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Dia do Estatuto da Terra: você sabe o que é e qual sua importância?

Neste 30 de novembro, é celebrado o Dia do Estatuto da Terra. O estatuto é dos primeiros códigos inteiramente elaborados no Brasil a fim de colocar um freio nos movimentos campesinos que se multiplicavam durante o Governo João Goular (1961-1964).

Trata-se da Lei 4504/1964, que regulamenta os direitos e obrigações referentes aos imóveis rurais para a execução da Reforma Agrária e promoção da Política Agrícola.

Um importante instrumento normativo, como pontua advogada e professora Luciana Lara Sena Lima, doutoranda em Ciências Jurídicas pela Universidade Autônoma de Lisboa (UAL) e especializada em Direito Ambiental. “O documento foi elaborado no contexto político social durante a Ditadura Militar, com intuito desenvolvimentista do País e para a ordenação das propriedades rurais e terras brasileiras”, explica.

O Estatuto foi elaborado por uma equipe de especialistas de alto nível, ligados às melhores universidades e institutos de pesquisa. A equipe foi confinada em um hotel em Brasília e seu trabalho era acompanhado pessoalmente por Castelo Branco. 

A lei foi sancionada no dia 30 de novembro de 1964. A data motivou a criação do Dia do Estatuto da Terra, que busca dar visibilidade à luta pelo direito ao acesso à terra para quem nela vive e trabalha.

Quais os principais pontos do Estatuto da Terra? 
A legislação assegura a todos a oportunidade de acesso à propriedade da terra, condicionada pela sua função social.

Função que é reconhecida quando favorece o bem-estar dos proprietários e dos profissionais que nela trabalham, mantém níveis satisfatórios de produtividade, assegura a conservação dos recursos naturais e observa as disposições legais que regulam as justas relações de trabalho entre os que a possuem e a cultivem.

Também estabelece como dever do poder público a promoção e a criação das condições de acesso do trabalhador rural à propriedade da terra economicamente útil, assim como o zelo para que a propriedade da terra desempenhe sua função social.

Como exemplo de ações governamentais, o texto cita o estimulo a planos para utilização racional da terra, a promoção de justa remuneração e o acesso do trabalhador aos benefícios do aumento da produtividade e ao bem-estar coletivo.

Há ainda alguns conceitos contidos no Estatuto da Terra que trouxeram grandes repercussões para a vida no campo. Entre eles:

Reforma agrária: conjunto de medidas que tem como objetivo promover uma melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de sua posse e uso, pretendendo atender aos princípios da justiça social e ao aumento de produtividade.

Módulo rural: é a menor unidade de terra em que uma família pode se sustentar, ou, de acordo com a lei, lhes absorva toda a força de trabalho, garantindo que eles tenham direito a subsistência e o progresso social e econômico – e cujas dimensões, são determinadas por órgãos oficiais.

Minifúndio: é uma propriedade de terra cujas dimensões não completam o número mínimo para configurar um módulo rural.

Latifúndio: propriedades que ultrapassam 600 módulos rurais ou, independentemente deste valor, sejam destinadas a fins não produtivos.

O Estatuto da Terra ainda está em vigor no Brasil? 
O Estatuto da Terra foi inserido na Constituição Federal brasileira em 1988. Portanto, suas regras permanecem válidas no país há 59 anos. 

Os objetivos do estatuto foram atingidos? 
Os objetivos da criação do Estatuto da Terra eram, basicamente, a execução de uma reforma agrária e o desenvolvimento da agricultura. A segunda missão, de acordo com Luciana, teve mais êxito. Mas, como ela aponta, a primeira não foi fielmente cumprida nesses 60 anos.

terra.com.br

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Agricultura e Educação de Macaíba promovem o Projeto Horta na Escola

A Prefeitura Municipal de Macaíba, através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Pesca (SEMAPE), está realizando o Projeto: “Horta na escola, o cuidado com a saúde e com o meio ambiente”. O projeto é conduzido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e atenderá 12 unidades escolares entre a zona urbana e a rural até o final deste segundo semestre de 2024.

Segundo o titular da pasta, Cícero Militão, o intuito é incentivar os estudantes a consumir hortaliças, incentivar o plantio em casa, não usar veneno nas lavouras e cuidar do nosso planeta. Nesse primeiro momento, o projeto foi abraçado pela Escola Municipal Pinheiro Borges, no Campo da Santa Cruz, onde foram plantados os canteiros das seguintes hortaliças: alface-crespa das cores roxa e verde, couve-folha, cebolinha verde e coentro.

“A orientação para o uso de adubo orgânico e da importância de consumir hortaliças nas refeições foi entendida pelos estudantes, que ajudaram na produção dos canteiros e no plantio das culturas.”, relatou Militão.

A próxima etapa contemplará as seguintes unidades: Francisco Genival (Vilar), Dayse Hall (Campinas), José Arinaldo (Loteamento Esperança), Auta de Souza (Monte Líbano), Fabrício Gomes (Conj. IPE), Waldemar Peixoto (Lagoa do Sítio I), Santa Luzia (Cajazeiras), Severino Firme (Lagoa do Sítio II), Damiana França (Canabrava) e Centro Educacional Rural (CERU).

 

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Governadora Fátima e ministro da Agricultura entregarão tratores na abertura da Festa do Boi

O ministro de Estado da Agricultura, Carlos Fávaro, e a governadora Fátima Bezerra abrirão a 62ª edição da Festa do Boi, nesta sexta, 11 de outubro, às 16 horas.

Durante a abertura serão entregues 70 tratores e implementos agrícolas aos produtores rurais inscritos em diversos programas do Governo do Estado.

A Festa do Boi é o maior evento do gênero no nordeste e vai até o dia 19 de outubro.

 

Agricultura

RN é o estado do nordeste a incluir mais famílias pobres em atividades produtivas rurais

Balanço positivo foi feito pelo MDS durante reunião estadual de avaliação do programa, realizado no município de Lajes pela Emater-RN

O Rio Grande do Norte é o estado da região nordeste a inserir o maior número de famílias em situação de vulnerabilidade social e extrema pobreza no Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais. São 1.205 famílias rurais participantes na política pública – executada em nível estadual pelo Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RN), sob supervisão da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf-RN).

A informação foi divulgada pela coordenadora geral de Fomento à Inclusão Produtiva do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Ana Amélia da Silva, durante recente Reunião de Avaliação do programa, ocorrido no município de Lajes. A reunião teve a participação de diretores, coordenadores e extensionistas rurais a Emater-RN, além do secretário Alexandre Lima (Sedraf) e técnicos da pasta, e do prefeito de Lajes, Felipe Menezes.

Segundo o diretor geral da Emater-RN, César Oliveira, “isso é fruto do trabalho do Instituto. Já há 1.205 famílias no programa aprovadas pelo MDS. Até outubro, mais três mil famílias serão incluídas no Fomento Rural, representando um investimento superior a R$ 20 milhões. Com isso, a Emater prestará assistência técnica a mais de quatro mil famílias no Rio Grande do Norte”, ressaltou.

Para garantir a inserção desse número de famílias, a Emater-RN realizou um intenso trabalho de mobilização e de seleção dos beneficiários, baseado nos pré-requisitos do programa – obrigatoriamente famílias rurais em situação de pobreza e vulnerabilidade social, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, como indígenas, extrativistas e quilombolas, com renda mensal de até R$ 218,00 por pessoa; e que estejam inscritas no Cadastro Único.

A primeira parcela do pagamento foi liberada em junho à parte das famílias rurais participantes, totalizando R$ 2,158 milhões, quantia investida pelo MDS e destinada inicialmente a 830 famílias em 79 municípios do estado, beneficiando nessa primeira etapa 678 mulheres rurais.

O Programa Fomento Rural contempla nove Territórios: Açú-Mossoró, Alto Oeste, Sertão do Apodi, Sertão Central, Potengi, Trairi, Seridó, Mato Grande e Agreste Litoral Sul, totalizando 98 municípios.

O QUE É O FOMENTO RURAL?

Entre os objetivos do Programa Fomento Rural estão a oferta de meios para a geração de renda, estímulo à produção de alimentos saudáveis e à agroecologia, e às cadeias produtivas predominantes nos Territórios Rurais, além de incentivar o cooperativismo. Os municípios priorizados nessa ação tem baixo IDH, concentração de Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE), que possam ser integrados a ações como o Programa de Aquisição de Alimentos, tecnologias de acesso à água, regularização fundiária, entre outros.

Além da seleção, a Emater-RN elaborou em conjunto com as famílias os projetos produtivos que serão financiados pelos recursos. Estão previstas duas parcelas, a primeira de R$ 2.600,00 e a segunda, de R$ 2 mil para cada família.

Também foram realizadas visitas técnicas de acompanhamento e oficinas, cursos de formação técnica nas áreas relacionadas aos projetos produtivos. Podem ser beneficiados pelo fomento projetos agrícolas (criação de animais, cultivo), não agrícolas (como artesanato, serviços de beleza), de forma individual ou coletiva, com apenas uma ou mais atividades combinadas.

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