Primeiras pesquisas eleitorais do segundo turno

A diferença entre as pesquisas divulgadas na reta final e o resultado das urnas no primeiro turno da eleição presidencial de 2026 voltou a colocar os institutos sob cobrança. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula (PT), com 47,03% contra 45,16% dos votos válidos, enquanto apenas o Gerp apontava vantagem numérica do candidato do PL.
Na véspera da votação, PoderData, Datafolha e Quaest indicavam empate técnico, com vantagem numérica para Lula. CNT/MDA e AtlasIntel apontavam liderança mais consistente do petista. O Gerp, por sua vez, registrava 46% para Flávio e 44% para Lula.

A divergência também apareceu em disputas estaduais. No Paraná, Sérgio Moro venceu no primeiro turno com 50,1% dos votos válidos, acima dos percentuais apontados por Quaest, AtlasIntel e Real Time Big Data. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas terminou na liderança, contrariando levantamentos que indicavam vantagem de Eduardo Paes.

As diferenças reacenderam propostas para revisar as regras das pesquisas eleitorais. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia defendido mudanças com foco em transparência e fiscalização, incluindo a discussão sobre um selo de qualidade para institutos. As propostas não resultaram em alterações concretas antes da eleição de 2026.

Especialistas ressaltam que pesquisas registram a intenção de voto em determinado momento e não devem ser tratadas como previsão definitiva do resultado. A discussão agora envolve transparência, metodologia e confiança nos levantamentos, enquanto as primeiras pesquisas do segundo turno estão previstas para esta quinta-feira (8).

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