Emídio Júnior, o Anexo de Saúde da Comunidade de Lagoa Nova Eliete Maria Costa dos Santos, além do Centro Social
José Felipe Sobrinho.

Localizada na zona rural de Macaíba, a unidade funcionará como anexo da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Traíras, beneficiando aproximadamente 135 famílias das comunidades de Lagoa Nova, Umari e Torrões. O espaço ofertará atendimento médico, odontológico, de enfermagem, vacinação e o acompanhamento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com atuação dos profissionais uma vez por semana na comunidade.

Durante a solenidade, o prefeito Emídio Júnior destacou a relevância da obra para os moradores das comunidades atendidas. “Estamos devolvendo à comunidade de Lagoa Nova um prédio que estava fechado e que agora passa a oferecer serviços de saúde e assistência social. Não quero ver ninguém chegando de madrugada para pegar ficha ou voltar para casa sem atendimento. O cuidado com a população precisa ser feito com dignidade e da melhor forma possível”, afirmou.

O gestor também enfatizou que a obra foi realizada com recursos de emenda federal destinada pelo deputado Robinson Faria, que participou da solenidade. “De forma transparente e prestando contas, estamos entregando um equipamento que vai servir à saúde e também à convivência comunitária. Além do anexo de saúde, o centro social ficará à disposição das igrejas, do TRE e de toda a população de Lagoa Nova, Torrões e Umari”, completou.

A secretária municipal de Saúde também ressaltou o conjunto de investimentos realizados ao longo do ano. “Hoje é mais um dia de entrega de serviço de saúde à população. Estamos celebrando o acesso de qualidade e encerrando um ano de muitas conquistas, com a abertura do anexo de Porteiras, de Manoel Dias, da UBS Vila São José II e a ampliação da Bela Macaíba com a Sentinela. Foi um ano de muitos ganhos para a saúde e para a população”, destacou.

Filha de Eliete Maria e neta de José Felipe, Elaíne Cristina, irmã da primeira-dama Edilaine Emídio, falou em nome da família e relembrou a importância histórica do local para a comunidade. Segundo ela, o terreno doado por seu avô, José Felipe Sobrinho, onde está o anexo de saúde, funcionou inicialmente como escola, sendo o primeiro espaço público da comunidade. No local, sua mãe, Eliete Maria atuou como merendeira.

“Hoje, ver esse prédio transformado em um centro comunitário é um verdadeiro recomeço, um novo capítulo para Lagoa Nova, Torrões e Umari. É um espaço que vai oferecer atendimento médico, serviços públicos e assistência social, trazendo cidadania, mais praticidade no cuidado com a saúde e dignidade para os moradores dessas comunidades”, declarou.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi a homenagem à delegação de capoeira da APAE Macaíba, que conquistou medalha de ouro nas XXIV Olimpíadas Especiais da APAE, realizadas em Brasília. A solenidade contou com a presença do deputado federal Robinson Faria, da presidente da Câmara Municipal, Érika Emídio, além dos vereadores Edi do Posto, Rita de Oliveira e Igor Targino, lideranças comunitárias e moradores da região.

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Agora tem especialistas: Carreta de atendimento reforça cuidado integral à saúde da mulher em Parnamirim

A chegada da carreta de atendimento especializado a Parnamirim simboliza um avanço concreto no direito das mulheres ao cuidado com a própria saúde de forma digna, respeitosa e no tempo adequado. A iniciativa amplia o acesso a consultas, exames e diagnósticos sem a longa espera que historicamente marca o sistema público, reduzindo a peregrinação por atendimento e o sofrimento de quem depende exclusivamente do SUS. Ao garantir atenção oportuna, o serviço reafirma que cuidar da saúde feminina é também proteger famílias, fortalecer comunidades e investir no futuro coletivo.

A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, criado para enfrentar um dos principais gargalos da saúde pública brasileira: as filas e a demora no atendimento especializado. No Rio Grande do Norte, o programa ganhou forma a partir da articulação entre Estado, municípios e rede assistencial, com organização dos fluxos e integração dos serviços. O resultado é a transformação de uma política nacional em atendimento real, capaz de chegar a quem mais precisa.

A partir desta sexta-feira, 19 de dezembro, em Parnamirim, a carreta passa a atuar diretamente na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças como o câncer de mama e os cânceres ginecológicos, com oferta de acompanhamento, acolhimento e continuidade do cuidado. Integrada ao SUS, a estrutura dialoga com a atenção básica, com a rede municipal e com os serviços estaduais, garantindo que o atendimento não se encerre no exame, mas siga com tratamento e monitoramento. A proposta reforça um princípio central da saúde pública: saúde não é concessão, é direito assegurado por políticas permanentes.

O fortalecimento dessas ações ocorre em um contexto de reconstrução do SUS como prioridade nacional, com apoio do Governo Federal e do Ministério da Saúde. No Rio Grande do Norte, os investimentos têm se refletido na ampliação de leitos, no aumento do número de cirurgias, na consolidação de linhas de cuidado para infarto e AVC, no fortalecimento de hospitais regionais e na estruturação do Hospital da Mulher. A carreta, nesse cenário, torna-se símbolo de escolhas políticas que colocam a vida no centro das decisões e reafirmam o papel do Estado no cuidado, especialmente com mulheres que historicamente assumem o cuidado de todos, mas nem sempre recebem a atenção necessária.

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27 de novembro marca o Dia Nacional de Luta contra o Câncer e o Dia de Combate ao Câncer de Mama

O Brasil reforça, nesta quarta-feira, 27 de novembro, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce ao celebrar o Dia Nacional de Combate ao Câncer e o Dia Nacional de Luta contra o Câncer de Mama. As datas, instituídas pelo Ministério da Saúde e pelo Congresso Nacional, têm como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre a doença, estimular hábitos saudáveis e promover a conscientização sobre sinais, riscos e cuidados essenciais. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o câncer é um conjunto de mais de cem doenças marcadas pelo crescimento desordenado de células que podem invadir tecidos e se espalhar para outras regiões do corpo.

O surgimento do câncer resulta de alterações genéticas que modificam o funcionamento das células. Embora o fator hereditário exista, a maior parte dos casos está associada a causas externas, como exposição ambiental, hábitos de vida e condições de trabalho. Entre os fatores de risco mais conhecidos estão o tabagismo, o consumo de álcool, a obesidade e a exposição prolongada ao sol sem proteção. A prevenção primária, baseada em escolhas saudáveis e na redução de riscos ambientais, e a prevenção secundária, que envolve exames periódicos e tratamento de lesões pré-malignas, são estratégias fundamentais defendidas pelo INCA e por sociedades médicas.

Entre as diversas formas da doença, o câncer de mama permanece como um dos mais incidentes no país, especialmente entre mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Estimativas do INCA apontam que o Brasil registre cerca de 66 mil novos casos ao ano, números que reforçam a importância de atenção contínua à saúde mamária. O câncer de mama decorre da multiplicação anormal de células da mama e pode apresentar sinais iniciais como nódulos, alterações na pele, modificações no mamilo e presença de pequenos caroços nas axilas. Embora raro, também pode acometer homens. Quando diagnosticado precocemente, apresenta maior possibilidade de cura e respostas mais favoráveis aos tratamentos disponíveis.

A prevenção do câncer de mama envolve hábitos que contribuem para reduzir riscos, como praticar atividades físicas, manter alimentação equilibrada, controlar o peso, evitar álcool e tabaco, além de amamentar quando possível. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia para mulheres a partir dos 50 anos como estratégia de rastreamento populacional, sem substituir a observação cotidiana das mamas, que continua sendo uma forma importante de identificar alterações suspeitas. Em todos os casos, sinais e sintomas devem ser avaliados por profissionais de saúde, garantindo encaminhamento adequado e tratamento oportuno. No Dia Nacional de Luta contra o Câncer e no Dia de Combate ao Câncer de Mama, a mensagem central permanece clara: informação, prevenção e cuidado salvam vidas.

Foto: GovBR

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Diretrizes mais rígidas elevam atenção para pressão arterial e colesterol no Brasil

As novas diretrizes de saúde cardiovascular divulgadas recentemente nos Estados Unidos e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia reforçam um movimento internacional de maior rigor no controle da pressão arterial e do colesterol. Valores antes considerados aceitáveis passaram a exigir acompanhamento médico mais próximo. A pressão de 12 por 8 deixou de ser vista como totalmente normal e agora se enquadra na categoria de pré-hipertensão, que abrange níveis entre 120 e 139 mmHg de pressão sistólica e entre 80 e 89 mmHg de diastólica. Para pessoas já diagnosticadas com hipertensão, a meta de tratamento foi ajustada para abaixo de 130 por 80 mmHg, medida que busca reduzir riscos de infarto e acidente vascular cerebral, principais causas de morte no país.

No campo do colesterol, as metas tornaram-se mais rígidas e receberam novas classificações de risco. O documento atualizado da Sociedade Brasileira de Cardiologia reduziu os limites do LDL para diversos perfis de pacientes e criou a categoria de risco extremo, destinada a pessoas que já sofreram múltiplos eventos cardiovasculares. Para esse grupo, o LDL deve permanecer abaixo de 40 mg/dL, patamar mais ambicioso do que o proposto nas diretrizes anteriores. Pacientes de risco muito alto passaram a ter como alvo valores inferiores a 50 mg/dL, enquanto os de baixo risco agora devem manter o LDL abaixo de 115 mg/dL. A recomendação acompanha evidências internacionais que demonstram que níveis mais baixos de colesterol estão associados à menor probabilidade de novos eventos cardíacos.

A atualização também ampliou a investigação de fatores relacionados às dislipidemias. A dosagem da lipoproteína(a), marcador fortemente associado ao risco de infarto e AVC, passou a ser indicada ao menos uma vez na vida para todos os adultos, embora ainda não tenha cobertura ampla no sistema público ou em planos de saúde. Especialistas destacam que parte das alterações do colesterol é de origem genética, o que torna a detecção precoce fundamental para evitar complicações. Outro ponto de destaque da diretriz é a recomendação de iniciar terapia combinada em pacientes com alto risco cardiovascular, reunindo estatinas, ezetimiba, terapias anti-PCSK9 e, em alguns casos, estratégias triplas capazes de reduzir o LDL de forma mais intensa.

Mesmo com a ampliação das opções terapêuticas, as entidades médicas reforçam que mudanças no estilo de vida continuam sendo a base da prevenção. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, abandono do tabagismo e controle do peso seguem essenciais para reduzir a incidência de doenças cardiovasculares. A expectativa é que as novas diretrizes orientem médicos e gestores públicos e contribuam para conter a mortalidade por infarto e AVC em um contexto marcado pelo aumento da obesidade, do sedentarismo e do estresse crônico na população brasileira.

Ilustração: Câmara dos Deputados

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Dia Nacional reforça importância do diagnóstico precoce do câncer infantil

O câncer infantil reúne um conjunto de doenças marcadas pela proliferação descontrolada de células anormais, capazes de surgir em diferentes regiões do organismo. Entre os tipos mais frequentes na infância e na adolescência estão as leucemias, que comprometem os glóbulos brancos, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Também têm incidência relevante o neuroblastoma, o tumor de Wilms, o retinoblastoma, os tumores germinativos, o osteossarcoma e diversos sarcomas. Embora raros quando comparados ao público adulto, esses diagnósticos exigem atenção, pois tendem a apresentar evolução rápida e demandam tratamento imediato.

No Brasil, o cenário segue o padrão observado em países desenvolvidos: o câncer já é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. As estimativas mais recentes apontam que aproximadamente 12 mil novos casos surgem anualmente, com impacto significativo sobre as famílias e os serviços de saúde. Apesar disso, o avanço científico das últimas quatro décadas transformou o prognóstico desses pacientes. Hoje, cerca de 80 por cento das crianças e adolescentes podem alcançar a cura quando o diagnóstico ocorre precocemente e o tratamento é conduzido em centros especializados, garantindo melhores resultados e qualidade de vida.

Instituído pela Lei nº 11.650 de 2008, o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, celebrado em 23 de novembro, busca ampliar a conscientização sobre os sinais da doença e estimular ações educativas e preventivas. A data também promove debates sobre políticas públicas de atenção integral, fortalece iniciativas da sociedade civil e difunde avanços técnico-científicos que contribuem para o diagnóstico e o tratamento. Especialistas reforçam que sintomas como febre persistente, palidez, manchas na pele, dor óssea e aumento de volume em regiões do corpo devem ser investigados, evitando atrasos que podem comprometer a resposta terapêutica.

Com o compromisso de ampliar o acesso à informação e orientar pais, educadores e profissionais da saúde, instituições de referência ressaltam que o reconhecimento precoce dos sinais é decisivo para salvar vidas. A experiência acumulada por centros oncológicos pediátricos demonstra que crianças e adolescentes respondem melhor às terapias disponíveis, especialmente à quimioterapia, quando o tratamento é iniciado rapidamente. Nesse contexto, a data torna-se um marco anual para reforçar a responsabilidade coletiva de identificar, apoiar e garantir atenção adequada a quem enfrenta a doença na infância.

Foto: Assembleia Legislativa de Sergipe

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UPA de Macaíba recebe certificado por excelência na gestão de medicamentos trombolíticos

A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, foi destaque no 4º Workshop de Indicadores da 1ª Macrorregião de Saúde, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP/RN) em parceria com o Projeto Sprint. O evento, realizado na Escola de Governo, no Centro Administrativo, reuniu profissionais e gestores de toda a região para o compartilhamento de boas práticas e experiências exitosas na área da saúde pública.

Durante o encontro, a UPA Aluízio Alves, recebeu o Selo “Rede que Reperfunde” – Reconhecimento em Aquisição e Gestão de Trombolíticos, concedido pela Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) da SESAP.

O reconhecimento atesta o comprometimento da unidade com o acesso ao uso de trombolíticos, no tratamento de pacientes com infarto agudo do miocárdio. A certificação leva em conta critérios como: gestão responsável e rastreável dos estoques de medicamentos trombolíticos; integração efetiva à linha de cuidado do IAM; segurança medicamentosa e farmacovigilância ativa; e eficiência logística na gestão dos suprimentos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Sâmara Figueiredo, o reconhecimento reforça o compromisso da gestão com a qualidade e a segurança no atendimento à população. “Receber essa certificação é motivo de muito orgulho para todos nós. Ela mostra que o trabalho feito com responsabilidade e planejamento faz diferença no cuidado com a vida das pessoas. A equipe da UPA Aluízio Alves tem se empenhado diariamente para garantir que o paciente com suspeita de infarto receba atendimento rápido e eficaz, dentro dos protocolos mais atualizados”, destacou.

A secretária ainda ressaltou que o selo simboliza o esforço conjunto de toda a rede municipal. “Com essa conquista, Macaíba reafirma seu compromisso em oferecer serviços de saúde de excelência nas urgências cardiovasculares”.

Imagem: Edeilson Morais

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Dia Nacional de Prevenção das Arritmias alerta para riscos cardíacos e morte súbita no Brasil

Celebrado em 12 de novembro, o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce das alterações no ritmo do coração. A data foi instituída oficialmente em 2010 e é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), responsável pela campanha “Coração na Batida Certa”, que promove ações educativas e de saúde em todo o país. De acordo com a entidade, as arritmias estão entre as principais causas de morte súbita no Brasil, provocando cerca de 300 mil óbitos por ano.

As arritmias cardíacas ocorrem quando há irregularidades na frequência dos batimentos do coração, podendo se manifestar por meio de palpitações, falta de ar, tonturas, desmaios ou sensação de batimentos acelerados. Embora muitas vezes sejam silenciosas, algumas podem evoluir rapidamente e causar parada cardíaca. Por isso, especialistas reforçam a necessidade de reconhecer os sinais de alerta e buscar atendimento médico imediato em caso de sintomas persistentes.

A prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir os riscos associados às arritmias. Médicos cardiologistas recomendam a adoção de um estilo de vida saudável, com prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada, controle do peso, da pressão arterial e do colesterol. Evitar o consumo excessivo de álcool e o tabagismo também é essencial para proteger o coração. Além disso, a realização de consultas e exames periódicos permite identificar precocemente possíveis alterações e iniciar o tratamento adequado.

Em situações de emergência, como parada cardíaca, a orientação é acionar imediatamente o serviço de emergência, pois o uso rápido de um desfibrilador é o único meio capaz de reverter o quadro e salvar vidas. A data reforça a importância da informação e da prevenção como ferramentas fundamentais para a saúde cardiovascular.

No mesmo 12 de novembro, também são celebrados o Dia do Supermercado, o Dia Mundial da Pneumonia, o Dia Mundial do Hip-Hop, o Dia Nacional do Inventor, o Dia do Pantanal e o Dia do Diretor Escolar.

 

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Brasil reforça ações de conscientização no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

Celebrado em 10 de novembro, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez foi instituído em 2017 com o objetivo de conscientizar a população sobre os cuidados com a audição e a importância do diagnóstico precoce. A data também busca promover o respeito, a acessibilidade e a inclusão das pessoas com deficiência auditiva, chamando a atenção para os impactos da perda auditiva na qualidade de vida e na comunicação. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de deficiência auditiva, e quase 60% dos casos poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção.

A perda auditiva pode ocorrer por diferentes causas, incluindo exposição excessiva ao ruído, infecções, envelhecimento e uso inadequado de dispositivos eletrônicos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda limitar o uso de fones de ouvido a, no máximo, uma hora por dia e em volume moderado. Manter uma boa higiene desses equipamentos, tratar infecções corretamente e evitar introduzir objetos no ouvido são atitudes essenciais para preservar a audição. Em ambientes de trabalho com altos níveis de ruído, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é indispensável para reduzir os riscos.

Especialistas reforçam que a prevenção deve estar associada à realização de exames auditivos periódicos com fonoaudiólogos ou otorrinolaringologistas. O acompanhamento profissional permite detectar precocemente alterações na audição e iniciar o tratamento adequado. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito para avaliação e reabilitação auditiva, incluindo o fornecimento de aparelhos auditivos, o que amplia o acesso à saúde auditiva em todo o país.

Além da data de 10 de novembro, o Brasil também celebra o Dia Nacional do Surdo em 26 de setembro, em homenagem à criação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), fundado em 1857, no Rio de Janeiro. Ambas as datas reforçam o compromisso nacional com a inclusão e com a valorização das pessoas surdas, incentivando o diálogo sobre políticas públicas, prevenção e respeito à diversidade.

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Agentes de endemias promovem Dia D de prevenção às arboviroses no Centro de Macaíba

Nesta sexta-feira (07), a Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou o Dia D de combate às arboviroses, com os agentes de endemias em diversas ruas do Centro para intensificar a prevenção ao mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A ação envolveu visitas domiciliares, eliminação de possíveis criadouros, aplicação de larvicida e uma palestra educativa na UBS do Centro.

De acordo com o supervisor geral dos agentes de endemias, André Marques, o trabalho integra uma estratégia contínua de proteção à saúde da população. “A ação de hoje é alusiva ao Dia D nacional de combate às endemias. Mas, aqui em Macaíba, estamos realizando mutirões todas as sextas-feiras. É uma forma de conscientizar a população para que receba bem os agentes e para que, nos momentos de folga, também façam uma vistoria nos seus quintais para evitar focos do mosquito. Estamos entrando no período sazonal, quando os casos de arboviroses aumentam consideravelmente. Com a ajuda da população, podemos amenizar essa situação”, destacou.

Entre os moradores atendidos, a analista de crédito imobiliário Milena de Lima Gonçalves ressaltou a importância das visitas. Para ela, a correria do dia a dia pode impedir que as pessoas percebam situações de risco dentro de casa. “Nem todo mundo tem tempo para olhar se existem criadouros e foco do mosquito. Então, essa ação faz muita diferença”, afirmou.

As equipes percorreram a avenida Mônica Dantas, Major Antônio Belmiro, Alberto Silva, Dona Emília, Frei Miguelino, Nossa Senhora da Conceição, Largo Cônego Simões, Dix-sept Rosado, Nair Mesquita e Rua da Cruz.

O supervisor enfatizou que cada cidadão deve fazer a sua parte. “Medidas simples, como evitar água parada em recipientes, manter caixas d’água fechadas e higienizar plantas, podem impedir a proliferação do mosquito e salvar vidas”, concluiu André Marques.

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Câncer de pênis: o tabu que ainda ameaça a saúde dos homens na América Latina

Pouco discutido e cercado de preconceitos, o câncer de pênis continua sendo uma realidade alarmante em países da América Latina. No Brasil, chega a representar até 10% dos tumores malignos em homens das regiões mais pobres. Enquanto nos países desenvolvidos é raro, por aqui a combinação de baixa escolaridade, falta de saneamento e desinformação mantém os números elevados. O mais preocupante é que a maioria dos casos poderia ser evitada com medidas simples, como higiene adequada, vacinação contra o HPV e circuncisão na infância.

A doença está profundamente ligada às desigualdades sociais. Homens sem acesso a água tratada, atendimento médico e educação em saúde são os mais afetados. Muitos demoram a procurar ajuda por vergonha, o que faz com que o diagnóstico aconteça tardiamente. Estima-se que o HPV esteja presente em metade dos casos, mas a imunização masculina ainda é baixa em toda a região. Romper o silêncio e ampliar a conscientização são passos essenciais para mudar esse cenário.

Com esse objetivo, foi criada a Penile Cancer Collaborative Coalition – Latin America (PECCC-LA), que reúne mais de 300 especialistas e 30 centros de referência em 13 países. A iniciativa busca construir o primeiro guia latino-americano sobre o tema, com dados, experiências e orientações que auxiliem médicos em diferentes realidades. O grupo também está desenvolvendo bancos de dados, cursos de capacitação e materiais educativos para fortalecer a rede de cuidado e prevenção.

Entre as ações mais promissoras está a criação da Escola Latino-Americana de Câncer de Pênis, voltada à formação médica e ao uso de tecnologias como telementoria e inteligência artificial. As novas técnicas cirúrgicas vêm permitindo preservar parte do órgão, garantindo autoestima e qualidade de vida. Falar sobre o tema é urgente: quanto mais informação e acesso, mais vidas poderão ser salvas. Campanhas educativas e o novo guia latino-americano representam um avanço importante rumo a uma saúde masculina mais justa e consciente.

Ilustração: Portal Urologia

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