
Celebrado em 5 de março, o Dia Internacional do Desarmamento e da Conscientização sobre a Não Proliferação reforça um compromisso global com a paz e a segurança. Instituída pela Organização das Nações Unidas e marcada oficialmente desde 2023, a data busca ampliar o debate público, especialmente entre jovens, sobre os riscos associados à expansão de armas nucleares e convencionais. A mobilização integra uma agenda mais ampla que inclui o 26 de setembro, Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, e o 9 de julho, dedicado ao enfrentamento da proliferação de armas de fogo. Em todos os casos, a mensagem converge para o mesmo ponto: reduzir armamentos é proteger vidas.
Desde sua fundação, a ONU coloca o desarmamento multilateral no centro dos esforços para manter a paz internacional. O alerta é permanente diante do potencial destrutivo das armas de destruição em massa, sobretudo as nucleares, e dos impactos do comércio ilícito de armas leves, que alimenta conflitos e compromete o desenvolvimento sustentável. O uso de explosivos em áreas povoadas amplia o risco para civis, enquanto novas tecnologias bélicas, como sistemas autônomos, impõem desafios éticos e estratégicos à comunidade internacional. A resolução A RES 77 51 da Assembleia Geral convoca governos, instituições e sociedade civil a promover ações educativas e campanhas de conscientização.
No Brasil, o debate dialoga com o Estatuto do Desarmamento, criado para enfrentar os altos índices de mortes por armas de fogo e fortalecer mecanismos de controle. Marchas silenciosas, campanhas de recolhimento e destruição de armamentos e debates públicos fazem parte das estratégias para reduzir a violência e estimular uma cultura de paz. Mais do que uma data simbólica, o 5 de março propõe uma reflexão concreta: desarmar não é apenas limitar arsenais, mas ampliar oportunidades de desenvolvimento, proteger civis e reafirmar que segurança duradoura se constrói com diálogo e cooperação.
Foto: ONU

