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Emoção e fé: Padre Nunes celebra sua última Missa com Oração de Cura e Libertação em Neópolis

Depois de 26 anos e 4 meses, Padre Nunes, ainda Pároco de Nossa Senhora de Aparecida, em Natal, celebrou sua última missa com Oração de Cura e Libertação nesta quarta-feira, dia 11 de dezembro de 2024. As celebrações, sempre mensais, costumavam atrair milhares de pessoas. Foi um momento de muita reflexão sobre seu pastoreio, emoção, mas em que o sacerdote reiterou sua felicidade em seguir evangelizando com vitalidade em outra paróquia.

Obedecendo a remanejamento recente da Arquidiocese de Natal, que transferiu diversos padres, Nunes seguirá para a Paróquia de São João Batista, em Lagoa Seca.

O religioso iniciou sua caminhada de fé aos 14 anos, ingressando no Seminário. Ordenado Padre, atuou em outras localidades e estava há 33 anos no bairro Neópolis, em Natal, orientando espiritualmente aquela comunidade católica.

Mas sua transferência definitiva para o novo endereço paroquial só se dará em 02 de fevereiro, quando acontecerá uma grande Missa Campal na praça de Neópolis e um show musical com muitas participações especiais.

Segundo o próprio Padre Nunes, as Missas com Oração de Cura e Libertação continuarão na Paróquia de Lagoa Seca. Brevemente o calendário será divulgado por suas redes sociais.

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Nossa Senhora de Fátima, Padroeira do Vilar

Nesta segunda-feira, 09, a comunidade católica Macaíbense viveu um momento histórico, emocionante e festivo: a Elevação da Canônica da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, cuja Igreja Matriz está situada no Vilar.

A Cerimônia foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom Antônio Santos Cardoso, que, na ocasião, nomeou o Padre Matheus Marques de Souza como o primeiro pároco da nova paróquia, desmembrada da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba.

Foto: Marcelo Augusto

 

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Salve, Nossa Senhora da Conceição, Padroeira dos macaibenses!

Origens
A festa litúrgica que os católicos celebram hoje, exalta a Imaculada Conceição de Maria.

Segundo a doutrina religiosa, durante toda a sua vida terrena, Maria foi livre da mancha do pecado. Essa verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. “Entrando, o anjo disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’” (Lucas 1,28). Muitos padres e doutores da Igreja Oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura do que os anjos.

A Repulsa
A Igreja Ocidental, que sempre amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Não por repulsa a Nossa Senhora, mas para conservar a doutrina da redenção operada por Cristo em favor de todos.

A Comprovação Teológica
Em 1304, o Papa Bento XI reuniu, na Universidade de Paris, uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

O Calendário Romano
Rapidamente, a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzida no calendário romano. José de Anchieta foi o apóstolo que propagou essa doutrina no Brasil. Desde o início de sua colonização, dedicou igrejas a esse ministério.

A Medalha
A própria Virgem Maria apareceu, em 1830, a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Esta medalha, anunciada em todo o mundo, possibilitou a devoção a Maria Imaculada, induzindo os bispos a solicitarem ao Papa a definição do dogma, que já era vivenciado entre os cristãos.

O Dogma
Sendo assim, no dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”.

A Confirmação
A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Oração

“ Mãezinha, fostes concebida sem a mancha do pecado, mas para além desse dom sobrenatural sob seguir o Cristo de modo perfeito, conceda a nós a força para vencer os pecados e nos tornarmos cada vez mais a imagem e semelhança de seu Filho Jesus. Amém.”

– Fonte: Comunidade Canção Nova

– Imagem: Paróquia de N. S. da Conceição de Macaiba

 

Homenagem Igreja Católica

Padre Amorim volta à sua amada Macaíba

Dentro das homenagens à Padroeira Nossa Senhora da Conceição e à memória do saudoso Padre José Amorim de Souza, falecido há 13 anos, a Arquidiocese de Natal promoveu o traslado de seus restos mortais do Cemitério Morada da Paz, em Emaús, para a Igreja Matriz de Macaíba, onde o sacerdote pastoreou por três décadas.

A celebração contou coma partipação do Arcebispo Metropolitano Dom João Santos Cardoso, do prefeito de Macaíba, Emídio Júnior, e foi um ato embalado por muita emoção e simbolismo, já que a comunidade católica macaibense aplaudiu o retorno do religioso à terra que o adotou como líder religioso e jamais o esqueceu, apesar de ter nascido em Lajes, na região Central do estado.

Na lápide instalada na Igreja, lugar onde a urna fúnebre foi depositada, assinada pela Arquidiocese, consta o epitáfio:

“Neste local estão os restos mortais do Padre José Amorim de Souza, translados no dia 04 de dezembro de 2024, do Cemitério Morada da Paz, em Emaús, para a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Macaíba, Paróquia a qual ele dedicou mais de 30 anos da sua vida presbiterial, edificando a Igreja do Senhor e fortalecendo a fé dos cristãos católicos macaibenses.

A celebração eucarística foi presidida pelo senhor Arcebispo Metropolitano Dom João Santos Cardoso e cocelebrada por diversos sacerdotes, contando com familiares, autoridades constituídas, amigos de outras paróquias e expressiva representação do rebanho paroquial da cidade de Macaíba, dentro do triênio do sequicentenário paroquial.”

O texto é assinado pelo Arcebispo Metropolitano e pelo Monsenhor José Brito, pároco; Padres José Maria Dias e Matheus Marques, Vigários paroquiais.

Se ainda vivesse fisicamente entre nós, Padre Amorim contaria 96 anos.

 

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Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, do Vilar, será criada segunda-feira, dia 9

O convite à celebração foi distribuído à comunidade católica pelo Arcebispo Metropolitano Dom João Santos Cardoso e certamente será um dos momentos mais importantes para a Igreja macaibense:

“Anunciamos oficialmente a data da Elevação Canônica da Paróquia Nossa Senhora de Fátima. O dia providenciado por Deus e pela intercessão da Virgem de Fátima para este momento especial será o dia 9 de dezembro de 2024, uma segunda-feira, às 19h, a cerimônia acontecerá no patamar da Igreja Nossa Senhora de Fátima – Vilar, em celebração campal.

A Missa Solene será presidida por nosso arcebispo metropolitano, Dom João Santos Cardoso. Na ocasião, também será lida a provisão do arcebispo, nomeando o Padre Matheus Marques de Souza como o primeiro pároco da nova paróquia.

Este será um momento histórico para a cidade de Macaíba, que passará a contar com sua segunda paróquia. Atualmente, há apenas uma paróquia para atender cerca de 60 comunidades, tornando a nova paróquia um marco para a comunidade católica da região.

Participe deste dia histórico!”

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27 de novembro, Dia de Nossa Senhora das Graças

A comunidade católica está em festa! Neste 27 de novembro celebram Nossa Senhora das Graças, cuja devoção teve início em 1830, com as aparições da Virgem Maria à Santa Catarina Labouré, freira do convento das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Ao todo, foram três aparições, em Paris, na França.

Primeira Aparição
A primeira aparição aconteceu na noite do dia 18 para o dia 19 de julho de 1830, onde Nossa Senhora revela a Santa Catarina grandes calamidades e perseguições que aconteceriam na França.

Segunda Aparição
De acordo com a tradição católica, a segunda aparição aconteceu no dia 27 de novembro de 1830. A Santíssima Virgem aparece vestida de seda branca, um véu branco desce até a barra de seu vestido. Seus pés estão apoiados sobre a metade de um globo e esmagam uma serpente. Suas mãos estão erguidas à altura do peito e seguram um globo de ouro com uma cruz em cima. Seus olhos estão voltados para o céu. Nossa Senhora apareceu-lhe mostrando nos dedos anéis incrustados de belíssimas pedras preciosas, “lançando raios para todos os lados, cada qual mais belo que o outro”. 

Logo após, formou-se em torno da Virgem um quadro oval no alto, na qual estavam escritas em letras de ouro: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Segundo a crença, esta foi a prova do Céu de que Nossa Senhora é imaculada e concebida sem o pecado original.

Medalha Milagrosa
A Virgem mandou que fossem cunhadas medalhas, conforme as visões concedidas a Santa Catarina. A devoção a Nossa Senhora das Graças e a “Medalha Milagrosa”, como ficou popularmente conhecida entre os povos, espalhou-se rapidamente, bem como os milagres e prodígios, conforme prometeu a Virgem Maria àqueles que usarem devotamente a sua medalha: “Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças”. Com a aprovação eclesiástica, as medalhas foram confeccionadas e distribuídas, inicialmente na França, e mais tarde pelo mundo todo.

Verso da Medalha
Após alguns instantes, o quadro se vira. Sobre o reverso, Catarina vê a letra “M” com uma cruz sobreposta e embaixo dois corações: o da esquerda cercado de espinhos e o da direita transpassado por uma espada. Doze estrelas distribuídas em forma oval cercam esse conjunto.

Terceira Aparição
Em dezembro de 1830, a Virgem Maria aparece pela terceira vez, apresentando a Santa Catarina os mesmos raios luminosos, dessa vez junto ao tabernáculo, e lhe confirma sua missão de cunhar a medalha.

O Dogma
Desde o ano de 1830, a invocação “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós” é pronunciada várias vezes por cristãos no mundo todo. Em 8 de dezembro de 1854, Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição.

A Festa
Em 1894, Papa Leão XIII concede a todas as Dioceses da França a festa na Manifestação da Virgem Imaculada, chamada de “Medalha Milagrosa”, a ser celebrada no dia 27 de novembro. Em julho de 1897, Papa Leão XIII, por meio de seu legado, coroou solenemente a imagem da Medalha Milagrosa.

Devoção
A devoção a Nossa Senhora das Graças e a Medalha Milagrosa está presente no mundo inteiro devido à propagação da devoção realizada pelos Padres Lazaristas, pelas Filhas da Caridade e por toda a Família Vicentina.

Oração a Nossa Senhora das Graças:

Sim, ó Virgem Santa, não esqueçais as tristezas dessa terra; lançai um olhar de vontade aos que estão no sofrimento, aos que não cessam de provar o cálice das amarguras da vida. Tende piedade dos que se amam e que estão separados pela discórdia, pela doença, pelo cárcere, exílio ou morte. Tende piedade dos que choram, dos que suplicam, e dai a todos o conforto, a esperança e a paz! Atendei, pois, a minha humilde súplica e alcançai-me as graças que agora fervorosamente vos peço por intermédio de vossa santa Medalha Milagrosa! Amém.

Outros santos e beatos celebrados em 27 de novembro:

  • Junto ao rio Cea, na Galécia, hoje na Espanha, os santos Facundo e Primitivo, mártires. († s. IV)
  • Em Grumento, na Lucânia, hoje na Basilicata, região da Itália, São Lavério, mártir. († s. IV)
  • Em Aquileia, na Venécia, agora no Friúli, também região da Itália, São Valeriano, bispo. († 388)
  • Na antiga Pérsia, São Tiago, denominado Interciso, mártir. († c. 420)
  • Em Riez, na Provença, atualmente na França, São Máximo, que foi abade do mosteiro de Lérins, sucedendo a Santo Honorato, o fundador deste cenóbio, e depois foi bispo de Riez. († d. 455)
  • No território de Blois, na Gália, na atual França, Santo Eusício, solitário. († 542)
  • Em Carpentras, na Provença, também na atual França, São Sifrido, bispo. († s. VI)
  • Em Noyon, cidade da Gália, igualmente na hodierna França, Santo Acário, bispo. († 640)
  • Em Mogúncia, na Renânia da Austrásia, na atual Alemanha, Santa Bililde, virgem, que fundou um cenóbio no qual morreu santamente. († s. VIII in.)
  • Na Escócia, São Fergusto, bispo, que, segundo a tradição, exerceu o ministério entre os Pictos. († a. 721)
  • Em Salzburgo, na Baviera, na hodierna Áustria, São Virgílio, bispo. († 784)
  • Em Beauvoir-sur-Mer, localidade do litoral da França, no território de Nantes, na Bretanha Menor, São Gulstano, monge. († c. 1040)
  • Em L’Áquila, na região dos Vestinos, hoje nos Abruzos, região da Itália, o Beato Bernardinode Fossa , presbítero da Ordem dos Menores. († 1503)
  • Em Nagasaki, no Japão, os beatos TomásKoteda Kiuni e dez companheiros, mártires.  († 1619)
  • No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato BronislauKostowski, mártir. († 1942)

Fontes:

  • Devocionário a Nossa Senhora das Graças – Editora Canção Nova
  • Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
  • Martirológio Romano

 

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Padre Nunes deixa a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida

Seu carisma, habilidade na comunicação e acolhimento, domínio do evangelho e dom para a música o fazem um dos padres mais populares da Igreja Católica no Rio Grande do Norte. Padre Nunes é uma unanimidade!

Por decisão do episcopado, que promoveu um grande remanejamento de sacerdotes na região metropolitana, Padre Nunes deixou a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Neópolis, conhecida pelas grandes celebrações com oração de cura e libertação, e também a comunidade católica de São Judas Tadeu, no conjunto Jiqui.

Foram 33 anos dedicados ao pastoreio dessas comunidades.

Padre Nunes segue para a Paróquia de São João Batista, também em Natal. Segundo o próprio, feliz em ter cumprido um papel importante para a formação religiosa de milhares de fiéis, em obedecer a hierarquia da igreja e trilhar os caminhos traçados por Deus.

Obrigado e parabéns, Padre Nunes!

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Padre João Maria, 119 anos: O Anjo de Natal

Do repórter Gato Preto:

De autoria do Padre João Medeiros Filho, já postamos este mesmo conteúdo anteriormente. Mas a ocasião é especial! Além de celebrarmos seu aniversário natalício nesta data, festejamos o envio ao Vaticano de toda a documentação de pesquisa que poderá culminar em sua beatificação e, posteriormente, canonização Tratamos disso algumas postagens anteriores. Parabéns, Padre João Maria! Corrigindo o título: “O Santo Caicoense”.

No dia 16 de outubro, o Rio Grande do Norte comemora a vida em plenitude de um de seus ícones religiosos: Padre João Maria Cavalcanti de Brito. Nasceu aos 23/06/1848 na Fazenda Logradouro, outrora no município de Caicó, hoje pertencente a Jardim de Piranhas. Concluiu o curso teológico no Seminário da Prainha (Fortaleza), onde foi colega de turma dos padres Cícero do Juazeiro e Sebastião Constantino de Medeiros (o qual governou o bispado de Olinda, quando da prisão de Dom Frei Vital Gonçalves de Oliveira). Posteriormente, Padre Sebastião tornou-se jesuíta, sendo o primeiro professor brasileiro da Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. No Seminário de São Pedro em Natal, havia uma pintura de Moura Rabelo, retratando Padre João Maria. O quadro exibia o sacerdote em frente a um casebre, socorrendo os carentes da paróquia.

Era realmente uma figura carismática, que nos remete à Primeira Carta aos Coríntios no capítulo 13, parafraseado por Dom Helder num belo texto: “Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a melhor roupa, sapatos da moda, e não me lembrasse de que sou responsável pelos que passam fome na minha cidade, andam de pés descalços e se cobrem de trapos, seria apenas um manequim colorido. Se eu passar os fins de semana em festas sem lembrar das doenças e miséria, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta à margem da vida, não sirvo para nada.” O cristão não deve fugir dos desafios de seu tempo nem se desesperar diante das dificuldades. “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro sempre encontrado nos perigos” (Sl 46/45, 1).
Padre João Maria continua a encantar os fiéis. Seu exemplo de vida é um convite a uma postura despojada, voltada para valores éticos e evangélicos, distante de interesses mesquinhos e desprovidos de solidariedade. O “Anjo de Natal” ensinou-nos que a caridade afasta o medo e abraça os infelizes e sofridos. Há mais de um século, o “Amigo dos pobres” viveu profundamente o mandamento maior do Amor. Sua imagem mantém-se viva na memória de muitos. Apesar de não ter sido ainda canonizado, foi elevado pela fé e devoção popular à honra dos altares de nossos corações e reconhecimento do povo. Suas virtudes e santidade – marca da presença de Deus em sua vida – suplantam os meandros burocráticos. Ninguém conseguirá aprisionar a graça divina e a força da fé.
Durante a pandemia da Covid-19, seguindo as orientações pastorais (como profilaxia), os fiéis se abstinham de dar as mãos na oração do Pai Nosso e nos cumprimentos da paz. Distribuía-se a comunhão na mão dos comungantes. Contudo, a fé do “Apóstolo da Cidade” e a dedicação aos seus semelhantes foram mais fortes do que o temor da peste. Socorreu irmãos contaminados pela varíola, cólera e outras doenças infectocontagiosas, que grassavam pela Natal do final do século XIX e início do século XX. Seguiu Cristo, que se apiedou dos cegos, coxos, paralíticos e acometidos de tantas enfermidades. Viveu o exemplo de São Francisco de Assis e São Damião de Molokai, que cuidaram dos leprosos e marginalizados.
Padre João Maria enfrentou as epidemias, imbuído das palavras de Cristo: “Prova de amor maior não há que doar a vida pelos irmãos” (Jo 15, 13). O sacerdote, pai dos desvalidos e enfermos, chegava a cortar a batina que vestia, transformando os pedaços da veste clerical em ataduras para as feridas de seus irmãos. Certa feita, encontraram-no caído no chão, extenuado, após preparar mingau e sopa para os empesteados. Um dos cânticos da Campanha da Fraternidade de 1974 lembra-nos a sua caridade: “Onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.” O “Apóstolo dos pobres” viveu o ensinamento do Mestre: “Estava doente, e cuidaste de mim” (Mt 25, 35). Monsenhor Paulo Herôncio de Melo, outro apóstolo da caridade, definiu Padre João Maria como o “Colo de Deus para os esquecidos e sofridos.” Que lá do Céu, ele ilumine também o nosso novo arcebispo, que nos albores de seu ministério episcopal depositou flores no busto do “Anjo de Bondade”, sempre glorificado no templo da gratidão de seus devotos. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão a misericórdia de Deus” (Mt 5,7).
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Processo pela beatificação de Padre João Maria segue para o Vaticano

A fase diocesana do processo de beatificação do Servo de Deus Padre João Maria Cavalcanti de Brito foi encerrada nesta quarta-feira, 9 de outubro. Na Catedral Metropolitana de Natal aconteceu  uma sessão solene do Tribunal para a Causa de Beatificação e de Canonização e uma missa em ação de graças pelo encerramento da fase diocesana, presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom João Santos Cardoso.

O Tribunal foi instalado dia 28 de abril deste ano. Durante estes cinco meses, foram analisados dados históricos e testemunhos acerca da vida e santidade do Padre João Maria, conhecido como o “anjo de Natal”.  Nesta nova fase do processo, o postulador da Causa de Beatificação e de Canonização, Frei Jociel Gomes,  entregará a documentação preparada pelo Tribunal ao Dicastério para a Causa dos Santos, no Vaticano, quando será iniciada a etapa romana do trâmite. 

De acordo com o Frei Jociel, a partir daí será escolhido um relator, responsável por redigir a “Positio”, que é um documento com todas as informações que serão analisadas pelas comissões histórica, teológica e pelo colégio dos bispos e cardeais. Caso o Dicastério considere que existem provas suficientes, o papa poderá conceder o título de “venerável”, reconhecendo assim que viveu as virtudes cristãs em grau heróico. 

Depois disso, a investigação de possíveis milagres continua. Se um milagre atribuído à intercessão do Padre João Maria for verificado, ele será beatificado e, com um segundo milagre, poderá ser proclamado santo. Os trâmites entre a Arquidiocese de Natal e o Vaticano, em relação ao Padre João Maria, iniciaram em 2002.

Sobre o Padre João Maria:

Padre João Maria nasceu no dia 23 de junho de 1848 na Fazenda Logradouro do Barro, em Caicó, mas que hoje denomina-se Fazenda 3 Riachos e, em nova configuração geográfica, pertence ao município de Jardim de Piranhas. O religioso faleceu em 16 de outubro de 1905.

 

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Hoje é Dia de São Francisco, Padroeiro dos animais e do Meio Ambiente

Inspiração para muitos como símbolo de humildade e devoção ao próximo, São Francisco de Assis é celebrado nesta sexta-feira (4). Adorado por muitos, Francisco também foi inspiração para o nome o atual Papa da Igreja Católica, o argentino Jorge Mario Bergoglio.

Um dos santos mais reverenciados da Igreja Católica, ficou conhecido por sua vida dedicada à pobreza e à simplicidade. Nascido na Itália, ele renunciou a uma vivência de riquezas para abraçar a humildade.

Desde o século 13, é venerado não só por seu exemplo de devoção e respeito pela vida, mas também como o “protetor dos animais e do meio ambiente”.

A vida de São Francisco de Assis

Nascido em 1181 ou 1182 (há divergências na datação por conta da época), em Assis, na Itália, Giovanni di Pietro di Bernardone veio de uma família rica e teve uma juventude marcada pela vida despreocupada e luxuosa.

Filho de Pedro Bernardone, rico e próspero comerciante de tecidos, e de Dona Pia, chegou a ser soldado, lutando na guerra que a cidade de Assis travou contra Peruggia, também na Itália.

Com o passar dos anos, o jovem começou a sentir o chamado de se distanciar da vida de conforto e renunciar à riqueza de sua família. Há um momento, inclusive, em sua descoberta espiritual, que seu pai o coloca em uma situação de vexame público ao realizar cobranças ao filho.

“O pai jogou na cara o que tinha feito pelo filho. Ele, então, reúne todas as suas peças de roupas e se despe, numa forma de dizer: ‘bom, tudo aquilo que você me deu, eu te devolvo’. Não foi um ato de rebeldia juvenil, mas de um reconhecimento de que aquele caminho que o pai gostaria pra ele, talvez, de satisfação financeira e de bens, não era o que, de fato, satisfaria a sua vida de maneira plena”, relata à CNN, o padre Cleiton Viana da Silva, também doutor em teologia moral, do clero da Diocese de Mogi das Cruzes (SP) e autor de vários livros, como “Preceitos da serenidade: viver um dia de cada vez”.

Um dos momentos mais significativos de sua conversão foi quando ele restaurou uma pequena igreja em ruínas em Assis, a Igreja de São Damião. A situação ocorreu quando um dia resolveu ir rezar em igreja afastada de sua cidade e recebeu uma mensagem divina.

“Ele teria ouvido o Senhor falando com ele: ‘Francisco, reconstrói a minha igreja’. Então, prontamente ele reúne alguns amigos e iniciam o processo de reparo e manutenção. Tempos depois, ele se dá conta que, na verdade, tratava-se de uma reforma espiritual”, diz o sacerdote.

Voto de pobreza

Integrante dos movimentos mendicantes, que são ordens religiosas religiosas que surgiram no final da Idade Média e se caracterizam pelo voto de pobreza e pela prática da mendicância (pedir esmolas) como meio de subsistência, traz um grande ensinamento para a igreja e aos que procuravam uma vida do evangelho mais simples, mais radical e sem o peso que a institucionalidade.

“O grande legado dele foi justamente uma igreja mais confiante da força do evangelho e da bondade no coração das pessoas. Por isso que ele também é retratado como o homem do diálogo”, enfatiza o padre.

Após renunciar aos luxos que a vida de sua família ostentava, São Francisco começou a reunir seguidores que desejavam viver de acordo com os mesmos princípios.

Em busca de respostas, decidiu viajar para Roma no ano de 1205. Ao visitar a tumba do Apóstolo São Pedro, ficou indignado com o que presenciou e exclamou: “É uma vergonha que os homens sejam tão miseráveis com o Príncipe dos Apóstolos!” Em seguida, lançou um punhado de moedas de ouro, destacando-se das escassas esmolas dos fiéis menos generosos.

Logo após, trocou suas roupas luxuosas pelas de um mendigo, experimentando pela primeira vez a vida na pobreza. Retornou a Assis, à casa de seus pais, e se entregou ainda mais à oração e ao silêncio.

A partir de então, começou a pregar uma vida de desapego material e amor incondicional por todas as criaturas. Em 1209, Francisco fundou a Ordem dos Frades Menores, ou Franciscanos, com base em seus princípios de humildade, pobreza e serviço aos necessitados.

A vida em comunidade dos frades era marcada pela partilha, pela simplicidade e pela dependência da providência divina. Os membros da Ordem dos Frades Menores eram encorajados a viver em pobreza radical, confiando em Deus para suas necessidades diárias. Isso incluía não possuir bens materiais, depender de doações e viver em lugares humildes.

A origem do dia de São Francisco de Assis

O 4 de outubro marca o dia de sua morte, em 1226, quando Francisco, já com a saúde fragilizada, faleceu em Assis. Dois anos depois, foi canonizado pelo Papa Gregório IX.

Desde então, a data se tornou um dia de celebração não apenas para os católicos, mas também para todos que defendem a vida dos animais e a proteção ambiental.

“Geralmente, o dia de comemorar o santo ou é o dia da sua própria morte ou um dia antes. Então, a data sempre relação com esses fatos”, explica.

Por isso, o  Dia de São Francisco de Assis é comemorado em 4 de outubro.

Milagres

Os milagres atribuídos à São Francisco de Assis fazem parte de sua trajetória de santidade e são um dos motivos pelos quais ele é venerado ao redor do mundo.

Apesar de viver uma vida de extrema humildade e simplicidade, muitas histórias extraordinárias cercam sua figura, refletindo sua fé, seu amor incondicional pelos seres vivos e sua profunda conexão com o divino.

De acordo com o padre Cleiton, um dos mais populares seria o episódio do Lobo de Gúbio, que ocorreu na cidade de Gúbio, na Itália. Conforme as histórias, a cidade estava sendo aterrorizada por um lobo feroz que atacava animais e pessoas. Os moradores viviam com medo e não sabiam como enfrentar a criatura.

São Francisco, ao tomar conhecimento do problema, decidiu intervir. Ele foi até o local onde o lobo costumava aparecer e, sem armas, aproximou-se do animal. A história conta que, em vez de atacá-lo, o lobo ficou dócil ao ouvir as palavras de São Francisco.

“Mas eu penso que tem um outro milagre muito eloquente. A história gira em torno de um leproso, ou de uma pessoa com câncer no rosto, completamente desfigurada, e que as pessoas em volta não só não tinham solidariedade, como até mesmo maltratavam. São Francisco, então, se aproxima desse doente e consegue abraçá-lo e beijá-lo. Depois daquele momento, aquele homem teve o seu rosto restaurado”, detalha o sacerdote.

Padroeiro dos animais e do meio ambiente

A caridade e bondade de São Francisco se estendeu para os animais e para o meio ambiente. Ele acreditava que todas as criaturas, independentemente de sua espécie, mereciam respeito e cuidado.

Uma das histórias mais emblemáticas é o episódio em que ele pregou para os pássaros. Segundo a tradição, enquanto caminhava, ele parou para falar com uma grande multidão de aves que se reuniram ao seu redor para ouvi-lo.

Sua espiritualidade também enfatizava a importância de cuidar da Terra e de todas as suas criaturas. Ele via a natureza como uma manifestação do amor de Deus e acreditava que a humanidade tinha a responsabilidade de protegê-la.

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