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Café com Auta marca início das celebrações pelos 150 anos da poetisa macaibense

O secretário de Educação, Ademar da Silva Jr., participou da homenagem

Em homenagem aos 150 anos da poetisa macaibense Auta de Souza, a Secretaria Municipal de Educação promoveu, na manhã desta quinta-feira (05), o Café com Auta, no Arco-íris Recepções. O evento aconteceu em parceria com a Academia Macaense de Letras e contou com o lançamento da segunda versão do Horto (1900), obra de Auta de Souza, revisada e atualizada por Carlos Castim e Fábio Fidelis.

O evento reuniu gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores das salas de leitura e das bibliotecas municipais. “Nesse momento, nós vamos estar também com Carlos Castim e Fábio Fidelis que vão falar sobre esse legado que Auta de Souza deixou para Macaíba, para o nosso Rio Grande do Norte, para o Brasil e para o mundo. Afinal ela é conhecida de forma internacional”, explicou o secretário municipal de Educação, Ademar da Silva Jr. Os escritores doaram exemplares da obra para as 43 unidades escolares do município e o objetivo é que a obra da poetisa seja utilizada para atividades com os alunos da rede municipal.

Nesta versão do Horto, os escritores apresentam poemas originais de Auta de Souza com introdução e nota de rodapé, que facilitam a leitura. “O livro agora possui notas de rodapé que situam os poemas temporalmente. Isso enriquece e torna mais palatável para o leitor atual. O entendimento do contexto em que o poema se deu é muito interessante porque permite aos leitores da atualidade contextualizar e, através de um estudo introdutório e dessas notas, compreender o contexto efetivo em que a obra foi produzida”, explicou Fábio Fidelis.

Após a palestra, foi aberto um momento de perguntas e respostas com o público presente. “Nós estamos tentando mostrar ao público a importância e, sobretudo, a atualidade de Auta de Souza. Mostrar que ela é uma proposta viável ainda hoje. Os dramas que ela viveu não são tão diferentes dos dramas que se vive hoje”, comentou Fábio.

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Muito mais que uma foto!

Esta não é uma foto qualquer! É a imagem de três grandes nomes da música brasileira em um momento de descontração e cumplicidade: Gonzaguinha, Clara Nunes e Adoniran Barbosa. A imagem transmite não apenas a proximidade entre eles, mas também a força de gerações distintas que ajudaram a moldar a identidade cultural do país. Sentados lado a lado, com expressões serenas e sorridentes, representam diferentes vertentes da música popular brasileira que dialogam entre si por meio da sensibilidade, da crítica social e da valorização das raízes nacionais.

Gonzaguinha destacou-se por suas composições intensas e engajadas, marcadas por letras profundas que abordavam amor, desigualdade e esperança. Filho de Luiz Gonzaga, construiu uma trajetória própria, tornando-se um dos principais nomes da MPB nas décadas de 1970 e 1980. Sua capacidade de unir poesia e posicionamento social fez de suas canções verdadeiros hinos, eternizados na memória coletiva brasileira.

Clara Nunes, com sua voz potente e interpretação marcante, foi uma das maiores intérpretes do samba e das tradições afro-brasileiras, levando para o grande público a riqueza cultural das religiões e ritmos de matriz africana. Já Adoniran Barbosa tornou-se símbolo do samba paulistano, eternizando o jeito simples e bem-humorado do povo em composições que retratam o cotidiano urbano com autenticidade e emoção. Juntos, esses artistas representam talento, diversidade e um legado que atravessa gerações, mantendo viva a essência da música popular brasileira.

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Recife e Olinda, onde o carnaval nasce no chão

Diferente dos grandes palcos e estruturas móveis, o carnaval de Recife e Olinda preserva a essência do encontro direto entre músicos e foliões. Nas ladeiras históricas e nas ruas do centro, o frevo ecoa acompanhado por bonecos gigantes, troças e blocos líricos que mantêm viva uma tradição reconhecida oficialmente como patrimônio cultural. Estudos da Fundação Joaquim Nabuco destacam que esse modelo fortalece o sentimento de pertencimento e participação coletiva.

Em Olinda, o carnaval se confunde com a própria paisagem da cidade histórica, enquanto no Recife ele se espalha por polos que misturam tradição e contemporaneidade. Essa forma de celebrar, segundo pesquisadores do IPHAN, reforça o caráter democrático do carnaval pernambucano, onde não há separação entre palco e plateia, apenas a celebração compartilhada da cultura popular.

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Salvador e a invenção do carnaval em movimento

Foto: Governo da Bahia

O carnaval de Salvador ganhou um novo formato a partir da década de 1950, quando o trio elétrico passou a conduzir multidões pelas ruas da cidade. Criado por Dodô e Osmar, o equipamento revolucionou a forma de brincar carnaval e transformou a capital baiana em referência mundial de festa ao ar livre. De acordo com registros do IPHAN e da Secretaria de Cultura da Bahia, o trio elétrico ampliou o alcance da música e fortaleceu a participação popular.

Com o passar das décadas, o modelo se expandiu e incorporou ritmos como o axé, o samba-reggae e o ijexá, consolidando o carnaval de Salvador como um dos maiores eventos culturais do planeta. Mais do que um espetáculo, a festa se tornou espaço de afirmação da cultura afro-brasileira e de valorização das tradições que moldaram a história da cidade.

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Frevo, samba e marchinhas que atravessam gerações

Os maiores sucessos do carnaval brasileiro nasceram da mistura entre espontaneidade popular e genialidade musical. Marchinhas como aquelas que dominaram os carnavais do início do século XX ajudaram a consolidar a festa como fenômeno urbano, enquanto o samba se firmou como trilha sonora oficial do carnaval carioca e nacional. Já o frevo, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, tornou-se a alma do carnaval pernambucano, especialmente em Recife e Olinda.

Pesquisas do Instituto Moreira Salles e do IPHAN apontam que essas expressões musicais sobreviveram ao tempo por sua capacidade de dialogar com diferentes gerações. Mesmo com a presença de novos estilos, clássicos do samba, das marchinhas e do frevo continuam embalando multidões, reafirmando o papel da música como elemento central da identidade carnavalesca brasileira.

 

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O carnaval que virou identidade nacional

Foto: Agência Brasil – EBC

Muito além da festa, o carnaval brasileiro se consolidou como uma das mais fortes expressões culturais do país, reunindo música, dança e religiosidade popular em manifestações que atravessam séculos. Salvador, Recife e Olinda ocupam papel central nessa história, cada uma com tradições próprias que ajudam a explicar por que o Brasil é reconhecido mundialmente como o país do carnaval. De acordo com registros históricos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a festa no Brasil foi moldada pela influência europeia, africana e indígena, ganhando características únicas em cada região.

Enquanto Salvador transformou o carnaval em um espetáculo de rua marcado pelos trios elétricos e pela força da música afro-baiana, Recife e Olinda preservaram o carnaval de chão, com orquestras, bonecos gigantes e manifestações populares centenárias. Essa diversidade regional é apontada por estudiosos da Fundação Joaquim Nabuco como um dos principais fatores para a longevidade e renovação da festa, que segue viva justamente por se reinventar sem perder suas raízes.

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Brasil avança na preservação de patrimônios culturais

O país ampliou o reconhecimento e a proteção de bens culturais materiais e imateriais, segundo registros recentes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Novos saberes, festas populares e conjuntos arquitetônicos passaram a integrar a lista de patrimônios protegidos, garantindo salvaguarda às tradições regionais.

A iniciativa fortalece a identidade cultural brasileira e promove o turismo sustentável. Para especialistas, preservar o patrimônio é também investir em educação, memória coletiva e desenvolvimento social.

Em Macaíba (RN), por exemplo, segundo a secretaria municipal de Cultura e Turismo, o Museu Solar Ferreiro Torto foi oficialmente reconhecido pelo governo estadual como patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Norte por meio da Lei nº 12.032/2025, publicada no Diário Oficial do Estado, de 13 de janeiro de 2025, consolidando sua importância como marco para a história, a cultura e a sociedade potiguar. Esse reconhecimento ainda facilita a captação de recursos para sua manutenção e aprimoramento.

Patrimônio histórico tombado pela Fundação José Augusto, o Museu Solar Ferreiro Torto abriga em seu acervo 250 fotografias de personalidades e momentos da história política, social, econômica e religiosa de Macaíba. Inclusive, já foi sede do Poder Executivo entre 1983 e 1989.

O prédio passou por uma reforma geral e foi reaberto em outubro de 2023, ocasião em que recebeu o túmulo original contendo os restos mortais do ilustre macaibense, o balonista Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, que hoje em dia é um dos atrativos mais visitados no casarão. O Solar conta ainda com sala exclusiva com fotografias, documentos e pinturas que retratam a real importância do filho ilustre de Macaíba no contexto da história da aviação mundial.

A foto que ilustra esta postagem é do memorialista Marcelo Augusto.

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O fim das emoções coletivas

Fez 130 anos. No dia 28 de dezembro de 1895, os irmãos Auguste e Louis Lumière projetaram seu filmete (50 segundos) “A Saída da Fábrica Lumière em Lyon” numa sala em Paris, e 33 felizes pagantes assistiram ao nascimento do cinema como uma experiência coletiva. Na época, ainda sob Thomas Edison, já se viam imagens em movimento, mas só por uma pessoa de cada vez, espiando pelo buraquinho de uma caixa mágica. Era um ato solitário, individual. Já o filme projetado numa parede gerava emoções em conjunto, uma levando à outra. Era revolucionário. Para o bem ou para o mal, talvez nenhuma outra forma de expressão tenha sido tão vital para o século 20.

Não me refiro às telas que cresceram, ganharam som, cor, 3D, vastidões cinerâmicas e outros recursos para continuar atraindo as multidões para as salas. Mas ao fato de que, pela primeira vez, milhões de pessoas podiam partilhar sensações, anseios e certezas simultaneamente. Sem o cinema, o comunismo, o fascismo e o nazismo não arrebatariam as massas —nenhum pregador poderia converter tanta gente e tão rapidamente à custa só dos pulmões.

Em 1946, só nos EUA 90 milhões de pessoas iam por semana ao cinema —o dobro da população do Brasil. As pessoas riam, choravam ou tremiam de medo espremidas nas milhares de salas de cinema de cada país. Em 1960, os 45 segundos de duração da sequência de facadas no chuveiro em “Psicose” abalavam multidões ao mesmo tempo, não indivíduos.

Desde então, muita coisa no cinema contribuiu para minar essa experiência comum: o fim dos palácios, os filmes pela TV, os vídeos domésticos —primeiro, o 16 mm; depois, em sucessão, o VHS, o laser disc, o DVD e o Blu-ray. Agora, com o celular e o streaming, a plateia se resume, mais do que nunca, a cada um por si.

Sei bem que já não dependemos do cinema para as emoções em massa. Mas o cinema continua e continuará a existir. As salas é que passaram a respirar por aparelhos. Lumière, quem diria, perdeu. Voltamos a Edison e ao buraquinho na caixa mágica.

De Ruy Castro para Folha de São Paulo, 03/01/2026.
Foto: Brusque Memória
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Banda Mel retorna à Natal nesta sexta (30) trazendo o mais puro samba-reggae

Natal entra no clima do Carnaval a partir desta sexta-feira, dia 30, com a segunda edição do Axé Natal, que segue até domingo, dia 1º de fevereiro, na Praça Cívica, em Petrópolis. A cidade recebe uma grande celebração dos 40 anos do axé music, reunindo nomes que marcaram época e prometem arrastar uma multidão de foliões em três dias de festa, cores e nostalgia.

Entre as atrações, um destaque especial para a Banda Mel, considerada por muitos como a participação mais aguardada do evento. O grupo encerra a primeira noite e retorna a Natal trazendo a batida mais autêntica do samba-reggae, reforçando o espírito original do axé. Ao lado de nomes como É o Tchan, Sergynho Pimenta, Chiclete com Banana, Ricardo Chaves, Netinho, Carla Visi, Olodum e Gilmelândia, a Banda Mel reafirma seu lugar de protagonismo na história do gênero.

Os foliões poderão reviver a energia dos antigos carnavais com blocos tradicionais como A Barca, Bicho, Bikoka e Caju, além do retorno do Chiclete com Banana à capital potiguar após 13 anos, agora comandando o bloco Voa Voa. O domingo será dedicado também ao público infantil, com o Bloco Xameguinho, mantendo o caráter familiar e democrático da festa.

De volta aos palcos desde 2024, a Banda Mel é comandada por Marcia Short e Robson Morais, representantes da formação mais longeva do grupo. Celebrando 40 anos de trajetória, a banda aposta em sucessos que moram na memória afetiva do público, como Prefixo de Verão, Baianidade Nagô e Crença e Fé, sem deixar de apresentar novas canções fiéis às raízes da música baiana. A proposta é clara: reviver a força do axé clássico, com percussão marcante, emoção e a energia que fez do samba-reggae um som reconhecido no Brasil e no mundo.

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OSRN celebra 50 anos com concerto histórico que une música sinfônica e cultura popular em Natal

A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte protagonizou, na noite desta sexta-feira, 19 de dezembro, no Papódromo, um concerto especial que marcou o início das comemorações pelos seus 50 anos de trajetória artística. Sob a regência do maestro Linus Lerner, a apresentação reuniu grande público em um espetáculo gratuito que celebrou a diversidade musical brasileira e reafirmou o papel da OSRN como uma das principais instituições culturais do estado. O evento também incorporou um gesto solidário, com arrecadação voluntária de alimentos não perecíveis, reforçando o vínculo da orquestra com a comunidade.

O programa foi construído como um diálogo entre a tradição erudita e as expressões populares, tendo o multiartista Antonio Nóbrega como convidado central. Ao lado do violinista André Kolodiuk, spalla da OSRN, Nóbrega abriu o concerto com obras instrumentais que transitaram entre composições autorais e clássicos do repertório barroco. Na sequência, assumiu os vocais em canções que destacam a força poética e narrativa da música brasileira, preparando o terreno para o terceiro momento da noite, quando dividiu o palco com Juliana Linhares em interpretações que mesclaram lirismo, identidade regional e energia cênica, incluindo frevos de compositores potiguares.

Realizado pelo Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Cultura, da Fundação José Augusto e da própria OSRN, o concerto simbolizou mais do que uma celebração pontual. Criada em 1976 e com primeiro concerto realizado no ano seguinte, a orquestra chega às cinco décadas consolidada como patrimônio vivo do estado, título oficialmente reconhecido em 2025 por lei estadual. Para o maestro Linus Lerner, a noite reafirmou a vocação da OSRN como espaço de encontro entre diferentes tradições musicais e como instituição comprometida com a excelência artística, a formação de público e a valorização da cultura brasileira, projetando seu legado para as próximas gerações.

Foto: Divulgação

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Acendimento da iluminação abre a programação natalina 2025 em Macaiba

O acendimento das luzes de Natal realizado pelo prefeito Emídio Júnior marcou oficialmente a abertura de uma das programações mais aguardadas do ano no município de Macaíba no início da noite desta quinta-feira (11/12). Em clima de encantamento e celebração, a Praça Paulo Holanda Paz, na Pista Nova, se transformou em um verdadeiro cenário natalino, com iluminação especial, decoração temática e espaço dedicado às famílias e crianças. A partir de 18 de dezembro, a Praça também contará com a Casa do Papai Noel.

A cerimônia de acendimento das luzes contou com a participação da banda de música da Polícia Militar, além de apresentações culturais de alunos da Escola Estadual Mariluza Almeida, e reuniu moradores de diversos bairros e visitantes, que acompanharam o momento em que a praça ganhou vida com cores, brilho e elementos que remetem ao espírito natalino. A iniciativa da Prefeitura busca fortalecer o turismo local, valorizar os espaços públicos e oferecer lazer gratuito à população. O tema deste ano é “A luz que vem da fé.”

A decoração inclui árvore de Natal, presépio e outros adornos que transformam a cidade em um ponto de encontro para registros fotográficos e confraternizações. Vai ter Auto de Natal na Praça da Matriz no próximo sábado (13) e Festa das Crianças na Praça Paulo Holanda Paz no próximo domingo (14). Isso é só o início porque no outro final de semana, haverá os grandes shows artísticos com a presença de artistas locais e nacionais.

No sábado, dia 20, a festa principal começa com shows de Rodrigo e Marcelo, Forró de Griff e Tropykália, que trarão muita animação e ritmo ao público. No domingo, dia 21, Denys e Klebinho se apresentam junto com Vicente Nery e Circuito Musical. A grande noite de encerramento será na segunda-feira, dia 22, com os shows de Jeff Costa, Cesinha Garcia e a consagrada cantora Joelma, que promete um espetáculo inesquecível.

O evento é uma iniciativa do prefeito Emídio Júnior que vem sendo realizado desde o seu mandato anterior, integrando o calendário anual de eventos da cidade resgatado pela sua gestão, com o objetivo de estimular a economia local, aquecendo as vendas em diversos setores do comércio macaibense.

Na oportunidade, Emídio Júnior declarou: “O Natal em Macaíba tem sido um evento que movimenta todo o município e Grande Natal, onde as pessoas vêm prestigiar nossos eventos. É pensado para toda a família. É um dia especial em que estamos ligando a Árvore de de Natal, já tivemos a satisfação de trazer, pela primeira vez na história, a Caravana da Coca-Cola, sucesso total! Antes da nossa gestão, não existia algo nesse sentido. Estamos fazendo o Natal acontecer. Hoje é só o acendimento da árvore. Vem muito mais por aí!”

Estiveram presentes os vereadores: Érika Emídio (presidente da Câmara), Sérgio Lima, Socorro Nogueira, Ismarleide Duarte, Clarissa Matias, Venício Filho e Rita de Cássia, e secretários municipais.

Foto: Edeilson Morais

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Escritoras celebram memória e identidade do Quilombo Capoeiras em livros

O secretário municipal de Cultura, Sérgio Nascimento, e o adjunto Ionilo Ribeiro prestigiam as escritoras Aline Pedro e Luzinete Dantas

A comunidade quilombola de Capoeiras vive uma semana marcada por emoção e resgate de memória com o lançamento de duas obras que reforçam a importância da valorização étnica e histórica do território. Aline Pedro, mestranda em Antropologia Social e neta de Manoel Pedro, patrono da educação local, apresentou ao público o livro Raízes que ecoam – Poesias da alma negra, um trabalho que nasce do afeto e do compromisso com a ancestralidade que molda a vida dos moradores da região.

A obra de Aline reúne poemas que dialogam com temas como identidade, pertencimento e resistência, ao mesmo tempo em que denuncia a persistência do racismo nas estruturas sociais. Cada texto convida o leitor a revisitar trajetórias apagadas ou silenciadas, reafirmando a potência do povo negro afrodescendente e destacando a força coletiva que sustenta Capoeiras ao longo das gerações.

Na mesma semana em que a comunidade comemora a conquista do título de patrimônio imaterial e cultural macaibense, a historiadora Luzinete Dantas, professora da rede municipal de Macaíba, lançou o livro Tesouros ocultos do Quilombo de Capoeiras – Ancestralidade e Memória. A pesquisa, construída a partir de relatos, documentos e vivências compartilhadas, revela aspectos pouco conhecidos da trajetória do quilombo, ampliando o entendimento sobre sua relevância histórica para o município e para o Rio Grande do Norte.

Os dois lançamentos chegam em um momento de afirmação das origens e de fortalecimento da identidade coletiva. Para moradores, educadores e pesquisadores, as obras não apenas preservam memórias, mas reafirmam o compromisso com a dignidade, a cultura e a história de Capoeiras. Em um cenário em que vozes ancestrais seguem ecoando, os livros tornam-se instrumentos de reconhecimento, valorização e continuidade das lutas que moldam a comunidade.

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